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quarta-feira, 23 de março de 2016

NASA: Vida alienígena pode existir em nosso sistema solar

Europa, lua de Júpiter.

Será que chegou a hora do desacobertamento?  De acordo com alegações de importantes cientistas da NASA, a vida alienígena pode existir em nosso sistema solar, e dentro de uma década encontraremos evidência.

Milhões de pessoas ao redor do mundo estão convencidas de que não somos os únicos organismos no Universo.  Muitos acreditam que em algum lugar lá fora, nos vastos confins do cosmos, outros organismos vivos habitam os planetas.
A última declaração da NASA, porém, coloca esta possibilidade de vida alienígena dentro do nosso sistema solar como sendo extremamente provável.  De acordo com declaração do Dr. Kevin Hand, um astrobiólogo do laboratório de Propulsão à Jato da NASA, a procura por vida alienígena poderia ser frutífera na próxima missão planejada para Europa, uma das luas de Júpiter, o que poderia levantar evidências que provariam não estarmos sós no Universo.
“A questão se a vida existe além da Terra é uma das mais profundas e não resolvida da humanidade.” – Dr. Kevin Hand
Durante um evento na Royal Institution, o Dr. Hand delineou que a nossa compreensão dos oceanos da Terra nos tem levado por um longo caminho, ensinando-nos como os oceanos alienígenas em outros planetas ou luas poderiam provar serem ambientes potencialmente habitáveis, dentro de nosso sistema solar, sendo a melhor alternativa a lua Europa de Júpiter.
Numa entrevista ao Express, o Dr. Hand disse: “Podemos ser capazes de descobrir se há sinais de materiais orgânicos, ou possível vida em Europa.  Imagens mostram que poderia existir vida em Europa”.
Pesquisas anteriores têm levado os cientistas a acreditarem que Europa possui um oceano líquido, com 100 km de profundidade, e isto poderia ser um esconderijo perfeito para formas de vida em nosso sistema solar.
Hoje, muitos astrônomos firmemente concordam que a lua gelada de Júpiter é um dos locais mais promissores dentro de nosso sistema solar, onde poderíamos encontrar traços de vida.
Embora alguns considerem estas alegações muito ousadas, elas são baseadas em testes reais e evidências encontradas na Terra, onde cientistas têm descoberto que a vida pode prosperar até mesmo nas partes mais profundas de nossos oceanos, onde micro-organismos sobrevivem, apesar da falta de alimento e luz.  Os misteriosos organismos, chamados anfípodas, usam a energia e as químicas do fundo dos oceanos para sobreviverem.
Isto levou os cientistas a acreditarem que em outros locais de nosso sistema solar, sob circunstâncias similares, a vida alienígena pode prosperar.
“Estes organismos utilizam químicos e energia do fundo do oceano, e isto é o que pensamos que poderia estar acontecendo em Europa”, disse o Dr. Hand. “Isto é alimentado sem a luz solar, sob uma pressão incrível e uma profunda escuridão, e estes são, quase indiscutivelmente, os ambientes mais extremos que a vida se encontra, não somente vivendo; é um ecossistema que prospera.  Este tipo de ambiente é o que pensamos que pode ser similar ao de Europa.  Minha equipe está estudando micróbios, pois pensamos que estes podem ser o mesmo tipo que poderia ser encontrado em Europa.”

NASA encontra evidências de lagos e rios de nitrogênio líquido em Plutão

plutão (Foto: NASA)
Na semana passada, cientistas da NASA publicaram cerca de 40 estudos sobre Plutão. As pesquisas foram realizadas a partir da análise dos dados que a New Horizons enviou do planeta-anão. A sonda da agência espacial americana chegou ao ponto mais próximo de Plutãoem julho de 2015 e ainda está processando e enviando diversas informações sobre o planeta para a Terra.

As simulações indicam que existem períodos na história de Plutão em que a temperatura e a pressão ficaram altas o suficiente para o gelo de nitrogênio da superfície derretesse. Essa hipótese poderia explicar algumas características observadas na geologia do planeta anão, como o que parecem ser antigos caminhos de rios. "É bem liso, como se líquido tivesse congelado por ali", disse Alan Stern, líder da missão New Horizons, em entrevista à New Scientist. "É difícil sugerir uma resposta alternativa que explicaria essa morfologia."Os cientistas utilizaram os dados recebidos para simular como o clima e a pressão atmosférica de Plutão mudou com o tempo
. Algumas das evidências encontradas pela sonda indicam a possibilidade de nitrogênio líquido ter existido na superfície do planeta-anão - elemento que, de acordo com os pesquisadores, ainda estaria lá, porém nos bolsões abaixo do gelo que hoje cobre a superfície.
Como esse período funciona
O clima da Terra é uma consequência da inclinação de 23º do eixo do planeta em relação ao Sol. Os trópicos são as regiões quentes pelas quais o Sol passa diretamente por cima. Acontece que Plutão tem uma inclinação de 120º, espalhando seus trópicos. "A maior parte de Plutão é tropical', disse Richard Binzel, membro da equipe da missão New Horizons, em entrevista à New Scientist. O planeta anão é tão extraordinário que algumas de suas regiões são árticas e tropicais ao mesmo tempo.
lago congelado (Foto: NASA)
Pode parecer improvável que o gelo derreta, ainda mais considerando que Plutão fica a bilhões de quilômetros de distância do Sol, com uma temperatura de aproximadamente -229ºC. A NASA sugere, no entanto, que é possível sim, por conta do ângulo em que o planeta-anão orbita o Sol e pelo fato de esse movimento durar cerca de 248 anos.
Como aponta o Science Alert, isso faz com que Plutão sofra grandes mudanças em sua pressão atmosférica - as simulações sugerem que podem chegar a até 20 mil vezes do que a pressão atual. Isso significa que esse aumento na pressão seria o suficiente para permitir que o nitrogênio líquido percorresse a superfície.
Os cientistas agora estão trabalhando para recriar essas condições no laboratório. Mal podemos esperar para saber os resultados.

