A possibilidade de os robôs conseguirem sentir empatia pelos humanos é uma das maiores questões nos debates em torno das máquinas. Mas e o contrário? Os humanos conseguem sentir empatia pelos robôs?
Segundo um estudo realizado por equipes das universidades de Toyohashi e Kyoto, no Japão, a resposta é sim. Foram recrutados 15 voluntários que, enquanto observavam imagens de humanos e robôs em situações que pareciam boas e ruins, eram submetidos a um eletroencefalograma, que analisava a atividade cerebral dos candidatos.
De acordo com os acadêmicos, tudo depende da perspectiva. Eles descobriram que os participantes mostravam maior empatia com os robôs quando eles pareciam estar sentindo dor de uma forma semelhante à maneira que os humanos a experenciam.
Os pesquisadores também sugerem que a reação dos voluntários teve a ver com a aparência "humanoide" dos robôs usados para esse experimento.
No estudo que anunciou a sua descoberta, o planeta PSO J318-22 foi descrito como “uma massa planetária de flutuação livre extremamente vermelha e jovem”. Com o tempo também ficamos sabendo que o planeta não possui uma estrela – os astrônomos acreditam que quando o PSO foi formado até havia uma, mas que ela acabou expulsando-o de sua órbita, jogando-o na mais completa solidão espacial. Agora os cientistas descobriram mais uma peculiaridade desse planeta cheio de personalidade: seu brilho varia bastante e a razão para isso pode estar no seu clima.
Por não ter uma estrela por perto, todo o calor do PSO vem de seu próprio interior. E não é qualquer calorzinho: a superfície do exoplaneta possui uma temperatura de cerca de 827 °Ce nuvens de metal derretido rodeiam sua atmosfera, provavelmente formadas por gotículas de silicato e ferro. Astrônomos da Universidade de Edimburgo, na Escócia, descobriram que o seu profundo brilho vermelho pode variar até 10% em poucas horas – tudo indica que a causa para isso está justamente nessas tempestades de metal derretido.
Os pesquisadores afirmaram que a tempestade observada lá pode ser comparada ao que ocorre dentro da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um fenômeno parecido com um furacão, só que três vezes maior que a Terra. Acredita-se que o PSO possa ser até oito vezes maior que Júpiter.
É possível que essa seja a primeira vez que nós conseguimos flagrar o comportamento do clima de um planeta de fora do sistema solar – o PSO está há aproximadamente 80 anos-luz da Terra e sua solidão facilita com que ele seja objeto de estudo dos cientistas, já que ele não fica ofuscado pelo brilho de nenhuma estrela.
Até pouco tempo, acreditava-se que o conceito científico de “viagens espaciais propulsionadas por foguetes” tinha sido criado pelo russo Konstantin Tsiolkovsky e pelo americano Robert Goddard entre o final do século XIX e início do século XX, que, por sua vez, teriam se inspirado na obra de ficção científica “Da Terra à Lua”, do escritor Júlio Verne.
Entretanto, um artigo recente, publicado pelo historiador espacial Robert Godwin, afirma que em 1861, três décadas antes dos estudos de Tsiolkovsky e Goddard, canadense-escocês William Leitch já teria aplicado corretamente os princípios científicos para voos espaciais em um ensaio intitulado “Uma Viagem Através do Espaço”.
O ensaio foi publicado em um jornal de Edimburgo, na Escócia, e, posteriormente, passou a fazer parte do livro do mesmo autor “Glória de Deus nos Céus”. Godwin observa que Leitch não apenas entendia a lei da ação e reação de Newton, mas também como um foguete funcionaria de modo eficiente no vácuo espacial; um fato que, inclusive, quase seis décadas depois, foi motivo de ridicularização para Goddard entre os céticos.
Os estudos de Leitch caíram no esquecimento depois da morte do cientista, ainda muito jovem, e a falência do jornal que havia publicado seu estudo, em 1878. Com o resgate recente de Godwin, o nome de Leitch volta a ocupar o lugar que merece na história dos voos espaciais.
