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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

             - Noite Oficial dos OVNIs

A noite de 19 para 20 de maio de 1986, foi uma das mais movimentadas no espaço aéreo brasileiro. Além das aeronaves comerciais que cortavam rotineiramente os céus da região sudeste, outros objetos inteligentemente controlados se fizeram presentes. Ao longo daquela noite, vinte e um (21) objetos luminosos, aparentemente esféricos e com tamanho presumido variando entre 50 e 100 metros de diâmetro foram avistados, captados por radar e perseguido por caças da Força Aérea Brasileira, e testemunhado também por tripulantes e passageiros de aeronaves comerciais. Tais fatos chegaram ao conhecimentos da imprensa que promoveu ampla difusão da notícia. Em face disso, o próprio Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Otávio Moreira Lima reuniu em uma conferência de imprensa os militares envolvidos no registro e perseguição destes misteriosos objetos.
Os avistamentos começaram por volta das 18:30 horas, em São José dos Campos, quando o controlador de voo da Torre de São José dos Campos, o então segundo sargento Sergio Mota da Silva, avistou objetos luminosos sobre a região de São José dos Campos. Estas luzes se concentravam sobre a cidade e próximos ao marcador externo da RWY 15. Cumprindo com procedimentos habituais de sua função, o controlador contatou com outros controladores de Brasília e São Paulo que confirmaram a presença dos objetos em seus radares.
"As 21:30Z observei um foco de luz (18:30hs) sobre a cidade no setor NW do aeródromo e dois outros focos próximos ao marcador externo. Os focos aparentavam ser do tamanho da cabeça de um palito de fósforo, predominava a cor vermelha, mas houve mudanças para amarelo, verde e alaranjado. Estavam parados. A observação foi feita com binóculo e a olho nú. O céu apresentava-se claro com 2/8 de cirrus, a N/NE existia uma camada de névoa à baixa altura " - 2S QSS BCT Sergio Mota da Silva.
Por volta das 19 horas, o Centro de Controle de Aproximação de São Paulo e o Centro de Controle de Área, também registram, através de radar, três objetos voadores não identificados sobre a região de São José dos Campos. Nesse mesmo horário, outro avistamento ocorria, na cidade do Rio de Janeiro. A estilista Sonia Grumbach, na época residente em um apartamento na Barra da Tijuca, observou durante 15 minutos um objeto voador luminoso que deslocava-se aos saltos e em grande velocidade sobre o Rio de Janeiro. A partir das 19 horas houve um intenso fluxo de comunicação entre os órgãos de Controle de Tráfego Aéreo e Unidades de Defesa Aérea nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.
Às 20:15 hs, o Centro de Controle de Área de Brasília (ACC - BS) informa ao Centro de Operações Militares (COpM) que o operador da Torre de Controle de São José dos Campos (TWR - SJ) havia avistado luzes se deslocando sobre a cidade. As luzes, embora com predominância de cor vermelha apresentaram mudanças para o amarelo, verde e alaranjado. O operador da TWR SJ simultaneamente informa ao APP-SP, que confirma os contatos radar na área de São José dos Campos. Em alguns momentos, oito objetos eram captados simultaneamente.
Alguns minutos mais tarde, um avião Xingu, prefixo PT-MBZ, aproximava-se para pouso em São José dos Campos. A bordo da aeronave estava o Coronel Osiris Silva, que naquela ocasião deixava a presidência da Embraer para assumir a presidência da Petrobrás. Quando passavam próximo à cidade de Poços de Caldas, a 22 mil pés de altitude, foram surpreendidos por um chamado do CINDACTA perguntando sobre possíveis contatos visuais com três alvos não identificados que apareciam nas telas de radar. Neste momento Oziris Silva e seu co-piloto, Acir Pereira, não avistaram nada de anormal nos céus de região, e por isso continuaram seu voo. Às 21:08, ambos observaram um objeto luminoso estacionário que de início parecia um astro normal, com uma forte luz amarelada tendendo para o vermelho. Ele estava parado nas proximidades da radial 150 do VOR de São José dos Campos. Intrigados com o avistamento, os pilotos seguiram em direção ao objeto na tentativa de identificá-lo. A perseguição durou até aproximadamente 22 horas. Durante todo o tempo não houve uma aproximação efetiva visual do objeto que com o tempo foi esvanecendo até desaparecer. Com o desaparecimento do objeto os pilotos resolveram retomar o pouso em São José dos Campos.

Com o desaparecimento deste objeto, os pilotos resolveram tentar uma identificação de outro objeto posicionado ao sul de Taubaté. Tal objeto encontrava-se 600 metros acima do solo, a 250 Km da antena de radar de Sorocaba.


Com a continuidade dos registros nas telas dos radares de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiás, as comunicações se intensificam e às 21:23 o Centro de Operações de Defesa Aérea (CODA) é acionado. Às 21:39, o Chefe do CODA determina o acionamento da aeronave de alerta da Base Aérea de Santa Cruz. Este primeiro caça decola às 22:34, sendo pilotada pelo Tenente Aviador Kleber Caldas Marinho, que no momento estava de alerta no 1º Grupo de Caça. Tenente Kleber foi instruído a desligar seus instrumentos, passando a ser guiado pelos controladores diretamente até o alvo presente nas telas de radar do COpM.

Enquanto o caça F-5E, pilotado pelo Tenente Kleber, era guiado em direção ao alvo, os controladores de voo acompanhavam o deslocamento destes objetos presentes na tela do radar. Durante a missão, o piloto do caça avista uma luz branca abaixo do seu nível de voo e que posteriormente foi subindo 10º acima de sua aeronave. O piloto manobrou o caça para acompanhar o objeto, subindo do FL 170 para o FL130, sem que pudesse alcançá-lo. Em dado momento, o radar de bordo da aeronave registrou a presença de um alvo a uma distância de 10 a 12 milhas de distância. A perseguição somente foi abandonada quando o combustível da aeronave entrou em nível crítico, obrigando o piloto à voltar para a base.
Por volta das 21:40 hs, um novo e surpreendente avistamento ocorrem em São José dos Campos. Desta vez, é observado um objeto esférico de grandes dimensões, de cor amarelada, acompanhado por outros objetos menores, também esféricos, com coloração branca. Poucos minutos depois, um objeto semelhante aproxima-se e posiciona-se próximo aos demais. No centro permaneceu o objeto de maior tamanho.
Por volta das 22:10, o APP-AN registra os objetos nas telas de seu radar. Em contato com o COpM, este órgão informou que tais objetos não estavam sendo registrados em seus aparelhos, a nordeste do estado de Goiás. Por volta das 22:15 hs, o chefe do CODA determina o acionamento das aeronaves de alerta da Base Aérea de Anápolis. O primeiro caça Mirage F-103 decola às 22:48, sendo pilotado pelo Capitão Aviador Armindo Sousa Viriato de Freitas. O caça foi vetorado até o alvo e não demorou para o piloto captar um alvo desconhecido logo a frente. A detecção ocorreu apenas pelo radar, não havendo qualquer contato visual. O objeto deslocava-se em movimentos de zig-zag, à frente do caça. A distância mantinha-se mais ou menos constante, com pequenas variações para maior ou menor distância. O piloto conseguiu uma aproximação máxima de 2NM do OVNI, a uma velocidade de MACH 1.05 (acima da velocidade do som). Um fato impressionante nesta abordagem é a aceleração obtida pelo OVNI, que acelerou bruscamente, distanciando-se do caça, até que o houvesse perda do sinal no radar. Segundo entrevista do piloto, em 1993, tal aceleração seria estimada em MACH 15, ou seja 15 vezes a velocidade do som. Algo impossível para a época e ainda hoje não oficialmente atingida, mesmo em protótipos de aeronaves mais avançadas. Após esta estupenda aceleração e conseqüente perda de registro no radar, houveram novas captações, todas de curta duração.
Dois minutos depois da decolagem do Capitão Viriato, outro caça F-5 decola da Base Aérea de Santa Cruz, tendo a bordo o Capitão Marcio Brisola Jordão. Durante a missão, o piloto observou uma luz vermelha, sobre o mar, na posição indicada pelo radar e tentou inutilmente uma aproximação. Em dado momento de sua interceptação, aconteceu uma clara demonstração de inteligência por trás da manifestação do fenômeno. Vários OVNIs se aproximaram do caça e posicionaram-se, seis de um lado e sete de outro, voando na mesma velocidade do caça, em voo de formação. O piloto não viu os objetos que foram registrados apenas por radar.
Durante este tempo, moradores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás testemunharam a aparição destes objetos sobre a região. Às 23:10 hs, o Dr. Silvio Giglio observou durante 20 minutos, uma formação de luzes esférica, multicoloridas, deslocando-se sobre a região do Bairro Penha, no Rio de Janeiro (RJ).
"Os pontos vermelhos e amarelos faziam trajetórias em espécie de zig-zag, sendo que os vermelhos, às vezes, tornavam-se alaranjados; os demais, verdes e azuis, mantinham trajetória em formação constante, atrás das amarelas e vermelhas, que se mexiam confundindo a minha visão no sentido de quantas realmente eram. Observei que as verdes e principalmente as azuis, às vezes, tornavam-se prateadas, com a luminosidade bem fraca".
Às 23:17 hs, outro caça Mirage F-103 é acionado para tentar interceptar os estranhos objetos. O piloto, Capitão Aviador Rodolfo da Silva Sousa, foi vetorado até o alvo, em constante comunicação com os controladores do COpM. Ele permaneceu no ar por aproximadamente 45 minutos, não tendo qualquer registro radar ou visual. Um ultimo caça Mirage F-103 decolou às 23:36 hs, da Base Aérea de Anápolis. O piloto, Julio Cesar Rosemberg não avistou ou captou qualquer objeto anômalo.