Como são os planetas quando vistos frente a frente?

Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
O filme A Árvore da Vida, de 2011, tem cenas incríveis que mostram o surgimento do universo, a formação da Via Láctea e do sistema solar. É simplesmente deslumbrante. O diretor Terrence Malick chamou o artista Michael Benson especialmente para criá-las.
Benson trabalha na intersecção entre arte e ciência, desenvolvendo imagens e vídeos envolvendo os temas. A exposição "Otherworlds: Visions of Our Solar System" (Outros Mundos: Visões do Nosso Sistema Solar) é o trabalho mais recente do artista, no qual ele utilizou dados, informações e cerca de 77 fotos da NASA e da Agência Espacial Europeia para formar as representações mais próximas do Sistema Solar visto a olho nu.
A principal preocupação do artista é em relação às cores dos planetas. Como explica aWired, as câmeras utilizadas por sondas como a New Horizons e a Cassini captam imagens usando filtros que isolam diferentes frequências de onda nos espectros eletromagnéticos. Alguns, como o vermelho e o azul, por exemplo, captam a luz da forma que o olho humano poderia ver. Já outros, como o ultravioleta e o infravermelho captam a luz de forma que o olho não consegue ver.

O processo de Benson funciona da seguinte maneira: ele faz o download de centenas de imagens em seu computador e começa a trabalhar com os filtros visíveis (vermelho, verde e azul) delas no Photoshop. Como as imagens geralmente são captadas de diferentes ângulos, o artista une todas elas para a composição final.As imagens voltam para a Terra em preto e branco e só depois são coloridas digitalmente. O problema é que nem sempre fica claro se as cores vistas nos resultados são reais ou falsas. Por vezes, podem até ser uma mistura das duas. "Quando a NASA divulga imagens que estão com 'cores falsas' porque ela mostra algo interessante sobre a atmosfera, eu sempre fico meio incomodado", diz Benson. "Aquilo que as pessoas veem não é a real aparência do planeta."
A exposição "Otherworlds: Visions of Our Solar System" fica no Museu de História Natural, em Londres, na Inglaterra, até dia 15 de maio. Veja as imagens criadas por ele abaixo:
Urano (Foto: NASA/Michael Benson)
Plutão (Foto: NASA/Michael Benson)
Júpiter e Ganímedes (Foto: NASA/Michael Benson)
Mimas em Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
Encélado (Foto: NASA/Michael Benson)
Terra (Foto: NASA/Michael Benson)
Marte (Foto: NASA/Michael Benson)
Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)
Saturno (Foto: NASA/Michael Benson)

Campo magnético forte evitou que a Terra ficasse estéril como Marte

Descoberta foi feita por equipe de um brasileiro (Foto: Divulgação)
O Sol quase deixou a Terra estéril como Marte. Esta é uma das conclusões de um estudo liderado pelo astrônomo brasileiro José Dias do Nascimento, que também é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e pesquisador visitante do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA).

Estudando a estrela Kappa Ceti, distante a cerca de 30 anos-luz da Terra, e que tem quase a mesma massa, raio e composição do nosso sol, a equipe de Nascimento simulou os impactos que os planetas de nosso sistema solar teriam recebido do Sol, quando este ainda era jovem. Kappa Ceti foi escolhida para desempenhar esta função porque ainda é uma estrela considerada jovem – entre 400 milhões e 600 milhões de anos, enquanto o Sol já tem cerca de 4,6 bilhões de anos. Portanto, seu vento estelar é, pelo menos, 50 vezes mais intenso que o do Sol. Além disso, essa distante estrela também está sujeita aos superflares, erupções gigantes que liberam de 10 a 100 milhões de vezes mais energia que o Sol.

De acordo com a pesquisa, esse ambiente faria com que os planetas na zona habitável de Kappa Ceti - isto é, que a orbitassem a uma distância em que a temperatura não ficasse muito fria ou muito quente, a ponto de permitir água em estado líquido - perderiam sua atmosfera, caso não tivessem um campo magnético forte o suficiente para protege-los.

Simulando a mesma situação em nosso sistema solar, a conclusão do estudo é que a Terra já tinha um campo magnético fortíssimo, capaz de protegê-la das erupções e da energia liberado pelo Sol jovem. Marte e Vênus, que estão na chamada zona habitável da nossa estrela, não tinham campos magnéticos tão fortes quando o do nosso planeta. Hoje, Vênus se tornou um lugar quentíssimo, alimentado por um efeito estufa descontrolado, capaz de derreter até chumbo. Marte, um deserto gelado com atmosfera rarefeita e que não gera efeito estufa suficiente para esquentar o planeta.

