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segunda-feira, 9 de março de 2015

- O Misterioso Caso Barroso

Um dramático caso ufológico em que a testemunha foi atingida por um feixe de luz no rosto. Posteriormente entrou em processo de rejuvenescimento físico e mental deixando médicos estupefatos.

Luis Barroso Fernandes, vários anos após sua extraordinária experiência
 
Introdução
Na madrugada de 3 de abril de 1976, ocorreu um dos mais impressionantes casos da Ufologia Brasileira, quem sabe até mesmo da Mundial. Nesta data, vários moradores da cidade de Quixadá, Ceará, testemunharam as evoluções de um objeto voador não identificado sobre a cidade. Para uma destas testemunhas, o caso significou muito mais que um simples avistamento, tão corriqueiro na região. Representou uma mudança radical na vida de um senhor que tinha uma saúde de ferro antes do contato e que pouco a pouco apresentou sintomas de algum tipo de síndrome ou doença desconhecida da Medicina Terrestre.
Os eventos daquele dia começaram por volta das 4:30 hs da manhã, quando atiradores do Tiro de Guerra 10016, encontravam-se em uma sessão de educação física, ao ar livre. Todos observaram pasmos, o surgimento de um grande objeto voador em forma de disco, que deslizava a poucos metros de altitude, emitindo intensa luz e totalmente silencioso. Os militares pensaram tratar-se de algum tipo de aparelho lançado da Barreira do Inferno, ou mesmo aparelhos governamentais lançados para realizar pesquisas na região.
Neste mesmo horário, em outro ponto da cidade, um senhor, chamado Luis Barroso Fernandes, preparava-se para ir ao sítio, situado alguns quilômetros da cidade. Ele atrelou a charrete, despediu-se de sua esposa e seguiu viagem, ainda na escuridão da madrugada.
Após percorrer um trecho de aproximadamente e quilômetros, Barroso ouviu um zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Ele olhou para trás, não viu nada e resolveu continuar sua viagem. Repentinamente, um objeto voador, de aproximadamente 3 metros de diâmetro posicionou-se acima dele. Assustado, Barroso puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho que lentamente descia à sua frente, a uns 30 metros de distância. Nesse momento, o animal andou para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto. Repentinamente, o aparelho emite um facho de luz que atinge o animal e seu dono, que imediatamente ficam paralisados.
Do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante à uma lanterna, com a qual apontou e disparou um feixe de luz que atingiu Luis Barroso no rosto. Com isso, imediatamente Luis Barroso perdeu a consciência. Ao voltar à si, ele percebeu que estava distante do local onde havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e um ardor no rosto. Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça. O lado esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir uma dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.
Pouco depois, um vaqueiro passou pela região e percebeu que Luis Barroso não estava bem e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Ele pediu que o vaqueiro o levasse para casa onde, ao chegar, narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo mal, em decorrência do contato, ele pediu à sua esposa que o levasse para ser examinado ao Dr. Antônio Moreira Magalhães, um dos mais conceituados médicos da cidade. Ele ouviu atentamente o relato de Luis Barroso e embora não acreditasse em discos voadores na época, considerou que algo muito sério deve ter ocorrido ao sitiante, pois este tinha elevada credibilidade na cidade. Ele registrou todas as informações no prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e repouso absoluto.