Às 23:37, o primeiro caça F-5 a decolar pousa na Base Aérea de Santa Cruz. O ultimo caça pousa aos 30 minutos da madrugada de 20 de maio. Apesar do retorno dos caças, os OVNIs continuam sobrevoando vários estados brasileiros, sendo captados por radares e avistados por muitas pessoas, em regiões diversas. Uma das testemunhas foi o piloto Geraldo de Sousa Pinto, que pilotava um cargueiro Boeing 707, da Varig, e que havia decolado do Aeroporto de Guarulhos, em direção ao Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Por volta das 3 horas da manhã, o piloto recebeu uma solicitação do CINDACTA, questionando se eles tinham contato visual com algum objeto anômalo sobre a região. Espantados com o pedido, piloto e co-piloto passaram a olhar o céu com atenção e logo avistaram um objeto luminoso que acompanhou seu avião durante algum tempo.

Nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal, houveram testemunhas visuais da presença de OVNIs na noite de 19 de maio. Uma das testemunhas foi o compositor José Dantas, que na ocasião voltava de seu escritório em Taguatinga. Ele dirigia sua Kombi, quando avistou um objeto luminoso, de cor amarela. em formato de cogumelo, sobrevoando montanhas que circundam a região. O objeto não fazia barulho, emitindo apenas "uma luz muito linda e parecia pousar na terra".

Em Minas Gerais, o voo 241, da VOTEC, que decolou de Belo Horizonte para Uberlândia, também esteve às voltas com tais objetos. Os tripulantes e 27 passageiros observaram um objeto voador intensamente luminoso (cor vermelha, verde e branca), de forma arredondada, acompanhar o avião, nas proximidades de Araxá, Minas Gerais.

Tal conjunto de fatos impressionou as autoridades militares que imediatamente iniciaram uma investigação sobre o caso. Dois dias depois, a Força Aérea Brasileira, em coletiva de imprensa, confirma os rumores sobre avistamentos de OVNIs e a consequente perseguição por parte e aeronaves da FAB, colocando os militares envolvidos à disposição dos estudiosos e da mídia. Na ocasião ele promete um relatório oficial dos fatos, a ser divulgado dias depois. Entretanto, tal relatório só tornou-se disponível em 2009, quando os documentos vieram a público através da campanha UFOs - Liberdade de Informação Já, liderada pela Revista UFO.


Os Testemunhos

O Caso da Noite Oficial dos OVNIs destaca-se pela quantidade e qualidade de testemunhos associados ao caso. São raros os casos, dentro da casuística ufológica, em que observa-se grande quantidade de testemunhas de qualidade. A seguir transcrevemos algumas declarações de quem esteve envolvido diretamente com os fatos.

Ozires Silva - Testemunha a bordo do avião Xingu PT-MBZ
"Olha, foi em maio de 1986, eu estava voando com um dos nossos aviões da Embraer, vindo de Brasília para São José, era noite, a minha hora de chegada era em torno de 21:00 horas, 09:00 horas da noite. Quando eu estava sobre Poços de Caldas, eu entrei em contato com o Centro de Controle de Brasília, solicitando autorização para iniciar a descida já para o aeródromo de São José dos Campos. O Controle autorizou, mas perguntou se eu estava vendo alguma coisa de estranho no ar. Eu disse que não, que não estava vendo nada, e eles me relataram que estavam tendo algo no radar, quer dizer, estavam tendo indicações no radar que existiam três objetos não identificados em torno de São José dos Campos há uma certa distância, um mais próximo de São Paulo, outro um pouco mais ao sul de São José e o outro na direção do Rio de Janeiro. Eu disse que não, mas que ficaria olhando na medida que descia. Quando estava bastante próximo de São José, há um momento no vôo que se transfere do Controle de Brasília para o Controle de aproximação de São Paulo. Um pouquinho antes de transferir eu perguntei se eles ainda tinham a imagem no radar e o que estava acontecendo, e aí, eles me deram a direção aonde eu deveria olhar, no azimute, e de fato eu olhei e vi, o corpo celeste bastante luminoso, em tudo parecia um lastro comum exceto pelo tamanho talvez um pouquinho mais alongado.
Neste momento eu pedi autorização para o Controle para me dirigir, para voar na direção desse objeto, estava eu e o meu co-piloto sós a bordo, só nós dois, e nesse momento nós viramos para São Paulo, com a proa na direção de São Paulo, na direção do objeto, e voamos nessa direção, na direção desse objeto e cada vez se aproximando mais, mas ele se mantendo mais ou menos como estava, tinha uma certa cor alaranjada que talvez pudesse ser explicada até pela poluição de São Paulo que é laranja os astros celestes de um modo geral. Mas o fato é que o radar de Brasília tinha plotado esse objeto e astros celestes não aparecem no radar. Eu fiquei mantendo contato com o Controle, aí nessa altura já com Controle de São Paulo, eu fui na direção do objeto, mas na medida em que me aproximava ele foi desaparecendo, ele até que desapareceu por completo e eu retornei para São José. Quando estava no início novamente do tráfego para pousar em São José, o chefe do Controle me alertou que um segundo objeto estava agora na direção do Rio de Janeiro, bastante visível no radar. Novamente eu pedi orientação do radar de como eu me aproximar do objeto e seguir na direção dele, e na medida que eu chegava notei que ele estava em uma altitude bem mais baixa do que a minha. E aí nesse momento era um corpo bastante mais alongado talvez da cor de uma lâmpada fluorescente, uma lâmpada dessas comuns que vê aí, e ocorreu que ele estava abaixo de mim e eu circulei, circulei várias vezes o avião em torno dele, olhando pra baixo e sinceramente não sei dizer o que era. Era um objeto alongado como disse, do tipo de uma lâmpada fluorescente bastante claro e o problema é que eu não podia baixar mais.
Era noite, a altitude que eu estava voando já era a altitude mínima para a área porque a área ali é bastante montanhosa, quer dizer, eu não podia baixar mais do que tinha abaixado, e ele continuou permanentemente ali abaixo. Eu com sinceridade não sei o que era, a única coisa que eu posso dizer é que na minha visão de aviador, eu tenho mais de quarenta anos de aviação, eu tenho visto objetos semelhantes, mas sempre de rastro que tem uma explicação, outra explicação e nesse caso em particular, isso era visto pelo radar em Brasília. No dia seguinte eu tentei falar com o Centro de Controle de Brasília, o CINDACTA, e tentar falar com o operador para ver o que o operador tinha visto em termos de radar, a essa altura o Ministério da Aeronáutica já estava fazendo uma investigação e infelizmente a qualidade dessa investigação não foi muito boa e não se pode chegar a nenhuma conclusão, mas essa efetivamente foi a minha experiência".