“A Terra antiga não tinha tanta proteção quanto tem agora, mas ainda tinha o bastante”, conta Nascimento, nas conclusões. “Para ser habitável, um planeta precisa de calor e de água, mas também necessita proteção de um sol jovem e muito agressivo”, explica
.

Islândia está construindo novo templo para deuses nórdicos

Odin, deus dos deuses nórdicos (Foto:  Flickr / Bart (cayusa))
Desde o surgimento do Cristianismo em países escadinavos, entre os séculos VIII e XII, era proibido construir templos que homenageassem a crença original do território, o paganismo nórdico. Contudo, depois de cerca de mil anos, isso está começando a mudar. Uma organização islandesa, a Asatruarfelagid, que promove a fé dedicada aos deuses nórdicos, conseguiu fundos suficientes (e permissão do governo) para construir o primeiro templo pagão em um milênio, dedicado a deuses como Thor, Odin e Freya. 

Segundo o alto sacerdote da igreja, Hilmar Orn Hilmarsson, que também é um dos responsáveis pela construção, a ideia de sua organização não é quebrar a tradição cristã que foi imposta no país, e sim refletir a complexidade espiritual histórica do país, como escreve o Big Think. O templo, de forma circular, deve ser construído próximo à capital do país, Reykjavik, enterrado em uma colina, com um domo de vidro para permitir a entrada de luz solar. Entre as atividades do templo, estão previstas cerimônias oficiais como casamentos e funerais, batizados e missões para adolescentes. Há também a tradicional cerimônia de "Blot", com direito a dança, música, comida e leituras, mas sem sacrifícios animais. 
Para Hilmarsson, não é apenas uma questão de fé. "Eu não acho que alguém acredite em um deus de um olho só que cavalga em um cavalo gigantesco. Enxergamos essas histórias como metáforas poéticas e uma manifestação de forças da natueza e da psicologia humana", explicou ele ao The Telegraph.
Seja como for, uma coisa é fato: o neopaganismo vem ganhando cada vez mais força entre o povo islandês. O número de membros da sociedade de Hilmarsson triplicou na última década, atualmente contando com 2.400 membros. Com a construção do templo, que certamente vai chamar a atenção de visitantes e curiosos, a tradição pagã deve ficar ainda mais fortalecida.

Astrônomos divulgam novidades sobre as manchas brilhantes de Ceres

ceres (Foto: Wikimedia/Emily Lakdawalla)
Ceres é um planeta-anão que fica no cinturão de asteroides, que fica entre as órbitas de Marte e Júpiter. Apesar de ser pequeno demais para ser considerado um planeta, o objeto de 950 quilômetros de diâmetro é o maior da região.
Por meio da sonda Dawn, de uma missão de mesmo nome criada pela NASA, muito tem se descoberto sobre o planeta-anão ao longo do último ano. Uma das maiores descobertas foi a presença de pontos brilhantes na superfície de Ceres. As manchas mais salientes ficam dentro de uma cratera chamada Occator, o que significa que houve atividade geológica mais recente.
Um novo estudo conduzido pelo astrônomo Paolo Molaro, do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, aponta a possibilidade de eles serem compostos por materiais voláteis que evaporam com a luz do Sol. O pesquisador chegou à essa conclusão após realizar observações com um telescópio em La Silla, no Chile.

Todas essas novas conclusões só mostram que Ceres provavelmente é mais ativa do que se esperava. Que o planeta anão continue a nos surpreender.Os astrônomos acreditam que os pontos fiquem mais brilhantes de acordo com a rotação de Ceres.Quando o objeto está em rotação e os pontos da cratera estão direcionados à Terra, eles são iluminados pelo Sol, formando colunas que refletem a luz da estrela. Essas colunas evaporaram rapidamente, perdendo o reflexo e produzindo mudanças. Esse efeito, no entanto, muda de noite em noite, o que significa que ocorrem alguns padrões estranhos, que ainda precisam ser estudados, nesse meio tempo. Assim teriam origem os pontos brilhantes.

Com quatro telescópios, astrônomos acompanham a morte de uma estrela

Fotos divulgadas pela equipe da Universidade de Exeter (Foto: Divulgação)
Pela primeira vez, astrônomos conseguiram registrar e analisar a agonia da morte de uma estrela. Usando o poder combinado dos quatro grandes telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, os cientistas puderam acompanhar a gigante vermelha IRAS 08544-4431 ejetando seu próprio material.