Ao voltar para casa, Barroso continuou sentindo-se mal, com dores constantes pelo corpo. Seus olhos ardiam muito e o lado esquerdo do seu corpo continuava avermelhado. Seu relato espalhou-se pela cidade, e várias pessoas foram à casa da testemunha para ouvir sua história em primeira mão. De alguma forma, as histórias sobre seu avistamento chegaram à capital do estado, Fortaleza, onde emissoras de rádio e jornais locais divulgaram o episódio. Com isso, ufólogos do Centro de Pesquisas Ufológicas, de Fortaleza, seguiram para a cidade, afim de averiguar o fato. Os pesquisadores encontraram um Luis Barroso preocupado, que tentava esquivar-se de entrevistas e de fotografias, pedindo a todos que esquecessem seu caso. Mesmo visivelmente incomodados com a situação, a família de Barroso atendia a todos os curiosos com educação e respeito. Após algum tempo, a história esfriou na cidade, e aparentemente a vida de Barroso voltou ao normal.
Entretanto, a vida de Luis Barroso nunca mais seria a mesma. Poucos dias após o contato, seus cabelos ficaram grisalhos. Ele apresentou quadro de impotência e em alguns momentos aéreo. Ele sentia muita indisposição e lapsos de memória, causando apreensão em sua família. Diante disso, eles levaram Barroso para uma nova consulta com o Dr. Magalhães. Ele atendeu e tentou tratar o protagonista do caso, em vão. Nos dias seguintes, os sintomas se intensificaram, surpreendendo o experiente médico que encaminhou o paciente para a capital, Fortaleza, onde poderia ser melhor atendido. Na ficha de encaminhamento, no prontuário do INPS, ele incluiu o relato de Luis Barroso, inclusive citando textualmente que ele "fôra sequestrado por um disco voador".
Em Fortaleza, ele foi atendido pelos médicos José Pelegrino Alves e Glaubo Lobo, com formação em Neurologia e Psiquiatria. Diante do prontuário, criticaram o conteúdo envolvendo o relato de de Luis Barroso e o posicionamento do médico por ter acreditado na história e atribuíram o fato à um problema psíquico comum. No período que se seguiu, os médicos não conseguiram um diagnóstico claro e preciso e o encaminharam e volta à Quixadá sem poder resolveu seu problema. Apenas receitaram que ele ficasse afastado do trabalho. Com a crescente piora de Barroso, os familiares decidiram interná-lo em um hospital psiquiátrico de Fortaleza, localizado na avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Geraldo, onde foi atendido por 16 médicos especializados, que igualmente não conseguiram realizar um diagnóstico preciso.
O Centro de Pesquisas Ufológicas acompanhou o drama da famíliae o agravamento do quadro clínico de Luis Barroso. Os ufólogos do Centro entrevistaram pessoas ligadas ao caso e tentaram providenciar uma hipnose regressiva. Na época, haviam duas pessoas que poderiam realizar o procedimento: um padre jesuíta que recusou-se a fazer hipnose em uma pessoa que teve contatos com discos voadores, e um dentista que pediu um alto preço com o qual o Centro não podia pagar. Sendo assim, não houve hipnose regressiva com Luis Barroso.
