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terça-feira, 12 de julho de 2016

Os alienígenas ficaram invisíveis?

Uma nova teoria sugere um detalhe importante na evolução da vida alienígena e explica porque os humanos não conseguem identificá-la.

O paradoxo de Fermi nos pergunta: se existe tanta vida alienígena por aí, por que nós ainda não a encontramos? Ou talvez, reformulando a pergunta, por que "eles" ainda não nos acharam? Se pensarmos na idade do Universo - 14 bilhões de anos - e no seu vasto número de estrelas, levando-se em consideração que a Terra é um planeta típico, então vida extraterrestre deveria ser comum. Porém, não é isso que a prática tem nos mostrado diante das buscas realizadas e das descobertas dos planetas localizados nas chamadas zonas habitáveis.

Eles estão à nossa frente 
Diante de tantas teorias que poderiam apresentar respostas ao paradoxo de Fermi, a hipótese levantada pelo futurista, jornalista e escritor Zoltan Istvan não deixa de ser curiosa. Em artigo publicado no site Mother Board, ele levanta a questão de que não encontramos vida extraterrestre pelo simples fato de que nós, humanos, ainda não evoluímos o suficiente para compreender algo que estaria muito à nossa frente. 
“O cerne do problema com alienígenas e humanos é que não estamos ouvindo ou vendo-os porque não temos maneiras de entender a língua deles. É simplesmente além da nossa compreensão e habilidades físicas”, defende Istvan. 

Espírito alien 
Mas o que seria exatamente isso? Ele acredita que uma inteligência verdadeiramente avançada, provavelmente, seria organizada de forma completamente fora da nossa concepção.
“Aliens poderiam evoluir até que eles ficassem puros, intencionalmente conscientes de energia e talvez até mesmo algo além disso. Eles podem ter percebido, há muito tempo, que a biologia e uns zeros em máquinas são, literalmente, muito rudimentares. A verdadeira inteligência avançada poderia ser talvez algo parecido com um espiríto”.

terça-feira, 5 de julho de 2016

A sonda Juno está na órbita de Júpiter

 (Foto: NASA)

As 00h53 desta terça-feira (5), a sonda Juno mandou um sinal para a Terra avisando que seu principal motor tinha sido ativado e ela estava pronta para começar a cumprir o objetivo pelo qual foi construída: entrar na órbita deJúpiter e descobrir novas informações sobre o gigante gasoso.
Juno — uma homenagem à esposa de Júpiter na mitologia — foi lançada pela NASA há cerca de cinco anos e carregou instrumentos avançados para realizar sua missão por mais de 2,8 bilhões de quilômetros. Imagine só: 3,5 metros de diâmetro projetando três paineis solares de 8,9 metros por 2,6 metros viajando pelo espaço para chegar ao seu destino. 
Assim que o motor da sonda começou a queimar, a velocidade dela foi diminuindo para 542 m/s, de forma que pudesse entrar na órbita do planeta. Em seguida, a Juno se inclinou em direção aos raios solares, de forma que seus paineis conseguissem conseguissem arrecadar aenergia necessária para a nave operar. 

Ao longo dos próximos dias e semanas, a NASA dará instruções para que a Juno utilize alguns instrumentos específicos para começar sua exploração. Os aparelhos só farão sua aproximação máxima do planeta no fim de agosto, já que a sonda está em uma órbita oval que a leva para longe de Júpiter e só a traz de volta em 53,5 dias. Nos Estados Unidos ainda era dia 4 de julho, data em que é celebrada a independência do país, quando a sonda mandou sua confirmação. "O Dia da Independência é sempre algo a ser celebrado, mas hoje podemos acrescentar outro motivo para comemorar o aniversário dos Estados Unidos — Juno está em Júpiter", disse o admistrador da NASA, Charlie Bolden. "E o que é mais americano do que uma missão da NASA explorando o que ainda não foi explorado? Com a Juno, nós investigaremos os massivos cintos de radiação de Júpiter para conhecer não só o interior do planeta, mas investigar como Júpiter surgiu e como nosso Sistema Solar se desenvolveu."
"Nossa fase oficial de coleta de dados começa em outubro, mas descobrimos uma forma de começar um pouco antes", afirmou Scott Bolton, pesquisador da missão. "Temos muito o que ver e fazer em Júpiter."
A missão tem como objetivo entender a origem e a evolução de Júpiter, bem como mapear o campo magnético do planeta, medir a quantidade de água e amônia da atmosfera e observar as auroras do planeta. Além disso, como aponta Bolden, Juno poderá conseguir informações valiosas sobre o desenvolvimento do Sistema Solar. 