Como seria fazer uma foto do Universo? A resposta fica ainda na imaginação, mas uma boa tentativa foi registrada pelos astrônomos da Ruhr-Universität Bochum, naAlemanha. Eles realizaram a maior imagem astronômica: um retrato da Via Láctea, com 46 bilhões de pixels.
Visualizá-la de uma vez é impossível e foi necessários criar um aplicativo online para isso. A fotografia contém informações astronômicas coletadas durante cinco anos por meio dos telescópios do observatório da Universidade de Bochum no deserto de Atacama, no Chile.
“Se você quisesse mostrá-la em resolução total em telas de TV Full HD, você precisaria de mais de 22 mil telas”, conta Moritz Hackstein, doutorando que conduziu a pesquisa como parte de sua tese, à CBS News.
O objetivo dos astrônomos foi buscar objetos com brilho variável, como estrelas ou sistemas múltiplos. O resultado foi o achado de mais de 50 mil objetos variáveis até então desconhecidos.
A área que os astrônomos observam é imensa e foi preciso dividi-la em 268 seções. Com a ferramenta on-line, qualquer um pode ver a imagem de uma faixa completa da Via Láctea. Além disso é possível fazer buscas por objetos específicos, como uma estrela ou nebulosa.
Sol do Halloween, registrado em H-alpha a partir do Observatório Solar Apolo11, em 31 de outubro de 2015. - Clique para ampliar
Que o Sol é redondo, todo mundo sabe. No entanto, por girar muito rapidamente deveria ter o diâmetro equatorial maior que o polar, mas um novo estudo mostra que isso não acontece, o que torna o nosso Sol o objeto mais esférico já observado na natureza.
Por ser uma bola de gás em movimento de rotação muito forte, a região mais próxima do equador solar deveria ser mais alongada que nos polos, similar ao que acontece em Júpiter onde a alta taxa rotação (uma a cada 10 horas) faz o gigante gasoso ser quase 7% maior no equador do que nos polos.
Após diversos anos realizando medições do disco solar uma equipe de pesquisadores estadunidenses realizou uma medição extremamente precisa da suposta protuberância equatorial e os resultados foram inesperados. De acordo com os resultados, o Sol não gera a protuberância esperada e a diferença entre o diâmetro polar e equatorial é de apenas 10 km.
Nossa estrela tem 1.4 milhões de quilômetros de diâmetro e se redimensionarmos suas medidas para o tamanho de uma bola de praia essa diferença não chegaria nem à largura de um fio de cabelo humano. "Nós ficamos chocados", disse o astrofísico Jeffrey Kuhn, ligado à Universidade do Havaí e autor do estudo publicado na revista Science.
Para termos uma ideia do que isso significa, apenas uma esfera artificial de silício criada especialmente como padrão de pesos é conhecido por ser a mais perfeita.
Anos de tentativas Os resultados do trabalho é a culminação de mais de 50 anos de tentativas de medir o Sol com precisão, quase sempre prejudicadas pela presença da atmosfera da Terra, que distorcia as imagens. "Finalmente, conseguimos fazê-lo a partir do espaço", diz Kuhn.
Para realizar as medições a equipe de utilizou dados do satélite SDO, Laboratório de Dinâmica Solar, da Nasa, que precisou ser reorientado diversas vezes para registrar as mínimas variações da superfície da estrela.
As observações são fundamentais para a compreensão do interior do sol, que gira em velocidades diferentes da mesma forma que o tráfego em uma autoestrada. Esta distribuição assíncrona de velocidade pode ser inferida a partir das medições do formato da estrela e também do modo como ela oscila. A nova medição mostra que as camadas exteriores do Sol se movem mais lentamente do que o esperado, o que segundo Kuhn pode ser causado pela turbulência abaixo da superfície.
A equipe também procurou por mudanças na largura do Sol ao longo de um período de dois e que pudesse estar relacionada ao ciclo solar de 11 anos, mas descobriram que se essas variações estão lá, são muito pequenas para serem detectadas.