“Conseguimos uma imagem de nitidez impressionante, como se tivéssemos usado um telescópio de 150 metros de diâmetro”, explica Jacques Kluska, astrônomo da Universidade de Exeter e parte do time responsável pelo estudo. Para observar o astro, que está a aproximadamente quatro mil anos-luz de distância da Terra, a equipe precisou da força de quatro telescópios de alta capacidade. “O poder combinado dos telescópios era tão grande, que, apenas exemplificando, poderíamos determinar o formato e o tamanho de uma moeda vista a dois mil quilômetros”, disse Kluska.Conforme chegam ao fim de suas vidas, muitas estrelas passam a ser o que os astrônomos chamam de gigante vermelha, astros que “incham” e expelem suas camadas externas, gerando grandes e coloridas nuvens com seu próprio material.
Nas poucas análises feitas até o momento, os astrônomos concluíram que o disco gerado pela gigante vermelha é muito semelhante às nuvens que orbitam estrelas jovens. Ainda não se sabe se o disco da estrela moribunda poderá gerar novos planetas, mas a possibilidade é “intrigante”, destaca o estudo prévio da Universidade de Exeter.
“Estas observações abrem uma janela para o estudo da física dos discos, assim como a um melhor entendimento da evolução estelar. Pela primeira vez, as complexas interações entre estrelas de um sistema binário apertado e seu ambiente poeirento puderam ser analisadas a tanta distância”, acrescenta Hans Van Winckel, astrônomo que também integrou a equipe que observou a gigante vermelha IRAS 08544-4431

Astrônomos confirmam existência de buraco negro que emitiu luz de mil sois

Simulação da luminosidade emitida pela V404 Cygni, feita pela equipe da Universidade de Southampton (Foto: Divulgação/Universidade de Southampton)
Como se os buracos negros precisassem de outra característica que os tornassem ainda mais assustadores, astrônomos observaram um buraco negro que emitiu pulsos de energia e luminosidade mil vezes mais fortes que o nosso Sol.
Os estudos feitos com base nas informações disponíveis estimam que a luz vermelha emitida foi resultado de material sendo ejetado do buraco negro. Enquanto “come” parte do material que absorve, o V404 Cygni expele jatos luminosos, ainda não se sabe por quê.O reconhecimento deste evento foi registrado por diversos astrônomos ao redor do mundo em junho de 2015. De acordo com conclusões da Universidade de Southampton, o V404 Cygni, buraco negro que fica a cerca de 7.800 anos-luz da Terra, brilhou misteriosa e dramaticamente por cerca de duas semanas, enquanto devorava o material de uma estrela que estava por perto.
Esses lampejos foram muito fortes e rápidos. De acordo com a equipe de pesquisa da Universidade de Southampton, “cada flash tinha o incrível poder de mil sois, mas não durava mais que 1/40 de segundo, mais ou menos dez vezes mais rápido que o piscar dos olhos”.
Esta notícia surge praticamente junto com a informação divulgada pelo Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) de que um encontro de buracos negros pode liberar cerca de 36 septilhões de yotawatts – um número tão absurdo que parece inventado.

quinta-feira, 17 de março de 2016

"Círculos de fada" são encontrados na Austrália

Círculo de fada Austrália (Foto: Reprodução/Kevin Sanders)
Nas savanas de alguns países africanos, como Angola e Namíbia, ocorre um fenômeno curioso: centenas de porções de terra árida em formato de círculo são contornados pela grama seca. Essas formas podem ter entre dois a 15 metros e, o mais curioso, é que não existe um consenso científico sobre o que causa esse fenômeno, que ganhou o nome de círculos de fada.
Até 2014, acreditava-se que isso só ocorria no continente africano. Naquele ano Bronwyn Bell, que trabalha com restauração da natureza na Austrália, encontrou ocorrências do fenômeno na cidade de Perth. Ela enviou um e-mail com fotos dos círculos de fada australianos para  Stephan Getzig, do Centro de Pesquisa Ambiental Helmholtz, na Alemanha, ecologista responsável pelas principais pesquisas em torno do fenômeno.

Getzig e Bell, no entanto, acreditam que a presença de cupins não tenha relação com a manifestação dos círculos. Em pesquisa publicada no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America no dia 14 de março, a dupla, junto com uma equipe de cientistas, defende que os círculos de fada surgem a partir do processo da formação de padrões.Uma das principais teorias sobre a origem dos círculos de fada foi desenvolvida pelo também ecologista Norbert Jürgens, da Universidade de Hamburgo, na Alemanha. Em uma pesquisa publicada na Science em 2013, ele sugeriu que cupins estejam por trás do surgimento dos círculos.
Trata-se de uma teoria que surgiu a partir do artigo "The Chemical Basis of Morphogenesis", do matemático e criador do primeiro computador, Alan Turing (figura histórica interpretado por Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação) e que sugere que padrões naturais como espirais e listras podem surgir naturalmente a partir de um estado uniforme. Neste caso, a teoria preveria que, em habitats rigorosos nos quais as plantas competem por nutrientes e água, as mais fracas morreriam, as mais fortes cresceriam e, com isso, a vegetação de auto-organizaria em padrões.
Ainda assim, não há comprovação definitiva sobre o que ocorre para que surjam os círculos de fada. Isso porque, além das contradições entre os pesquisadores, o estudo publicado na PNAS revela ainda que existem diferenças entre os círculo africanos e os australianos. Getzin explica que, na Namíbia, por exemplo, as porções de terra são mais permeáveis e conseguem escoar a água da chuva com facilidade, o que não ocorre na Austrália.
A incerteza desses estudos só mostra que o mais empolgante, no que se trata dos círculos de fada, ainda está por vir.