 (Foto: NASA/LEGO/Divulgação)

Ouça o assombroso som de Júpiter gravado pela sonda Juno

 (Foto: NASA)
A sonda Juno, da NASA, ainda nem entrou na órbita de Júpiter (a chegada está programada para hoje), mas já traz algumas novidades. Uma delas é o som assustador que a sonda gravou ao se aproximar do maior planeta gasoso do Sistema Solar, em 24 de junho.
Segundo os astrônomos, trata-se de um choque em arco, causado quando a sonda ultrapassa o limite do gigantesco campo magnético de Júpiter. Assim como na Terra, o campo protege o planeta dos violentos ventos solares. Ouça:

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Imagem do Hubble mostra a constelação de Sagitário

 (Foto: ESA/NASA)

Na última sexta-feira (17), a NASA nos agraciou com esta incrível imagem da constelação de Sagitário. O registro foi feito com o Telescópio Espacial Hubble, que estava apontado em direção à constelação

mo explica a agência espacial americana, é possível saber mais sobre as estrelas da imagem a partir de suas cores. As avermelhadas, por exemplo, são mais frias do que o Sol e provavelmente estão no fim de suas vidas. Já asazuladas são jovens e quentes, muitas vezes com massas maiores do que a do Sol.
Veja a foto em alta resolução aqui.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

NASA anuncia projetos espaciais futurísticos

 (Foto: NASA/D. Kirtley)
Segundo anúncio oficial da NASA, os próximos projetos da agência serão dignos de filmes de ficção científica. Os planos incluem a construção de novos habitats fora da Terra, um sistema de campo magnético, uma câmara para sono profundo e postos de parada para viagens a Marte.

Apesar do nome futurista, as câmaras de sono profundo, oficialmente chamadas de Vision System Torpor Habitat Design, não são como as cabines de filmes como O Enigma do Horizonte. São apenas cápsulas nas quais os astronautas recebem um suporte médico enquanto estão dormindo. A ideia da NASA é explorar como o sono profundo pode ajudar os astronautas a se manterem renovados. Além disso, eles também pretendem estudar que tipos de remédios podem ajudá-los em suas missões e como as naves podem se tornar ambientes mais confrtáveis.As ideias ambiciosas foram criadas pelo Programa de Conceito Inovador da NASA (NIAC). Logo, a intenção é soar mesmo absurdo, já que a função do NIAC é justamente explorar conceitos de tecnologia que ainda estão longe de serem inventados. Ainda assim, apesar de parecerem megalomaníacos, os projetos escolhidos precisam ter embasamento tecnológico. Ou seja, precisam ser viáveis, mesmo que não por agora.
As cabines de sono profundo Vision System Torpor Habitat Design (Foto: John Bradford via NASA)
Já o plano das Growth-Adapted Tensegrity Structures é servirem de base para viagens de longa distância. Sim, porque se você precisa parar em um posto de gasolina quando viaja para a praia, imagina quando vai para Marte. Astronautas em missões de longa distância, como as de Matthew Mcconaughey, em Interestelar, enfrentam problemas com a microgravidade e a radiação. A ideia é que as estruturas ofereçam gravidade artificial e possam barrar os efeitos radioativos. Segundo a agência, a primeira estrutura seria construída já fora da órbita da Terra por robôs.
Growth-Adapted Tensegrity Structure (Foto: Robert Skeleton via NASA)
Com todo esse reforço, restará apenas pousar em Marte em segurança, para evitar problemas como os de Matt Damon, em Perdido em Marte. A ideia da Magnetoshell é formar um campo magnético ao redor da nave no momento do pouco. O campo serviria como um segundo sistema de freios, o que reduziria a quantidade de combustível necessária — deixando a nave mais leve e tornando-a mais barata. 
As ideias ainda são embrionárias, mas os esforços dos cientistas para chegar a este nível de tecnologia são grandes. Além destes projetos, outras ideias estão na fila para sair do papel, como o satélite atmosférico de baixo custo, um telescópio que pode se reconfigurar sozinho no espaço e um novo tipo de revestimento que pode refletir os raios do sol de volta.
Conceito artístico Growth-Adapted Tensegrity Structures (Foto: Peter Rubin via NASA)

Astrônomos descobrem galáxia anã cheia de metais preciosos

 (Foto: Nasa/ Divulgação)
Durante quase 60 anos, os cientistas vêm procurando a origem de metais preciosos como o ouro, a prata e a platina. Sem muito sucesso. Estes elementos são formados por uma reação chamada de processo-r, que exige muita (mas MUITA) energia para ser feito. A hipótese mais aceita é a de que essa energia teria sido gerada através da explosão das estrelas mais densas do universo.