Kuhn avisa que novas surpresas podem estar escondidas, já que Sol muitas vezes confunde aqueles que tentam prever o seu comportamento. "Cada vez que observamos o Sol sentimos que fomos enganados. E isso é maravilhoso!", afirma Kuhn. Foto: Sol do Halloween, registrado em H-alpha a partir do Observatorio Solar Apolo11, em São paulo, em 31 de outubro de 2015. Crédito: Apolo11.com/Rogério Leite
Uma equipe de cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (EUA) registrou uns sons "arrepiantes" emitidos pelo deserto de Mojave e o Parque Nacional Death Valley.
Durante a investigação, os cientistas confirmaram a teoria de que o som é produzido pelo movimento simultâneo de grãos de areia e mostraram que não só na superfície das dunas, mas também por dentro.
A ressonância natural das dunas do deserto de Mojave foi comparado com os dados obtidos anteriormente em outros lugares semelhantes. Esta comparação demonstrou que cada um tem seu próprio deserto acústico; Assim, os desertos africanos 'cantam' em uma freqüência maior do que os americanos.
NASA divulgou imagens de satélite que revelam a presença de cerca de 260 figuras geométricas gravados em um estepe do Cazaquistão. Algumas das formas são semelhantes às suásticas, segundo os especialistas, seria obra de civilizações antigas de 8.000 anos atrás. A NASA vai tirar fotos mais precisas da região na esperança de decifrar esses geoglifos.
A origem dos geoglifos descobertos em um estepe do Cazaquistão permanece um mistério, reconhecem os arqueólogos Irina Shevnina e Andrew Logvin. Especialistas acreditam que as estruturas estranhas, algumas cruzes suásticas, tenha sido usadas por civilizações antigas para realizar rituais, porque existe vestígios arqueológicos. Os astronautas da NASA na ISS, esta semana pediram para fotografar a região a partir do espaço na esperança de decifrar esses geoglifos, relata The Daily Mail '.
A presença destas formas em Turgai, Cazaquistão, foi descoberto através do Google Earth na Universidade de Kostanay (Cazaquistão) e da Universidade de Vilnius (Lituânia) em 2007. "Eu não acho que eles foram feitos para ser visto a partir do ar" diz o especialista Dmitriy Dey, que rejeita as crenças populares, segundo a qual as figuras foram criadas por extraterrestres. Segundo ele, alguns foram construídas ao longo de linhas retas e foram usadas como observatórios horizontais para acompanhar os movimentos do sol nascente de um modo semelhante ao Stonehenge.
Embora a suástica é associada com os nazistas, na verdade, é um símbolo de milhares de anos de idade que foi usado para representar a prosperidade e poder. No hinduísmo, budismo e jainismo representa sorte e é também um motivo decorativo popular da cultura grega, romana, celta e da arte bizantina.
O homem mais jovem a andar na lua, o astronauta Charles Duke, deixou em 20 de abril de 1972 na Lua um retrato de sua família, com seus dois filhos e sua esposa, uma imagem que permanece na Lua até hoje.
Charles Duke, o astronauta mais jovem que andou sobre a superfície da lua, depositou sobre a superfície lunar o retrato de sua família durante a missão Apollo 16, em 20 de abril de 1972, lembra 'Business Insider'.
De acordo com o astronauta, para excitar os seus filhos, ele perguntou: "Você gostaria de ir para a lua comigo?". E então ele sugeriu: "Podemos tirar uma foto para que toda a família possa ir para a lua". Na parte de trás da imagem Duke escreveu: "Esta é a família do astronauta Charlie Duke do planeta Terra, que pousou na Lua em 20 de abril de 1972"."Quando deixei lá, foi apenas para mostrar as crianças que realmente eu tinha deixado lá", explica.
