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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cientistas encontram uma junção colossal de galáxias


Astrônomos descobriram, com a ajuda do Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, uma junção de galáxias em uma parte remota do universo. Localizado a 8,5 bilhões de anos-luz, o grupo forma a maior estrutura já encontrada a essa distância.
Esses grupos são formados por dezenas de milhares de outros que contêm bilhões de estrelas. As junções ficam ainda maiores a cada vez que adquirem novos membros. 
Como a luz demora para chegar até nós, conseguimos ver objetos distantes como eles eram no passado. No caso da gigantesca junção de galáxias em questão (nomeada de Massive Overdesen Object, MOO J1142+1527), por exemplo, a vemos como ela era 8,5 bilhões de anos atrás, antes da Terra ser formada. 
Nas imagens infravermelhas produzidas pelo Spitzer, as galáxias distantes se destacam por meio de pontos vermelhos, as mais próximas, por pontos brancos. 
O telescópio da agência espacial americana foi utilizado para selecionar os 200 objetos mais interessantes. O MOO J1142+1527 se destacou por ser um dos mais extremos. Por meio da colheita de dados de observatórios no Havaí e na Califórnia, nos Estados Unidos, os cientistas conseguiram descobrir que a massa dessa junção é um quadrilhão de vezes a do nosso Sol - a tornando a maior formação de galáxias da qual temos notícia. 
A equipe pretende avaliar mais 1,7 mil junções de galáxias ao longo do próximo ano. "A partir do momento que encontrarmos mais grupos de galáxias, conseguiremos investigar como elas se desenvolveram em ambientes extremos", afirma Anthony Gonzalez, da Universidade da Flórida.
Via NASA