Entender como estes elementos são formados é um dos maiores problemas da física nuclear”, diz a física Anna Frebel, do MIT. “A produção destes elementos pesados demanda tanta energia que é praticamente impossível demonstrá-la experimentalmente. O processo de produção deles não funciona na Terra, então precisamos usar as estrelas e os objetos cósmicos como nosso laboratório.”Agora, uma descoberta de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), pode colocar os cientistas mais próximos de uma resposta satisfatória. Eles descobriram que uma galáxia anã chamada Reticulum II tem estrelas que contém uma quantidade absurda de elementos preciosos. A experança é que a galáxia, que fica 98 mil anos luz da Terra, possa finalmente, desvendar o mistério.
Uma pequena galáxia para a humanidade
A “pequena” Reticulum II foi descoberta apenas no ano passado, ela orbita a nossa própria Via Láctea e é uma das galáxias anãs mais próximas já encontradas. Os cientistas a consideram o melhor lugar para detectar a famosa matéria escura, que guarda os mistérios mais difíceis de desvendar do universo.
Para observar as estrelas mais brilhantes de Reticulum II, os astrônomos usaram o telescópio de Magalhães, no Chile. O estranho é que, ao fazer a observação, a equipe de Frebel pensou que seria altamente improvável que os elementos tivessem se originado ali.
Quando vimos o resultado da primeira estrela em nosso telescópio, achamos que estava errado”, afirma o estudante Alexander Ji, que faz parte da equipe. “Levei bastante tempo para ter certeza de que o telescópio estava apontando para o lugar certo.”
A questão é: como essas pedras preciosas vieram parar na Terra, se não foram geradas aqui? Os astrônomos acham que elas teriam sido criadas pela explosão de estrelas com muita massa em galáxias anãs, como a Reticulum II. “Os metais teriam então se misturado à nuvem de gás e poeira no qual todos os planetas e asteroides são feitos. E eles teriam sido transportados até a Terra como um delivery especial”, afirma Frebel.
O interessante é que eventos que geram energia dessa grandeza, como a fusão de estrelas — capazes de formar elementos preciosos — foram extremamente raros, no começo do universo.Ou seja, muito provavelmente, os átomos de ouro que temos hoje, por exemplo, vieram todos da mesma explosão de bilhões de anos atrás, que criou tudo o que conhecemos hoje, inclusive nós mesmo. 
Logo, para a alegria de Carl Sagan, nós não só seríamos feitos de poeira de estrela, comoteríamos em nosso próprio corpo átomos destes metais. O slogan “porque você vale muito” nunca fez tanto sentido.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Golfinhos podem ser a chave para a comunicação com ETs

Golfinho
Por anos nós humanos temos tentado contatar a vida alienígena no Universo, mas alguns cientistas acreditam que a resposta pode não estar em algum super computador, mas sim nos golfinhos.
Os golfinhos são bem conhecidos como sendo criaturas altamente inteligentes, capazes de fazer muitas coisas que nós humanos fazemos.
Agora, o instituto SETI (Search for Extra Terrestrial Intelligence) acredita possuir a tecnologia para fornecer o elo entre nossos amigos aquáticos e os alienígenas. Baseadas em experimentos com golfinhos, que foram conduzidos na década de 1960, novas teorias estão sendo aplicadas com a invenção de um computador capaz de falar com golfinhos.
Os cientistas do SETI esperam capitalizar nesta nova tecnologia e estabelecer um elo entre a forma com que os golfinhos falam e as potenciais transmissões de alienígenas vindas do espaço.
Usando a matemática para analisar a estrutura da linguagem de golfinhos, os cientistas do SETI podem finalmente ter adquirido a capacidade de fazer contato com outros seres em nosso Universo e além.
De acordo com o site dolphins.org, o som possui a habilidade de viajar quase cinco vezes mais rápido embaixo d’água, e é nisto que os golfinhos dependem para sua comunicação.
Cada golfinho desenvolve seu próprio tom agudo, uma assinatura para comunicação.
Embora cada golfinho possua seu próprio tom, eles são capazes de imitar outros e geralmente usam esta habilidade para atrair a atenção de outros golfinhos em seu cardume.
Fonteaol.co.uk

Extinções em massa podem estar ligadas ao “Planeta 9”

planeta 9
De acordo com Daniel Whitmire, pesquisador e professor do Departamento de Ciências Matemáticas da Universidade de Arkansas (EUA), as extinções em massa periódicas da Terra, conforme indicadas no registro fóssil, podem estar ligadas a um suspeito nono planeta.
O artigo foi publicado na edição de janeiro da revista Monthly Notices da Royal Astronomical Society.
Planeta X ou Planeta 9
O ainda não descoberto “Planeta X” ou “Planeta 9” pode provocar chuvas de cometas ligados a extinções em massa na Terra a intervalos de aproximadamente 27 milhões de anos.
Os cientistas têm procurado tal planeta há anos, mas a possibilidade de que seja mesmo real ganhou força recentemente, quando pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech, nos EUA) inferiram a sua existência com base em anomalias orbitais vistas em objetos no Cinturão de Kuiper, uma região com cometas e outros corpos maiores que fica além de Netuno.
Se os pesquisadores do Caltech estiverem corretos, o Planeta 9 possui cerca de 10 vezes a massa da Terra e poderia estar atualmente até 1.000 vezes mais distante do sol.