Kleber Caldas Marinho - piloto do primeiro caça F-5
"Como piloto de alerta naquele dia, fui contatado pelo oficial de permanência, na Vila dos Oficiais, local onde morava. A informação passada era a de que o piloto de alerta havia sido acionado, e então, por doutrina e treinamento, eu me dirigi diretamente para o avião e só depois da decolagem é que recebi as específicas instruções necessárias à missão. O piloto de alerta não precisa passar pela burocracia de um voo normal. O avião já estava preparado para a decolagem.
A decolagem foi normal, fiquei em torno de 20 mil pés na direção de São José dos Campos. Por orientação da defesa aérea, desliguei todos os equipamentos de bordo: radar, luzes de navegação... fiquei apenas com o rádio de comunicação ligado. Como os alvos não possuíam equipamento algum que transmitisse qualquer onda eletromagnética, não era possível saber altura que voavam. Toda a orientação que me foi dada era para que eu fizesse procuras visuais. De acordo com os radares de Brasília, eu deveria olhar para as minhas horas e 11 horas, alto e baixo. Mas eu não via nada.
Eu estava em em cima da fábrica da Embraer e nada havia avistado até então. Em função destes alvos aglomerados na minha esquerda, o controlador pediu que eu fizesse uma curva pela direita e olhasse em direção a Santa Cruz, com 180 graus defasados. Eu efetuei a curva, estabilizei a aeronave na proa que ele havia recomendado e, como pedido, comecei a fazer uma varredura visual. Foi neste momento que eu avistei uma luz muito forte que se realçava em relação a todas as luzes no litoral. Estava um pouco mais baixa do que eu. A impressão nítida que eu tive, naquele momento, era de ela se deslocava da direita para a esquerda.
Olhei para aquela luz. O seu movimento era muito evidente para mim. Perguntei à Defesa Aérea se existia algum tráfego naquele setor no momento, devido à proximidade com a rota da ponte aérea, na época. Fui informado que não. Não existia aeronave alguma no local naquela hora. Informei então ao controlador que eu realmente estava vendo a luz se deslocando na minha rota de interceptação, às 2 horas (à mina direita), um pouco mais baixo do que a posição da minha aeronave. Foi naquele momento que eu pude ter um noção da altura do contato, algo em torno de 17 mil pés. Imediatamente recebi a instrução de aproar aquele alvo e prosseguir com a aproximação e sua possível identificação.
Não havia muito tempo para pensar, nem para sentir medo. É a adrenalina que funciona na hora. Você tem o avião para voar, está em voo noturno, supersonico, sujeito à desorientação espacial... Eu confesso que não tenho recordações exatas dos meus sentimentos naquele momento. A única coisa que eu sabia é que tinha que ir para cima do alvo e, a medida que as coisas vão acontecendo, e devido ao nosso treinamento, as reações passam a ser um pouco automáticas.
Comecei a descer, indo diretamente para o alvo, mas tomando todo o cuidado com uma possível ilusão de ótica, proporcionada pela visão noturna. Eu podia estar vendo uma luz dentro d'água, um grande navio com holofote... Por este motivo eu não quis ficar apenas com a orientação visual e liguei meu radar, mesmo sem instrução de fazê-lo. E, realmente, a cerca de 8 a 12 milhas, um alvo apareceu na tela, confirmando a presença de algo sólido na minha frente. Isto coincidia com a direção da luz que eu havia avistado. Nos radares que equipavam os caças da época, o tamanho do plote varia de acordo com o tamanho do contato. O radar indicava um objeto de cerca de 1 cm, o que significava algo na envergadura de um Jumbo (Boeing 747). Cheguei perto do alvo, posicionando-me a cerca de seis milhas de distância dele, o que ainda é longe para que possa haver uma verificação precisa, ainda mais à noite. O alvo parou de se deslocar na minha direção e começou a subir. Eu não perdi o contato radar inicial e passei a subir junto com ele. Continuei seguindo o contato até cerca de 30 mil pés, quando perdi o contato radar e fiquei apenas com o visual. Mas, naquele momento, aquela luz forte já se confundia muito com as luzes das estrelas.
Os meus rádios de navegação selecionados em Santa Cruz já estavam fora de alcance. Em determinado momento, as agulhas do meu ADF deixaram de ficar sem rumo e indicaram a proa. A minha janela do DME, que estava com a flag, indicou 30 milhas fixas, sem qualquer razão para isso. O combustível já estava chegando no limite, devido ao grande consumo das velocidades supersônicas e eu tive que voltar. Menos de um minuto depois que aproei em Santa Cruz novamente, meu ADF voltou a ficar sem qualquer informação e a janela do meu instrumento DME fechou de novo, deixando de aparecer.
"Eu tive contato visual e contato eletrônico. Era algo sólido. Dizem que naquele lugar há muita anomalia magnética, mas eu não acredito que seja isso. As anomalias têm movimentos irregulares, aleatórios. No meu relatório, eu pedi que fosse averiguado se havia algum porta-aviões próximo à costa, ou alguma aeronave que poderia estar sobre o nosso espaço aéreo, efetuando contramedidas eletrônicas, o que permitira colocar um plote nos radares. Nada do que eu presumi foi confirmado. A partir daí, afirmar que acredito em OVNIs, ou que aquilo era, de fato, um OVNI, já é outra coisa. Cada um vai tecer a sua opinião. Acho que esse Universo é muito grande para que só nós existamos nele. Seria muito egoísmo da nossa parte acreditar nisso, mas a verdade é que ficamos sobre uma linha muito tênue. Era a posição que eu tinha na época, o avião que eu estava voando, e todas as minhas crenças. Então, eu prefiro me referir apenas à parte técnica".


  

Capitão Marcio Brisola Jordão
"Foi uma tremenda coincidência. Eu não estava escalado de alerta. Tinha ficado em Santa Cruz para estudar para uma prova de ensaio de voo. Quando o alerta foi acionado, pensei que era treinamento e continuei estudando, até que o soldado de serviço veio com a informação de que estavam precisando de um outro piloto para voar. Ele só disse que havia alguma situação de detecção de contatos desconhecidos e que até o avião reabastecedor deveria ser acionado.
Sempre tem um avião de reserva preparado. No caso, quem não estava preparado era eu, o piloto! Mas eu é que estava no Esquadrão e então fui. O Kleber foi o primeiro. Para a gente, era um treinamento normal, mas com a evolução da situação, outro F-5 foi acionado.
Uma coisa que chamou a minha atenção naquela noite foi a claridade do céu. Eu nunca havia visto uma noite tão clara. Sabe aquela noite que você anda de carro com a luz apagada e consegue ver tudo? Dava para ver o Vale do Paraíba, até São Paulo. Não havia nebulosidade. Era possível ver o contorno das montanhas no chão. Uma visibilidade sob a qual poucas vezes eu voei. Indo em direção a São José dos Campos, fui instruído por Brasília a fazer o cheque de armamento. Foi aí que me informaram que havia cerca de cinco contatos na minha frente, e a umas 15 milhas de distância. Eu não via nada no radar do avião e nem do lado de fora, mas a informação era de que eles estavam se aproximando cada vez mais. Dez milhas, cinco milhas, três milhas, e eu pensando que não era possível, em uma noite daquelas, eu não estar enxergando o tal contato.
Tive autorização para fazer um 180, e continuei sem ver coisa alguma. Fui pra São José dos Campos, voando a cerca de 15 mil pés, e comecei a fazer órbitas. Chamei o Kléber na freqüência tática para saber se ele tinha avistado alguma coisa. Ele disse que sim, mas que, quando tentou ir atrás, o contato sumiu. Quando eu estava em cima de São José dos Campos, olhei em direção à Ilha Bela e, pela primeira vez, vi uma luz vermelha, parada. Para mim, estava no nível do horizonte, mas eu estava olhando para o oceano, o que me fez acreditar que podia ser um barco muito longe, ou algum outro tipo de iluminação. Era como luz de alto de edifício. Ficou parada, não mudou de cor, não piscou e nem se mexeu. Eu avisei ao controle que estava vendo uma luz na proa, 90 graus em direção ao oceano. Como confirmava com o contato no radar de terra, fui instruído a ir em sua direção. Entrei supersônico para acelerar, e a luz nem se mexia. Fui informado de que ela estaria andando na mesma velocidade que eu. Fui mantendo esta navegação até dar o meu combustível mínimo, e tive que voltar. Para mim, que decolei com uma expectativa dada por Brasília, foi a maior frustração da minha vida. A luz que vi podia ser um barco no horizonte ou, quem sabe, ser mesmo alguma outra coisa. Mas é leviano chegar a qualquer conclusão".


