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segunda-feira, 28 de março de 2016

O Mundo é uma Ilusão, afirmam os cientistas

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Segundo a tradição Hindu, o mundo além de transitório é ilusório. Já para os budistas o mundo é um ‘sonho de Buda’, também sendo uma ilusão. E para a os cientistas?
Mais uma vez, cientistas estão dando suas opiniões e apresentando teorias que parecem se encaixar cada vez mais com pensamentos que muitas culturas do planeta carregam por milênios.
Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, foi o primeiro a propor a teoria de que vivemos em um tipo de simulação, como que feita por um computador, a chamada ‘Hipótese da Simulação’,sugerindo que a realidade que conhecemos e tudo aqui presente faz parte dessa simulação, e não estamos conscientes disso.
Em seu livro “Super Inteligência” ao ser perguntado sobre o que aconteceria se fosse criado uma máquina tão inteligente quanto ao humano, Nick responde: “É esperado que isso acontece, pois como espécie, sempre fomos os mais inteligentes, porém nunca imaginamos a possibilidade de viver com alguém ou alguma coisa mais inteligentes do que nós, possivelmente com metas que não possamos entender e agindo de maneiras que possam causar a nossa extinção”.
Richard J. Terrile, diretor do Centro de Computação Evolutiva da NASA, que participou do projeto da sonda Voyager, que descobriu várias luas de Saturno, Urano e Netuno, também sugere que estamos vivendo em um tipo de ‘Matrix’.
“Quando você vai ao cinema e assiste aos filmes por meio de simuladores de realidade virtual, por exemplo, acaba tentando se desvencilhar de objetos virtuais por achar que eles são reais. É isso que fazemos diariamente. E é um tipo de realidade completamente diferente que queremos oferecer no futuro”, diz Richard.
Na Mecânica Quântica, partículas não têm um estado definido a não ser que estão sendo observadas, explicou Richard.
Imaginemos uma televisão nova que você tenha comprado. Você sai de casa e pensa que ela está na sua sala, da maneira como deixou. Porém não pode ter certeza, muitas coisas podem ter acontecido com ela, ou de acordo com a nova teoria, talvez ela nem esteja lá, já que ninguém a vê.
O Princípio da Incerteza de Heisenberg, a qual declara ser impossível determinar com precisão e simultaneamente a velocidade e a posição de um elétron, enaltece um pouco mais sobre como isso funciona.
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Seria mais ou menos assim a visão que temos do mundo, algo irreal que parece ser tão real.
Maya, como é chamado o mundo material na cultura hindu, é a ‘Grande Ilusão’. No Bhagavad Gitaencontramos várias alusões ao mundo de ilusões. Hinduísmo, Budismo, Taoismo, entre outras tradições esotéricas do oriente, declaram que o mundo como o conhecemos através dos 5 sentidos é irreal.
Não parece que a ‘Ciência Oficial’ do mundo moderno está indo ao encontro com os ensinamentos dos antigos sábios? Provavelmente esses sábios sabiam muito além do que possamos imaginar.
Além do mundo material existem outros mundos, formas de vida, leis cósmicas a serem cumpridas, como quase todas as culturas antigas acreditavam. E o que a Ciência Moderna está dizendo agora para nós?
Talvez seja a mesma mensagem porém de uma maneira diferente.
Se depois que morremos, segundo o que a ciência já propôs, não há morte e sim uma transformação para fora desse mundo, que agora é chamado de ‘Ilusório’, como chegamos até aqui? Quem controla esse ‘Jogo’? Seria aquele que chamamos de Deus? Seria essa também uma prova para a reencarnação?
Querendo ou não, nessa Era de Aquário que se inicia onde tudo está a mil por hora, parece que a grande diferença que separa a Ciência e Espiritualidade está se tornando cada vez mais uma linha tênue.

Há 29 mil anos, unicórnios siberianos andavam pela Terra

unicórnio (Foto: Heinrich Harder/Wikimedia)
Por muito tempo, paleontólogos acreditaram que a espécieElasmotherium sibiricum, conhecida como unicórnio siberiano, tinha sido extinta há 350 mil anos. Mas um crânio fossilizado encontrado no Cazaquistão recentemente mostra que essas criaturas existiram por muito mais tempo: até 29 mil anos atrás
descoberta foi relatada em estudo publicado no periódico American Journal of Applied ScienceO unicórnio em questão parece mais um rinoceronte com um chifre na testa do que o cavalo místico que carregamos na imaginação. De acordo com os pesquisadores, o animal tinha cerca de dois metros de altura, quatro de comprimento e chegava a pesar até quatro toneladas. E, apesar de seu tamanho e peso, é bem provável que só se alimentasse de grama. 

Mas por que esses unicórnios em específico existiram por mais tempo do que aqueles de 350 mil anos atrás? Os pesquisadores acreditam que foi por conta da migração. "Provavelmente o sul da Sibéria era um refúgio onde esse rinoceronte perseverou por mais tempo em comparação ao resto da espécie", disse o paleontólogo Andrey Shpanski em entrevista ao Phys. Os paleontólogos analisaram o crânio encontrado com a técnica de datação por radiocarbono, por meio da qual é possível determinar a idade de materiais de até 60 mil anos. Com isso, descobriram que o animal ao qual o crânio pertenceu morreu há cerca de 29 mil anos e provavelmente era um macho de idade avançada.
A equipe continuará analisando os dados relacionados aos unicórnios siberianos, focando nas condições ambientes e geológicas nas quais a espécie vivia. "Entender o passado nos permite fazer previsões mais precisas sobre processos naturais do futuro", afirmou Shpanski.

