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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Oito fenômenos que a comunidade científica não explica

OVNIs tem sido avistados e registrados pelo menos desde a dinastia Song na China (Reprodução/Gério Ganimedes)



Em vista dos desenvolvimentos e conquistas da ciência moderna, a humanidade tem, cada vez mais, acreditado que a ela é capaz de dar uma explicação para cada coisa existente no nosso planeta e em nosso universo.
Contudo, devemos lembrar que, embora muitos fenômenos tenham explicações científicas, existem diversos outros fenômenos para o quais essas explicações não existem e que escapam ao conhecimento científico de hoje.
Por exemplo, a ciência ainda não deu uma resposta definitiva sobre o processo pelo qual o universo foi formado originalmente. A ciência também não explica a formação das crenças religiosas. Se entrarmos no reino do sobrenatural, reconhecemos a existência de diversas manifestações misteriosas, para as quais não foram dadas explicações científicas plausíveis, e em relação às quais o método científico não pode ser aplicado para estudar tais fenômenos.
Vamos dar uma olhada em alguns desses fenômenos inexplicados e nos lembrar de que a natureza é uma maravilha, em si, e que muitas coisas ainda permanecem incompreensíveis.
Efeito placebo
O efeito placebo tem sido um enigma médico que aponta para a influência da mente na saúde física e na cura. Verificou-se que pacientes, acreditando serem sido tratados com medicamento eficaz, poderiam ser curados mesmo que tivessem recebido inócuas pílulas de açúcar. Esta constatação levou a investigação científica a adotar modelos experimentais baseados no anonimato duplo, quando ambos, pesquisadores e participantes não sabem ao certo, qual grupo de participantes recebeu o tratamento que se quer testar e qual recebeu apenas um placebo. Isso é feito para evitar que as expectativas dos pesquisadores e dos participantes afetem os resultados.
Infelizmente, ao longo dos anos, a eficácia e a mensurabilidade do efeito placebo têm sido consideradas não confiáveis pela ciência. Isto pode ser devido às limitações do método científico. No entanto, há muitos casos de autocura, que, não raramente, podem até mesmo superar os meios médicos disponíveis.
Sexto sentido
Os cinco sentidos – visão, audição, paladar, tato e olfato – nos ajudam a explorar o nosso mundo físico. Há também um sexto sentido, uma força interior de percepção conhecida como intuição. A palavra intuição vem da palavra latina “intueri”, que significa “olhar para dentro”. Intuição é a capacidade de conhecer, e compreender algo sem o uso do raciocínio lógico ou de análise, e é comum a todas as pessoas em diferentes graus de intensidade.
A intuição é popularmente chamada de “palpite” ou “instinto”; uma sensação interior de se saber algo, ou prever alguma situação sem informação prévia. De acordo com a pesquisa da PRWeek / Burson-Marsteller, de 2006, 62 por cento dos Diretores Executivos de empresas estão mais propensos a tomar decisões de negócios com base na intuição do que na análise dos dados.
Um estudo de 2007, publicado na revista Current Biology, também descobriu que os participantes são mais precisos na escolha de um símbolo diferente, entre mais de 650 símbolos idênticos, quando forçados a escolher sem ter tempo para olhar, do que quando têm 1,5 segundos para fazê-lo.
O antigo filósofo chinês Laozi (Lao Tsé) disse uma vez: “O poder da compreensão intuitiva irá protegê-lo do mal até o fim dos seus dias.” Albert Einstein também disse: “A única coisa realmente valiosa é a intuição.”
Mas de onde vem a intuição? Estudos do cérebro humano apontam para a glândula pineal como uma possível resposta para este mistério. René Descartes (1596-1650), o pai da filosofia e da ciência moderna, referiu-se à glândula pineal como a “sede da alma”. O pensamento oriental tradicional considera a intuição como estando também na região da glândula pineal e acredita que ela pode receber a iluminação da alma, na forma de conhecimento e ideias.
Experiência de quase morte
São comuns os relatos de experiências estranhas de pessoas que chegaram muito próximas da morte, tal como a sensação de passar através de um túnel em direção a uma luz brilhante, o encontro com entes queridos, e um sentimento de calma e serenidade.
O caso mais notável foi o do Dr. George Rodonaia, cuja “experiência clínica de quase morte” em 1976, foi a mais extensamente documentada até agora. A experiência transformou Rodonaia, que era ateu antes de sua experiência e, posteriormente, tornou-se um padre ordenado na Igreja Ortodoxa Oriental. Sua experiência sugere que existe um “outro mundo”, além deste mundo físico percebido pelos sentidos humanos.
Embora as pessoas tenham realmente passado por essas experiências, a ciência não tem sido capaz de oferecer uma explicação satisfatória para o fenômeno da experiência de quase morte. Alguns cientistas sugerem que estas experiências podem ser explicadas como resultado de alucinações de um cérebro lesionado. Mas nem sempre há uma lesão cerebral. O fato é que nenhuma teoria científica atual é capaz de oferecer explicações ou razões do por que as pessoas têm essas experiências e do por que elas são frequentemente capazes de mudar a vida dessas pessoas.
Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs)
UFO (Unidentified Flying Object) ou OVNI (Objeto Voador Não Identificado), em português, é um termo cunhado pela Força Aérea dos Estados Unidos em 1952, para classificar objetos voadores registrados em imagens, por testemunhas, e que não puderam ser identificados pelos peritos após investigação. Na cultura popular, um OVNI é geralmente entendido como uma nave espacial pilotada por alienígenas.