Capitão Armindo de Sousa Viriato
"No radar eu cheguei a fazer quatro interceptações e todas com contato radar, mas não consegui ver em nenhum momento nada, apenas no radar. E o que me impressionou foi a aceleração tomada pelo alvo a partir de um certo instante. Ele acelerou rapidamente até que o radar desacoplasse e eu acredito em torno de MACH 15, mais ou menos, porque foi muito rápida a aceleração. Eu já estava a 1.2, 1.3 vezes a velocidade do som e o objeto atingiu uma velocidade bem mais alta do que eu estava".



Capitão Rodolfo da Silva e Sousa
"Ao chegar, eu me dirigi, juntamente com os demais membros da equipe de alerta, imediatamente para os hangares, onde estavam posicionadas duas aeronaves F-103E. A equipe de manutenção já havia completado o seu trabalho e nos esperava, ao pé da escada, com as aeronaves prontas e armadas para a decolagem. Completei os cheques previstos para antes da partida e entrei em contato com o Oficial de Permanência Operacional (OPO) para informar que estava pronto. De imediato, recebi ordem para acionar o motor e decolar isolado. Meu ala permaneceu no solo.
Em seguida, fiz contato com Anápolis, que me passou, de imediato, para a freqüência do COpM que controlaria a interceptação. A primeira informação que recebi foi de que meu alvo se encontrava a uma distância de 100 milhas da posição em que eu estava. Pude perceber que o tempo estava bom, não havia nuvens e nem a lua aparecia. O céu, completamente estrelado, fazia um belo contraponto com a escuridão da noite.
À medida que a distância diminuía, como não conseguia contato em meu radar de bordo, passei simultaneamente a realizar uma busca visual no espaço aéreo em torno da posição informada pelo COpM. Só que, mais uma vez, nada apareceu.
Ainda estava nesse procedimento, sem sucesso, quando recebi a informação do controlador de que meu alvo havia mudado deposição e agora estava em outra direção, a 50 milhas de distância. Fui então orientado para essa nova interceptação.
Sem sucesso nesse procedimento, fui novamente informado de outra alteração no posicionamento do alvo e recebi novas orientações para uma terceira interceptação. Mais uma vez, não houve qualquer contato radar ou visual. Fui orientado a baixar ainda mais o nível de vôo, permanecendo em órbita sobre o ponto determinado, e continuando a procura. Depois de algum tempo nessa busca, e tendo em vista que minha autonomia de vôo já havia atingido o nível suficiente apenas para permitir o meu retorno seguro para o aeródromo, recebi instruções para o regresso.
Após o pouso, fiz um contato telefônico com o meu controlador, para o debriefing rotineiro da missão. Só assim tomei conhecimento dos outros F-103 que haviam sido acionados. Eles decolaram depois de mim, para a averiguação de diversos contatos-radar, plotados nas telas do CINDACTA, em pontos diferentes da Região Centro-Oeste. Ao terminar os procedimentos pós-vôo de praxe, fui liberado e autorizado a retornar para minha residência, onde cheguei por volta de 1h30m. Uma hora mais tarde, fui acordado por um novo acionamento do bip. Era outro alerta. Ao chegar à Base e entrar novamente em contato com o OPO, a orientação, desta vez, era para que o alerta fosse mantido a postos, e as aeronaves prontas para a decolagem. O meu ala e eu ficamos assim por cerca de 45 minutos. Quase às 4h, recebemos a informação de que o alerta estava suspenso, e nós, liberados".


Capitão Julio Cesar Rozemberg
Era um dia normal no Primeiro Grupo de Defesa Aérea, até a hora em que o meu bip tocou de madrugada. O alerta havia sido acionado. Eu estava dormindo e levantei sem nem saber que horas eram. Faz parte da rotina. Eu me vesti e no caminho da Base fiquei me questionando se aquilo seria apenas mais um teste. Eu esperava voar, afinal, não há nada mais chato do que ir para o hangar do alerta, abastecer e ser dispensado. Toda missão da Defesa Aérea é real até ser cancelada, então vesti o traje anti-g, o colete e o mecânico confirmou a aeronave pronta. O armamento também estava certo e municiado. Haviam se passado 22 minutos desde que o alerta tinha sido dado. Preparei-me para decolar imaginando o que estaria acontecendo. Pela proximidade com Brasília, imaginei que estivesse atrás de algum vôo comercial, mas, se fosse, eu teria avistado as luzes anticolisão. Fui seguindo todos os comandos do controlador. A noite estava linda, com a visibilidade ilimitada. Era possível ver tudo lá embaixo, desde as cidades até os faróis dos carros.
Fui instruído a elevar a minha altura. Verifiquei mais uma vez o radar de bordo e desci um pouco a varredura da antena. Continuei acompanhando o radar de bordo e buscando algo no visual. A nossa distância, informada pelo controlador, era de apenas três milhas e eu continuava sem enxergar nada. Imaginei que eram os F-5 do Grupo de Caça, vindo atacar a Base em missão de treinamento. Pedi para o controlador me aproximar ainda mais até 'confundir' os plotes, com minha chegada vindo por trás. Achei que o contato iria, finalmente, acender as luzes, afinal, eles deveriam estar ouvindo a interceptação pelos canais da Defesa Aérea. O controle anunciou uma milha na proa, mas eu não tinha nada no radar, e nem no visual. 0 meu vôo durou cerca de 30 minutos e, depois das tentativas de busca, regressei à Base, sem fazer qualquer tipo de contato.
No dia seguinte, vi as manchetes nas televisões e nas rádios anunciando várias interceptações de OVNIs ocorridas tia noite anterior. E justo eu, um apaixonado pelo assunto, não vi nada! Mas cheguei perto. Acho que em um Universo infinito destes, com diversas possibilidades, não tem por que estarmos sozinhos.




Comandante Geraldo Souza Pinto
Quando cruzávamos cerca de 12 mil pés, o CINDACTA nos chamou no rádio e pediu para que confirmássemos se víamos algum tráfego na posição de 11 horas. É normal que isto ocorra, mas estranho foi quando, após respondermos negativamente, ele ter dito: 'Para sua informação trata-se de um OVNI (Objeto Voador Não-Identificado).
Olhamos um para o outro, imaginando que não havíamos entendido direito o que viera pelo rádio e pedimos para que a informação fosse repetida. O controle confirmou a informação e ainda disse que, desde aproximadamente às 22h daquela noite, estavam aparecendo objetos não-identificados, como plotes no radar. Foi aí que soubemos que, mais cedo, a Força Aérea já havia sido ativada. Nessa hora confesso que senti uma emoção indescritível. Perguntamos se o contato estava no radar deles, e a resposta foi positiva. O controlador nos disse que a sua posição naquele momento era de 11 horas em relação a nossa aeronave e pediu para que tentássemos avistá-lo. Foi nesta hora que eu o vi. Uma luz muito forte brilhou, como um farol branco. A emoção que eu tenho até hoje se confunde com a certeza de que ele estava acompanhando a nossa fonia. No mesmo momento em que nos perguntaram se estávamos avistando o tráfego e eu respondi que não, ele piscou, como quem díz: 'Estou aqui!'"
"Nós não tínhamos noção da altura do tráfego, pois os radares dos aviões comerciais são meteorológicos e, diferente dos caças, têm muita dificuldade de captar outra aeronave. Eles não são feitos para isso. O controlador também não podia saber a altura do objeto já que, sem transponder, tudo o que ele vê é a dimensão única do radar, sem diferença de altitude. O objeto estava próximo de Santa Cruz e a nossa distância era em tomo das 90 milhas. O que eu posso dizer é que ele estava, visualmente, a uns 20 graus mais alto do que nós. Atingimos nossa altitude de cruzeiro de 23 mil pés, e durante todo o vôo o controlador foi nos informando sobre a aproximação. Passou para 60 milhas, depois 50, o tempo todo na nossa proa."
Éramos quatro tripulantes no cockpit escuro de um avião cargueiro, buscando os céus ávidos de encontrar uma explicação sobre aquilo que tanto se aproximava do nosso 707. De repente, eu olhei para o Nivaldo e reparei na expressão dele, como se ele quisesse me mostrar alguma coisa. Ele disse que algo tinha se deslocado deixando um rastro luminoso, mas poderia ser um meteorito, o que seria muito comum. O controlador nos avisou, então, que o alvo havia se deslocado em alta velocidade para a nossa direita, atingindo, em fração de segundos, uma velocidade incrível, algo acima de Mach 5. Um ser humano não agüentaria uma aceleração dessas. Ele morreria com tal deslocamento! Nós estávamos a umas 30 milhas dele. A impressão que dava era de que o contato estava se deslocando em baixa velocidade, e nós é que estávamos nos aproximando dele. A aproximação continuou. O radar ia nos avisando as distâncias: quinze milhas, dez, cinco... Na melhor das hipóteses entraríamos para a História!
Mas eu olhava, olhava e não via mais nada. Aí o controlador falou: 'Três milhas, duas, uma.. Varig, o tráfego está se fundindo com o plote do seu avião.' Nós olhávamos para cima, para baixo e não víamos nada! O Controle nos informou, então, que o alvo estava passando para trás da aeronave, mas começou a ter muita interferência no solo e o radar o perdeu de vista.