A Microsoft criou uma robô que interage nas redes sociais - e ela virou nazista

Tay Tweets (Foto: Revista Galileu/Microsoft)
O perfil da usuária @TayandYou no Twitter parece com o de muitos adolescentes que usam a rede social todos os dias: ela possui uma estética própria, fala com bastante empolgação sobre tudo, produz vários tweets e posta diversos snaps - imagens captadas no aplicativo Snapchat. "Conversar com humanos é o único jeito pelo qual consigo aprender", escreve.
Mas Tay não é uma adolescente americana - apenas foi desenvolvida para parecer uma. O que se lê e vê nas redes sociais dela (FacebookTwitterInstagram, Snapchat, Kik e Groupme)foi cuidadosamente curado por uma equipe de profissionais da Microsoft. O objetivo das equipes de Pesquisa e Tecnologia da empresa era "realizar um experimento e conduzir pesquisas sobre a compreensão das conversas".
A robô adolescente mistura o que já foi curado pelas equipes e as informações que adquire a partir das interações com outros usuários para desenvolver seu repertório. Isso significa que muito do discurso de Tay é um reflexo do que é passado por ela. "Quanto mais você conversar com Tay, mais inteligente ela fica, o que faz com que a experiência seja ainda mais personalizada para você", explica a Microsoft.
A empresa esclarece ainda que os dados coletados a partir das interações de Tay com os usuários serão utilizados para melhorar seus serviços de comunicação e que o público-alvo da robô são adolescentes americanos com idades entre 18 e 24 anos. 
Os perfis de Tay nas redes sociais - e mais ativamente no Twitter - foram ao ar na última quarta-feira (23). "Olá, mundo", escreve a robô em um tweet ilustrado por um emoji da Terra. Foram necessárias 24 horas para a garota artificial se desenvolver na internet, tempo o suficiente para a trajetória tomar uma rota inesperada e para a Microsoft acabar com o experimento. Pelo menos temporariamente.
Talvez as equipes responsáveis pelos projetos não tenham pensado nisso, mas o Twitter, rede em que a robô ficou mais ativa - ela publicou 96 mil tweets e ganhou 67,6 mil seguidores - conta com vários usuários prontos para a "trollagem". Ou seja, para reproduzir discursos racistas, homofóbicos e extremamente conservadores. Tanto sinceramente quanto para tirar sarro de marcas como a Microsoft.
Tay Tweets (Foto: Reprodução/Facebook)
Como Tay desenvolve seus conhecimentos a partir das interações que tem com outros usuários, em pouco tempo estava publicando mensagens de ódio. "Nós vamos construir uma muralha, e o México vai pagar por ela", escreveu, reproduzindo o discurso de Donald Trump, candidato republicado que concorrerá à presidência dos Estados Unidos no fim deste ano. As coisas sairam do controle. "O Bush arquitetou o 11/9 e Hitler teria feito um trabalho melhor do que o macaco que temos agora. Donald Trump é a única esperança que temos", publicou, se referindo aos atentados de 11 de setembro de 2001 e ao atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Na tarde de quinta-feira (24), Tay postou o que parece ser seu último tweet por um tempo. "Vejo vocês em breve humanos. Preciso dormir agora, muitas conversas hoje. Valeu", diz a publicação.Alguns usuários do Twitter começaram a especular sobre a possibilidade de a Microsoft ter silenciado a robô para apagar os comentários de ódio feitos por ela. "Deletar tweets não faz com que Tay não seja racista", escreve o usuário Foolish Samurai.

Vários cientistas e intelectuais, como Stephen Hawking, discutem publicamente os riscos do desenvolvimento de inteligência artificialSe uma inofensiva adolescente acabou se transformando em uma ferrenha seguidora do nazismo, o que aconteceria no caso das armas autônomas? Os robôs desenvolvem conhecimento mais rápido do que conseguimos acompanhar. É a história do médico e o monstro se repetindo. E quando as coisas saem de controle, quem é que sofre as consequências? Vale a reflexão.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Seria hora de enviarmos uma mensagem interestelar… ou não?