Tem sido mais de 43 anos desde que Duke em 1972 aos 37 anos, caminhou na lua. E enquanto os vestígios deixados na superfície lunar quase inalterado, o astronauta suspeita que a imagem não esteja em muito bom estado. "A temperatura da lua a cada mês chega até até 200 graus Celsius na área de desembarque e durante a noite diminui para cerca de -17 graus", explica ele. Infelizmente, não há maneira de determinar se a imagem está arruinada porque é pequeno demais para os satélites lunares detecta-la.
Os cientistas lançaram uma campanha para incentivar o público a escrever uma curta mensagem para ser enviada para as sondas Voyager que estão atualmente passando pelo espaço a bilhões de quilômetros da Terra. O objetivo é enviar via Facebook uma "mensagem final para as sondas Voyager" antes de perder o contato com a Terra.
Christopher Riley, um professor da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, lançou uma campanha no Facebook para o público para elaborar uma "mensagem final" que será oferecida à NASA para enviar para os bancos de memória das sondas Voyager, relata Sky Notícias.
A mensagem tem de ser menor do que 1.000 caracteres para ser facilmente enviada para as sondas que estão viajando no espaço por bilhões de quilômetros da Terra. As sondas devem receber antes de sua energia elétrica a bordo se esgote em meados da década de 2020, diz o meio.
"Antes da desconexão da Voyager, por que não acrescentar uma mensagem final do planeta Terra como um post-scriptum digital para as cápsulas de tempo mais importantes da humanidade?" Perguntou o cientista.
As sondas Voyager 1 e 2 foram lançadas em 1977 para explorar o sistema solar, enviando fotografias dos planetas e suas luas. Atualmente eles estão indo para o espaço interestelar com a tarefa de levar uma mensagem da humanidade no espaço profundo, na esperança de encontrar vida inteligente.
A campanha de Riley se refere ao fato de que, de acordo com alguns cientistas, desde 1977 a vida humana mudou significativamente e a necessidade de atualização 'discos de ouro' é importante.
Recentemente, os cidadãos de São Petersburgo e da área circundante puderam apreciar um fenômeno natural único e raro: as luzes do norte. O espetáculo natural foi gravado em vídeo, que rapidamente se tornou viral nas redes.
Em 27 de outubro, os cidadãos da região da cidade russa de São Petersburgo assistiram as luzes do norte. O céu inteiro acendeu com tons de verde, vermelho, violeta e branco. Testemunhas dizem que nas regiões de Moscou e Perm também conseguiram apreciar o fenômeno.
A aurora boreal (Aurora polar), em homenagem a Aurora, a deusa romana do amanhecer e Boreas palavra de origem grega, que se traduz como "o Norte", é o resultado de um choque de massa solar com a magnetosfera da Terra. O evento representa um show de luz e brilho no céu noturno, geralmente em áreas polares, embora, por vezes, é possível apreciar em outras partes do mundo.
Outras cidades russas como Novosibirsk, na Sibéria e Kirov Yaroslavl no oeste da Rússia, que não estão no Círculo Polar, recentemente, também têm desfrutado das belas auroras deslumbrantes, que são muito raras para suas regiões.
O buraco na camada de ozônio da Antártida alcançou em Outubro uma de suas maiores dimensões da história. De acordo com a NASA e relatórios de cientistas, em 02 de outubro de 2015 ampliou o seu pico: 28,2 milhões de quilômetros quadrados, mais do que a área da América do Norte.
Cientistas da NASA e da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional disse que a depleção de ozônio sobre a Antártida, normalmente atinge o seu pico anual entre meados de setembro e início de outubro, e se formou mais lentamente este ano, mas expandiu-se rapidamente para cobrir uma área maior nos últimos anos.
Segundo os cientistas, a camada de ozônio da Terra está em vias de recuperação, mas os moradores do hemisfério sul devem estar atentos a altos níveis de UV nas próximas semanas.
O cientista sênior da Divisão de Pesquisa Atmosférica e Meio Ambiente da Organização Meteorológica Mundial, Geir Braathen disse em um comunicado: "Isso mostra que o problema da destruição da camada de ozônio ainda está presente e temos que ficar atenciosos. Mas não há razão para alarme desnecessário. "
"No entanto, continuamos a ver grandes buracos de ozônio na Antártida até por volta de 2025, devido às condições meteorológicas na estratosfera e porque os produtos químicos que destroem a camada de ozônio permanecem na atmosfera por várias décadas depois de ter sido eliminada", acrescentou Braathen.