O Dr. Magalhães também passou a acompanhar a saúde de Luis Barroso Fernandes, prestando toda a ajuda possível no âmbito da Medicina, de acordo com suas condições. Assim ele pôde verificar o agravamento do quadro, com o acúmulo de água no organismo do paciente, o surgimento de edemas, a piora no lapso de memória e uma crescente perda na habilidade locomotora. Novas tentativas de de esclarecer ou diagnosticar sua estranha doença foram realizadas, sem que se chegasse à uma conclusão. Foram realizados eletroencefalograma, exames de urina, glicose, colesterol, entre outras análises clínicas que comprovaram que a saúde de Barroso era perfeita, à exceção de seu cérebro que de alguma forma foi afetado, de maneira anormal. Na melhor descrição possível, Barroso demonstrava uma regressão mental, aparentemente irreversível. Com o tempo ele passou a agir como uma criança. Ao fim da vida, em 1993, ele pronunciava apenas três palavras: Mamãe, dá e medo. Esta ultima ele sempre falava quando alguém batia uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz forte ou intensa.
Luis Barroso Fernandes faleceu em 1º de abril de 1993. Por ocasião de sua morte, em 1993, ele tinha pele suave como a de um bebê.
Além dos efeitos fisiológicos observados em Luis Barroso Fernandes, houveram outras confirmações diretas e indiretas de seu testemunho. O burro que puxava a carroça na madrugada em que o caso ocorreu, também apresentou-se debilitado após a ocorrência. Por alguns dias ficou sem comer, mas recuperou-se após algum tempo.
Conforme pesquisas realizadas pelo Centro de Pesquisa Ufológica, de Fortaleza, Ceará, outras pessoas testemunharam a presença de um OVNI nos céus de Quixadá. A experiência mais significativa envolveu duas pessoas: a estudante Francisca Rosete da Silva, 23 anos, e seu irmão Antônio Leudo da Silva, 12 anos. Ambos seguiam para a aula no Colégio Estadual de Quixadá. Pouco depois de terem saído de casa, eles observaram uma luz flutuante, muito intensa no meio da mata. Da luz surgiu um raio que atingiu Francisca no rosto. Sentindo-se tonta resolveram voltar para casa. Antônio ajudou a irmão, amparando-a pelo braço. Ao chegar na porta da casa, Francisca desmaiou, deixando atônitos seu pai e seu irmão. Ela foi levada pelo pai, Antônio Fernandes da Silva, para o hospital onde foi atendida pelo enfermeiro de plantão. Este constatou que Francisca estava com os olhos inchados e tinha vários hematomas pelo corpo, além de arranhões produzidos por plantas da região. Segundo o Dr. Laércio de Castro, então diretor do hospital, Francisca "estava muito nervosa e com os olhos intumescidos, como se estivessem sido afetados por forte calor".
O irmão de Francisca, Antônio Leudo, não apresentava feridas ou hematomas. Entretanto apresentava processo traumático psicológico decorrente da experiência. "O que eu vi não quero ver nunca mais. Não era avião, não era helicóptero ou outra coisa conhecida. Era estranho e ameaçador".
Outro caso envolveu o radialista José Sinval, locutor da Rádio Monólitos, que observou um objeto redondo, com luzes multicoloridos a sua volta, flutuando ao lado da pista de aterrissagem do campo de aviação de Quixadá. Já Gonçalo Costa e João Rosa de Almeida observaram um objeto semelhante entre as cidades de Quixadá e e Jaburu.
No mapa do Ceará, Quixadá, indicado em vermelho
Luis Barroso Fernandes, poucos anos após sua experiência
Luis Barroso Fernandes, vários anos após sua extraordinária experiência
Luis Barroso Fernandes, vários anos após sua extraordinária experiência
Luis Barroso Fernandes, anos após sua experiência. Ao lado dele, o médico Antônio Moreira Magalhães que acompanhou seu caso até o falecimento do protagonista do caso
 - O Quadro Clínico de Barroso

