Translate

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pesquisa genética indica onde estão os parentes do mítico Tutancâmon


Segundo uma equipe de cientistas suíços especialistas em mapeamento genético, boa parte dos homens da Europa têm parentesco com o mítico faraó egípcio Tutancâmon.


O time de pesquisadores do iGENEA, um centro de genética localizado em Zurique, alega ter reconstruído o perfil genético de Tutancâmon, o faraó menino que reinou no Egito há mais de 3 mil anos e determinou que ele pertence ao haplogrupo R1b1a2, o mesmo compartilhado por mais da metade dos homens europeus, na Europa ocidental.
O mais curioso é o caso dos espanhóis e britânicos, cuja proporção de homens que compartilham o mesmo haplogrupo aumenta para 70%. “Foi muito curioso descobrir que o faraó pertencia a um grupo genético europeu, já que havia muitos grupos no Egito aos quais o DNA poderia ter pertencido”, declara Roman Scholz, diretor do iGENEA.
Na opinião dos cientistas, um antepassado comum entre Tutancâmon e os europeus ocidentais modernos residiu no Cáucaso, há mais de 9 mil anos. Estima-se que a migração mais recente do haplogrupo R1b1a2 para a Europa se deu ao mesmo tempo que a expansão agrícola, por volta do ano 7 mil a.C.
Os especialistas não conseguem explicar como foi que este perfil genético chegou aoEgito Antigo a partir das zonas agrárias. Em busca de respostas, testes de DNA foram desenvolvidos visando encontrar os parentes vivos mais próximos de Tutancâmon.
Entretanto, as pesquisas do iGENEA são contestadas por outros pesquisadores, já que seus resultados são baseados em amostras de DNA divulgadas em um documentário sobre o faraó produzido para a TV. A equipe responsável pelo programa diz que não exibiu informações suficientes que pudessem chegar a esse resultado. Carsten Pusch, geneticista da Universidade de Tubingen, na Alemanha, desdenha da descoberta e diz que a pesquisa da equipe suíça não passa de um golpe publicitário.