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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015



O indecifrável código da Proporção Divina


Do Panteão Grego à Concha de Náutilo, a proporção de ouro é o padrão para um bom projeto, ainda que os cientistas não entendam o porquê desta harmônica relação ser encontrada em todo o mundo natural (wikipedia)



“A geometria tem dois grandes tesouros: um deles é o teorema de Pitágoras, e o outro é a regra de ouro. O primeiro pode ser comparado a uma medida de ouro, e o segundo, a uma joia preciosa.” – Kepler
A tela do seu computador, seu cartão de credito, as pétalas de uma flor, as folhas de uma árvore, o prédio do outro lado da rua, tudo isto é governado por um principio, uma proporção, um valor harmônico. O universo parece sussurrar um código para nós em cada canto da natureza, um código único e harmonicamente estético, que é o Número de Ouro, a Proporção Divina.
Atrás do aparente caos que reina no universo, onde cada evento e medição segue, logicamente, um destino incerto. No entanto, existe uma ordem oculta. Desde o tempo de Pitágoras, a chave para esta ordem, que vem intrigando muitos matemáticos e estudiosos de vários ramos, nunca foi completamente compreendida.
Uma experiência contemporânea, envolvendo vários indivíduos de etnias diferentes, demonstrou que dentre uma amostra de várias figuras retangulares, quase todas as pessoas concordaram que uma delas era mais harmônica. A figura harmônica é formada quando a razão do lado maior sobre o lado menor é igual a 1,618 – conhecido matematicamente como o número de “ouro”. Esta proporção retangular é achada em milhares de exemplos arquitetônicos em todo o mundo, bem como em caixas de fósforo, cartões de visita, livros e centenas de outros objetos cotidianos, meramente porque os seres humanos acham-no agradável. A Grande Pirâmide de Gize e a pirâmide de Quéops, a sede das nações unidas em Nova York e as catedrais de Notre Dame, todas incorporam a proporção divina.
Durante séculos, a expressão absoluta de beleza artística e sabedoria humana, com exceção de algumas tendências contemporâneas, nunca se afastaram muito desta regra. Vários artistas do renascimento incorporaram a regra ao seus trabalhos. O próprio Leonardo da Vinci usou esta proporção em peças bem conhecidas, como “A Última Ceia” e “O Homem Vitruviano”.
A música também não foge deste código enigmático. O compositor mexicano Silvestre Revueltas utilizou esta proporção para organizar partes da composição conhecida como “Alcancías”. Compositores como Béla Bartók e Olivier Messiaen observaram, em alguns de seus trabalhos, a sequência de Fibonacci (que contém a proporção divina) para determinar o tempo que as notas deveriam ser mantidas.
Já que arquitetura, arte visual, música e outras invenções são unicamente empreendimentos humanos, alguns podem concluir que a proporção divina sugere uma opinião coletiva entre a  humanidade. No entanto, isso ainda não explica o interminável número de entidades orgânicas e inorgânicas, encontradas na natureza, que repetem infinitamente esta proporção especial.
Desde o retângulo até a espiral dourada (que surge a partir da união dos pontos de muitos retângulos dourados alinhados), exemplos podem ser encontrados em qualquer parte: no chifre de um carneiro, em cristais minerais, em um turbilhão, em um tornado, em impressões digitais, nas pétalas de uma rosa, nos patronos concêntricos de uma couve-flor ou de um girassol, nos pássaros, nos insetos, nos peixes, na via láctea, em outras galáxias… ou em um caracol. Um caracol perfeito e belo como o Náutilo é praticamente um modelo da proporção divina. Muitas árvores também revelam a proporção divina na espessura de seus ramos, entre a parte superior e inferior.
A estética do corpo humano também é fundamentada no phi (número de ouro). O quociente do comprimento da cabeça aos pés sobre o comprimento do umbigo aos pés revela um perfeito e harmônico 1,618 em nossos corpos. Podemos encontrar um resultado igual na razão do comprimento da cabeça sobre o comprimento dos olhos ao queixo; ou a razão do comprimento do nariz ao queixo sobre o comprimento dos lábios ao queixo. Quanto mais o rosto apresenta estas proporções, mais harmônico ele parecerá. Apesar de sugestões contrárias, parece que o nosso gosto é, de alguma forma, predeterminado.
O número phi, assim como o seu primo pi (a razão entre a circunferência e o diâmetro de um círculo), é de extraordinária complexidade. Nos tempos modernos, foi calculado em mais de um trilhão de casas decimais, mas ele continua indo mais longe.
A causa oculta existente por detrás deste código, o qual parece governar a harmonia e a beleza, é algo que vem encantando os cientistas há séculos. Ele continua sendo um enigma até hoje.
Como é que uma espiral fixa pode ser um fator comum entre milhares de organismos, supostamente tendo evoluído de forma totalmente imprevisível e indeterminada? Poderia isto estar relacionado de alguma forma ao DNA, onde dentro do ciclo completo da espiral de dupla hélice, as duas seções contêm uma relação entre si de nada menos que phi?
Uma vez que isto parece ser um código em comum ao longe de todas as formas de vida, ou seja, a nota harmônica na qual o universo está vibrando, não é acidente esta proporção divina parecer harmônica para nós, já que todos provemos do universo.
 Epoch Times