Missão russo-europeia é lançada rumo a Marte

ExoMars 2016 liberará um módulo de testes de pouso e uma sonda na órbita de Marte (Foto: Divulgação)
Nesta segunda-feira (14), a missão russo-europeia ExoMars 2016 entrou em órbita. Partindo do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, o foguete Proton deve chegar à órbita de Marte em outubro.

Depois de liberar o módulo de testes de pouso, o foguete Proton deve colocar na órbita de Marte a sonda TGO (Trace Gaz Orbiter), que buscará vestígios gasosos na atmosfera do planeta. A expectativa dos cientistas é descobrir se no planeta vermelho há carbono e metano, que compõem 90% dos componentes biológicos da Terra. Caso estes gases sejam encontrados, pode ser um indício de que há vida em fase de micro-organismos em Marte. O argentino Jorge Vago, responsável científico da TGO, disse que a sonda "será como um grande nariz no espaço".Se tudo correr como esperado, em sete meses, o módulo de testes de pouso Schiaparelli deve aterrissar em solo marciano. O equipamento, dotado de uma estação meteorológica básica, foi nomeado em homenagem a Giovanni Schiaparelli, astrônomo italiano do século XIX famoso por ter observado os canais de Marte.
A missão ExoMars 2016 começou a ser planejada entre a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA, mas a agência espacial norte-americana desertou do projeto após um corte orçamental. Apesar das sanções econômicas entre a União Europeia e a Rússia, a Roscosmos (Agência Espacial Federal Russa) decidiu aderir à missão.

O mistério de Ceres se aprofunda: Luzes mudam de intensidade aleatoriamente

manchas luminosas de ceres

O mistério sobre Ceres e suas enigmáticas luzes em sua superfície acaba de ficar ainda mais bizarro, pois cientistas detectaram que essas luzes aumentam e diminuem seu brilho aleatoriamente durante o dia.

O que estaria acontecendo por lá?  Bem quando os pesquisadores finalmente acreditaram que tinham resolvido este mistério, novas observações mostram que as luzes enigmáticas presentes na superfície do planeta anão mudam de intensidade durante o dia, e de forma aleatória, fazendo com que os cientistas não sejam capazes de explicar o fenômeno.
De acordo com observações feitas pelo Observatório La Silla, no Chile, após terem sido estudadas as manchas brilhantes que causaram muitos debates entre astrônomos desde sua descoberta, a equipe notou uma série de mudanças que ocorrem à medida que Ceres gira.  As manchas brilhantes parecem ficar mais fortes durante o dia e mostraram outras variações, as quais causaram confusão entre os astrônomos.
A primeira explicação apresentada pelos cientistas foi a de que o material presente na superfície do planeta anão causa com que as manchas anômalas evaporem à luz do Sol.  Porém, esta teoria não foi amplamente aceita.
Ao tentarem explicar as misteriosas manchas brilhantes em Ceres, os cientistas apresentaram uma ampla gama de explicações, sugerindo que estas poderiam ser causadas por depósitos de sal, gelo e até mesmo luzes feitas por alienígenas.
As enigmáticas manchas de luz estão localizadas dentro de uma cratera batizada pelos cientistas de Occator.
Mas agora as famosas manchas se tornaram ainda mais bizarras, pois pesquisadores dizem que elas aumentam e diminuem seu brilho durante o dia, e o fazem em curiosos padrões aleatórios. Este fato causou até mesmo uma grande confusão entre os pesquisadores, os quais tentam desesperadamente explicar as curiosidades apresentadas em Ceres, o maior corpo celestial localizado no cinturão de asteroide entre Marte e Júpiter.
O enigmático planeta anão tem aproximadamente 950 quilômetros em diâmetro, e é o maior dos planetóides localizados na região.
Apesar de Ceres ser relativamente isolado, pesquisadores acreditam que o planeta anão seja ativo internamente.  Ceres é rico em água, embora astrônomos não possam concluir se a água está diretamente relacionada, ou não, às enigmáticas manchas brilhantes.
O autor chefe do estudo, Paolo Molaro, disse: “Tão logo a sonda Dawn revelou as misteriosas manchas de luz na superfície de Ceres, eu imediatamente pensei nos possíveis efeitos mensuráveis da Terra.”
Las Vegas comparada com CeresOvniólogos ao redor do globo especularam – desde a descoberta das luzes em Ceres – que as anomalias definitivamente pareciam com algum tipo de base alienígena, e apontaram para imagens comparativas de como uma cidade na Terra parece do espaço, e como as misteriosas luzes em Ceres se parecem.
A sonda Dawn continuará a estudar o planeta anão e suas misteriosas manchas de luz.
A verdade é que ninguém foi capaz de explicar precisamente o que estas luzes são, o que as causa, e o porquê delas não estarem presentes em outros lugares. Mas, como podemos ver dos novos estudos, quanto mais os pesquisadores investigam sobre essas luzes, mais misteriosas elas parecem ficar.

