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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



Ruínas misteriosas podem comprovar civilizações pré-históricas

Gobekli Tepe, pensado ser o local mais antigo de adoração, possui uma enorme série de megálitos de pedra que mede mais de 20 acres, e datam cerca de 6 mil anos antes do Stonehenge, somando um total de 12 mil anos de idade (Wikimedia Commons)




Artefatos e ruínas descobertos em todo o mundo têm feito muitos cientistas se questionarem se o entendimento atualmente aceito sobre as civilizações pré-históricas está correto.
Segue abaixo alguns exemplos de locais que evidenciam culturas pré-históricas muito mais avançadas do que os cientistas podiam imaginar. Algumas destas estruturas foram submersas com o aumento do nível do mar ao longo dos milhares de anos.
1. A pirâmide mais antiga do mundo, Bósnia: 25 mil anos
(Pirâmide de Bósnia / Shutterstock)
Pirâmide na Bósnia (Shutterstock)
A datação por carbono mostra que a pirâmide da Bósnia possui 25 mil anos de idade.
Dois arqueólogos italianos, Dr. Ricardo Brett e Niccolo Bisconti, acharam no ano passado um pedaço de material orgânico na pirâmide. Eles conseguiram datar o material através do carbono, e com isso, dataram também a própria pirâmide. Esta datação por carbono evidencia que a pirâmide é 20 mil anos mais velha que as civilizações da Suméria e da Babilônia, cujos cientistas acreditavam ser as primeiras do mundo.
Quando a pirâmide da Bósnia foi descoberta em 2005, os pesquisadores só conseguiram calcular a idade da camada mais superficial do solo que cobre a pirâmide, que tem cerca de 12 mil anos.
Dr. Semir Osmanagich, um pesquisador que trabalha na Pirâmide da Bósnia, disse à NTD Television no ano passado que “Os materiais orgânicos encontrados na Pirâmide do Sol, e (outras) análises biológicas estão nos mostrando que as pirâmides possuem mais do que 12.500 anos, (data que se acreditava datar) a mais antiga do planeta”.
Uma vez que a pirâmide foi coberta por solo e vegetação, as pessoas pensavam que era apenas uma colina, até que a estrutura de pedra foi descoberta. Ela era conhecida como colina Visoko.

