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quarta-feira, 22 de abril de 2015

O ZODÍACO DE DENDERA



O Zodíaco de Dendera é um conhecido Baixo-Relevo (uma escultura utilizada na decoração de vários elementos arquitetônicos) do antigo Egito esculpido no teto da "pronaos" (entrada) de uma câmara dedicada a Osíris no templo de Hathor em Dendera, no Egito. 
Atualmente está exposto no Museu do Louvre em Paris.
O Zodíaco de Dendera contém imagens que parecem corresponder as constelações de Touro e Libra. Esta câmara está datada a finais do período ptolemaico e seu pronaos foi adicionado durante o reinado do imperador Tibério.
A data mais aceita atualmente é a de ter sido esculpido até o ano 50 a.c., pois mostra estrelas e planetas da maneira que estes eram observados nessa época. Existem teses que afirmam que o relevo do Zodíaco serviu de base para a criação de sistemas astronômicos posteriores.
Durante a era napoleônica no Egito, Vivant Denon desenhou o zodíaco circular e os retangulares. Em 1802, depois da expedição napolônica, Denon publicou várias gravuras do teto do templo em "Voyage dans la Basse et la Haute Egypte". Essas gravuras geraram grandes controvérsias em relação a data exata do zodíaco, e se era o planisfério ou uma representação astrológica. Louis Charles Antoine Desaix, também membro da expedição que retirou o peça do Egito, decidiu enviar o relevo a França e em 1821 . Ela foi instalada na Biblioteca Real por Luis XVIII, sendo que somente em 1964 foi levada ao Museu do Louvre.
A descrição do Zodíaco:
O zodíaco é um planisfério ou mapa das estrelas, mostrando as 12 constelações zodiacais e os planetas.
Sua representação em forma circular é única na arte do antigo Egito, onde é mais normal as representações zodiacais de maneira retangular, como as que decoram a entrada do mesmo templo ou os tetos astronômicos de uma das tumbas do Vale dos Reis.
A esfera celeste está representada por um círculo sustentado por quatro pilares em forma de mulheres. E no primeiro anel, 36 seres simbolizam os 360 dias do ano egípcio.
No círculo interior se encontram as constelações, mostrando os 12 signos do zodíaco. Alguns estão representados em sua forma habitual, como por exemplo Áries, Touro, Escorpião e Capricórnio, enquanto outros se mostram como são conhecidos no Egito, como por exemplo Aquário, que está representado pelo deus das inundações Hapi ou deus Nilo, sustentando dois vasos que derramam água.
Zodíaco esculpido no teto da "pronaos" (entrada) de uma câmara dedicada a Osíris no templo de Hathor em Dendera, no Egito.

Segundo Albert Slosman (professor de matemática e membro da equipe da NASA encarregada das sondas Pioneer), uma característica importante em torno do Zodíaco de Dendera é a relação que o zodíaco estabelece com o nascimento da civilização egípcia a partir do êxodo dos Atlantes.
Sua teoria se baseia nas gravuras das pedras de Dendera, apresentando detalhes deste êxodo, condizendo com o relato de Platão sobre o êxodo dos atlantes ter originado a civilização egípcia.
Em 1976, Slosmam publicou o livro "O grande cataclismo", descrevendo, com provas, a veracidade deste êxodo há 12500 anos, data que aparece no zodíaco de Dendera, representada pela constelação de Leão que, sobre um barco, parece guiar todo o conjunto.