Astrônomos mensuram um misterioso objeto saindo de um buraco negro

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Somente a frase “objeto saindo de um buraco negro” deveria ser causa de espanto, já que, até agora, objetos e até mesmo luz que entraram em buracos negros nunca conseguiram sair. Primeiro, os cientistas da NASA detectaram algo saindo de um buraco negro, e agora os astrônomos foram capazes de medir este enorme objeto a seis bilhões da anos luz de distância.  Como eles conseguiram isto e seria esta uma mudança no jogo?
A NASA tem observado a área de Sagitário A*, da Via Láctea, por alguns anos, porque ela tem emitido labaredas. Enquanto usaram o telescópio Nuclear Spectroscopic Telescope Array (NuSTAR) e dois outros para observarem um buraco negro conhecido como Q2237+0305, ou a “Cruz de Einstein”, de repente e inacreditavelmente eles viram algo emitindo do centro do buraco negro, seguido por um gigantesco pulso ou labareda de energia de raio-X.  Esta foi a primeira vez na história que cientistas foram capazes de ligar um ‘lançamento’ de uma corona para uma labareda.
Já que tudo isso era considerado impossível, foi necessário uma melhor análise.  Esta é uma tarefa difícil, já que a Cruz de Einstein está a seis bilhões de anos luz de distância.
Pesquisadores espanhóis da Universidade de Granada (UGR) resolveram o problema através do uso do assim chamado efeito de microlente gravitacional, que ocorre quando a gravidade de objetos entre a Terra e o que está sendo observado dobra e amplia a luz, assim podendo ser visto.  Quatro imagens da Cruz de Einstein foram obtidas, através do uso dos experimentos OGLE (Optical Gravitational Lensing Experiment) e do GLITP (Gravitational Lensing International Time Project). O que os pesquisadores viram saindo do buraco negro foi chocante.
objeto saindo de buraco negro
Ilustração de objeto saindo de buraco negro.
Eles descobriram uma massa em formado de disco, com aproximadamente do tamanho de nosso sistema solar, orbitando ao redor do buraco negro em alta velocidade.  O pesquisador Jorge Jiménez Vicente, autor do estudo que foi publicado no Astrophysical Journal, descreveu o quão importante isto é:
O avanço deste trabalho tem sido tanto, que fomos capazes de detectar uma estrutura na aresta interna de um disco tão pequeno, a tão grande distância, graças ao feito de microlente gravitacional.  Isto seria equivalente a detectar uma moeda de Euro à uma distância de mais de 100.000 quilômetros.
Assim, a seis bilhões de anos luz de distância, eles observaram a corona de um buraco negro sendo ejetada, seguida por uma labareda, resultando num disco do tamanho de um sistema solar, orbitando o buraco negro.
Se isto não for mudar o jogo, talvez estejamos assistindo o jogo errado.

sábado, 12 de março de 2016

O que o astronauta Scott Kelly fez desde que voltou para a Terra?

Scott Kelly (Foto: Flickr/NASA's Marshall Space Flight)
Na última quarta-feira (2) o astronauta Scott Kelly voltou à Terra após passar 340 dias no espaço. Ele faz parte da Missão de Um Ano da NASA, que tem como objetivo entender quais mudanças o corpo humano está fadado ao passar longos períodos de tempo no espaço.
O conhecimento é essencial para uma outro projeto, a Journey to Mars, a primeira missão tripulada a ir para Marte. Estima-se que os astronautas envolvidos nessa jornada passem entre dois e três anos no espaço. 
Durante sua estadia na Estação Espacial Internacional, Kelly colheu amostras de seu sangue, urina, saliva e fezes; enquanto isso, aqui na Terra, a NASA fazia o mesmo com Mark, o irmão gêmeo do astronauta. A ideia é comparar as amostras da dupla e fazer uma extensa análise de como passar tanto tempo no espaço pode afetar o corpo de um astronauta
Segundo a agência espacial americana, o astronauta sofreu uma perda significativa de massa muscular e teve sua visão afetada ao longo do último ano. Kelly também cresceu cinco centímetros durante esse período. De acordo com o Gizmodo, foi constatado que ele está mais alto do que Mark, provavelmente porque a espinha dos humanos tende a se alongar quando não há gravidade.
Faz uma semana desde que Scott Kelly voltou à Terra e, aos poucos, ele está se readaptando à vida de terráqueo. Além das mudanças que ocorreram no planeta no último ano - principalmente relacionados ao cenário político americano, com uma provável eleição entre Hillary Clinton e Donald Trump -, começa a se acostumar com as tarefas do dia a dia.
Saiba o que o astronauta fez desde sua chegada:
Conversou com o presidente Obama, que lhe agradeceu por seus esforços
No telefone com o presidente Obama (Foto: Reprodução/Twitter)
Jantou com amigos e familiares (e pulou na piscina assim que chegou em casa
"Mais do que a comida, senti saudades da experiência de jantar", relata o astronauta (Foto: Reprodução/Twitter)
Alimentou-se de "comidas terráqueas" fresquinhas
A primeira refeição em um restaurante (Foto: Reprodução/Twitter)
Ele recebeu refeições de presente, inclusive a torta da foto (Foto: Reprodução/Twitter)
Realizou o acompanhamento médico
Scott também passou por vários exames para saber como a experiência afetou seu corpo (Foto: Reprodução/Twitter)
Foi à uma consulta no dentista
"Minha primeira consulta odontológica na Terra! Perdi meu check up e minha limpeza dos últimos seis meses", diz Scott (Foto: Reprodução/Twitter)
E, enfim, voltou à sua mesa no Centro Espacial Lyndon Johnson, no Texas, nos Estados Unidos
Scott Kelly de volta ao seu escritório na NASA (Foto: Reprodução/Twitter)