Um astrônomo vê os contornos de um Universo paralelo ao nosso, no claro-escuro de um mapa que rastreia todas as micro-ondas que chegam até a Terra a partir da borda do espaço visível. Os dois mundos, de acordo com a sua conjectura, se tocam e são completamente diferentes.
Dr. Ram Chary Ranga, que trabalha no Instituto de Tecnologia da Califórnia examinou dados de fontes de microondas no espaço recuperado pelo telescópio em órbita da Agência Espacial Europeia, Planck. Excluindo-se as ondas eletromagnéticas de galáxias, quasares e nuvens de gás conhecida, o astrofísico focou em estudar o brilho que é muitas vezes atribuída aos primeiros momentos após o Big Bang.
Segundo explicou Chary, no mapa do fundo espacial se apreciam várias áreas onde as microondas chegam com um brilho muito mais intenso do que se podia esperar.Umas manchas lúcidas e outras fazem pensar o investigador que ao lado deste mundo e as galáxias que habitamos existe uma realidade para ele comparável em tamanho e poder. Isto é como duas bolhas que se esfregam ou colidem, diz a revista 'New Scientist'.
Os universos "bolhas" pode ser parte do 'multiverso', um conceito cunhado em teorias cosmológicas a mais de um século. Ambos colidem entre si desde o ocorrido Big Bang, que teria deixado uma marca na superfície exterior de cada um.
O Chary discerniu sinais no que já foi considerado por cientistas ruídos electromagnético e sugere que o universo alternativo pode ser muito diferente do nosso. Em particular, você pode ter uma quota de partículas subatômicas chamadas bárions e fótons cerca de dez vezes maior do que o que vemos em nosso mundo de galáxias. Isto significaria que a física no universo adjacente pode ser completamente diferente do que aprendemos nas escolas.
Em seu artigo, o astrofísico Pasadena admite que o universo visível pode ser uma mera região "dentro de uma super-região que infla eternamente." E "existem fora do nosso universo observável para que cada região seria regido por um conjunto diferente de parâmetros físicos" em muitas outras regiões.
Os resultados CHARY tem incentivado outros astrônomos que acreditam que ele está no caminho certo. No entanto executar o trabalho adicional é muito necessário para provar que os "sinais" percebidos por ele são verdadeiros.
O deserto do Atacama no Chile, considerado o lugar mais seco do mundo, foi recentemente coberto com um manto de flores. Os 'suspiros do campo" de tonalidades brancas e roxas e añañucasamarelas, transformaram a paisagem do deserto em um espetáculo impressionante.
Após fortes chuvas no início de outubro, um dos lugares mais secos da Terra, o deserto de Atacama no norte do Chile, está coberto com vegetação exuberante. Segundo os cientistas, na região, cuja superfície mede aproximadamente 105.000 quilômetros quadrados, é o mais florescente nos últimos 18 anos, diz os relatórios "The Nation".
A germinação natural das sementes "suspiros do campo"(Nolan parradoxa) e añañucas (rhodophiala rhodocirion) ocorreu devido ao impacto do fenômeno natural El Niño no Oceano Pacífico.
"Isso ocorre quando o El Niño altera padrões de chuva e é incrível que estas sementes resistiram a condições extremas e floresceram quando choveu", disse à BBC Carina Martinez, pesquisadora do Seed Bank Instituto de Pesquisa Agrícola ( Inia) do Chile. Em novembro agora, a vegetação desaparecerá e o deserto vai mergulhar na palidez habitual.
Os discos de gás e poeira nos quais estão envoltos os sistemas estelares jovens poderia esconder enormes planetas, cuja massa supera pelo menos 10 vezes a de Júpiter, o maior planeta do sistema solar, dizem os cientistas.
Cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley e da Universidade de Princeton, EUA, investigaram as imagens captadas por telescópios terrestres das estrelas São 206462 e MWC 758 e ficaram maravilhados com as enormes espirais deslumbrantes em torno de estrelas recém-nascidas. Através de simulações de computador detalhadas foi mostrado que um planeta massivo pode ter um efeito gravitacional sobre os braços espirais de gás e poeira em torno dessas estrelas, e é um lugar onde planetas podem se esconder, diz relatórios do portal phyc.com.
"Há muitas teorias sobre como os planetas se formam, mas poucos são confirmadas", disse Ruobing Dong, pesquisador do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, EUA "Uma vez percebidos sinais de um planeta em um disco, pode-se entender onde e como os planetas se formam", acrescenta. Atualmente, já foi descoberto cerca de 2.000 planetas extra-solares que orbitam as suas estrelas. Astrônomos apontam que nos primeiros estágios de formação, os planetas são quase invisíveis porque eles estão sendo desenvolvidos dentro dos grandes discos de gás e poeira em torno da estrela.
A agência espacial americana acaba de divulgar imagens de misteriosos e imensos desenhos feitos há milhares de anos em estepes remotas ao Norte do Cazaquistão. São figuras geométricas de quadrados, cruzes, linhas e anéis que só podem ser reconhecidas do céu, como as famosas linhas de Nazca, no Peru. A maior estrutura, que fica perto de um acampamento neolítico, é um quadrado gigante com linhas diagonais formado por 101 pequenos montes, cobrindo área maior que a Grande Pirâmide de Quéops.
De acordo com as primeiras estimativas, a região de Turgai possui ao menos 260 estruturas, formadas por montes, trincheiras ou muros, que são arrumados em formatos geométricos. As mais antigas foram construídas há 8 mil anos. De forma surpreendente, os desenhos foram avistados pela primeira vez em 2007 por Dmitriy Dey, um economista cazaque que estava vasculhando o Google Earth. Em outubro do ano passado, elas foram apresentadas em um congresso de arqueologia, mas, agora, a Nasa demonstra interesse em compreender melhor essas relíquias do passado.
— Eu nunca vi algo como isso antes. Eu acho notável — disse Compton J. Tucker, cientista da Nasa em Washington, em entrevista ao “New York Times”.
As primeiras quatro imagens foram divulgadas pela Nasa há duas semanas. Elas foram capturadas por satélites da Digital Globe, há cerca de 700 quilômetros de altitude. Ronald LaPorte, pesquisador da Universidade de Pittsburgh e entusiasta da descoberta, considera o envolvimento da Nasa “extremamente importante” para mobilizar recursos para futuras investigações. Na semana passada, a captura de imagens da região foi colocada na lista de tarefas dos astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional.
“Vai demorar algum tempo para a tripulação capturar as imagens, já que estamos a mercê dos ângulos de elevação do Sol, restrições climáticas e a agenda dos astronautas”, explicou Melissa Higgins, em e-mail a LaPorte.
As novas imagens se somam ao estudo conduzido por Dmitriy Dey, o mais completo já realizado sobre as misteriosas estruturas. Ainda não existe um entendimento sobre as origens dos desenhos, mas especulações envolvem extraterrestres e até mesmo nazistas, já que algumas figuras se parecem com suásticas.
— Eu não penso que elas foram feitas para serem vistas do ar — disse Dey, que teoriza que os desenhos serviam como observatórios horizontais, para rastrear os movimentos do nascer do Sol.
As estepes cazaques eram destino de tribos da Idade da Pedra que buscavam por bons campos de caça, entre elas a cultura Mahandzhar, que floresceu na região entre 7.000 e 5.000 A.C., e é apontada por Dey como a possível responsável pelos desenhos. Entretanto, cientistas questionam se populações nômades teriam ficado no local por tempo suficiente para derrubar árvores e colocar madeira para muralhas, desenterrar sedimentos para construir montes com dois a três metros de altura.
