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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Relâmpagos em forma de bolas


Cinco minutos após a meia-noite, o vôo 539 da Eastern Airlines sobrevoava a cidade de Nova York, em direção a Washington D.C. A noite estava escura e sem lua, com fortes tempestades provenientes da costa. De repente, o avião foi envolvida por uma descarga elétrica.

O passageiro Roger Jennison, professor de eletrônica da Universidade de Kent, ficou surpreso:

- Vi uma esfera brilhante, com pouco mais de 20 centímetros de diâmetro, emergir da cabine de comando e percorrer a cabine do avião.

Jennison descreveu a bola de luz como tendo uma coloração branco-azulada e aparentemente sólida. Ela se movimentava mais ou menos na mesma velocidade de uma pessoa caminhando, a uma altura de cerca de 75 centímetros de altura do chão.

Felizmente, ninguém ficou ferido no incidente, e o avião conseguiu pousar em segurança em seu destino. Essas bolas de luz já explodiram, em algumas ocasiões, na maioria das vezes com resultados devastadores.

Os cientistas dão a esse fenômeno indefinível o nome de "Relâmpagos em forma de bolas", mas isso dificilmente explica o que ele seja, pois o relâmpago em si já guarda muitos mistérios para os físicos. No entanto, uma teoria curiosa foi apresentada pelos pesquisadores M.D. Altschuler, L. House e E. Hildner, do National Center for Atmospheric Research em Boulder, Colorado.

Os 3 formaram uma teoria segundo a qual as tempestades poderiam agir como gigantescos aceleradores naturais de partículas, capazes de emitir prótons carregados com enorme energia. Quando os prótons carregados colidem com núcleos atômicos na atmosfera, uma mini-reação nuclear gera átomos altamente carregados de oxigênio e flúor. Por sua vez, esses átomos decompostos emitiriam tantos pósitrons quanto raios gama - repletos de energia; em outras palavras, para gerar relâmpagos em forma de bolas.

Se a teoria estiver correta, isso significa que as vítimas que tiveram um contato imediato com relâmpagos em forma de bolas poderão ter que se preocupar com um outro problema, ou seja, uma dose letal de radiação.