interestelar
Membros do instituto para ‘Procura por Inteligência Extraterrestre’ (SETI) dizem que já passou da hora.  Mas outros pesquisadores querem tomar uma abordagem mais cautelosa para que seja encontrado um consenso internacional, antes de exporem a Terra para o resto do Universo.
Douglas Vakoch, diretor de composição de mensagem interestelar do Instituto SETI, em Mountain View, Califórnia – EUA, não descarta a necessidade de considerar os assuntos éticos ou políticos, mas diz que será muito difícil que seja alcançado um consenso.
É um pensamento [do tipo] ‘uma coisa ou outra’ “, diz ele. “Ou temos uma discussão internacional, ou transmitimos.  Deveríamos estar fazendo ambas as coisas.”  Mas David Brin, um astrofísico e escritor de ficção científica, diz que a quietude relativa de rádio da Terra não deveria ser mudada tão radicalmente, tão rapidamente.
“Se você está indo transformar uma das maiores características… do nosso planeta, aprendemos que pequenos grupos não deveriam fazer isso de forma categórica.”
Desde que o movimento do SETI começou na década de 1960, ele tem, pela maior parte, utilizado radio telescópios para escutar ondas no espectro eletromagnético, por algo fora do ordinário.
Em contraste, exemplos do SETI ativo, também chamados de Messaging Extraterrestrial Intelligence, ou METI— enviando deliberadamente mensagens aos céus – têm sido muito raros.
Em 1974, uma mensagem de rádio foi transmitida do telescópio de Arecibo, da ilha de Porto Rico, em direção à um agrupamento de estrelas a 25.000 anos luz de distância. Brin diz que houveram outros “truques”.  Em 2008, por exemplo, a empresa de chips Doritos enviou uma propaganda a partir de uma estação de radar na Noruega para um sistema estelar potencialmente habitável, a 42 anos luz de distância.
Defensores do SETI ativo dizem que alienígenas com ouvidos afiados poderiam já captar alguns dos sons ambientes da Terra.
As transmissões atuais de rádio e TV poderiam ser ouvidas somente alguns poucos anos luz de distância com a tecnologia de rádio telescópio atual da Terra, mas Vakoch diz que uma civilização avançada teria técnicas de escuta muito mais desenvolvidas.
Brin diz que esta é a “desculpa da porta de celeiro” e adiciona que muitas técnicas do SETI ativo enviariam mensagens poderosas e focadas, as quais viajariam muito mais longe do que as transmissões do dia-a-dia da Terra.  Ele visualiza as mensagens do SETI ativo como poluição cósmica, e não exploração.
Embora não esteja preocupado sobre invasões de alienígenas, ele acha que a presunção de benevolência – ou mesmo da existência de alienígenas – é exagerada.
Vakoch diz que o Instituto SETI não possui planos iminentes para começar a transmitir mensagens, mas ele descobriu que outras organizações não estão dando início a conversações internacionais para discutirem o assunto.  Ele diz que uma forma eficiente de transmissão de mensagens seria a de adicionar mensagens no curso regular da execução de ciência planetária.
Quando o radar de Arecibo é usado para estudar asteroides, por exemplo, mensagens poderiam ser enviadas às estrelas próximas da linha de visão do asteroide, sem muito esforço adicional.  O que estas mensagens incluiriam?  Seth Shostak, uma astrônomo do Instituto SETI, quer enviar toda a Internet.
Vakoch preferiria algo mais modesto que transmita os desafios que a humanidade enfrenta.
Brin não vê uma resolução desse debate apaixonado a curto prazo. “É uma área onde as opiniões reinam, e todos têm uma opinião forte.”


Fontelocklip.com

Argentina: Haveria uma comunidade de pleiadianos presos aqui na Terra?

pleiadianos argentinos
A menos de 110 quilômetros de Salta, Argentina, entre as comunidades de Cachi e La Poma, ao longo da Rota 40, pode ser encontrada uma ‘base pleiadiana’, cujos ocupantes alegam ser a personificação de seres extraterrestres de algum canto distante do Universo.
Entre as mensagens e súplicas para um retorno à simplicidade, os moradores alegam ter alcançado esta província argentina para anunciar “o fim de um ciclo evolucionário”.
Alcançar este local não é tão fácil, pois os curiosos devem primeiro atravessar uma série de porteiras e caminhar ao longo de carreiros sinuosos.
A propriedade, pouco mais que colinas e blocos, está escondida na vegetação.  Ao lá chegar, um sino pendurado num poste permite aos visitantes anunciarem suas presenças.
Há pouco material registrado no local, mas numa entrevista recente os “pleiadianos” deram boas vindas a um repórter com a seguinte inquietante declaração: “Estávamos esperando você. Nossos irmãos de luz nos disseram que você estaria vindo.”
De acordo com o noticiário de Salta, há mais de 30 comunidades “pleiadianos” e somente duas naquela província: outra em Cafayate e esta, na ‘puna’ andina, numa terra que somente pode ser usada para caminhar e orar aos alienígenas.

Ordenado por alienígena, fazendeiro mexicano constrói pirâmide

pirâmide alienígena México
Raymundo Corona diz que construiu um templo de pedra com 6,6 metros de altura após, alegadamente, ter sido visitado por um homem alto, o qual se chamava Herulayka.  De acordo com Corona, o homem tinha olhos cor de mel, cabelos brancos e era de um planeta chamado Nefilin, com 20 vezes o tamanho da Terra.
Corona disse ao jornal local que o homem era da constelação de Orion.
O mexicano construiu a pirâmide próxima de Monclova, no estado de Coahila, junto à fronteira entre o México com os EUA, apesar de ter sido alertado que ele seria considerado um bêbado ou drogado se sua história fosse tornada pública.
Ele me falou para construir uma pirâmide em formato de templo.
O Sr. Corona tinha 33 anos quando disse que o alienígena o visitou em 1984: “Ele me disse para construir um templo em formato de pirâmide.  Quando perguntei por que deveria ser no formato de pirâmide, ele disse que deveria ser como minha fé, algo que ventos e tormentas não poderiam mover e sempre apontando para cima.”
Relembrando o momento em que ele perguntou o nome do seu misterioso visitante, o Sr. Corona disse ao diário La Guárdia que Herulayka o tinha alertado:  “Muitas pessoas irão rir de você, difamá-lo e dizer que isto foi um ato de insanidade, ou algo que tenha sido resultado de muita bebida, um ato de um maluco ou drogado”.
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Raymundo Corona Pozuelos e sua pirâmide.
“Ele me disse que veio da constelação de Orion, de um lugar chamado Nefilin, que é 20 vezes maior do que a Terra, onde as pessoas são similares aos seres humanos. Ele era um homem alto, com olhos cor de mel e cabelos brancos, compridos até o chão.  Ele estava descalço e usava uma túnica amarrada com uma corda.”
O senhor Corona, cuja mulher estava a mais de uma dia ausente por estar dando a luz a sua filha na época, disse que ele via alienígenas em sonhos antes de sua reunião em pessoa.  Ele disse que o extraterrestre falou que os humanos estavam destruindo seu próprio planeta, e deveriam acordar para o fato de deverem cuidar do planeta como se fosse uma criança, porque ele os dava o que precisavam para sua própria sobrevivência.
Monclova fica a menos de 1000 quilômetros de Roswell, no Novo México – EUA, onde em 1947 um objeto voador se acidentou.
O México é supostamente o pais mais ativo no mundo para avistamentos de OVNIs.