— A ideia que povos coletores poderiam acumular o número de pessoas necessário para realizar projetos de grande escala, como a criação dos geoglifos do Cazaquistão, estão levando os arqueólogos a repensarem a natureza e o tempo de sofisticadas organizações humanas de larga escala como predecessoras de assentamentos e sociedades civilizadas — disse Persis Clarkson, arqueólogo na Universidade de Winnipeg, no Canadá.
DESCOBERTA ACIDENTAL
O economista Dmitriy Dey contou que a descoberta aconteceu por acaso. Após assistir a um documentário sobre pirâmides na TV a cabo, pensou ser possível encontrar alguma no Cazaquistão, já que elas estão distribuídas por todo o mundo. Ele não encontrou pirâmides, mas um estranho quadrado formado por círculos. No início ele pensou ser alguma instalação do período soviético, mas, no dia seguinte, encontrou outra figura. Em menos do fim do ano encontrou outras oito formações. Até 2012 eram 19, e agora, já são 260.
Agora, a corrida é contra o tempo para conseguir proteger os sítios arqueológicos. Este ano, uma figura, batizada como “Koga Cross”, foi substancialmente destruída para a construção de uma estrada. Dey e LaPorte já tentaram convencer autoridades locais a buscarem proteção da Unesco, mas até agora não obtiveram sucesso.
A Nasa divulgou nesta sexta-feira as primeiras imagens recebidas do “mergulho” que sua sonda Cassini realizou na última quarta-feira nas nuvens de vapor lançadas ao espaço por Encélado, uma das luas de Saturno.
As fotos foram feitas durante a aproximação e passagem da Cassini a apenas 48 quilômetros do Polo Sul de Encélado, região de onde objeto lança material do oceano escondido sob sua crosta gelada para o espaço e novas imagens e dados continuarão a ser transmitidas pela sonda nos próximos dias.
- As impressionantes imagens da Cassini estão nos dando uma rápida vista de Encélado deste sobrevoo ultrapróximo, mas a ciência mais excitante ainda está por vir – afirma Linda Spilker, cientista da missão junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL).
Embora não esteja equipada com instrumentos específicos para procurar por possíveis sinais de vida em Encélado, a Cassini ainda pode fornecer muitas informações quanto à capacidade da lua de tê-la desenvolvido e sustentado em seu oceano interno. Entre estes dados estão detalhes sobre a atividade hidrotermal nesta lua de Saturno, isto é, a interação química entre as rochas do seu núcleo por meio de fraturas quentes e a água do oceano em torno dele. Na Terra, ambientes deste tipo deram origem a uma diversidade de organismos, e por isso a confirmação de sua existência em Encélado é considerada essencial para avaliar sua potencial habitabilidade.
Outras informações aguardadas com ansiedade pelos cientistas são sobre a composição do oceano sob a crosta de gelo de Encélado. Em sobrevoos anteriores, a Cassini detectou compostos orgânicos nas nuvens de vapor lançadas pela lua, e análises que ainda devem levar semanas para serem feitas podem fornecer mais detalhes sobre seu tipo e concentração.
Esta foi uma das últimas oportunidades que os cientistas tiveram de estudar de perto Encélado com a Cassini. Na próximo dia 19 de dezembro, a sonda ainda vai realizar mais um sobrevoo pela lua, mas de uma altitude muito maior, de quase 5 mil quilômetros, quando então os cientistas esperam conseguir medir a quantidade de calor que seu núcleo pode estar liberando para o oceano em torno dele. Após visitar outras luas de Saturno até o fim deste ano, uma série de manobras colocará a Cassini em uma órbita polar ao fim de 2016, a partir da qual ela executará vários ousados “mergulhos” na região entre o planeta e seus anéis até ser deliberadamente lançada na sua atmosfera e destruída quando seu combustível estiver próximo de acabar, em setembro de 2017. O objetivo é garantir que a sonda eventualmente não caia em luas como Titã e Encélado, dois locais onde a vida como conhecemos também pode ter se desenvolvido em nosso Sistema Solar, e as “contamine”.