Ao longo de sua lenta agonia, Luis Barroso Fernandes foi atendido por vários médicos de diferentes especialidades, sem que fosse possível chegar à um diagnóstico claro sobre o mal que lhe aflingiu imediatamente após o contato, em 1976, até a sua morte, em 1993. O primeiro médico a atendê-lo foi o Dr. Magalhães, poucas horas após o contato.
Trechos do livro ETs, santos e demônios na Terra do Sol, de autoria de Reginaldo de Athayde:
Após ouvir a história de Barroso, o médico ficou em dúvida Quanto à interferência de UFOs, pois apesar de não acreditar em discos voadores, seu paciente tinha muita credibilidade no que diz respeito à integridade moral. Dr. Magalhães colocou todas as informações em seu prontuário e lhe receitou um antialérgico e um calmante, aconselhando-lhe repouso absoluto.
Em casa, Barroso continuou sentindo-se mal. As dores no corpo eram constantes e a angústia não o deixava trabalhar, embora não quisesse ficar deitado. Agora, os seus olhos ardiam muito e o lado esquerdo do seu corpo estava totalmente vermelho. Mesmo assim, era obrigado a receber visitas de curiosos que o procuravam para ouvir a história que já repetira inúmeras vezes. O fato ultrapassou os limites de Quixadá chegando a Fortaleza, e logo as emissoras de rádios e jornais divulgaram o fato em grandes manchetes – tornando a vida do contatado um verdadeiro inferno de entrevistas e visitas de curiosos. O Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU) seguiu para Quixadá e, ao chegar lá e averiguar o caso, encontrou um homem preocupado e pasmo pela repentina mudança na sua vida – pois de cidadão comum passou a ser noticia nacional. Tentava fugir de entrevistas e máquinas fotográficas, pedindo inclusive, que esquecessem o caso... Sua esposa Teresinha e seus filhos pareciam não gostar da situação, mas educadamente atendiam a todos. Depois do impacto da notícia, a vida de Luis Barroso Fernandes foi voltando ao normal e tudo parecia continuar como antes.
Entretanto, a família começou a notar transformações físicas e psicológicas no contato. Os cabelos se tornaram grisalhos em poucos dias, ele ficou impotente e aéreo, como se estivesse em outro mundo. Estava constantemente indisposto e apresentava lapsos de memória, o que obrigou a família levá-lo novamente ao médico. O Dr. Antonio Moreira Magalhães tentou aplicar ao quadro clínico de Barroso novas técnicas terapêuticas, mas não obteve resultados. Observou que o caso se agravava e outras providências deveriam ser tomadas, pois agora já aceitava o fato de que havia realmente acontecido algo anormal com seu paciente e, portanto, merecia atendimento especializado – não existente nos hospitais de Quixadá. Pensando assim, o encaminhou para Fortaleza, indicando em seu prontuário do INPS toda a história, inclusive o fato de que ‘’Barroso fora seqüestrado por um disco voador’’.
Barroso foi atendido em Fortaleza pelos médicos José Pelegrino Alves e Glauco lobo, ambos neurologistas e psiquiatras. Eles criticaram as informações do Dr. Magalhães – quando este declarou por escrito que havia acreditado na história de um contato com disco voador – o que para eles seria apenas um problema psíquico comum. Mas a coisa não era tão simples assim e, sem conseguirem um diagnóstico, os médicos o encaminharam de volta a Quixadá, receitando a família o obvio: afastá-lo do trabalho. Como a situação agora era insustentável e Barroso piorava a cada dia, sua esposa e filhos resolveram interná-lo num hospital psiquiátrico de Fortaleza, localizado na avenida Bezerra de Menezes, no bairro São Geraldo, onde foi atendido por 16 clínicos especializados – sem que chegassem a um denominador comum. Assim, ficou-se portanto sem uma explicação clínica para a doença de Luis Barroso Fernandes. Em Fortaleza falamos com o Dr. José Pelegrino Alves: ‘’Que Ufo coisa nenhuma, Athayde. Você continua pirado com esse negócio de discos voadores? Tenho lido seus trabalhos nos jornais e quase não dá pra acreditar, ETs? O seu cliente Barroso é doente. Ele não está bem, e embora eu não saiba realmente o motivo, não acredito que tenha sido levado por UFOs. Na Medicina existem casos que não podem ser explicados. Este é um deles. Nego-me, com o devido respeito aos seus estudos, a acreditar que exista algo com Ets neste caso... Cá pra nós, eu não sei o que está acontecendo e nem o que houve na verdade. Quem deve saber mesmo é o Dr. Magalhães de Quixadá, você já falou com ele? Olha, esquece isto, senão você pode ficar como o Barroso, pirado de vez. Mas me diga, como vão as coisas com você?’’