A teoria original

Whitmire e seu colega John Matese publicaram pela primeira vez uma pesquisa sobre a conexão entre o Planeta 9 e extinções em massa na revista Nature em 1985, enquanto trabalhavam como astrofísicos da Universidade de Louisiana (EUA).
Na época, havia três explicações propostas para explicar as chuvas de cometas regulares na Terra: um nono planeta do sistema solar, a existência de uma estrela irmã do sol, e oscilações verticais do sol conforme ele orbitava a galáxia.
As duas últimas ideias foram posteriormente descartadas como inconsistentes com o registro paleontológico. Só Planeta X manteve-se como uma teoria viável, e agora está ganhando uma atenção renovada.

Evidências aumentam

A teoria de Whitemire e Matese era de que, conforme o Planeta 9 orbita o sol, sua órbita inclinada gira lentamente e o planeta passa através do cinturão de Kuiper a cada 27 milhões de anos, lançando cometas em direção ao sistema solar interno.
Os cometas desalojados não só se chocam com a Terra, como também se desintegram no interior do sistema solar à medida que ficam mais perto do sol, reduzindo a quantidade de luz solar que atinge a Terra.
Em 1985, uma observação no registro paleontológico apoiou a ideia de chuvas de cometas regulares remontando a 250 milhões de anos. Pesquisas mais recentes mostram evidências de que tais eventos datam de 500 milhões de anos.
Whitmire e Matese publicaram sua própria estimativa do tamanho e órbita do Planeta X em seu estudo original. Eles acreditavam que ele teria entre um e cinco vezes a massa da Terra, e estaria cerca de 100 vezes mais distante do sol, números muito menores do que as estimativas do pessoal do Caltech.

Podemos estar perto da resposta

Matese, desde então, se aposentou e não publica mais artigos. Whitmire começou a ensinar na Universidade de Arkansas em 2013.
Whitmire diz o que é realmente interessante é a possibilidade de que um planeta distante pode ter tido uma influência significativa sobre a evolução da vida na Terra.

“Eu tenho sido parte desta história há 30 anos”, disse. “Se há uma resposta final, eu gostaria de escrever um livro sobre isso”. [Phys]

terça-feira, 19 de abril de 2016

Stephen Hawking e Mark Zuckerberg enviarão sondas para Alpha Centauri

alpha centauri (Foto: Reprodução/Facebook)
O cosmólogo Stephen Hawking anunciou que, em parceria com os empresários Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Yuri Milner, que é responsável por grupos de investimentos, enviará sondas para o sistema de Alpha Centauri.
A ideia faz parte do projeto Breakthrough Starshot, que desenvolverá sondas minúsculas e as  enviará para o espaço usando raios de luz, impulsionando-as a 20% da velocidade da luz.
O sistema de Alpha Centauri fica a 4,367 anos-luz de distância da Terra. Uma missão normal levaria cerca de 30 mil anos para chegar lá - mas a Breakthrough Starshort quer chegar em apenas 20. "Se for bem-sucedida, a missão pode chegar em Alpha Centauri cerca de 20 anos após seu lançamento, e enviar para Terra imagens de planetas descobertos no sistema", afirmou Hawking em sua página do Facebook.
Essas fotos são importantes porque, como aponto o jornal The Independentmuitos cientistas acreditam na possibilidade de o sistema de Alpha Centauri ter um planeta semelhante à Terra e que nele existirem zonas habitáveis

"Certa vez, Albert Einstein imaginou como seria pegar carona em um raio de luz, e esse pensamento me levou a experimentar com a teoria especial da relatividade. Pouco mais de um século depois, nós temos a chance de alcançar uma fração significativa dessa velocidade", afirmou Hawking. "É empolgante estar envolvido com um projeto tão ambicioso, ultrapassando barreiras da engenhosidade e da engenharia."O primeiro passo do projeto consiste em desenvolver a estrutura necessária tanto para as sondas quanto para o lançamento delas. As sondas em miniatura contarão com versões (bem) diminuídas de câmeras, carregadores e equipamentos de navegação; enquanto isso, a base de lançamento precisa de um propulsor de raio de luz potente o suficiente para lançá-las.

Buzz Aldrin fala em entrevista sobre possibilidades de comunicação com extraterrestres

Buzz Aldrin - entrevista AOL
Buzz Aldrin, o legendário astronauta da NASA, falou recentemente sobre a colonização de Marte e confirmou suas crenças sobre formas de vida mais elevadas.
Aldrin foi entrevistado pela AOL Build na semana passada, a fim de promover seu novo livro e, enquanto respondia as perguntas, disse acreditar sobre a existência de seres mais inteligentes no Universo.
Em resposta a um membro da audiência, Aldrin começou discutindo sobre uma estória de ficção científica que ele estava trabalhando e está relacionada à Jornada nas Estrelas, dizendo que ele já está na metade do projeto.
Ele aludiu à uma civilização alienígena que enviou aos humanos “toda a sua esperteza” há 9.000 anos, para que pudéssemos viajar para onde eles estão localizados no Universo.
Quando lhe foi perguntado se isto era ficção científica ou sua própria crença, o piloto da Apolo 11 chamou isto de “a ficção científica mais realista do passado, do presente e do futuro que você alguma vez lerá”.
Aldrin explicou que as “criaturas” usaram “energia de ponto zero”, e então lembrou que os chineses atualmente estão usando ondas gravitacionais de alta frequência que podem “ajudá-lo a viajar pelas distâncias interestelares”.
“Uma civilização muito mais avançada, e chegaremos lá, irá se comunicar através de ondas gravitacionais de alta frequência”, disse ele.
O ex-astronauta de 86 anos adicionou que a única coisa que poderemos encontrar quando colonizarmos Marte seria “talvez uma criatura rastejante defunta”.
“Eu não acho que há alguma chance de encontrarmos algo ainda vivo por lá”, disse ele.

