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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pegadas humanas de 800.000 anos são descobertas no Reino Unido


De acordo com um grupo de arqueólogos, uma série de pegadas descobertas no Reino Unido, há mais de um ano, são evidências de que humanos viviam na Terra muito mais cedo do que os acadêmicos predominantes sugerem.

Acredita-se que as misteriosas pegadas tenham sido deixadas por um grupo de adultos e crianças, há quase um milhão de anos.
As incríveis pegadas foram registradas pela primeira vez há dois anos em Norfolk, Inglaterra.
Primeiramente, não tínhamos certeza do que estávamos vendo, mas à medida que removemos o restante da areia da praia e drenamos a água do mar, estava claro que os buracos pareciam como pegadas, talvez humanas“, disse o Dr. Nick Ashton, do Museu Britânico.
Com a ajuda de uma técnica chamada fotogrametria (que usa a fotografia para pesquisar e certificar por mapeamento as medidas entre objetos), pesquisadores foram capazes de registrar a superfície onde as pegadas foram encontradas, antes do mar tê-las erodido.
Uma análise posterior demonstrou que os buracos alongados, que foram identificados na superfície, foram criados por seres humanos da antiguidade, os quais caminharam pela região há 800.000 anos.
Especialistas foram capazes de confirmar que as pegadas pertenciam a um grupo de cinco indivíduos.
Em alguns casos pudemos precisamente mensurar o comprimento e largura das pegadas, e estimar a altura dos indivíduos que as fizeram.  Na maioria das populações de hoje, e no passado, o comprimento do pé é aproximadamente 15 por cento da altura“, explicou a co-autora, Dra. Isabelle De Groote, da Universidade John Moores de Liverpool.
“Assim, podemos estimar que as alturas variaram de aproximadamente 90 cm a 1,7 metros. Esta diferença de altura sugere uma mistura de adultos e crianças, com a maior pegada possivelmente sendo de um homem.”
De acordo com declarações, vários sítios arqueológicos na vizinhança produziram ferramentas de pedra e ossos fossilizados, os quais datam de 800.000 anos atrás, e acredita-se que esta descoberta recente das misteriosas pegadas faça parte dos mesmos depósitos.
“Embora sabíamos que os sedimentos eram antigos, tínhamos que nos assegurar de que os buracos eram também antigos e não criados recentemente”, disse o co-autor, Dr. Simon Lewis, da Universidade Queen Mary de Londres.
“Não há nenhum processo de erosão conhecido que crie esse padrão.  Além disso, os sedimentos são muito compactados para que os buracos tivessem sido feitos recentemente.”
Mas como os pesquisadores chegaram à idade de 800.000 anos?  Bem, a idade dos sítios é baseada na posição geológica localizada abaixo dos depósitos glaciais que perfazem os penhascos, e também são associados aos animais extintos.
Nesse sítio, especialistas descobriram os restos de plantas, besouros, conchas e outras espécies que os permitiram precisamente reconstruir a paisagem antiga do sítio.  Durante esse período na história, a Grã-Bretanha estava ligada por terra à Europa.