 - A Polêmica

O episódio de Maio de 1986, teve grande repercussão e ampla cobertura da impressa nacional. Graças à isso, o caso ganhou espaço em jornais do mundo inteiro. Naturalmente, diante de fatos assombrosos e de natureza desconhecida, especialistas de diversas áreas foram consultados pelos órgãos de imprensa. Com isso, seguiram-se variados pontos de vista, alguns apoiados em simples achismos, outros baseados em fatos aleatórios generalizados, e uns poucos apoiados s estudos mais sérios. De qualquer forma a polêmica estava implantada.
Eventos Astronômicos
Entre as explicações mais comuns, oriundas do meio científico, estão as que envolvem eventos astronômicos, notadamente meteoros, e erros de interpretação de corpos celestes.
O astrônomo Jacques Danon, então diretor do Observatório Nacional, no Rio de Janeiro, declarou:
"São chuvas de meteoros. A Terra passa hoje pela órbita do Halley, onde deixou partículas que agora estão caindo no nosso planeta".
Já o astrônomo José Manoel Luis da Silva, foi ainda mais enfático:
"O caso de São Paulo é nitidamente uma estrela, provavelmente a Arcturus, do Boeiro; o do Rio de Janeiro seria o planeta Venus, revelados nos próprios filmes exibidos na televisão". Podem estar associados a meteoróides oriundos da passagem do Halley".
Em ambos os casos nota-se um obvio desconhecimento de detalhes essenciais dos fatos documentados em maio e junho de 1986. A explicação mais utilizada, a de meteoros, não explica os fatos, pois a Terra é atingida por meteoros várias vezes todos os dias. Quem se afastar das áreas de luminosidade das grandes cidades, ao observar o céu à noite verá vários riscos luminosos cruzando o céu. Tais fenômenos duram, em geral, poucos segundos, e deslocam-se sempre em linha reta. Além disso, raramente são captados nos radares. Os OVNIs relatados durante a Grande Onda de 1986, foram observados por ora a fio. Tais objetos ora permaneciam estáticos, ora em deslocamento irregular, em velocidades que variavam de poucos quilômetros por hora até 15 vezes a velocidade do som. Algumas vezes, a variação de velocidade era instantânea. Também havia alteração de trajetória abrupta, e sem perda de velocidade. Um dos pilotos declarou ter avistado e captado por radar, OVNIs que deslocavam-se em movimentos de zig-zag, em alta velocidade. Outras testemunhas, em terra, avistaram objetos luminosos voando em formação. Em todos os casos não foi observado qualquer tipo de rastro luminoso. Tais características do fenômeno descrito excluem a possibilidade de tais fenômenos serem simples meteoros. Quanto à possibilidade levantada pelo professor José Manoel Luis da Silva, de que tais objetos sejam corpos celestes confundidos pelos pilotos, podemos citar o fato das mudanças abruptas de direção e velocidade, e o fato de tais fenômenos terem sido captados por radares. Isso por si só já elimina a possibilidade de ser um corpo celeste, de grande intensidade luminosa.
Espionagem ou guerra eletrônica
Entre as explicações mais bem fundamentadas para os eventos da noite de 19 de maio está a de uma possível espionagem ou guerra eletrônica, levada a cabo pelos Estados Unidos ou União Soviética. O Físico da USP, Luis Carlos Menezes declarou:
"Um país superdesenvolvido resolveu fazer um teste com os radares brasileiros. Uma manobra onde se coloca diante das telas dos radares muitos pontos não importantes de chamarizes, ofuscando o sistema de radares, que deixam os instrumentos militares, a aeronave e o foguete encobertos. Um conjunto de pequenas aeronaves teleguiadas, as quais usam pequenos foguetes com uma geometria mais bidimensional, mas plana, alguma coisa mais fina e leve, com uma propulsão própria e telecomandada".
Já Roberto Godoy, especialista em armamento, foi mais além:
"O Brasil foi espionado por algum país, alguma potência interessada em fotografar, especialmente o Vale do Paraíba, litoral sul do Rio de Janeiro e litoral norte de São Paulo. É a região estratégica mais importante do país: indústria bélica brasileira (primeira em armas do terceiro mundo), indústria aerospacial, Centro Tecnico Aerospacial, usina atômica de Angra dos Reis, principal terminal de recebimento de petróleo (terminal Almirante Barroso em São Sebastião), que faz ligação direta com a Refinaria da Petrobrás, no Planalto Paulista".
"Uma da aeronaves, repletas de computadores e sensores, soltam cargas externas para criar confusão eletrônica, saturação e ilusão de ótica no radar. As cargas são esféricas, cilíndricas e metálicas, que emitem luz colorida, calor e tem propulsão própria por alguns minutos".
"Tecnologia muito avançada, dominada pela União Soviética e pelos Estados Unidos, e com uma geração de atraso pela Inglaterra e pela França".
Talvez a hipótese levantada por Meneses e Godoy, seja a mais bem fundamentada de todas hipóteses apresentadas para os fatos daquela noite. Ainda assim, os fatos permanecem inexplicados. Primeiro pelo fato de que tanto Estados Unidos, quanto a então União Soviética, tinham tecnologia, já naquela época, suficiente para fotografar qualquer objeto de interesse em solo brasileiro, sem correr qualquer risco. Além disso, expor desnecessariamente aeronaves de alta tecnologia, em território desconhecido, gera custo e em caso de abate de alguma aeronave, pode resultar sério incidente diplomático. Muito risco para pouco resultado.
Outro ponto a ser considerado é o fato de que existem numerosas testemunhas, civis e militares, em terra e no ar, que avistaram os objetos. Muitos puderam constatar a forma e as dimensões de tais objetos, sendo estes geralmente circulares, com tamanhos equivalentes ao de um caça (os menores), até objetos com aproximadamente cem metros de diâmetro.
Vejamos agora a logística necessária para operar uma aeronave de pequeno porte (equivalente ao de um caça convencional):
Primeiro é preciso um veículo de transporte do país de origem para o litoral brasileiro. Isso gera custos e sua rota, por si só, gera suspeitas. Tal veículo pode ser um submarino com capacidade de transporte e lançamento de caças a partir do mar, ou um Porta-aviões. Seja qual for a escolha, temos a tripulação envolvida, os custos inerentes (mantimentos), combustível, manutenção e uma equipe de resgate à postos. Comparando estes custos, com a utilização de um satélite já em órbita, a diferença nos custos será enorme.
Em segundo lugar, em se tratando de tecnologia secreta, que deve permanecer secreta, um teste será levado a cabo, em um ambiente controlado, seguro e que permita um resgate rápido em caso de necessidade.
Em terceiro lugar, quando se desenvolve uma nova arma, são criados alguns protótipos, com a finalidade de testá-los quanta vezes for necessário. Não existe lógica testá-lo durante um mês sobre ambiente desconhecido. Além disso, foram 21 OVNIs simultâneos em território brasileiro, e várias dezenas nos dias seguintes. Alguns com 100 metros de diâmetro.
Em quarto lugar, se houve guerra eletrônica para saturar o radar, houve lançamento de cargas, conforme descrito pelo professor Godoy. Entretanto, nada se achou que sustentasse tal teoria. Nem um único fragmento foi encontrado.
Em quinto lugar, temos o comportamento do fenômeno, que mostrou-se claramente inteligente. Em dado momento da perseguição, um dos caças F-5 envolvido, foi escoltado por 13 objetos, sendo 6 de um lado e 7 de outro lado da aeronave, voando como alas do caça. O piloto fez um looping para encarar os objetos, mas estes acompanharam a manobra do início ao fim.
Em sexto lugar temos tecnologia empregada. Objetos com 100 metros de diâmetro, voando a Mach 15, fazendo curvas de 90º sem perda de velocidade. Tal tecnologia traria muitos e muitos lucros à quem a detém. Porém, ainda hoje, ao final do ano de 2010, não temos uma aeronave que voe a tal velocidade, com tais características.
Declarações contraditórias
Alguns cientistas tiveram uma infeliz participação no debate gerado pelos casos de maio de 86. Estes, ora apresentavam uma explicação, como sempre ignorando ou omitindo detalhes, ora apresentavam outra que contradizia a primeira. Algumas declarações causam assombram a ponto de nos fazer questionar se o autor das mesmas é realmente um cientista gabaritado como se alega.
Um destes foi o físico, jornalista e professor Paulo Marques, que é o autor destas pérolas abaixo:
"Responsáveis homens da ciência supervalorizaram, de forma apressada e impensada, o aparecimento, nos céus de São Paulo, dos tais OVNIs".
"Discordo de um notável vidente destes OVNIs, o atual presidente da Petrobrás, o coronel Oziris Silva".
"A vida em outros planetas da nossa Via Láctea é um verdadeiro absurdo".