Fonteaol.com

Seria o Universo uma simulação sofisticada? Neil deGrasse e outros cientistas acham que sim!

Galáxia virtual
Embora percebamos o Universo como sendo algo enorme e real, em anos recentes um crescente número de pesquisadores têm considerado a possibilidade de que tudo que percebemos como realidade, seja de fato uma sofisticada simulação.
Um grupo de distintos cientistas – inclusive Neil deGrasse Tyson e Lisa Randall (físicos teóricos da Universidade de Harvard), Max Tegmark (cosmólogo do Instituto Massachusetts de Tecnologia  MIT), David Chalmers (professor de filosofia da Universidade de Nova Iorque), Zohreh Davoudi (físico teórico do MIT) e James Gates (físico teórico da Universidade de Maryland) – se reuniram no Museu de História Natural e Nova Iorque para discutirem sobre a possibilidade do Universo ser, de fato, uma simulação sofisticada. Parece que os pesquisadores estão abrindo suas mentes extremamente nos últimos anos.
A possibilidade de que o Universo possa ser uma simulação não é nova, e vários pesquisadores têm discutido esta possibilidade no passado distante. Alguns propuseram que o Universo poderia ser um holograma, enquanto outros sugeriram que tudo que consideramos como sendo o Universo poderia, na verdade, ser parte de um ‘código’ altamente avançado.
De acordo com a teoria holográfica, a gravidade no Universo vem de cordas finas e vibrantes.  Pesquisadores sugerem que estas cordas sejam hologramas de eventos que ocorrem num cosmos mais simples e muito achatado.
Max Tegmark acredita que até dezessete por cento do nosso Universo poderia ser uma simulação sofisticada, enquanto Lisa Randall sugere que ele seja real.
O filósofo Chalmers comentou: “Não vamos conseguir provas conclusivas de que não estamos numa simulação, porque qualquer prova seria simulada”.
O evento que fez parte da série de Debates Isaac Asimov Memorial, ocorre a cada ano para comemorar a vida de um dos pesquisadores mais inovadores e de cabeça aberta do planeta.
“Se você olhar para como estes quarks se movem, as regras são inteiramente matemáticas, pelo que podemos ver”, disse Max Tegmark, um cosmólogo do MIT.
“Isto me faz pensar, se eu fosse um personagem num jogo de computador que começou a perguntar os mesmos tipos de grandes questões sobre meu mundo de jogos, eu também descobriria finalmente que as regras pareceriam completamente rígidas e matemáticas.”
No passado, pesquisadores também propuseram que o Universo poderia ser uma simulação computacional sofisticada.
Robert Lawrence Kuhn, escritor e anfitrião do programa Closer to Truth, recentemente explorou esta teoria num episódio onde ele entrevistou vários estudiosos, inclusive Nick Bostrom, um filósofo da Universidade de Oxford, o qual argumenta que o cenário apresentado no filme Matrix poderia ser verdade, mas “ao invés dos cérebros conectados a um simulador virtual, nossos cérebros também poderiam ser parte da simulação do multiverso”.
O filósofo Nick Bostrom acha que “a hipótese de uma simulação gigante é uma forma fraca do criacionismo, porque os criadores-simuladores compartilham alguns dos atributos tradicionalmente associados a Deus, no sentido de que eles criaram o nosso mundo”.
O que você acha disso?

terça-feira, 12 de abril de 2016

O revolucionário projeto de viagem interestelar apoiado por Stephen Hawking para tentar 'salvar a humanidade'

O físico Stephen Hawking anunciou apoio a um projeto que pretende enviar uma pequena nave espacial – do tamanho de um chip usado em equipamentos eletrônicos - para uma viagem interestelar daqui a uma geração.
O veículo viajaria trilhões de quilômetros, muito mais distante do que qualquer outra nave.
Um programa de pesquisa de US$ 100 milhões (cerca de R$ 350 milhões) para o desenvolvimento das “naves estelares” do tamanho de pequenos chips eletrônicos foi lançado pelo milionário Yuri Milner e apoiado pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg.
A viagem interestelar tem sido um sonho para muitos, mas ainda enfrenta muitas barreiras tecnológicas. Entretanto, Hawking disse à BBC News que a fantasia pode ser realizada mais cedo do que se pensa.
“Para que nossa espécie sobreviva, precisamos finalmente alcançar as estrelas”, disse. “Os astrônomos acreditam que haja uma chance razoável de termos um planeta parecido com a Terra orbitando um estrelas no sistema Alfa Centauri. Mas saberemos mais nas próximas duas décadas por intermédio de dados dos nossos telescópios na Terra e no espaço”.