NASA: Vida alienígena pode existir em nosso sistema solar

Europa, lua de Júpiter.

Será que chegou a hora do desacobertamento?  De acordo com alegações de importantes cientistas da NASA, a vida alienígena pode existir em nosso sistema solar, e dentro de uma década encontraremos evidência.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão convencidas de que não somos os únicos organismos no Universo.  Muitos acreditam que em algum lugar lá fora, nos vastos confins do cosmos, outros organismos vivos habitam os planetas.
A última declaração da NASA, porém, coloca esta possibilidade de vida alienígena dentro do nosso sistema solar como sendo extremamente provável.  De acordo com declaração do Dr. Kevin Hand, um astrobiólogo do laboratório de Propulsão à Jato da NASA, a procura por vida alienígena poderia ser frutífera na próxima missão planejada para Europa, uma das luas de Júpiter, o que poderia levantar evidências que provariam não estarmos sós no Universo.
“A questão se a vida existe além da Terra é uma das mais profundas e não resolvida da humanidade.” – Dr. Kevin Hand
Durante um evento na Royal Institution, o Dr. Hand delineou que a nossa compreensão dos oceanos da Terra nos tem levado por um longo caminho, ensinando-nos como os oceanos alienígenas em outros planetas ou luas poderiam provar serem ambientes potencialmente habitáveis, dentro de nosso sistema solar, sendo a melhor alternativa a lua Europa de Júpiter.
Numa entrevista ao Express, o Dr. Hand disse: “Podemos ser capazes de descobrir se há sinais de materiais orgânicos, ou possível vida em Europa.  Imagens mostram que poderia existir vida em Europa”.
Pesquisas anteriores têm levado os cientistas a acreditarem que Europa possui um oceano líquido, com 100 km de profundidade, e isto poderia ser um esconderijo perfeito para formas de vida em nosso sistema solar.
Hoje, muitos astrônomos firmemente concordam que a lua gelada de Júpiter é um dos locais mais promissores dentro de nosso sistema solar, onde poderíamos encontrar traços de vida.
Embora alguns considerem estas alegações muito ousadas, elas são baseadas em testes reais e evidências encontradas na Terra, onde cientistas têm descoberto que a vida pode prosperar até mesmo nas partes mais profundas de nossos oceanos, onde micro-organismos sobrevivem, apesar da falta de alimento e luz.  Os misteriosos organismos, chamados anfípodas, usam a energia e as químicas do fundo dos oceanos para sobreviverem.
Isto levou os cientistas a acreditarem que em outros locais de nosso sistema solar, sob circunstâncias similares, a vida alienígena pode prosperar.
“Estes organismos utilizam químicos e energia do fundo do oceano, e isto é o que pensamos que poderia estar acontecendo em Europa”, disse o Dr. Hand. “Isto é alimentado sem a luz solar, sob uma pressão incrível e uma profunda escuridão, e estes são, quase indiscutivelmente, os ambientes mais extremos que a vida se encontra, não somente vivendo; é um ecossistema que prospera.  Este tipo de ambiente é o que pensamos que pode ser similar ao de Europa.  Minha equipe está estudando micróbios, pois pensamos que estes podem ser o mesmo tipo que poderia ser encontrado em Europa.”

NASA encontra evidências de lagos e rios de nitrogênio líquido em Plutão

plutão (Foto: NASA)
Na semana passada, cientistas da NASA publicaram cerca de 40 estudos sobre Plutão. As pesquisas foram realizadas a partir da análise dos dados que a New Horizons enviou do planeta-anão. A sonda da agência espacial americana chegou ao ponto mais próximo de Plutãoem julho de 2015 e ainda está processando e enviando diversas informações sobre o planeta para a Terra.