O Dr.Pelegrino desconversou classicamente, deixando-me sem saber o que realmente achava do Caso Barroso. Procuramos o Dr. Glauco Lobo, mas ele não nos atendeu. No hospital não nos deixaram verificar a ficha do paciente, alegando que era confidencial e somente médicos tinham condição e permissão para tal. Depois de passar pela junta médica nenhum diagnóstico digno de crédito foi encontrado, e sem ter mis a quem recorrer, apelaram para medicina alternativa, o que também não deu resultados. Sem êxito em todos os tratamentos propostos, o paciente ficou novamente sob os cuidados do Dr. Magalhães que, agora, tinha certeza de que realmente algo fora do comum havia acontecido com seu paciente, uma vez que, em Fortaleza, seus colegas passaram a considerar Barroso como um paciente que deveria ser estudado por especialistas de fora do país.
Enquanto isso, mesmo sem boas condições tecnológicas, o Dr. Magalhães acompanhava o paciente, prestando-lhe toda a cobertura cabível dentro das possibilidades de uma pequena cidade situada num estado pobre e sem apoio governamental e científico para os casos desta natureza – um dos mais importantes na casuística ufológica mundial, não temos dívidas. Luis Barroso Fernandes piorava a olhos vistos e agora, além dos primeiros sintomas físicos anômalos, passava a acumular água no organismo. Seu corpo estava coberto por edemas, e o lapso de memória tinha piorado a tal ponto, que não reconhecia mais as pessoas e ignorava os valores do dinheiro que recebia. Com o tempo foi feita uma se esquecendo também dos nomes de familiares e amigos mais próximos, até que finalmente, passou a fazer as suas necessidades fisiológicas na cama, além de perder o controle da locomoção motora, cindo sobre os móveis.
Com isso, foi obrigado a permanecer deitado, sendo atendido por uma enfermeira. Novamente foi feita uma tentativa para esclarecer o que estava acontecendo com Barroso, mas nenhum dos exames efetuados apresentou anormalidades. Foram realizados exames eletroencefalograma, urina, glicose, colesterol, e uma série de outras análises clínicas, que não apresentaram qualquer irregularidade. O organismo do paciente gozava de perfeita saúde, e somente seu cérebro havia sido atingido ou, quem sabe, trabalhado por alguém quando fora raptado para o interior da nave...
Segundo o Dr. Magalhães, Barroso está regredindo mentalmente e se encontra com a idade de aproximadamente um ano, pronunciando apenas três palavras: mamãe, dá e medo. O que mais impressiona neste caso é o fato da regressão mental tê-lo feito articular a palavra medo com muito nervosismo – sempre que batíamos fotos e os flashes eram acionados. Isso nos fez pensar que talvez ele lembrasse das luzes com as quais fora agredido quando imobilizado em sua charrete. Atualmente, Luis Barroso Fernandes está vegetando em sua casa, numa cama com colchão d’água, com uma enfermeira permanentemente à sua cabeceira.
Não fala mais, não se movimenta, apenas geme e contorce a boca como se desejasse comunicar algo àqueles que estão ao seu redor. De acordo com o Dr. Magalhães, ele escuta normalmente, não reage a toques ou beliscões, e apresenta convulsões a cada 10 minutos, estando assim num estado epilético irritativo, sem controle medicamentoso e se alimentando com mamadeiras. Contudo o mais espantoso – alerta o médico – é o rejuvenescimento da sua pele. O rosto rosado, a derme sem rugas ou manchas, parece a face de um garoto de 17 anos. Os membros superiores, mesmo com a pele escamosa, estão com os músculos rígidos, impossíveis para um homem de 68 anos que se alimenta mal e não faz exercícios físicos há alguns anos.
Barroso, embora inválido, apresenta um aspecto saudável e nos parece realmente ser um bebê, não se encontrando uma ruga sequer em seu rosto. Os olhos claros e vidrados olham para o infinito como se visualizassem um mundo diferente do nosso, que talvez ele conheça tão bem como aqueles que os raptaram. O certo é que realmente aquele cidadão pacato de 45 anos teve a infelicidade de ser levado por seres inescrupulosos ou cientistas à procura de algo que possa melhorar suas vidas, em lugares bem mais distantes do que possamos imaginar... Sua esposa Teresinha, nos primeiros contatos com nossos pesquisadores pediu que publicássemos a seguinte mensagem: ”Peço às autoridades terrestres que desçam dos seus pedestais e acordem para a realidade dos UFOs, empregando tudo o que for necessário para esclarecê-los, ajudá-los, se for o caso, ou bani-los do nosso planeta. Só assim não teremos outros pais de famílias inutilizados como o nosso querido Barroso...”.