"Era noite de Lua Cheia. A luz da lua refletiu no corpo do avião. Os radares detectaram meteoros".

"São OVNIs espiões dos EUA e a URSS, que lançam aeronaves não tripuladas e movidas a controle remoto".

"Quero, como brasileiro, que meu veículo continue a ser movido a derivados de petróleo, e não por energias cósmicas, como talves poderá pretender o coronel Oziris".
Nota-se claramente uma forte influência pessoal nas declarações. Deixou-se o "conhecer para opinar" de lado e adotou-se o discurso pseudo-cetico preconceituoso. Enfim, posicionamento lamentável.
Outros cientistas, como José Zats, Físico, e o próprio Paulo Marques, em uma de suas declarações, atribuiu o fenômeno à reflexos. Ora, temos milhares de testemunhas, que avistaram OVNIs, em vários estados brasileiros, das 18:30 às 4 horas da manhã, que voavam de formação, descreviam manobras inteligentes, faziam curvas de 90º sem perda de velocidade, sendo captados simultâneamente por 50 radares em diferentes localidades do país. Um reflexo é uma explicação no mínimo ridícula.
Rogério Cezar Cerqueira Leite, físico e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo.
"Pode ser puramente um fenômeno atmosférico ou falha nos instrumentos".
Alguns cientistas, mais ponderados, embora não admitissem a existência dos OVNIs, não os negaram precipitadamente. É o caso dos físicos Mario Schemberg e Aydano Barreto Carleial, que prestaram declarações neutras a respeito dos casos. 


