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segunda-feira, 28 de março de 2016

Há 29 mil anos, unicórnios siberianos andavam pela Terra

unicórnio (Foto: Heinrich Harder/Wikimedia)
Por muito tempo, paleontólogos acreditaram que a espécieElasmotherium sibiricum, conhecida como unicórnio siberiano, tinha sido extinta há 350 mil anos. Mas um crânio fossilizado encontrado no Cazaquistão recentemente mostra que essas criaturas existiram por muito mais tempo: até 29 mil anos atrás
descoberta foi relatada em estudo publicado no periódico American Journal of Applied ScienceO unicórnio em questão parece mais um rinoceronte com um chifre na testa do que o cavalo místico que carregamos na imaginação. De acordo com os pesquisadores, o animal tinha cerca de dois metros de altura, quatro de comprimento e chegava a pesar até quatro toneladas. E, apesar de seu tamanho e peso, é bem provável que só se alimentasse de grama. 

Mas por que esses unicórnios em específico existiram por mais tempo do que aqueles de 350 mil anos atrás? Os pesquisadores acreditam que foi por conta da migração. "Provavelmente o sul da Sibéria era um refúgio onde esse rinoceronte perseverou por mais tempo em comparação ao resto da espécie", disse o paleontólogo Andrey Shpanski em entrevista ao Phys. Os paleontólogos analisaram o crânio encontrado com a técnica de datação por radiocarbono, por meio da qual é possível determinar a idade de materiais de até 60 mil anos. Com isso, descobriram que o animal ao qual o crânio pertenceu morreu há cerca de 29 mil anos e provavelmente era um macho de idade avançada.
A equipe continuará analisando os dados relacionados aos unicórnios siberianos, focando nas condições ambientes e geológicas nas quais a espécie vivia. "Entender o passado nos permite fazer previsões mais precisas sobre processos naturais do futuro", afirmou Shpanski.