Ainda de acordo com Hawking, “os avanços tecnológicos das últimas duas décadas e os avanços futuros tornarão (a viagem interestelar) possível dentro de uma geração”.
O físico está apoiando um projeto da Fundação Mr. Milner’s Breakthrough, uma organização privada que financia iniciativas de pesquisas científicas consideradas muito ambiciosas por fundos governamentais.

Grupo de trabalho

A organização reuniu um grupo de cientistas especialistas no assunto para avaliar a possibilidade de desenvolver naves espaciais capazes de viajar para outros sistemas estelas dentro de uma geração e ainda enviar informações de volta à Terra.
O sistema estelar mais próximo está distante 40 trilhões de quilômetros. Com a tecnologia disponível atualmente, chegar lá levaria cerca de 30 mil anos.
O grupo concluiu que com um pouco mais de pesquisa e desenvolvimento seria possível projetar uma aeronave espacial que reduziria esse tempo para somente 30 anos.
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Image captionO físico acredita que a viagem interestelar será possível em 30 anos
“Eu disse anteriormente que até poucos anos atrás viajar para outras estrelas nesse tipo de velocidade seria impossível”, disse o cientista Pete Worden, que lidera o projeto. Ele é o presidente da Fundação Breakthrough Prize e ex-diretor do centro de pesquisas Nasa Ames, no Vale do Silício, na Califórnia.
“Mas o grupo de especialistas descobriu que, por causa dos avanços em tecnologia, parece haver um conceito que pode funcionar”.
Esse conceito é reduzir o tamanho da aeronave para o de um chip usado em equipamentos eletrônicos. A ideia é lançar milhares dessas "mininaves" na órbita da Terra. Cada um teria um navegador solar.
Seria como uma vela em um barco – mas o sistema seria impulsionado pela luz, em vez de vento. Um laser gigante na Terra daria a cada uma das naves um poderoso empurrão que as ajudaria a alcançar 20% da velocidade da luz.
Tudo isso soa como ficção científica, mas Yuri Milner acredita que é tecnicamente possível desenvolver essa nave espacial e chegar a outro sistema estelar ainda nos próximos anos.
“A história humana tem grandes saltos. Há exatos cinquenta anos, Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem no espaço. Hoje estamos nos preparando para o próximo salto: as estrelas”, disse o milionário.

Trabalho desafiador

Mas antes de projetar naves espaciais capazes de chegar a outras estrelas, há muitos problemas a serem superados.
Uma prioridade é desenvolver câmeras, instrumentos e sensores em miniatura capazes de caber em um chip, assim como projetar um navegador solar forte o suficiente para ser atingido por um laser poderoso por vários minutos e encontrar uma forma de captar imagens e informações do novo sistema estelar para serem enviados de volta à Terra.
O professor Martin Sweeting, pesquisador do Centro espacial de Surrey, na Inglaterra, e presidente da empresa de engenharia espacial especializada em pequenos satélites Surrey Satellite Technology, quer se envolver no projeto.
Ele fundou a empresa há 30 anos e foi responsável pela redução de custo e de tamanho dos satélites.
“Muito do que fizemos nos anos 80 foi considerado muito maluco, mas agora pequenos satélites estão na moda. Esse projeto (de viagem interestelar) parece uma ideia de maluco, mas novas tecnologias surgiram e agora isso não é mais maluquice, é só difícil”, disse ele à BBC News.
Andrew Coates, do laboratório de ciência espacial Mullard, que é parte da Universidade de Londres, concorda que o projeto é desafiador, mas não impossível.
“Teríamos muitas dificuldades a resolver, como mecanismos de resistência à radiação espacial e ao ambiente empoeirado, a sensibilidade dos instrumentos, a interação entre o poder dos lasers que impulsionariam as naves e atmosfera da Terra, a estabilidade na nave espacial e o fornecedor de energia”, afirma.
Mas, segundo ele, “devemos olhar com atenção para esse conceito se realmente quisermos alcançar outro sistema estelar dentro de uma geração”.
Stephen Hawking acredita que o que antes era um sonho distante e pode e deve se tornar uma realidade dentro de três décadas.
“Não há alturas mais altas a serem alcançadas do que as estrelas. Não é sábio manter todos os novos ovos em uma cesta frágil”, disse ele. “A vida na Terra enfrenta perigos astronômicos como asteroides e supernovas”.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Cientista brasileiro encontra estrela com atmosfera composta por 99,9% de oxigênio