Imagem obtida pela Nasa (agência espacial americana) com ajuda de um grande telescópio localizado em Mauna Kea (Havaí, EUA) mostrou que o asteroide 2015 TB145, mais conhecido como "Asteroide do Halloween", tem, curiosamente, "cara de caveira" e se parece mais com um cometa morto.
Ele passou "perto" da Terra na tarde deste sábado (31/10), quando se comemora o Dia das Bruxas. Entenda-se esse "perto": 480 mil quilômetros do nosso planeta. A distância é bem maior que a entre a Terra e a Lua, mas é relativamente próxima considerando medidas cósmicas.
De acordo com a agência France Presse, cientistas de um observatório em Porto Rico também notaram aspecto de caveira no asteroide.
"Nas imagens de Arecibo, ele parece ter usado uma máscara de caveira para o voo do Halloween", disse Kelly Fast, gerente do programa da Nasa de observação de objetos próximos da Terra.
Os cientistas descobriram em Barcelona, Espanha, restos de fósseis de um primata, de 11,6 milhões de anos, e que poderia ser o último a compartilhar ligações entre os seres humanos, chimpanzés e macacos gibões.
A descoberta foi feita no sítio paleontológico de Can Mata. Havia 70 ossos do crânio, perna e braço esquerdo deste novo primata. Segundo especialistas indicados do Instituto Catalão de Paleontologia, Miquel Crusafont, é uma fêmea adulta, que foi apelidada de "Laia 'cuja espécie viveu cerca de 14 milhões de anos atrás, antes da divisão evolutiva entre macacos grandes e pequenos, publicou o "Daily Mail".
Através de imagens de computador, fomos capazes de reconstruir todo o corpo, permitindo estimar o peso deste primata que era cerca de quatro ou cinco quilogramas. O estudo da fisionomia também foi possível determinar, assim como outras características e comportamentos.
Para a anatomia do seu braço, especialmente os ossos do punho e da união do úmero e raio, acredita-se que tinham o projeto básico de hominídeos vivos; também, que subiu e penduravam nas copas das árvores, e as marcações microscópicas em seus dentes, os pesquisadores concluíram que o consumiam fruta macia.
Outra característica, é apresentado nos ouvidos, onde foi observado um osso no canal auditivo que faltava nos hominídios atuais.
"A descoberta desse fóssil fornece um capítulo ausente em macacos começando a história humana", disse o professor de antropologia da George Washington University, Sergio Almécija, acrescentando que esta nova espécie mostra que os pequenos e grandes macacos podem ter evoluído em conjunto, ou que o "'Pliobates' poderia indicar que os grandes símios evoluíram dos macacos gibão ".
"Talvez nós estávamos olhando para o caminho errado. Talvez alguns ancestrais dos símios eram menores do que pensávamos", disse ele.
Um grupo que investiga indícios de vida extraterrestre afirma ter encontrado uma pequena nave na área da Cratera Gale, em Marte. A afirmação foi feita com base em uma foto divulgada no site da Nasa (Agência Espacial Americana). Segundo o site UFO Sightings Daily, citando o canal "Paranormal Crucible", o objeto parece ser resultado da criação de uma população inteligente - os restos de algum dispositivo mecânico ou arma. No entanto, eles afirmar acreditar que o item, fotografado há alguns anos pela sonda Curiosity, seja uma nave construída por marcianos ou usada por outra espécie extraterrestre para explorar o planeta vermelho.
"Seja o que for, este objeto prova que, um dia, houve vida inteligente em Marte - o que a Nasa continua a negar para o mundo", afirmam no vídeo divulgado no domingo (1º).
Suposta nave aparece em detalhe da imagem (Foto: Divulgação/Nasa)
Em setembro, cientistas da agência espacial americana anunciaram que a sonda encontrou sinais de que Marte tenha água corrente durante o verão, o que aumenta as chances de vida no planeta vermelho. Para os pesquisadores, a descoberta é uma das provas de que a bacia esteve repleta de água com frequência.