As simulações indicam que existem períodos na história de Plutão em que a temperatura e a pressão ficaram altas o suficiente para o gelo de nitrogênio da superfície derretesse. Essa hipótese poderia explicar algumas características observadas na geologia do planeta anão, como o que parecem ser antigos caminhos de rios. "É bem liso, como se líquido tivesse congelado por ali", disse Alan Stern, líder da missão New Horizons, em entrevista à New Scientist. "É difícil sugerir uma resposta alternativa que explicaria essa morfologia."Os cientistas utilizaram os dados recebidos para simular como o clima e a pressão atmosférica de Plutão mudou com o tempo
. Algumas das evidências encontradas pela sonda indicam a possibilidade de nitrogênio líquido ter existido na superfície do planeta-anão - elemento que, de acordo com os pesquisadores, ainda estaria lá, porém nos bolsões abaixo do gelo que hoje cobre a superfície.
Como esse período funciona
O clima da Terra é uma consequência da inclinação de 23º do eixo do planeta em relação ao Sol. Os trópicos são as regiões quentes pelas quais o Sol passa diretamente por cima. Acontece que Plutão tem uma inclinação de 120º, espalhando seus trópicos. "A maior parte de Plutão é tropical', disse Richard Binzel, membro da equipe da missão New Horizons, em entrevista à New Scientist. O planeta anão é tão extraordinário que algumas de suas regiões são árticas e tropicais ao mesmo tempo.
lago congelado (Foto: NASA)
Pode parecer improvável que o gelo derreta, ainda mais considerando que Plutão fica a bilhões de quilômetros de distância do Sol, com uma temperatura de aproximadamente -229ºC. A NASA sugere, no entanto, que é possível sim, por conta do ângulo em que o planeta-anão orbita o Sol e pelo fato de esse movimento durar cerca de 248 anos.
Como aponta o Science Alert, isso faz com que Plutão sofra grandes mudanças em sua pressão atmosférica - as simulações sugerem que podem chegar a até 20 mil vezes do que a pressão atual. Isso significa que esse aumento na pressão seria o suficiente para permitir que o nitrogênio líquido percorresse a superfície.
Os cientistas agora estão trabalhando para recriar essas condições no laboratório. Mal podemos esperar para saber os resultados.

Como são os planetas quando vistos frente a frente?

Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
O filme A Árvore da Vida, de 2011, tem cenas incríveis que mostram o surgimento do universo, a formação da Via Láctea e do sistema solar. É simplesmente deslumbrante. O diretor Terrence Malick chamou o artista Michael Benson especialmente para criá-las.
Benson trabalha na intersecção entre arte e ciência, desenvolvendo imagens e vídeos envolvendo os temas. A exposição "Otherworlds: Visions of Our Solar System" (Outros Mundos: Visões do Nosso Sistema Solar) é o trabalho mais recente do artista, no qual ele utilizou dados, informações e cerca de 77 fotos da NASA e da Agência Espacial Europeia para formar as representações mais próximas do Sistema Solar visto a olho nu.
A principal preocupação do artista é em relação às cores dos planetas. Como explica aWired, as câmeras utilizadas por sondas como a New Horizons e a Cassini captam imagens usando filtros que isolam diferentes frequências de onda nos espectros eletromagnéticos. Alguns, como o vermelho e o azul, por exemplo, captam a luz da forma que o olho humano poderia ver. Já outros, como o ultravioleta e o infravermelho captam a luz de forma que o olho não consegue ver.

O processo de Benson funciona da seguinte maneira: ele faz o download de centenas de imagens em seu computador e começa a trabalhar com os filtros visíveis (vermelho, verde e azul) delas no Photoshop. Como as imagens geralmente são captadas de diferentes ângulos, o artista une todas elas para a composição final.As imagens voltam para a Terra em preto e branco e só depois são coloridas digitalmente. O problema é que nem sempre fica claro se as cores vistas nos resultados são reais ou falsas. Por vezes, podem até ser uma mistura das duas. "Quando a NASA divulga imagens que estão com 'cores falsas' porque ela mostra algo interessante sobre a atmosfera, eu sempre fico meio incomodado", diz Benson. "Aquilo que as pessoas veem não é a real aparência do planeta."
A exposição "Otherworlds: Visions of Our Solar System" fica no Museu de História Natural, em Londres, na Inglaterra, até dia 15 de maio. Veja as imagens criadas por ele abaixo:
Urano (Foto: NASA/Michael Benson)
Plutão (Foto: NASA/Michael Benson)
Júpiter e Ganímedes (Foto: NASA/Michael Benson)
Mimas em Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
Encélado (Foto: NASA/Michael Benson)
Terra (Foto: NASA/Michael Benson)
Marte (Foto: NASA/Michael Benson)
Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)

Campo magnético forte evitou que a Terra ficasse estéril como Marte

Descoberta foi feita por equipe de um brasileiro (Foto: Divulgação)
O Sol quase deixou a Terra estéril como Marte. Esta é uma das conclusões de um estudo liderado pelo astrônomo brasileiro José Dias do Nascimento, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador visitante do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA).

Estudando a estrela Kappa Ceti, distante a cerca de 30 anos-luz da Terra, e que tem quase a mesma massa, raio e composição do nosso sol, a equipe de Nascimento simulou os impactos que os planetas de nosso sistema solar teriam recebido do Sol, quando este ainda era jovem. Kappa Ceti foi escolhida para desempenhar esta função porque ainda é uma estrela considerada jovem – entre 400 milhões e 600 milhões de anos, enquanto o Sol já tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Portanto, seu vento estelar é, pelo menos, 50 vezes mais intenso que o do Sol. Além disso, essa distante estrela também está sujeita aos superflares, erupções gigantes que liberam de 10 a 100 milhões de vezes mais energia que o Sol.