Representação de uma estrela branca anã (Foto: Reprodução/NASA)
Uma equipe de astrônomos liderada pelo brasileiro Kepler de Souza Oliveira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), descobriu uma estrela que tem atmosfera composta de 99,9% de oxigênio.
A estrela foi encontrada na constelação Draco, que fica a cerca de 1.200 anos-luz da Terra. O astro recebeu o nome SDSSJ124043.01+671034.68 e foi apelidado de ‘Dox’. Numa reportagem publicada na revista Science, a equipe relata que foi “surpreendente” não encontrar hidrogênio ou hélio na atmosfera da estrela. Para colocar o oxigênio de Dox em contexto, a Terra tem cerca de 21% do composto em sua atmosfera.
“Depois do oxigênio, os elementos mais abundantes na atmosfera do planeta são o neon e o magnésio, ambos presentes em valores fracionais”, escreveram os pesquisadores na conclusão. Entre as mais de 32 mil estrelas brancas anãs encontradas, nenhuma tem o mesmo percentual de oxigênio.
A equipe também explica nas conclusões da pesquisa que a descoberta desta estrela pode fornecer informações sobre como as estrelas se desenvolvem. Por meio da análise de linhas espectrais – a luz emitida de objetos no Universo –, os pesquisadores conseguiram identificar os elementos que compõem a atmosfera desta estrela única.
O astrônomo que liderou a pesquisa, Kepler de Souza Oliveira, disse que a descoberta é “incrivelmente inesperada”. “Nós não tínhamos a menor ideia de que algo assim pudesse existir, então era ainda mais difícil encontrar”, ele explicou em entrevista à Popular Mechanics.
A estrela Dox foi encontrada quando os pesquisadores analisaram dados capturados pelo Sloan Digital Sky Survey, projeto que tem o objetivo de mapear o universo e que já fez um levantamento astronômico que identificou mais de um milhão de galáxias e quasares, com o auxílio de um telescópio situado no Apache Point Observatory, no estado americano de Novo México.

Hubble registra galáxia anã irregular desconhecida

Fotografia do sistema UGC 4459 feita pelo Hubble (Foto: Divulgação/Nasa e ESA)
Apesar de serem menos famosas que as galáxias elípticas ou espirais, as galáxias anãs irregulares, como a registrada recentemente pelo Telescópio Hubble, são um dos tipos mais comuns de sistemas estelares no Universo.
Conhecida como UGC 4459, a galáxia anã localizada pelo Hubble nesta semana está a cerca de11 milhões de anos-luz de distância a partir da constelação de Ursa Maior, que também é a "casa" da Galáxia Pinwheel, da Nebulosa Owl e de diversas outras pequenas galáxias, como a Messier 81 e a Messier 82.
A UGC 4459 tem todas as características confusas e desorganizadas de uma galáxia anã irregular. Este tipo de sistema não tem uma estrutura distinta e mantém uma aparência caótica, já que não tem um bojo nuclear ou braços em espiral. Astrônomos suspeitam que galáxias anãs irregulares já tenham sido galáxias elípticas ou espirais no passado, mas, em algum momento, foram deformadas pela força gravitacional de algum objeto próximo.
Repleta de jovens estrelas azuis e velhas estrelas vermelhas, a UGC 4459 tem uma população estelar de alguns poucos bilhões de astros. O número parece grande, mas não é. A nossa galáxia, a Via Láctea, tem entre 200 e 400 bilhões de estrelas.
Observações feitas pelo Hubble já mostraram que galáxias anãs têm massa menor e, consequentemente, formações estelares mais escassas do que sistemas em formato elíptico ou espiral. Galáxias como a UGC 4459 são importantes para que astrônomos estudem o processo de formação de estrelas e o desenvolvimento e organização primordiais de uma galáxia.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Astrônomos suecos e franceses confirmam que o sol atraiu um planeta de outra estrela: O “Planeta X”

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Os cientistas supõem que o campo gravitacional da nossa estrela ‘roubou’ um exoplaneta que orbita o sol agora.
Um grupo de astrônomos da Suécia e da França, realizou um estudo em larga escala cujos resultados indicam que a Sol ‘roubou’ um exoplaneta de outro sistema solar. Os cientistas acreditam que o corpo celeste, Planeta X, como é conhecido na comunidade científica, não poderia ter se formado em nosso sistema solar.
De acordo com um estudo publicado em um recurso online para preprints de artigos científicos, arxiv.org,  o planeta descoberto , é cerca de 10 vezes maior que a massa da Terra, não é detectado visualmente porque o seu plano de rotação é diferente de   outros planetas, os pesquisadores foram capazes de determinar que se move em uma órbita muito alongada, com um período incomum orbital de 17.000 anos.
Inicialmente, essas características únicas do corpo celeste que os  astrônomos julgaram  que haviam sido removidos da disco da protoestrela cerca de 4,5 milhões de anos atrás, mas agora os cientistas acreditam que  nem sequer tem a sua origem no nosso sistema solar.
Os cientistas simularam a evolução da situação em que o exoplaneta pudesse ter sido capturado pelo campo gravitacional da nossa estrela. O experimento mostrou que o Sol pode ‘roubar’ o planeta a uma distância de cerca de 150 unidades astronômicas se este girava  a uma grande distância da sua estrela. Além disso, o Planeta X tem uma trajetória orbital que não tem lugar na configuração dinâmica do nosso sistema solar.