 - Entrevista com Luis Barroso Fernandes

 Ainda em condições normais de raciocínio procuramos entrevistar Barroso, fazendo com que sentisse a necessidade da divulgação do caso, pois sabíamos que ele não havia sido o primeiro e não seria o último, podendo assim ajudar muito nos esclarecimentos futuros. Apesar de não querer mais ser molestado com este assunto, concordou desde que não fossem tiradas fotografias:
Athayde – Barroso, você pode nos contar o que realmente aconteceu naquela manhã?
Barroso – Claro. Não queria mais falar sobre o assunto, pois a Imprensa e outras pessoas não me deixam em paz. Mas, lá vai: Como já falei, eu seguia na minha charrete quando alguma coisa luminosa passou por cima de nós e parou na frente, descendo no asfalto. Parecia ser apenas uma luz, mas depois que se apagou era algo como uma roda grande de trator ou como uma tartaruga mal acabada, cor de alumínio e silenciosa. Recebemos uma luz e ficamos totalmente parados, sem poder se movimentar, o animal e eu, claro. Abriu-se uma espécie de portinhola e apareceram dois seres de baixa estatura. Eram pessoas normais, embora com roupas esquisitas e uma espécie de lanterna na mão. Um deles clareou para nós e eu perdi os sentidos...

Athayde – Clareou como?
Barroso – Jogou outra luz no meu rosto. Era ofuscante e muito incomoda. Parecia que entrava na minha cabeça. Senti uma dor no fundo dos olhos...

Athayde – Você se lembra de ter sido levado para outro lugar após esse feixe de luz tê-lo atingido?
Barroso – Não lembro de nada. Depois que a luz me acertou, apaguei...

Athayde – Você ficou com o lado esquerdo do corpo todo vermelho. Acha que foi alguma queimadura ou coisa parecida?
Barroso – Não sei. Só percebi que estava com um lado vermelho quando o vaqueiro me disse.

Athayde – E a tontura e as dores no corpo, você já voltou sentindo?
Barroso – Quando fui encontrado pelo vaqueiro, estava aéreo e não sabia que local era aquele, meus olhos ardiam, sentia dores esquisitas e tremia. Um calor muito grande se apoderou de mim. Tive medo. Pensei que ia morrer naquela estrada e sem ver minha família.

Athayde – Você se lembra de alguma coisa que possam ter feito com você depois de receber o segundo foco de luz?
Barroso – Não. Nada. Parece que morri e acho que morri mesmo...

Athayde – E agora, lembra-se de algo?
Barroso – Não. Até parece que nada aconteceu, pois não consigo me lembrar das coisas até o momento em que voltei a mim, na estrada. lembro-me apenas que recebi o foco de luz, mas depois, nada mais...

Athayde – Existe um meio de fazermos você se lembrar utilizando a hipnose regressiva. É difícil encontrarmos alguém que a faça, mas podemos tentar conseguir. Você aceita?
Barroso – Não sei. Tenho que consultar meu médico e minha família. Esse negócio pode prejudicar ainda mais a minha situação. É melhor deixarmos como está... Não sinto mais tanta coisa assim.

Athayde – E essas sensações de tontura que você ainda tem, o fato de seu cabelo ter ficado grisalho tão rapidamente, os outros sintomas...
Barroso – Tudo vai passar, você vai ver...

Athayde – Você já tinha visto alguma coisa diferente no céu?
Barroso – Não. Nunca pensei nisso, embora tomasse conhecimento de que alguém avistava luzes por aqui. Não acreditava nessas coisas. Foi azar...

Fenomenum