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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Degelo nos Alpes revela cadáveres de soldados da Primeira Guerra Mundial


Um fenômeno curioso, causado pela mudança climática, pode ser observado em algumas das áreas mais frias do planeta: nos últimos anos, o degelo acelerado das calotas polares deixou corpos mumificados e objetos de diferentes momentos da história expostos. 


Entre os responsáveis por essas descobertas, está o guia de montanha Maurizio Vincenzi, morador de Peio, na Itália. Há um século, o pequeno vilarejo, localizado debaixo dos Alpes, foi um dos campos de batalha da Guerra Branca, na qual austríacos e italianos se enfrentaram temperaturas inferiores a 30 graus abaixo de zero.

As expedições de Vincenzi lhe permitiram criar uma vasta coleção de objetos pertencentes a soldados que fizeram parte daquele duro confronto, ocultos debaixo do gelo por décadas. Metralhadoras, espadas, bombas, gorros e todo o tipo de artefatos curiosos fazem parte, agora, de um museu fundado pelo próprio Vincenzi na cidade de Peio. 

Em uma das ocasiões, o guia de montanha teve que se deparar com a descoberta arrepiante de três corpos de jovens combatentes. E esses não foram os únicos: o derretimento dos Alpes desde a década de 90 até os dias de hoje tem provocado a “reaparição” de mais de 80 soldados mortos durante a Primeira Guerra, além de diversos objetos daquela época. 

As inúmeras e cada vez mais frequentes descobertas desse tipo (cadáveres, fósseis de dezenas de milhares de anos, restos de aviões, joias) trazem a necessidade de se criar uma nova vertente científica: a arqueologia glacial.