OVNIs tem sido avistados e registrados pelo menos desde a dinastia Song na China. No século XI, o general militar e estudioso Shen Kuo (1031-1095) escreveu em seu livro 夢溪筆談 (Ensaios de uma Correnteza de Sonhos), de 1088, sobre um objeto voador em forma de pérola, com uma luz interior ofuscante, e que se movia a uma velocidade incrível.
Kenneth Arnold, um empresário americano, relatou ter avistado nove objetos brilhantes, voando perto do Monte Rainier, no estado de Washington, EUA, em 1947. Arnold descreveu os objetos como parecendo discos em forma de pires, “chatos como uma panqueca”. Seu relato recebeu significativa atenção da mídia e atraiu grande interesse público na época.
Desde então, o avistamento de OVNIs têm aumentado de forma exponencial. O fenômeno OVNI tem sido estudado tanto pelo governo quanto por investigadores independentes em todo o mundo. O Dr. Josef Allen Hynek (1910-1986) trabalhou para a Força Aérea dos Estados Unidos para investigar o avistamento de OVNIs. A princípio, Hynek era extremamente cético, mas depois de analisar centenas de relatos de OVNIs, por mais de três décadas, sua opinião mudou.
Nos últimos anos de sua carreira, Hynek passou a expressar publicamente a sua decepção com a forma com que a maior parte dos cientistas considera o fenômeno dos OVNIs – indispostos e inflexíveis em admitir o que, de outra forma, seria inexplicável.
Déjà vu
Déjà vu, francês para “já visto”, é a sensação estranhamente familiar de ter estado em um determinado local ou evento antes de efetivamente vivenciá-lo. São sentimentos muito curiosos de familiaridade com uma situação presente, como se ela já tivesse acontecido antes, mas que a pessoa sabe ser a primeira vez que a vivencia. Pesquisas em neurofisiologia tentam explicar tais experiências como sensações provocadas por anomalias de memória, patologias cerebrais, ou como efeitos colaterais de alguns medicamentos.
Um estudo de 2008, pela psicóloga Anne Cleary (disponível aqui) sugere que o “déjà vu” possa ter algo a ver com a “memória de reconhecimento”. Explicações alternativas associam o déjà vu a noções místicas como as de vidas passadas, clarividência, ou como sinais indicando o cumprimento de profecias ou de uma condição pré-determinada na jornada da vida. Seja qual for à explicação, o fato é que o “déjà vu” é, sem dúvida, um fenômeno universal da condição humana, e sua causa fundamental ainda é um mistério.
Fantasmas
As referências a fantasmas, na literatura clássica (em autores como Homero e Dante, por exemplo), sugerem que a experiência humana com fenômenos paranormais é antiga e comum. Presentemente, as alegações de aparições de fantasmas não são incomuns, e lugares assombrados, como a Casa Whaley em San Diego, estão listados como atrações turísticas.
A cultura popular está repleta de filmes sobre fantasmas, mas a ciência convencional abstém-se de explicar tais fenômenos. Apenas pesquisadores situados à margem da comunidade científica empreendem esforços para investigar a autenticidade de tais ocorrências.
A existência de fantasmas tem profundas implicações envolvendo a continuidade da alma humana após a morte, e a existência de outras dimensões de espaço-tempo além do nosso mundo físico. Os investigadores de fenômenos paranormais trabalham sobre este assunto na esperança de que um dia esse mistério seja resolvido.
Triângulo das Bermudas
O “Triângulo das Bermudas” – área do Oceano Atlântico entre Bermudas, Miami, São João e Porto Rico – onde navios e aviões continuam a desaparecer, é um dos grandes mistérios modernos do nosso planeta.
Sobreviventes contam histórias de deslocamentos temporais, interferência nos instrumentos de navegação, luzes estranhas vindas do céu, mudanças repentinas e violentas no tempo e aparecimento de espessos nevoeiros, como o descrito por Frank Flynn em 1956. Ele descreveu a neblina como uma “massa desconhecida” que parecia sugar a potência do motor, depois que seu navio a penetrou.
Em 1970, Bruce Gernon Jr. reportou ter encontrado um tipo de nevoeiro que envolveu o seu avião, e teria se transformado em algo sobrenatural. Ao longo dos anos, cientistas têm se esforçado para desmistificar o mistério do Triângulo das Bermudas, dizendo que não há mistério algum. Mas aqueles que vivenciaram diretamente os estranhos acontecimentos, e sobrevieram para contar, declaram enfaticamente que, nos céus e mares do Triângulo das Bermudas, acontecem coisas que estão além da compreensão.
O zumbido
O fenômeno de um zumbido persistente e de baixa frequência tem sido relatado em vários locais em todo o mundo, particularmente, nos Estados Unidos, Reino Unido e norte da Europa. O ruído, normalmente inaudível ao ser humano, é conhecido simplesmente como “O zumbido”, ou pelo nome da localidade onde tem sido relatado. Assim, a relatos do zumbido de Taos (Novo México), zumbido de Kokomo (Indiana), zumbido de Bristol (Inglaterra), e zumbido de Largs (Canadá).
Para aqueles que o podem perceber, o som é frequentemente descrito como um ruído parecido com o de um motor a diesel distante. A percepção do zumbido persistente tem causado grande aflição em algumas pessoas, prejudicando tanto a saúde física quanto a vida normal.
Organismos governamentais em todo o mundo têm investigado a origem do zumbido. Nos Estados Unidos, as primeiras investigações começaram em 1960. Em 2003, o órgão correspondente ao Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente no Reino Unido publicou um relatório analisando os zumbidos de baixa frequência e o impacto nos que reportaram ouvi-lo. Entretanto, os resultados sobre as possíveis origens do zumbido foram vagos, e o fenômeno do zumbido permanece um mistério.