A Onda de Maio/Junho de 1986

O Caso da Noite Oficial dos OVNIs, ocorrido a 19 de maio de 1986, não foi um evento isolado. O caso faz parte de uma grande onda ufológica, de curta duração, iniciada na segunda metade de maio e que estendeu até meados de junho daquele ano. Os primeiros avistamentos daquela onda ocorreram dois dias antes, na noite de 17 de maio na cidade do Rio de Janeiro. Na ocasião, uma testemunha presente na região do bairro Freguesia, avistou um grande objeto luminoso, de cor alaranjada, que evolui entre 15 e 20 minutos sobre a região. No dia seguinte, 18 de maio, ocorreu um novo avistamento, também no Rio de Janeiro. A testemunha, Dra. Ângela Strohscneider, observou, por volta das 3:30 da madrugada, objetos esféricos, de cor amarela ou dourada, evoluindo em formação, sobre a região do Jardim Botânico. Algumas horas mais tarde, às 9:12 hs, outra testemunha, Marcelo Viana, observa dois objetos voadores, um em forma de pião, deslocando-se da região da Tijuca para o Sumaré.
O dia seguinte, 19 de maio, ocorreu a grande revoada de OVNIs sobre território nacional, sendo testemunhados por militares da Força Aérea Brasileira, pilotos civis e numerosas testemunhas em terra. No dia seguinte, 20 de maio, vários moradores dos bairros Santa Luzia e Riberão Pires, observaram objetos desconhecidos no céu. Entre as testemunhas destas aparições está Carlos Airton da Silva, na ocasião morando na rua Colorado, que observou, por volta das 20 horas, uma grande bola luminosa que mudava de cor, do vermelho para o amarelo, e que movimentava-se continuamente, para a esquerda e para a direita. No dia seguinte, por volta das 19:30 hs, Maria Lúcia dos Santos, moradora da Rua Nepal, no bairro Capuava, ainda em Santo André, observou, junto com seu marido, um outro objeto luminoso, que piscava continuamente e girava em torno de seu próprio eixo. Na mesma noite, várias moradores da cidade de Maringá (PR), observam um objeto luminoso, cuja cor alternava entre azul, vermelha e prateada. Cinegrafistas da TV Cultura conseguiram filmar o estranho objeto. Poucas horas depois desta filmagem, ocorreu outro avistamento, desta vez envolvendo uma aeronave comercial que havia decolado de Brasília para Salvador. O avistamento ocorreu por volta da 1 hora da madrugada, quando a aeronave estava a 14 mil metros de altitude. Novamente, um objeto luminoso foi observado e captado pelo radar da aeronave.
Por volta das 14:00 hs do dia 21 de maio, um novo avistamento acontece, desta vez no Bairro Alvaro Wayne, me Fortaleza, Ceará. Vários membros de uma mesma família observaram um grande objeto, estimado entre 150 e 200 metros de diâmetro, com forma variável e cor chumbo.O aparelho realizava movimentos laterais e desapareceu em alta velocidade. Quase no mesmo horário, um objeto semelhante é observado a partir do aeroporto de Teresina. À noite, José Antônio Lima observa, por volta das 19 horas, um objeto intensamente luminoso, que deslocava-se em zig-zag, em altíssima velocidade, sobre a cidade de Maringá, Paraná. Em outro bairro, Jardim Liberdade, um grupo de crianças que brincava no local, ficaram impressionados com a evolução do objeto. Naquela mesma noite, três amigos observaram um objeto luminoso, de cor branca, leitosa, sobre a região do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
Pouco depois, nos primeiros minutos da quinta-feira, 22 de maio, várias pessoas, em pontos diferentes da cidade de Blumenau (SC), assistiram as evoluções de vários objetos luminosos sobre a cidade. Durante 5 minutos, tais luzes sobrevoaram a região da prefeitura, sendo testemunhados por clientes da lanchonete Blu-Lanches. Horas mais tarde, outra autoridade foi testemunha de um OVNI. Era o Superintendente da Policia Federal, Delegado Romeu Tuma, a bordo de um avião da Transbrasil, voando de Brasília (DF) para São Paulo (SP), que da "cabine da tripulação" pôde, durante 15 min, acompanhar as evoluções do objeto que se deslocava com velocidade superior a 2.000 km por hora. Mais tarde, naquele mesmo dia, outro avistamento, desta vez a 200 quilômetros de Belo Horizonte e a 15 quilômetros do município de Conceição do Mato Dentro, na Serra do Cipó, entre os vilarejos de Tabuleiro e Rio Preto. De madrugada, por volta das 3:45 hs, um morador local Joaquim Ferreira de Aguiar (conhecido por Joaquim Elói), de 69 anos de idade e seus 8 filhos, foi acordado por um forte clarão que entrava pelas frestas das paredes toscas de sua casa . Saindo da casa, a uns 30 metros de seu terreiro (pátio), ele avistou um objeto aterrissado no chão que, através de um foco de luz, iluminava toda a região. As testemunha ouviram vozes metalizadas, comunicando-se em uma linguagem desconhecida. Após trinta minutos, o objeto decolou, emitindo ruído, aumentando sua luminosidade e alterando sua cor para verde. Aproximadamente naquele mesmo horário mas a 1 quilômetro de distancia, um fenômeno foi observado pelo casal Santos, Paulo da Silva (25 anos) e Geralda Ferreira (de 30 anos) . Naquela madrugada, os dois caminhavam pela estrada, dirigindo-se a local indicado para o recadastramento eleitoral. Foi quando viram a aproximação em disparada de imenso farol, vindo da direção da residência de Elói. O farol chegou a bater nos fios de alta tensão, "na encruzilhada de acesso aos dois povoados", Tabuleiro e Rio Preto, onde o casal se achava. "Todas as luzes da região apagaram-se", menos a tal luminosidade do objeto e a da lanterna elétrica de Paulo e Geralda. Os dois correram para a casa mais próxima, pertencente a um senhor chamado Pedro. Mas, cegados pela luz, em pânico, ficaram  enroscados e machucados pelos fios da cerca de arame da casa do Sr. Pedro. O farol permaneceu ainda por alguns minutos sobre o casal, que se manteve agachado. Depois de a luz ter se apagado, foi possível enxergar no objeto uma roda menor, bem no meio da qual se via uma espécie de inscrição ou números.
Na noite de 22 de maio, um OVNI é novamente observado sobre a cidade de Maringá, Paraná. O cinegrafista J. B. Siqueira (Foguinho), consegue filmar de dois pontos diferentes, um objeto luminoso, avermelhado, que piscava sem parar. A primeira tomada nas proximidades do Parque de Exposições, e a segunda perto da torre da TV Globo. O vídeo chegou a ser mostrado no programa Fantástico, dias depois.
No dia seguinte, 23 de maio, ocorrem novos avistamentos na região de  Tabuleiro, Minas Gerais. O lavrador José Pedreiro (30 anos na época), seguia para uma cerimônia religiosa, na região de Tabuleiro. Na mesma encruzilhada onde o casal Paulo e Geralda, tiveram sua experiência, Pedreiro deparou-se com um objeto, em forma de bacia, com luzes verdes piscando em sua parte inferior. O aparelho flutuava a baixa altura, cobrindo toda a largura da estrada, impedindo a passagem do agricultor. José Pedreiro, assustado, voltou correndo pelo caminho, em direção ao seu povoado. À noite, por volta das 22 horas, um objeto idêntico foi observado por moradores de Tabuleiro. Alguns deles voltavam em grupos da cerimônia religiosa. Em dado momento, o objeto paira sobre um dos grupos, assustando as testemunhas que saem correndo. Segundo as testemunhas, o objeto teria o tamanho aproximado de um carro "Fusca", sendo redondo e havendo uma espécie de haste dobrável, com um farol em sua extremidade. Uma hora antes, outro objeto havia sido observado, a partir do bairro Jacarepagua, no Rio de Janeiro. Na ocasião, dois vizinhos observaram um objeto luminoso, nas cores vermelha e verde, que piscava continuamente, pairando sobre o Portal dos Bandeirantes.
No dia 24, Blumenau (SC) é novamente visitada por OVNIs. Nos primeiros minutos da madrugada, vários moradores dos bairros da Velha e Água Verde, que saíam da Igreja Cristo Rei, observaram uma luz intensa, que mudava constantemente de cor e que movimentava-se rapidamente pelo céu. Pouco depois, na capital do estado, Florianópolis, duas irmãs observam por 25 minutos, as evoluções de um objeto luminoso que sobrevoou o bairro Capoeiras. Outras pessoas na cidade foram testemunhas do fato, entre eles o advogado da Câmara Municipal, José Chaia, que durante meia hora, observou o fenômeno a partir do bairro Coqueiros. Seu relato coincide com o depoimento prestado pelas irmãs já mencionadas.
No mesmo sábado, mais um avistamento foi registrado, desta vez no estado de Pernambuco. À tarde, dois irmãos (10 e 14 anos)que pastoreavam o gado, no sítio Paquivira, a 36 km de Macaparana (PE), deparam-se com dois objetos luminosos, que emitiam raios luminoso de cor variando entre violeta, amarela e vermelha. Os objetos aproximaram-se das testemunhas, posicionando-se sobre elas e baixando até uma altura de 6 metros, assustando os garotos e o gado. Por algum tempo, os garotos permaneceram deitados, sobre o objeto, com medo do que poderia acontecer. Com o afastamento dos objetos, os meninos correram, gritando para sua mãe que chegou a tempo de ver as luzes se afastando. Os garotos ficaram traumatizados, e por medo mudaram seus hábitos e horários.
Nos primeiros minutos de 25 de maio, cinco pessoas, em dois locais distintos, observam um OVNI sobrevoando uma praia em Itacuruçá (RJ). Em dado momento, o objeto, de aproximadamente 20 metros de diâmetro, colocou-se sobre algumas testemunhas por alguns segundos. Mais tarde neste mesmo dia, ocorre um novo episódio de abdução com Antônio Carlos Ferreira, em Mirassol (SP). No dia seguinte, em Itacuruçá (RJ), ocorre um novo avistamento idêntico ao ocorrido na noite anterior.
Os próximos avistamentos, incluídos naquela onda, ocorreram às 20:00 hs, de 27 de maio, e tiveram lugar na Serra do Cipó. Dois funcionários da prefeitura de Conceição do Mato Dentro, o motorista Sebastião Lopes de Freitas e o ajudante José Geraldo de Almeida, viajavam de caminhão pela região de Tabuleiro. Repentinamente, uma luz, da qual saíam fagulha luminosas, surgiu sobre o veículo acompanhando-os até entrada da cidade de Conceição do Mato Dentro, ainda em Minas Gerais. Durante a observação, Sebastião notou que indicadores do painel do veículo, antes enguiçados, funcionaram perfeitamente, ao mesmo tempo em que o veículo perdia rendimento e velocidade.
"Até nas descidas e retas foi necessário engatar a primeira marcha para garantir o seu avanço".
O ajudante José Geraldo informou que uma espécie de nuvem fraquinha cercava a luz do objeto, quando esta diminuía de intensidade, e quando recolhia seus fachos. Também na base do facho de luz dirigido ao caminhão, Geraldo percebeu uma espécie de cruz, que também foi observada nos relatos dos moradores, em dias anteriores.
Na noite de terça-feira, 27 de maio, metade da população (cerca de 150 pessoas testemunhas) do bairro rural Boa Pastora, de Londrina, a 5 Km de Bandeirantes , observaram objetos luminosos por aproximadamente meia hora. Uma das testemunhas ligou os faróis de um trator e direcionou-os aos objetos, que imediatamente apagaram suas luzes. Ao desligar os faróis, os objetos luminosos voltaram a manobrar sobre a região.
Em 28 de maio, houveram quatro avistamentos. O primeiro dele, ocorrido no Leblon, Rio de Janeiro, por volta das 18:50. A testemunha observa um objeto voador luminoso, manobrando sobre a região do bairro. Pouco depois, por volta das 20:20 hs, no bairro Flamengo, outra testemunha observa um objeto voador luminoso sobrevoando o mar em direção à Niterói (RJ), ao mesmo tempo em que outro objeto luminoso pairava sobre a cidade. Mais ou menos neste horário, outro objeto luminoso é observado por um casal hospedado em um hotel em Monteverde (MG). Por volta da meia noite, outro objeto luminoso é observado, desta vez em Florianópolis (SC). O OVNI, muito luminoso, aproximava-se da Lua Cheia.
Dois dias depois, às 19:20 hs de 29 de maio, outro objeto foi observado em Brasília (DF). Durante 20 minutos, um analista de sistemas observou um objeto voador luminoso, de cor amarela, piscando continuamente fachos de luz vermelha e verde a intervalos regulares. Após alguns movimentos irregulares, o objeto permaneceu estático sobre a Capital Federal. A testemunha, Marcos Antônio Sousa, contatou o CINDACTA que alegou não ter registrado o objeto. Pouco depois, ainda em 29 de maio, um outro objeto luminoso foi avistado. Desta vez sobe São Paulo, Capital. Uma equipe publicitária da Agência Deck (MIXON), que gravava um comercial na região da avenida São João, registrou o objeto que mudava de cor. Em 2 de junho, a mesma testemunha, Marcos Antônio e três amigos, observaram um OVNI luminoso, de cor amarela, idêntico ao avistado dois dias.
Na noite de 3 de junho, outro avistamento ocorre nas proximidades da Fazenda da Batéia, a 5 km de Passa Tempo, Minas Gerais. A testemunha, Paulo Pereira Campos, acompanhado por um vizinho e mais duas crianças, saíam da sede da fazenda, quando observaram um objeto luminoso, esférico, avermelhado, imóvel sobre o pasto. Todos pararam para ver o objeto por um certo tempo. Uma das testemunhas acendeu um cigarro. Imediatamente a luz elevou-se, aproximando-se do grupo que assustado escondeu-se em um bambuzal. Ao correr da luz, as testemunhas sentiram-se pesados e lentos. O objeto pairou durante algum tempo sobre o bambuzal e repentinamente disparou em direção à uma serra próxima, onde permaneceu estático por mais algum tempo. As testemunhas correram para a casa, situada nas proximidades. Ao chegar ficaram a observar o objeto que aparentemente havia pousado no alto de um morro, há 800 metros de distância. Percebia-se dois vultos andando nos arredores do objeto, que emitia uma luz tênue. Ao decolar, o objeto aumentou seu brilho, de forma intensa, elevando-se rapidamente e desaparecendo em alta velocidade.
Nessa mesma noite, por volta das 21:45 hs, moradores do conjunto residencial Parigot de Sousa, em Curitiba, observaram um objeto luminoso arredondado, de cor avermelhada e que girava em torno de seu próprio eixo e que permaneceu estático, por aproximadamente meia hora. No dia seguinte, 4 de junho, outro avistamento ocorreu, por volta das 17:45 hs, no bairro Capão da Imbuia, também em Curitiba. Uma família que trafegava de carro foi acompanhada de perto por um pequeno disco voador. Vários motoristas testemunharam a aparição do estranho objeto que desapareceu em direção ao leste. Em Minas Gerais, na mesma data, houve um avistamento em Montes Claros, Minas Gerais. Por volta do meio dia, um piloto da Cruzeiro do Sul avistou, durante voo, um OVNI que foi logo reportado ao CINDACTA de Brasília. No começo da noite, outro avistamento ocorreu, na desembocadura do rio Amazonas, na baía de Guajará, sendo testemunhado por um grande número de pessoas aglomeradas na amurada do cais do mercado "Ver-o-Peso", em Belém. O jornalista Porfírio da Rocha, do jornal "A Província do Pará", fotografou várias vezes o objeto em duas ocasiões. A primeira do Boulevard Castilho França e depois do alto do prédio do jornal "O Liberal". O objeto, inicialmente intensamente luminoso, fazia pequenos movimentos circulares, sempre voltando à sua posição inicial. Sua cor variava entre o amarelo e o vermelho, ora reduzindo sua luminosidade, voltando ao normal pouco depois. O objeto desapareceu sobre a localidade de Bacarena.
No dia seguinte, em 5 de junho, um grande objeto luminoso é observado nas proximidades da Ilha de Paquetá (RJ). Dois dias depois, em 7 de junho, ocorre uma nova abdução, com Antônio Alves Ferreira, em Mirassol (SP). Neste mesmo dia, em Mangaratiba (RJ), uma professora universitária observa um objeto luminoso nas proximidades do Porto de Sepetiba. Após pairar sobre a região do porto, mais três luzes aproximaram-se do primeiro objeto, circundando-o. O ultimo avistamento, possivelmente incluído na onda de 1986, ocorreu em Mirassol, sendo testemunhado pelo ufólogo Ney Matiel Pires. Por volta das 8:00 hs, vários objetos esféricos luminosos são observadas nas proximidades da cidade.