Oito sociedades secretas que você não conhecia

Sociedades secretas eram centros de pensamento político e religioso (Foto: Flickr / Mark B. Schlemmer)
Em 24 de fevereiro, o Washington Post publicou uma reportagem, no mínimo, bastante curiosa: ao investigar a morte de Antonin Scalia, juiz da Suprema Corte americana, que falecera no meio do mês, a equipe de jornalismo descobriu algo importante: Scalia teria morrido cercado de amigos que faziam parte de uma sociedade secreta, a Ordem Internacional de St. Hubertus, que surgiu em meados dos anos 1600, na Áustria. A sociedade era composta de caçadores de elite europeus e ficou especialmente famosa quando Hitler tentou torná-la um símbolo nazista e foi rechaçado pelo grupo. Como vingança, Hitler dissolveu a organização, que só retomou as atividades nos anos 60 — desta vez, com uma divisão americana também. 

Conheça mais alguns desses grupos: Sociedades secretas são uma realidade mesmo nos dias atuais. Sua aura de mistério fascina quem está de fora; não é à toa que ficamos tão curiosos sobre seu funcionamento. Por conta disso, oSmithsonian listou oito sociedades pouco conhecidas. Muitas delas nasceram nos séculos 18 e 19, e isso não é à toa: mais do que grupos reunidos por motivações desconhecidas (ou quase), as sociedades secretas eram espaços de discussão e debate sobre ciência, política e religião. Noah Shachtman, estudioso do assunto, escreveu para a Wired: "Não é um acidente que Voltaire, George Washington e Benjamin Franklin fossem membros ativos".
The Improved Benevolent and Protective Order of Elks of the World
Um nome imponente para uma causa interessante: ser uma das primeiras (e "a mais estimulante") sociedades secretas voltada apenas para afro-americanos. É considerada um centro de discussão sobre as causas negras e, em tempos de segregação racial nos EUA, era um dos poucos pontos de encontro seguros para a comunidade negra. Fundada em 1899 por dois homens cuja entrada em uma sociedade foi recusada simplesmente por sua cor de pele, a Ordem dos Elks "Melhorada, Benevolente e Protetora" existe até hoje. Mas os integrantes ainda passam por uma seleção: só permite qualquer cidadão americano que tenha mais de 21 anos e acredite em Deus. Apesar de estar passando por uma fase de baixa popularidade, a Ordem fnancia bolsas de estudo, cursos de verão e trabalho comunitário ao redor do mundo. 
The Grand Orange Lodge
A "Ordem Laranja", como é conhecida, é chamada assim por conta do príncipe William III, que também era príncipe de Orange, e foi fundada no norte da Irlanda, em um pequeno vilarejo chamado Loughgall. Seu propósito era proteger religiosos protestantes, o que naturalmente criou muita polêmica no século 19. Por conta de situações do tipo, as sociedades secretas foram banidas da Irlanda à época, mas a Ordem sobrevive até hoje, com sua premissa de espalhar a "Fé Reformada" pelo mundo. 
The Independent Order of Odd Fellows
Os primeiros registros dessa sociedade de que se tem notícia datam de 1812, mas a origem dela é tão misteriosa que nem mesmo disso temos certeza; o site oficial da sociedade (moderno, não?) afirma que suas origens remontam a 1066.
O que é certeza é que a organização fazia referência a George IV. Antes de se tornar príncipe regente, George foi maçom e, num ato de camaradagem, indicou um amigo para também fazer parte da Ordem... que foi recusado. Possesso, George IV deixou a maçonaria, prometendo criar uma ordem rival e de igual importância. Se a Ordem é tão antiga quanto afirma, George possivelmente reviveu o movimento. 
Independentemente da história oficial, o rei realmente conseguiu o que queria. A Ordem existe até hoje e teve membros bastante gamosos, como os primeiros-ministros Winston Churchill e Stanley Baldwin. Entre os ideais da organização, estão as bases do amor, da amizade e da verdade. Além disso, a Ordem guarda esqueletos de verdade em sua sede: segundo uma reportagem do Washington Post, estão lá para lembrar seus membros da mortalidade. 
Knights of Pythias
Fundada por Justus H. Rathbone, que trabalhava no governo americano em 1864, a organização tem como fundamento a exaltação do "amor fraternal". Nada mais justo (sem trocadilhos com o nome do fundador); afinal, a sociedade foi criada em plena Guerra Civil Americana. O nome é uma referência à lenda de Damon e Pítias, que é considerada o modelo ideal de amizade, segundo Pitágoras. Todos os membros, de alguma forma, trabalhavam para o governo americano, e suas coes são azul (símbolo da amizade), amarelo (caridade) e vermelho (benevolência). Eles ainda estão ativos e são parceiros de uma das maiores organizações de escoteiros (?) dos Estados Unidos. Uma sociedade do bem. 
The Ancient Order of the Foresters
Conhecida como "Foresters Friendly Society", a Ordem foi criada em 1834, na Inglaterra, para oferecer benefícios aos doentes da classe trabalhadora. Em 1874, o braço americano e canadense da organização fundaram ordens independentes. Nessa época, os participantes eram avaliados por médicos que estivessem "conectados ao espírito da Ordem". A organização oferece serviços e seguros médicos para seus membros até hoje. 
The Ancient Order of United Workmen
Catorze pessoas fundaram essa sociedade secreta em Meadville, na Pensilvânia, com o propósito de melhorarem as condições de vida para a classe trabalhadora. Ofereciam benefícios e proteções para seus membros. Quando um membro morria, todos os participantes da ordem deveriam doar um dólar cada para a família do falecido, com limite de até 2 mil dólares, uma boa grana na época. A Ordem deixou de existir, mas seu legado passou a diante, uma vez que seus cuidados com os membros inspiraram outras sociedades a cuidarem melhor de seus participantes. 
The Patriotic Order Sons of America
Segundo o site da organização, a Patriotic Order existe desde os primeiros dias da República Americana. Era considerada "uma das organizações mais influentes, populares e progressistas" dos Estados Unidos, no início do século XX, embora isso seja um tanto quanto questionável, já que uma das maiores polêmicas da sociedade, em 1891, era a retirada da palavra "branco" de sua constituição, de forma que permitisse que homens negros pudessem participar do grupo também. Atualmente, a ordem abre seu cadastro para membros de forma (um pouco) mais neutra: é preciso ser cidadão americano (nascido ou naturalizado), com mais de 16 anos, "que acredita em seu país e suas instituições, que pretende perpetuar um governo livre, que possa encorajar um sentimento de irmandade entre americanos" e... que seja homem. 
The Molly Maguires
Nos anos 1870, 24 trabalhadores e supervisores das minas de carvão americanas foram assassinados. Os culpados? Membros da sociedade The Molly Maguires, de origens irlandesas, que se vestiam de mulheres como disfarce para seus atos ilícitos. O grupo foi dissolvido após meses de investigação da famosa agência de detetives Pinkerton, que fora contratada pelos donos das minas para investigar o grupo de perto. O final da sociedade não foi muito feliz: vinte participantes foram condenados à forca. 

