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sábado, 14 de março de 2015

Experiência de quase morte esclarece separação entre alma e corpo

Declarado morto, homem supostamente vê o hospital em espírito, e retorna para contar o que viu

Dr. Lloyd W. Rudy (Screenshot/DentalMastermindGroup.com/YouTube). Fundo: Foto de arquivo de um paciente em um hospital (Edwin Verin/Hemera/Thinkstock)


Pesquisadores holandeses de experiências de quase morte (EQM) compilaram mais de 70 casos de pessoas que supostamente deixaram seus corpos e observaram cenas que não poderiam ter percebido com seus sentidos físicos.
Os detalhes sobre o que viram (por exemplo, ações realizadas por pessoas no hospital) puderam ser verificados, fornecendo, talvez, algumas das evidências mais fortes da capacidade da mente de existir fora do cérebro.
Titus Rivas, Anny Dirven e Rudolf Smit publicaram esta compilação em um livro intitulado “Wat een stervend brein niet kan” (“O que um cérebro desfalecido não pode fazer”). Eles estão à procura de financiamento para traduzir o livro do holandês para o inglês. Enquanto isso, o Epoch Times traduziu alguns dos casos para análise.
Em um caso, relatado pelo cirurgião cardíaco Lloyd W. Rudy (1934-2012), um paciente, declarado morto durante pelo menos 20 minutos, surpreendentemente voltou à vida. Não somente foi o seu regresso à vida incomum, mas o que ele tinha a dizer sobre o tempo em que estava morto desafiava qualquer explicação convencional.
O Dr. Rudy se formou na Escola de Medicina da Universidade de Washington, foi reitor do Heart Program (Programa Coração) da Escola de Medicina da Universidade de Georgia, e foi membro da equipe que realizou o primeiro transplante de coração na Universidade de Stanford. Em um dia de Natal, Rudy e seu assistente Roberto Amado-Cattaneo realizaram uma cirurgia para substituir uma válvula cardíaca infectada. O paciente sofreu um aneurisma causado pela infecção, e quando a cirurgia terminou, o paciente sobreviveu apenas por estar ligado a aparelhos.
Após a situação do paciente se tornar irremediável, os cirurgiões escreveram uma certidão de óbito, informaram a esposa do homem sobre sua morte, e desligaram as máquinas.
(Jeremy Culp Design/iStock/Thinkstock)
(Jeremy Culp Design/iStock/Thinkstock)
“Por alguma razão, eles esqueceram de desligar a máquina que mede as funções do corpo, como a pressão arterial”, escreveram os pesquisadores. “Além disso, antes de terem proclamado que não havia cura para o paciente, eles inseriram um longo tubo, com um microfone na extremidade, em seu corpo para ter uma ideia precisa de certas funções do corpo, como seus batimentos cardíacos”.
“Rudy e seu assistente já estavam se trocando. Ambos tiraram seus casacos, luvas e máscaras e permaneceram em frente à porta. Eles conversaram sobre o que poderiam ter feito e quais medicamentos poderiam ter administrado para salvar o paciente”.
“Cerca de 20 a 25 minutos haviam se passado desde que o paciente havia sido considerado como morto. De repente, algum tipo de atividade elétrica começou a aparecer… Rudy e seu assistente pensaram que fosse algum tipo de convulsão cardíaca, mas a atividade se intensificou e resultou em batidas de coração, primeiro devagar, depois mais rápidas”.
Nenhuma tentativa de reanimação havia sido feita desde a declaração de morte do paciente, a que ocorreu foi espontânea. Demorou alguns dias para que o paciente recuperasse a consciência, mas ele se recuperou sem qualquer sinal de dano cerebral.
Amado-Cattaneo disse: “Eu passei algumas vezes por experiências nas quais pessoas recuperaram-se de um longo e profundo choque, mas essas pessoas ainda estavam vivas, enquanto que, neste caso, o homem havia morrido”.
Assim como muitas pessoas que relataram terem deixado seus corpos durante uma EQM, o paciente descreveu uma luz brilhante no fim de um túnel. No entanto, foram os acontecimentos que ele observou dentro do hospital que intrigaram aqueles que procuram verificar cientificamente essas experiências.
Ele viu Rudy e Amado-Cattaneo conversando, descreveu com precisão a posição deles na sala e como eles permaneceram com os braços cruzados sobre o peito; ele viu o anestesiologista entrar na sala. Ainda mais surpreendentemente, ele viu no monitor do computador de uma enfermeira, uma fileira de post-its alinhados, um em cima do outro. De fato, a enfermeira havia anotado recados telefônicos para Rudy em post-its e os disposto daquela maneira.
(Digital Vision/Photodisc/Thinkstock)
(Digital Vision/Photodisc/Thinkstock)
Os autores escreveram: “Rudy aponta que o paciente não poderia ter visto as notas antes da operação, uma vez que não havia quaisquer chamadas não atendidas no momento. Obviamente, a maneira como os post-its estavam presos no monitor, um em cima do outro, não é comum, e o paciente não poderia ter adivinhado aleatoriamente como a enfermeira havia os arrumado neste caso”.
“Rudy conclui que o paciente realmente deve ter se posicionado acima de seu corpo, pois, caso contrário, ele não poderia ter descrito o quarto e todo o resto. Assim, ele supõe que coincidência ou pré-conhecimento da situação não poderiam ser explicações realistas”.
Amado-Cattaneo também não conseguiu explicar o fenômeno. Ele confirmou que o paciente descreveu com precisão eventos que ele não poderia ter visto, pois seus olhos estavam tapados com fita adesiva para proteger as córneas durante a operação.
As máquinas de monitoramento dos sinais vitais estavam funcionando corretamente, seu coração parou e ele não mostrou sinais de respiração durante pelo menos 20 minutos. No entanto, Amado-Cattaneo não conseguia lembrar o nome do paciente, e Rudy já tinha morrido quando Rivas e seus colegas pesquisadores resolveram olhar o caso mais a fundo. Eles trabalharam com um testemunho de Rudy que foi apresentado em um vídeo postado no YouTube.

Em um artigo publicado em uma revista sobre estudos de experiências de quase morte, Rivas e Smit escreveram sobre este caso: “É claro que este caso estaria completo se a identidade do paciente pudesse ser identificada, para que seus registros médicos fossem examinados, mas, a não ser que Amado-Cattaneo se lembre de seu nome, uma investigação mais aprofundada não é viável. No entanto, a nosso ver, essa imperfeição apenas reduz, mas de modo algum nega, o caso como prova de ‘percepção verídica aparentemente não-física’, um termo dado a percepções que deveriam ser impossíveis, tendo como base a condição e posição do corpo físico da pessoa que analisada”.
Rivas e Smit concluíram no artigo: “Nós acreditamos que o acúmulo de tais evidências anedóticas está tornando cada vez mais difícil ignorar a existência deste tipo de caso”.