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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Homo Alien



A presença de seres estranhos infinitamente mais sábios e poderosos se movendo entre os homens e os filhos dos homens, desde os primórdios da criação da raça humana é amplamente registrada em seus anais históricos, quer seja através da tradição oral, mitos primogênitos, pinturas rupestres em cavernas soturnas e paredões de pedra de montanhas longínquas, baixos relevos, vestígios pictóricos e iconográficos de toda espécie. Todavia, o que persiste em onipotência é a presença de estranhamento de tais seres. Sua aura de mistério e seu abismo de segredo entre o descaso e a indiferença proposital da ciência oficial e o laborioso estudo pioneiro da Ufologia. A profunda sabedoria dos velhos egípcios tem muito a nos dizer, pois, seus sábios feiticeiros afirmam que o obscuro é explicado pelo mais ainda obscuro.
Tudo se passa como se tratássemos os vestígios deste grande mistério no tecido de nossa realidade sem nunca chegarmos aos seus fundamentos, quando encaramos estes secretos de frente por mais que a experiência seja de fato material.

Eles se posicionam atrás de nossos sentidos e escapam como sombras pelas nossas mãos.
Como se esta situação inerente não bastasse, posições extremas são defendidas ainda hoje por parte de alguns autores, por outro lado, tem a defesa de um materialismo obtuso e defesas por outros de um espiritualismo caricatural e banal. Entre os dois extremos, temos a ação de verdadeiros mercadores miseráveis, ávidos por conseguir dinheiro fácil de incertos e adoração e subserviência dos ingênuos. Os primeiros citados interpretam as experiências míticas de povos e civilizações do passado, tais como: os egípcios, sumérios, assírios, persas, gregos, romanos, civilizações pré-colombianas e etc, como fruto de visitas de astronautas de civilizações extraterrestres mais avançadas do que nós (o que em hipótese alguma eu nego, só a considero parcial no sentido de tratar todas as questões místicas e religiosas como fruto de superstição de uma fase infantil da humanidade, ora, tal visão positivista já foi derrubada por avanços científicos da antropologia, psicologia, física e entre outras áreas.
Os segundos citados adotam a deplorável postura de ficar de joelhos implorando e esperando supostos salvadores de um rebanho inútil, impotentes de uma servidão eterna. Já o terceiro grupo mantém um vício deplorável dos dois extremos, acrescentando o sofisma de tornar aquilo que é um meio como um fim e fazendo da Ufologia nada mais do que um meio de fazer dinheiro, o que acumula e ampliam vícios de debilidades humanas, comportamentos horizontais que nivelam o espírito humano por baixo colocando-lhe o cabresto de interesses mesquinhos, acima de tudo e daquilo que é prioritário, assim o homem utilitário caminha com o jugo da escravidão em suas costas. O puxa-saquismo e estreitamento dos sentidos, imobilidade de ações, a cegueira da visão, tudo isso pra não perder os pequenos confortos que regem sua vida e determinam sua morte. Mas pequenas críticas à parte, após a indagação legítima do impacto do mistério alienígena na história, cultura e espírito humano, é hora de separarmos o joio do trigo. Quero vos falar da singular forma de pensamento ancestral da espécie humana, o pensamento mágico. Ele permite a justaposição fundamental de nossas estruturas sensoriais do estado adequado de apreensão de realidades extra-espaciais, hiper dimensionais e supra-humanas.

Sendo a mais antiga operação da mente humana, o pensamento mágico é o alicerce fundamental de todas as tradições e civilizações ancestrais que desenvolveram nossas artes e ciências.
Nos primórdios de sua evolução o ente humano articulou sons de vibrações bárbaras em sílabas e palavras, organizando frases completas em complexa estrutura de linguagem nomeando os dados sensíveis do mundo como: chão, rocha, árvore, água, céu, corpo, fogo, estrelas, luz, escuridão e também nomear mistérios abstratos e intangíveis como espíritos, deuses, demônios, sombras, vida, morte e etc. Sendo assim, ganhou poder sob o universo. A partir daí o homem pôde diferenciar-se do ambiente ao seu redor por meio da linguagem. Tornou real a sua própria inserção no mundo e através das palavras criadas por símbolos sonoros que se transformaram nas escritas e que se desenvolveram em múltiplos aspectos gráficos em diferentes culturas.
Revista ALPHA

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