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terça-feira, 18 de agosto de 2015

As mortes dos cientistas


Entre Março e Junho de 1987, a imprensa Britânica reverberou com uma série de mortes, aparentemente sem nenhuma relação entre si, que ceifaram as vidas de cientistas envolvidos na indústria de Defesa Civil. Foram dez incidentes no total, inclusive oito suicídios suspeitos, um desaparecimento, e um caso em que a vítima sobreviveu após uma queda de 18 metros.

Cinco das vítimas eram empregados da Marconi, uma empresa de produtos eletrônicos com muitos contratos com o governo, e várias outras tinham vínculos com programas que envolviam o torpedo Stingray e medidas de segurança para submarinos nucleares.

O primeiro incidente, na verdade, ocorreu no dia 5 de Agosto de 1986, quando um especialista de software do Stingray suicidou-se pulando da ponte de Clifton em Bristol. Vimal Dajibhai estava com apenas 24 anos de idade e não tinha nenhum motivo aparente para deslocar-se de Londres até Bristol para cometer suicídio. A imprensa noticiou que pequenas marcas de perfurações foram encontradas em suas nádegas.

Em 28 de Outubro de 1986, outro empregado da Marconi, Ashad Sharif, 26 anos, segundo consta, matou-se em Siston Commons, Bristol, amarrando uma corda em uma árvore, passando em seu pescoço e se enforcando. Ele, também, tinha saído de Londres.

No dia 08 de Janeiro de 1987, um amigo de Dajibhai, que trabalhava para o Ministério da Defesa, no projeto de um sonar, desapareceu enquanto fazia uma inspeção em uma represa em Derbyshire.

Quatro dias antes, um consultor de computadores da Marconi, Richard Pugh, fora encontrado com um saco plástico sobre a cabeça. No mesmo mês, um consultor de computadores da Royal Armaments morreu por envenenamento de monóxido de carbono. O mesmo gás tirou a vida de Peter Peapell, 46 anos, no dia 22 de Fevereiro de 1987. Peapell era especialista na tecnologia do berilo soviético, um metal de importância crucial para os reatores nucleares.

Em 30 de Março de 1987, David Sands cometeu suicídio enchendo galões de gasolina em seu carro esporte, dirigindo-o em alta velocidade, e indo de encontro a um restaurante abandonado. Sua mulher e seus colegas declararam que Sands vinha " agindo de uma forma estranha " antes de seu suicídio.

Em 24 de Abril do mesmo ano, Mark Wisner projetista de software da Força Aérea, com apenas 25 anos, também foi encontrado morto com um saco plástico amarrado em sua cabeça. Ele usava um espartilho feminino e botas no momento da morte.
Outro cientista relacionado com o Departamento de Defesa, Victor Moore, teria supostamente cometido suicídio com uma dose excessiva de drogas. Robert Greenhaigh, 46 anos, também empregado da Marconi, sobreviveu a um salto de uma altura de 18 metros de uma ponte ferroviária em Maidenhead, quando caiu sobre um gramado macio. Greenhaigh fora amigo do suposto agente duplo Dennis Skinner, com quem trabalhara durante quinze anos. Dizem que Skinner foi empurrado da janela de um apartamento em Moscou, morrendo em 1983. Tal sequência de suicídios e mortes relacionados com a indústria da Defesa Civil parece ultrapassar os limites da definição de coincidências.