Misteriosamente, satélite japonês perde comunicação com a Terra

Representação do satélite Hitomi (Foto: Divulgação/JAXA)
A Agência Aeroespacial Japonesa (JAXA, na sigla original) está um tanto quanto perdida. No último sábado, o satélite Hitomi perdeu contato com a central de comunicação da agência na Terra e os japoneses não fazem a menor ideia do que pode ter acontecido.

A Junta de Operações Espaciais dos Estados Unidos emitiu um comunicado no dia 26 de março informando que encontrou o satélite separado em cinco pedaços. Com esta informação, a agência espacial japonesa já está observando as partes do satélite usando um radar no Centro Espacial de Kamisaibara e um telescópio no Centro Espacial Bisei.Inicialmente, o incidente foi tratado apenas como uma anomalia que impediu a comunicação, mas, com o avanço das investigações sobre o caso, a JAXA já desconfia que o satélite tenha se desintegrado no espaço. Oficialmente, a agência afirma que “é impossível determinar o estado atual do satélite”.
Enquanto os japoneses tentam restabelecer contato com o satélite, as pessoas se perguntam o que causou o fim do satélite Hitomi. É realmente muito triste – e bastante caro – para o programa espacial japonês, que lançou o satélite há pouco mais de um mês, em 17 de fevereiro, ainda com o nome ASTRO-H. O Hitomi, que é – ou era – equipado com telescópios raios-x e detectores de raios gama e foi construído em parceria com a NASA, com a Agência Espacial Europeia e com a Agência Espacial Canadense, foi lançado para estudar aglomerados de galáxias, buracos negros supermassivos e estrelas de nêutrons.
TEORIAS?
De acordo com o astrônomo Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, disse que é possível que o Hitomi tenha sofrido algum “evento energético”, como um vazamento de gás ou uma explosão de bateria. Se esta hipótese estiver correta, é possível que a antena de comunicação do satélite esteja mal posicionada, evitando, assim, o contato com a JAXA. Além disso, os painéis solares podem não estar direcionados para o Sol, fazendo com que o aparato espacial perca toda a sua bateria antes de ser possivelmente restaurado.
Mas, de acordo com outro especialista, Goh Cher Hiand, do Universidade Nacional de Cingapura, eventos dramáticos com os sugeridos por McDowell são raros e é possível que o Hitomi tenha sido atingido por algo externo, como pedaços de lixo espacial. “Pode ter acontecido alguma colisão com um objeto de fabricação humana ou com algum corpo celeste”, explicou ele, em entrevista para a BBC.
Recuperar o satélite parece difícil, mas não é impossível. Em 2010, a JAXA perdeu controle sobre o satélite Akatsuki, que faria estudos na órbita de Vênus. Cinco anos depois, a agência espacial japonesa retomou contato com o satélite e o recuperou, colocando-o na órbita venusiana.

Colisão de asteroide em Júpiter foi avistada da Terra

Júpiter e Ganímedes (Foto: NASA/Michael Benson)
Foi confirmado: Júpiter foi atingido por um asteroide. Mas não se preocupe! O gigante gasoso saiu vitorioso da batalha e, aparentemente, está intacto e passa bem.

No vídeo abaixo, é possível ver um pequeno ponto luminoso no lado direito do planeta. Pode parecer insignificante, mas o resultado da explosão pode ter sido poderosíssimo.
O registro foi feito por um astrônomo amador da Áustria, que usou um mero telescópio de 20 centímetros para registrar o evento. Como o pequeno flash que há no vídeo pode ter sido um erro técnico do aparelho, o registro do astrônomo foi colocado em dúvida. Confira o vídeo:

Se você está com aqueles que acreditaram que foi apenas um pontinho brilhante, está enganado. Um astrônomo amador da Irlanda também registrou o evento, com um telescópio de 28 centímetros, corroborando a história do austríaco.
O pequeno ponto luminoso que atingiu o gigante gasoso é, na verdade, um pedaço de asteroide. Mas, considerando que o tamanho de Júpiter equivale a 1.321 vezes a extensão da Terra, essa rocha espacial poderia ter causado sérios danos se resolvesse dar as caras por aqui.

Deixando de lado as consequências catastróficas que um impacto dessa magnitude poderia causar na Terra, a moral da história é: fique de olho no céu! Você nunca sabe o que poderá ver.“Em média, um objeto atingiria Júpiter numa velocidade cinco vezes maior do que se atingisse a Terra. Ou seja, o impacto seria 25 vezes maior. O asteroide que caiu em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, explodiu com a energia de 500 mil dinamites. Imagine esse impacto 25 vezes maior”, explica o astrônomo Phil Plait. É por isso que o impacto foi visível aqui da Terra: sua intensidade foi realmente impressionante.