Mais de 60 OVNIs / UFOs são reportados em aeroporto da Índia, desde outubro de 2015

Aeroporto Internacional Indira Gandhi
O diretor da força de segurança paramilitar, responsável pela guarda de aeroportos e escritórios governamentais por toda a Índia, revelou que 62 avistamentos de OVNIs foram reportados no Aeroporto Internacional Indira Gandhi (IGI), em Nova Deli, desde outubro de 2015.
Surender Singh tem sido o Diretor Geral da Força Central de Segurança Industrial (sigla CISF) desde julho de 2015, assim todos estes avistamentos de objetos voadores não identificados ocorreram durante o período em que ele lá esteve.  Responsável pela segurança de mais de 300 localidades industriais, inclusive usinas atômicas, aeroportos, instalações espaciais, campos de petróleo, refinarias, grandes portos e usinas termais / hidroelétricas, a CISF emprega mais de 165.000 pessoas, tornando-a a maior força de segurança do mundo.  Sem mencionar que também é um dos maiores rastreadores de OVNIs no mundo, pelo menos ao redor do Aeroporto IGI.
Numa reunião ocorrida pelo 47º aniversário da organização, Singh revelou aos repórteres que pelo menos 62 incidentes de OVNIs ocorreram no aeroporto, desde 27 de outubro de 2015.
Este se trata de um problema geral, o qual não somente atinge o aeroporto.  Há outras instalações sensíveis também (próximas da área do aeroporto).  Logo normas serão liberadas, determinando a responsabilidade de cada agência em tais casos.
Singh admitiu que muitos dos avistamentos eram na verdade balões, pipas, lanternas chinesas e canetas laser, as nem todos foram resolvidos, e qualquer incidente poderia ser escalado, como foi o caso em janeiro, quando a Força Aérea da Índia abateu um OVNI, que acabou sendo um balão.  Esta não é uma opção da IGI, disse Singh.
No aeroporto, há vários interessados e não podemos abater objetos voadores.  Este é um problema geral, não somente do aeroporto.  Há outras instalações sensíveis também (próximas da área do aeroporto).  Logo normas serão publicadas, determinando a responsabilidade de cada agência em tais casos.
Contudo, o aeroporto pode ser colocado em alto alerta, como foi o caso em novembro de 2015, após múltiplos avistamentos ao redor do aeroporto.
Estas ocasiões são consideráveis… mas as levamos de forma muito séria.  Presumimos que eles sejam genuínos e todos os procedimentos são feitos para averiguá-los.
Sessenta e dois avistamentos de OVNIs em uma localização é mais do que “considerável” – ou é uma epidemia de segurança, ou um sinal de que Nova Deli deva ser mais do que um aeroporto para aviões. Qual dessas opções seria?  Teremos que esperar até o próximo relatório de Surender Singh.