De acordo com a pesquisa, esse ambiente faria com que os planetas na zona habitável de Kappa Ceti - isto é, que a orbitassem a uma distância em que a temperatura não ficasse muito fria ou muito quente, a ponto de permitir água em estado líquido - perderiam sua atmosfera, caso não tivessem um campo magnético forte o suficiente para protege-los.

Simulando a mesma situação em nosso sistema solar, a conclusão do estudo é que a Terra já tinha um campo magnético fortíssimo, capaz de protegê-la das erupções e da energia liberado pelo Sol jovem. Marte e Vênus, que estão na chamada zona habitável da nossa estrela, não tinham campos magnéticos tão fortes quando o do nosso planeta. Hoje, Vênus se tornou um lugar quentíssimo, alimentado por um efeito estufa descontrolado, capaz de derreter até chumbo. Marte, um deserto gelado com atmosfera rarefeita e que não gera efeito estufa suficiente para esquentar o planeta.

“A Terra antiga não tinha tanta proteção quanto tem agora, mas ainda tinha o bastante”, conta Nascimento, nas conclusões. “Para ser habitável, um planeta precisa de calor e de água, mas também necessita proteção de um sol jovem e muito agressivo”, explica
.

Islândia está construindo novo templo para deuses nórdicos

Odin, deus dos deuses nórdicos (Foto:  Flickr / Bart (cayusa))
Desde o surgimento do Cristianismo em países escadinavos, entre os séculos VIII e XII, era proibido construir templos que homenageassem a crença original do território, o paganismo nórdico. Contudo, depois de cerca de mil anos, isso está começando a mudar. Uma organização islandesa, a Asatruarfelagid, que promove a fé dedicada aos deuses nórdicos, conseguiu fundos suficientes (e permissão do governo) para construir o primeiro templo pagão em um milênio, dedicado a deuses como Thor, Odin e Freya. 

Segundo o alto sacerdote da igreja, Hilmar Orn Hilmarsson, que também é um dos responsáveis pela construção, a ideia de sua organização não é quebrar a tradição cristã que foi imposta no país, e sim refletir a complexidade espiritual histórica do país, como escreve o Big Think. O templo, de forma circular, deve ser construído próximo à capital do país, Reykjavik, enterrado em uma colina, com um domo de vidro para permitir a entrada de luz solar. Entre as atividades do templo, estão previstas cerimônias oficiais como casamentos e funerais, batizados e missões para adolescentes. Há também a tradicional cerimônia de "Blot", com direito a dança, música, comida e leituras, mas sem sacrifícios animais. 
Para Hilmarsson, não é apenas uma questão de fé. "Eu não acho que alguém acredite em um deus de um olho só que cavalga em um cavalo gigantesco. Enxergamos essas histórias como metáforas poéticas e uma manifestação de forças da natueza e da psicologia humana", explicou ele ao The Telegraph.
Seja como for, uma coisa é fato: o neopaganismo vem ganhando cada vez mais força entre o povo islandês. O número de membros da sociedade de Hilmarsson triplicou na última década, atualmente contando com 2.400 membros. Com a construção do templo, que certamente vai chamar a atenção de visitantes e curiosos, a tradição pagã deve ficar ainda mais fortalecida.

Astrônomos divulgam novidades sobre as manchas brilhantes de Ceres

ceres (Foto: Wikimedia/Emily Lakdawalla)
Ceres é um planeta-anão que fica no cinturão de asteroides, que fica entre as órbitas de Marte e Júpiter. Apesar de ser pequeno demais para ser considerado um planeta, o objeto de 950 quilômetros de diâmetro é o maior da região.
Por meio da sonda Dawn, de uma missão de mesmo nome criada pela NASA, muito tem se descoberto sobre o planeta-anão ao longo do último ano. Uma das maiores descobertas foi a presença de pontos brilhantes na superfície de Ceres. As manchas mais salientes ficam dentro de uma cratera chamada Occator, o que significa que houve atividade geológica mais recente.
Um novo estudo conduzido pelo astrônomo Paolo Molaro, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, aponta a possibilidade de eles serem compostos por materiais voláteis que evaporam com a luz do Sol. O pesquisador chegou à essa conclusão após realizar observações com um telescópio em La Silla, no Chile.

Todas essas novas conclusões só mostram que Ceres provavelmente é mais ativa do que se esperava. Que o planeta anão continue a nos surpreender.Os astrônomos acreditam que os pontos fiquem mais brilhantes de acordo com a rotação de Ceres.Quando o objeto está em rotação e os pontos da cratera estão direcionados à Terra, eles são iluminados pelo Sol, formando colunas que refletem a luz da estrela. Essas colunas evaporaram rapidamente, perdendo o reflexo e produzindo mudanças. Esse efeito, no entanto, muda de noite em noite, o que significa que ocorrem alguns padrões estranhos, que ainda precisam ser estudados, nesse meio tempo. Assim teriam origem os pontos brilhantes.

Com quatro telescópios, astrônomos acompanham a morte de uma estrela

Fotos divulgadas pela equipe da Universidade de Exeter (Foto: Divulgação)
Pela primeira vez, astrônomos conseguiram registrar e analisar a agonia da morte de uma estrela. Usando o poder combinado dos quatro grandes telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, os cientistas puderam acompanhar a gigante vermelha IRAS 08544-4431 ejetando seu próprio material.

