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quarta-feira, 22 de julho de 2015

O Caso Prainha de São Vicente - SP

Um mês após a queda de um objeto metálico na prainha de São Vicente, o mistério continuava igual ao do primeiro dia. 
Os mergulhadores que planejavam procurar o aparelho desistiram. Eles, ante a negativa dos pescadores em apontar o lugar onde viram cair o objeto, resolveram adiar a procura. Enquanto isso, iriam fazer novos planos, já que os pescadores estavam cada vez mais assustados e diziam, que só fariam declarações à Marinha, conforme decidiram após uma visita feita à Capitania dos Portos. 
Na prainha de São Miguel o movimento de curiosos aumentou bastante. Iracema Becker, dona do único hotel do lugar disse que o movimento era idêntico ao do período de verão. 
Contou que muitos veículos de outros estados chegavam lá todos os dias, inclusive da Argentina. 
No Pontão da Praia, lugar onde se tinha maior visibilidade, muitas pessoas olhavam para o mar numa inútil esperança de entender o segredo do objeto que estava no fundo do mar. Eram comentadas as teorias que cada um encontrava para o estranho caso. Os pescadores que viram a queda do aparelho, ficaram fora de casa durante o dia inteiro para evitar contatos com pessoas estranhas, decisão tomada depois que a Marinha se interessou pelo caso. 
O bancário aposentado Raul Barbosa estava na praia desde que ficou sabendo da história dos Discos Voadores. Ele acreditava na possibilidade de ser uma nave espacial. Citou como exemplo do que dizia ser uma pesquisa feita havia dois anos. 
Contou que russos realizaram estudos e descobriram que o cinturão de Van Hallen, cuja altura normal era de 3.300 metros, em Itajaí tinha apenas 300. Ele estranhava também a recente decisão da Força Aérea Brasileira em construir uma base de lançamentos de foguetes na região. Raul achava tudo muito estranho e admitia a possibilidade de espionagem interplanetária.  

(Folha da Tarde 16-07-1974)