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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Irene Granchi


Uma Professora de Inglês, do Instituto de Cultura Inglesa, Irene Granchi, era a representante do Instituto Brasileiro de Astronáutica e Ciências Espaciais no antigo Estado da Guanabara. Ao contrário dos demais pesquisadores, em sua maioria físicos, astrônomos ou matemáticos, Irene Granchi era leiga. Seu interesse pelos Discos Voadores não partiu de uma investigação científica, mas de uma experiência pessoal ocorrida em 1947 na cidade de Vassouras, quando avistou, ao longo dos trilhos da estrada de ferro, "um objeto brilhante, de forma circular com aproximadamente 30cm de diâmetro, cujo vôo em nada parecia com o vôo de uma ave ou de qualquer artefato produzido pela ciência humana". O objeto, segundo Irene Granchi, seria uma sonda espacial de pesquisa, como as que hoje em dia o próprio homem envia ao espaço. A partir de então, Irene Granchi apaixonou-se pelo assunto, leu muito, entrou em contato com pesquisadores brasileiros e tornou-se correspondente de revistas 
científicas norte-americanas, francesas e belgas. Entre seus amigos pesquisadores internacionais destacavam-se o Doutor L. J. Lorenzen, Diretor da Organização de Inquérito sobre Fenômenos Aéreos, de Tucson, a mesma autoridade que anunciou a série de documentários que o governo liberou para a televisão dos Estados Unidos. 
Os pesquisadores, afirmou Irene Granchi, não estavam mais profundamente interessados em documentos pessoais ou fotográficos ou de outra ordem que falassem da visita de naves  extraterrestres. Sua existência e o fato de não pertencerem à Terra, para nós, seriam dados de uma serena certeza, comprovado por milhares de outros documentos. Mas, como pouco sabemos, 
continuou Irene, da verdadeira origem destas naves e seres, o que nos interessa agora é documentos sobre contatos pessoais com seus tripulantes. Toda tendência da moderna pesquisa está voltada para este objetivo. 
Muito seguidamente, a reação de quem tem um contato com naves ou mesmo seres extraterrestres é uma reação de pânico, ou de agressão. Não seria esta uma atitude inerente ao ser humano, espécie de reacionarismo a tudo que é novo, ou estranho? Irene Granchi é de opinião que, pensar assim, é ser muito rigoroso com o homem: 
—Galileu, Einstein. A humanidade sempre esteve, e está, pronta a novas descobertas, seja no mundo exterior, seja no mundo interior. Além disso, é sabido que os Discos emitem uma força, uma energia, talvez magnética que possui um efeito "paralisante" cujas conseqüências são imprevisíveis para o ser humano. Diante disso, não é de estranhar que as pessoas fiquem chocadas. 
O Brasil, segundo Irene Granchi, é um país bastante visitado pelos extraterrestres. A região de seu maior interesse é Minas Gerais, pela situação geológica. Este é um dos estudos que os cientistas estão fazendo: comparar todas as regiões e locais mais visitados para descobrir as possíveis semelhanças que existam entre elas. A resposta a essa questão, talvez dê uma pista, pelo menos sobre as condições técnicas das naves utilizadas, que aterrizaram melhor em determinado tipo de terreno. Além do Brasil, a Argentina também é um país bastante visitado. Mas o que recebe visitas mais freqüentes no hemisfério, são os Estados Unidos. Em seguida vem o Canadá e a União Soviética. Nos países asiáticos, apenas o Japão se destaca como bastante visitado. 
Segundo Irene Granchi, a maior dificuldade para o pesquisador é a coleta de dados. Normalmente, quando o pesquisador especializado chega ao local, curiosos já manuseiam objetos que poderiam ter marcas residuais, a história da testemunha já foi adulterada, contada, e recontada, o fato virou sensação, testemunhas fantasiosas também se apresentam. É por isso que, mais do que o fato em si, o que preocupa o pesquisador são os detalhes da narrativa. Os detalhes, diz Irene, são muito difíceis 
de fantasiar. Quem não estiver dizendo a verdade vai se perder em algum detalhe. Se bem que, ela mesma assegura, nunca se pode ter certeza da falta de veracidade de uma narrativa, por mais fantasiosa que ela se apresente. Certa vez, Irene foi chamada ao Estado do Rio para pesquisar um fato, um contato com uma nave havido com uma única pessoa, por sinal o sujeito mais fanfarrão da localidade. Por se tratar de uma pessoa brincalhona, fantasista, ninguém lhe deu atenção e a própria pesquisadora arquivou as informações, sem divulgar o fato. Mas quem pode garantir, e por que motivo um Disco poderia aparecer a um fanfarrão? 
Dado bom de pesquisa é aquele que se baseia em vestígios deixados sobre a terra, árvores ou objetos. Por isso, os pesquisadores aconselham: se alguém avistar uma nave em pouso e, ela tiver "queimado" a grama sobre a qual pousou, por exemplo, a atitude correta é tomar dois sacos plásticos e, num deles, colocar um pouco de grama ou da terra queimada. No outro, um pouco da terra ou grama que esteja na parte exterior do círculo queimado (até hoje as marcas de pouso são sempre circulares). 

Uma ciência, a Ufologia, estudada em várias universidades norte-americanas, está em pleno desenvolvimento. Por enquanto, entre nós, ela é apenas uma atividade paralela, o que muito dificulta o trabalho de nossos especialistas, que precisam, se dedicar a outras tarefas para poderem sobreviver. Mas quem poderá garantir que, em pouco, a Ufologia estará em pleno crescimento entre nós? Fantasia? Imaginação? O que é que, até hoje, na ciência, não partiu da fantasia, da imaginação, do pensamento? A Terra é redonda, e se move, é uma afirmação que modificou toda a visão do mundo. Quem acreditaria, há 1.000 anos, que o homem iria à Lua? Só mesmo os "loucos", os fantasistas e os cientistas. 

(Eloi Calage - Agência Inform)