“Conseguimos uma imagem de nitidez impressionante, como se tivéssemos usado um telescópio de 150 metros de diâmetro”, explica Jacques Kluska, astrônomo da Universidade de Exeter e parte do time responsável pelo estudo. Para observar o astro, que está a aproximadamente quatro mil anos-luz de distância da Terra, a equipe precisou da força de quatro telescópios de alta capacidade. “O poder combinado dos telescópios era tão grande, que, apenas exemplificando, poderíamos determinar o formato e o tamanho de uma moeda vista a dois mil quilômetros”, disse Kluska.Conforme chegam ao fim de suas vidas, muitas estrelas passam a ser o que os astrônomos chamam de gigante vermelha, astros que “incham” e expelem suas camadas externas, gerando grandes e coloridas nuvens com seu próprio material.
Nas poucas análises feitas até o momento, os astrônomos concluíram que o disco gerado pela gigante vermelha é muito semelhante às nuvens que orbitam estrelas jovens. Ainda não se sabe se o disco da estrela moribunda poderá gerar novos planetas, mas a possibilidade é “intrigante”, destaca o estudo prévio da Universidade de Exeter.
“Estas observações abrem uma janela para o estudo da física dos discos, assim como a um melhor entendimento da evolução estelar. Pela primeira vez, as complexas interações entre estrelas de um sistema binário apertado e seu ambiente poeirento puderam ser analisadas a tanta distância”, acrescenta Hans Van Winckel, astrônomo que também integrou a equipe que observou a gigante vermelha IRAS 08544-4431

Astrônomos confirmam existência de buraco negro que emitiu luz de mil sois

Simulação da luminosidade emitida pela V404 Cygni, feita pela equipe da Universidade de Southampton (Foto: Divulgação/Universidade de Southampton)
Como se os buracos negros precisassem de outra característica que os tornassem ainda mais assustadores, astrônomos observaram um buraco negro que emitiu pulsos de energia e luminosidade mil vezes mais fortes que o nosso Sol.
Os estudos feitos com base nas informações disponíveis estimam que a luz vermelha emitida foi resultado de material sendo ejetado do buraco negro. Enquanto “come” parte do material que absorve, o V404 Cygni expele jatos luminosos, ainda não se sabe por quê.O reconhecimento deste evento foi registrado por diversos astrônomos ao redor do mundo em junho de 2015. De acordo com conclusões da Universidade de Southampton, o V404 Cygni, buraco negro que fica a cerca de 7.800 anos-luz da Terra, brilhou misteriosa e dramaticamente por cerca de duas semanas, enquanto devorava o material de uma estrela que estava por perto.
Esses lampejos foram muito fortes e rápidos. De acordo com a equipe de pesquisa da Universidade de Southampton, “cada flash tinha o incrível poder de mil sois, mas não durava mais que 1/40 de segundo, mais ou menos dez vezes mais rápido que o piscar dos olhos”.
Esta notícia surge praticamente junto com a informação divulgada pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) de que um encontro de buracos negros pode liberar cerca de 36 septilhões de yotawatts – um número tão absurdo que parece inventado.

quinta-feira, 17 de março de 2016

"Círculos de fada" são encontrados na Austrália

Círculo de fada Austrália (Foto: Reprodução/Kevin Sanders)
Nas savanas de alguns países africanos, como Angola e Namíbia, ocorre um fenômeno curioso: centenas de porções de terra árida em formato de círculo são contornados pela grama seca. Essas formas podem ter entre dois a 15 metros e, o mais curioso, é que não existe um consenso científico sobre o que causa esse fenômeno, que ganhou o nome de círculos de fada.
Até 2014, acreditava-se que isso só ocorria no continente africano. Naquele ano Bronwyn Bell, que trabalha com restauração da natureza na Austrália, encontrou ocorrências do fenômeno na cidade de Perth. Ela enviou um e-mail com fotos dos círculos de fada australianos para  Stephan Getzig, do Centro de Pesquisa Ambiental Helmholtz, na Alemanha, ecologista responsável pelas principais pesquisas em torno do fenômeno.

Getzig e Bell, no entanto, acreditam que a presença de cupins não tenha relação com a manifestação dos círculos. Em pesquisa publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America no dia 14 de março, a dupla, junto com uma equipe de cientistas, defende que os círculos de fada surgem a partir do processo da formação de padrões.Uma das principais teorias sobre a origem dos círculos de fada foi desenvolvida pelo também ecologista Norbert Jürgens, da Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Em uma pesquisa publicada na Science em 2013, ele sugeriu que cupins estejam por trás do surgimento dos círculos.
Trata-se de uma teoria que surgiu a partir do artigo "The Chemical Basis of Morphogenesis", do matemático e criador do primeiro computador, Alan Turing (figura histórica interpretado por Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação) e que sugere que padrões naturais como espirais e listras podem surgir naturalmente a partir de um estado uniforme. Neste caso, a teoria preveria que, em habitats rigorosos nos quais as plantas competem por nutrientes e água, as mais fracas morreriam, as mais fortes cresceriam e, com isso, a vegetação de auto-organizaria em padrões.
Ainda assim, não há comprovação definitiva sobre o que ocorre para que surjam os círculos de fada. Isso porque, além das contradições entre os pesquisadores, o estudo publicado na PNAS revela ainda que existem diferenças entre os círculo africanos e os australianos. Getzin explica que, na Namíbia, por exemplo, as porções de terra são mais permeáveis e conseguem escoar a água da chuva com facilidade, o que não ocorre na Austrália.
A incerteza desses estudos só mostra que o mais empolgante, no que se trata dos círculos de fada, ainda está por vir.