2. Gobekli Tepe, Turquia: 11 mil anos
(Wikimedia Commons)
Sítio arqueológico em  Gobekli Tepe (Wikimedia Commons)
Gobekli Tepe, na Turquia, é composta por enormes megálitos de pedra que pré-datam o Stonehenge (círculo de pedras britânico que data 3,1 mil a.C.) em 6 mil anos. O arqueólogo Klaus Schmidt acredita que Gobekli Tepe é um dos locais mais antigos de adoração, datando pelo menos 11 mil anos, e construído em uma época na qual os cientistas dizem que as pessoas ainda não tinham nem desenvolvido a agricultura.
O arqueólogo da Universidade de Stanford Ian Hodder, contou à revista Smithsonian que as estruturas pré-históricas de Gobekli Tepe podiam mudar a forma como os cientistas vêm as culturas pré-históricas.
“A data está clara, não há dúvida sobre isso”, disse Schmidt em uma entrevista de rádio na estação Red Ice Creations. Juntando as evidências do teste de carbono com a idade das estruturas do local, Schmidt tem certeza que Gobekli Tepe possui pelo menos 11 mil anos de idade.
“O fato surpreendente é que não se esperava que uma sociedade caçadora poderia ser capaz de transportar um megalito”, disse ele.
Com radares penetrados no solo, Schmidt e seu time descobriram que há pelo menos outros 16 anéis megalíticos, ainda no subsolo, ao longos dos 22 acres de terra, de acordo com o artigo de 2008 da Smithsonian. Mesmo em 50 anos, segundo ele, vai ter muita coisa para cavar.
Há imagens de abutres, aves, aranhas e muitas outras criaturas gravadas nos megálitos.
Desenho de abutre e outras criaturas sobre o megálito
Desenho de abutre e outras criaturas sobre o megálito (Reprodução)
3. Monumento de Yonaguni, Atlantis Japonesa: 8 mil anos
Formação submersa ou ruína, chamada “A Tartaruga”, em Yonaguni, ilhas Ryukyu. (Masahiro Kahi/ Wikimedia Commons)
Formação submersa ou ruína, chamada “A Tartaruga”, em Yonaguni, ilhas Ryukyu (Masahiro Kahi/Wikimedia Commons)
Uma grande estrutura ao longo da costa da ilha Yonaguni do Japão, tem sido citada como evidência de que uma cultura avançada prosperou por milhares de anos antes do dizem os livros atuais. Alguns acreditam que foi construída há mais de 8 mil anos, antes da última Idade do Gelo.
O jornalista britânico Graham Hancock, e o Professor Masaaki Kimura, de Ryukyu, em Okinawa, estudaram a estrutura, após ser descoberta por um mergulhador em 1987. Kimura concorda com Hancock que os seres humanos construíram a estrutura, ou modificaram uma formação natural.
“Parece um monumento”, disse Hancock à BBC. “Ela tem características muito curiosas. Ela tem uma série de passos e terrações cortados em seu lado. É orientada para os pontos cardeais. Está virada para o sul, e tem um traço profundo de leste a oeste, correndo ao longo da parte frontal. Ela tem todas as características de um monumento religioso, cerimonial”.
O geólogo da Universidade de Boston, Robert Schoch, discorda. Ele disse à BBC que “partes parecem ser feitas pelo homem”, mas a forma como a rocha naturalmente se divide poderia fazer a formação.
“Eu acho que deve ser considerada uma estrutura essencialmente natural, até que mais evidências sejam encontradas. No entanto, eu sinto de maneira nenhuma que este é um caso absolutamente fechado”, escreveu ele em um artigo, em 1999.
Ele disse: “Esta estrutura enigmática merece um exame mais detalhado”.
Uma sessão do Monumento de Yonaguni, na costa da ilha Yonaguni do Japão (Wikimedia Commons)
Uma sessão do Monumento de Yonaguni, na costa da ilha Yonaguni do Japão (Wikimedia Commons)
4. Golfo de Khambhat, Israel: 9,5 mil anos
(Mar da Galileia / Shutterstock)
Mar da Galileia (Shutterstock)
No fundo do lago Kinneret, em Israel, também conhecido como mar da Galileia, está uma maciça e enigmática estrutura que pode ter mais de 9,5 mil anos.
A estrutura foi descoberta pelo Instituto Nacional de Tecnologia Oceânica, em 2000, no Golfo de Khambhat (também conhecido como Golfo de Cambaia). A estrutura circular feita de pedras e rochas se estende por 9 quilômetros. Ela foi explorada apenas através de sonares e dragagem. Pelo menos um artefato achado pela dragagem foi datado em 7,5 mil anos a.C., de acordo com a Universidade de Princeton.
O site da Universidade de Princeton explica o porquê de alguns arqueólogos se recusarem a aceitar a data relativa à estrutura: “Uma das principais queixas é que os artefatos do local foram recuperados pela dragagem, em vez de serem recuperados durante uma escavação arqueológica controlada. Isto leva os arqueólogos à alegação de que esses artefatos podem não ter ligação com o local”.
Dani Nadel, um arqueólogo da Universidade de Haifa, que trabalha com uma equipe para estudar a descoberta, disse ao Fox News em maio: “É muito enigmática, muito interessante, mas o problema é que não sabemos de quando é, não sabemos com o que ela está conectada, não sabemos sua função”, disse ele. “Nós apenas sabemos que está lá, e é enorme e incomum”.
Poderia custar centenas de milhares de dólares para escavar o local, de acordo com a Fox News.
5. Estrada de Bimini: 12 mil anos

(Estrada de Bimini / Shutterstock)
Estrada de Bimini (Shutterstock)
Dois grupos de cientistas enfrentaram a questão da estrutura submarina, conhecida como Estrada de Bimini, na costa das Bahamas, desde que foi descoberta em 1968.
Uma linha diz que tem entre 12 mil e 19 mil anos, negando o entendimento comum de que civilizações avançadas só surgiram há cerca de 5 mil anos. Já a outra linha diz que é uma formação natural.
O psicólogo Dr. Greg Little, que virou explorador, realizou vários mergulhos documentados no local, acompanhado do arqueólogo William Donato.
Donato explicou em um email ao Epoch Times que a linha de pedras forma uma parede, conhecida como quebra-mar, construída para proteger das ondas um assentamento pré-histórico. Durante seus mergulhos (Documentados por filmes e fotografias), Donato e Little descobriram que a estrutura possui camadas que eles afirmam terem sido feitas por humanos.
A dupla também disse que foram encontradas pedras de âncoras, com buracos de cordas esculpidos, e pelo menos uma pedra, posteriormente analisada na Universidade do Colorado, que possuia marcas de ferramentas, formação deliberada, desgaste funcional e características de erosão similares às etapas.
Little escreveu em 2005 que uma análise por ativação de nêutrons, feita com pedras próximas à costa, foi comparada com as pedras da parede de Bimini. Os resultados mostraram que as pedras de Bimini tinham menos elementos, sugerindo que elas se formaram em outros lugares e foram transportados para esse local.
O Dr. Eugene Shinn, geólogo aposentado que trabalhou para o Serviço geológico dos EUA por 30 anos, disse que a Estrada de Bimini é composta de beachrock (arenitos de praia) – o clima na região faz com que a areia e outros materiais na costa solidifiquem-se em rocha de maneira relativamente rápida, criando assim o “beachrock” –, que foi coberto pela água com o aumento do nível do mar.