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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Conjunto de rádio telescópios já apontam para a anomalia que poderia estar indicando a presença de vida extraterrestre inteligente


A procura por sinais de vida num misterioso sistema solar, o qual supõe-se potencialmente abrigar uma “megaestrutura alienígena”, está o ocorrendo agora.


Astrônomos começaram a usar o Allen Telescope Array – ATA (Conjunto de Telescópios Allen), um sistema de antenas parabólicas de rádio a aproximadamente 483 quilômetros ao noroeste de São Francisco (EUA), para procurar por sinais vindos da vizinhança da KIC 8462852, uma estrela que fica a 1.500 anos luz da Terra.

O telescópio Kepler da NASA descobriu que a estrela ‘piscou’ de forma estranha e dramática várias vezes nós últimos anos.  Estes eventos foram muito substanciais para serem causados por um planeta passando na frente da estrela, dizem os pesquisadores, e outras possíveis explicações, tais como uma enorme  nuvem de poeira, são improváveis.

A hipótese mais provável no momento envolve uma quantidade de cometas que poderiam estar sendo enviados na direção da estrela, possivelmente após o empuxo de uma estrela que vagou por lá.  Mas é possível, dizem os astrônomos, que o sinal que Kepler viu foi causado por enormes estruturas construídas por uma civilização alienígena – por exemplo, um grande agrupamento de painéis solares em órbita da estrela.

Essa última possibilidade, embora pareça remota, mobilizou a mira dos cientistas na KIC 8462852, os quais agora caçam por sinais que possam ter sido gerados por alienígenas inteligentes.

“Estamos olhando para ela com o Allen Telescope Array“, disse Seth Shostak, um astrônomo sênior do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), em Mountain View, Califórnia.

“Não há nenhum problema com isso; eu penso que devemos fazer, com certeza“, disse Shostak ao Space.com.  Mas ele adicionou, as pessoas “deveriam moderar seus entusiasmos com as lições da história.”

Shostak citou o exemplo de pulsares, que são ‘defuntos’ estelares super densos e que giram extremamente rápido, os quais emitem fachos de radiação de alta energia.  Estes fachos são captados por instrumentos ao redor do mundo como pulsos regulares, porque eles somente podem ser detectados quando vêm diretamente ao planeta (um evento que ocorre em intervalos imprevisíveis, devido a rotação dos pulsares).

Os astrônomos sabem de tudo isso agora. Mas na década de 1960, quando os primeiros sinais de um pulsar foram descobertos, alguns interpretaram isso como sendo possíveis transmissões alienígenas.

“Assim, a história sugere iremos encontrar uma explicação para isto que não envolve ‘Klingons’, assim por dizer“, disse Shostak sobre este mistério.

Mas, até que tal explicação seja encontrada, a hipótese de alienígenas inteligentes ainda está sobre a mesa, mesmo se o ATA e outros instrumentos não encontrarem nada.  A falta de sinais detectáveis, afinal, não estabelece que a KIC 8462852 seja um sistema sem vida.

A estrela pode abrigar formas de vida que não emitem sinais que possamos captar, por exemplo.  Ou ela pode um vez ter abrigado uma civilização que ficou extinta, deixando suas megaestruturas para trás, como algum tipo de monumento.

O principal trabalho de ‘caça por planetas’ do Kepler sugere que a galáxia Via Láctea possua bilhões de planetas rochosos potencialmente habitáveis.   Assim, a KIC 8462852 está longe de ser a única pista que Shostak e seus colegas estarão perseguindo nos próximos anos.

“Quase que não importa onde você aponta o seu telescópio, porque há planetas por toda a parte”, disse Shostak. “Se há alguém lá fora, haverá tantos deles que eu realmente acho que há uma chance.”


Fonte: www.space.com