Missão russo-europeia é lançada rumo a Marte

ExoMars 2016 liberará um módulo de testes de pouso e uma sonda na órbita de Marte (Foto: Divulgação)
Nesta segunda-feira (14), a missão russo-europeia ExoMars 2016 entrou em órbita. Partindo do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, o foguete Proton deve chegar à órbita de Marte em outubro.

Depois de liberar o módulo de testes de pouso, o foguete Proton deve colocar na órbita de Marte a sonda TGO (Trace Gaz Orbiter), que buscará vestígios gasosos na atmosfera do planeta. A expectativa dos cientistas é descobrir se no planeta vermelho há carbono e metano, que compõem 90% dos componentes biológicos da Terra. Caso estes gases sejam encontrados, pode ser um indício de que há vida em fase de micro-organismos em Marte. O argentino Jorge Vago, responsável científico da TGO, disse que a sonda "será como um grande nariz no espaço".Se tudo correr como esperado, em sete meses, o módulo de testes de pouso Schiaparelli deve aterrissar em solo marciano. O equipamento, dotado de uma estação meteorológica básica, foi nomeado em homenagem a Giovanni Schiaparelli, astrônomo italiano do século XIX famoso por ter observado os canais de Marte.
A missão ExoMars 2016 começou a ser planejada entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA, mas a agência espacial norte-americana desertou do projeto após um corte orçamental. Apesar das sanções econômicas entre a União Europeia e a Rússia, a Roscosmos (Agência Espacial Federal Russa) decidiu aderir à missão.

O mistério de Ceres se aprofunda: Luzes mudam de intensidade aleatoriamente

manchas luminosas de ceres

O mistério sobre Ceres e suas enigmáticas luzes em sua superfície acaba de ficar ainda mais bizarro, pois cientistas detectaram que essas luzes aumentam e diminuem seu brilho aleatoriamente durante o dia.

O que estaria acontecendo por lá?  Bem quando os pesquisadores finalmente acreditaram que tinham resolvido este mistério, novas observações mostram que as luzes enigmáticas presentes na superfície do planeta anão mudam de intensidade durante o dia, e de forma aleatória, fazendo com que os cientistas não sejam capazes de explicar o fenômeno.
De acordo com observações feitas pelo Observatório La Silla, no Chile, após terem sido estudadas as manchas brilhantes que causaram muitos debates entre astrônomos desde sua descoberta, a equipe notou uma série de mudanças que ocorrem à medida que Ceres gira.  As manchas brilhantes parecem ficar mais fortes durante o dia e mostraram outras variações, as quais causaram confusão entre os astrônomos.
A primeira explicação apresentada pelos cientistas foi a de que o material presente na superfície do planeta anão causa com que as manchas anômalas evaporem à luz do Sol.  Porém, esta teoria não foi amplamente aceita.
Ao tentarem explicar as misteriosas manchas brilhantes em Ceres, os cientistas apresentaram uma ampla gama de explicações, sugerindo que estas poderiam ser causadas por depósitos de sal, gelo e até mesmo luzes feitas por alienígenas.
As enigmáticas manchas de luz estão localizadas dentro de uma cratera batizada pelos cientistas de Occator.
Mas agora as famosas manchas se tornaram ainda mais bizarras, pois pesquisadores dizem que elas aumentam e diminuem seu brilho durante o dia, e o fazem em curiosos padrões aleatórios. Este fato causou até mesmo uma grande confusão entre os pesquisadores, os quais tentam desesperadamente explicar as curiosidades apresentadas em Ceres, o maior corpo celestial localizado no cinturão de asteroide entre Marte e Júpiter.
O enigmático planeta anão tem aproximadamente 950 quilômetros em diâmetro, e é o maior dos planetóides localizados na região.
Apesar de Ceres ser relativamente isolado, pesquisadores acreditam que o planeta anão seja ativo internamente.  Ceres é rico em água, embora astrônomos não possam concluir se a água está diretamente relacionada, ou não, às enigmáticas manchas brilhantes.
O autor chefe do estudo, Paolo Molaro, disse: “Tão logo a sonda Dawn revelou as misteriosas manchas de luz na superfície de Ceres, eu imediatamente pensei nos possíveis efeitos mensuráveis da Terra.”
Las Vegas comparada com CeresOvniólogos ao redor do globo especularam – desde a descoberta das luzes em Ceres – que as anomalias definitivamente pareciam com algum tipo de base alienígena, e apontaram para imagens comparativas de como uma cidade na Terra parece do espaço, e como as misteriosas luzes em Ceres se parecem.
A sonda Dawn continuará a estudar o planeta anão e suas misteriosas manchas de luz.
A verdade é que ninguém foi capaz de explicar precisamente o que estas luzes são, o que as causa, e o porquê delas não estarem presentes em outros lugares. Mas, como podemos ver dos novos estudos, quanto mais os pesquisadores investigam sobre essas luzes, mais misteriosas elas parecem ficar.