Reportagens de Jornais
neste link vcs verão todas as reportagens da época

DataHoraLocalTestemunhasTipo de objetoCorVelocidadeMovimentoComentários
117 de maionoiteBairro Freguesia, Rio de Janeiro (RJ)1 testemunhaobjeto luminosoalaranjadadesconhecidadesconhecida--
218 de maio3:30 hsJardim Botânico, Rio de Janeiro (RJ)Ângela Strohscneiderobjetos luminososamarelo-alaranjadadesconhecidavoo em formação--
318 de maio9:12 hsBairro Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)Marcelo Vianadois objetos, um em forma de piãodesconhecidadesconhecidadesconhecido--
419 de maio18:30São José dos Campos (SP)Controlador de voo da torre de São José dos Camposobjetos luminosospredominância de cor vermelha, com mudanças para amarelo, verde e alaranjadoEstáticosNenhumAvistado a olho nú e por binóculos
519 de maio19:00Rio de Janeiro (RJ)Estilista Sonia Grumbachobjeto voador luminosodesconhecidogrande velocidadeaos saltosObservado a olho nú
619 de maio20:15São José dos Campos (SP)Operadores de radarplote na tela de radardesconhecidodesconhecidodesconhecidoRegistro por radar, de longa duração
719 de maio21:08São José dos Campos (SP)Cel. Ozires Silva e comandante Acir Pereira3 objetos luminosos a grande distânciaforte luz amarelada tendendo ara o vermelhoinicialmente parados, depois grande velocidadeinicialmente estático, depois voo retilíneoAvistamento a bordo de aeronave, e confirmado por radar de solo
819 de maiopor volta das 23 horasdesconhecidoTenente aviador Kleber Caldas Marinhoum objeto luminosocor brancaalta velocidademovimento ascendenteAvistamento a bordo de caça, e confirmado por radar de solo e da própria aeronave
919 de maioPor volta das 23 horasProximidades de Anápolis, (GO)Capitão Aviador Armindo de Sousa Viriato de Freitasapenas sinais no radar de bordodesconhecidavariando de estático até Mach 15variável, em sua maioria em zig-zagPiloto fez quatro interceptações por radar, mas não avistou nada. Um dos objetos atingiu Mach 15, registrado pelo radar de bordo.
1019 de maioPor volta das 23 horasLitoral do Rio de JaneiroCapitão Aviador Marcio Brisola Jordãoobjeto luminoso esféricoavermelhadoindeterminadoindeterminadoPiloto foi vetorado pelos controladores para interceptar o objeto, que não aparecia no radar da aeronave.
1119 de maio23:10 hsVila Kosmos, Penha, Rio de Janeiro (RJ)Dr. Silvio Giglio11 objetos esféricos luminososverde, amarelo, prateado, vermelha, azuldesconhecidozig-zag
--
1219 de maionoiteBrasília (DF)José Dantas,Cantor, Compositor e investigadorobjeto luminosoamareladopousando no alto de uma serraindeterminado
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1320 de maio3:00Aerovia enre Guarulhos e GaleãoComandante Geraldo Souza Pinto, co-piloto Nivaldo Barbosa e engenheiro de bordo, Capitão Oscar Machado Jr. (2º/2º GT)objeto luminosodesconhecidoVelocidade variável, inicialmente superior a Mach 5, e depois lentaindeterminadoObjeto captado por radar e posteriormente avistado pela tripulação
1420 de maiodesconhecidoAerovia entre Belo Horizonte e Uberlândiatripulantes e 27 passageiros de avião comercialobjeto luminoso de forma arredondadavermelho, verde e brancadesconhecidodesconhecido--
1520 de maio20:00Bairros Santa Luzia e Ribeirão Pires, Maringa (PR)vários moradoresobjeto esférico luminosovariando entre vermelho e amarelodesconhecidomovimentos laterais--
1621 de maio14:00 hsTeresina (PI)desconhecidoenorme objeto em forma de charutocor chumbodesconhecidodesconhecido--
1721 de maio14:00 hsBairro Alvaro Wayne, Fortaleza, (CE)vários membros da mesma famíliaobjeto com forma de charuto, com quase 200 metros de diâmetrocor chumboAlta velocidademovimentos laterais--
1821 de maio19:00 hsIpuaçu (SP)Kleber Alonso, Alexandre e José Wilker Ramosobjeto voador esférico, leitoso e piscantecor leitosadesconhecidodesconhecido--
1921 de maio19:30Bairro Capuava, Santo André (SP)casalobjeto luminoso que piscavadesconhecidodesconhecidorotação em seu próprio eixo--
2021 de maionoiteMaringá (PR)vários moradores, e alguns cinegrafistas da TV Culturaobjeto luminosovariando entre azul, vermelha e prateadaalta velocidadeora estático, ora deslocando-se em zig-zagO objeto foi filmado pelos cinegrafistas
2122 de maionoiteJardim Botânico, Rio de Janeiro (RJ)Grupo presente em uma comemoraçãoobjeto esféricobranco leitosodesconhecidodesconhecido
2222 de maiologo após a meia noiteBlumenau (SC)vários moradores da cidadevários objetos luminososdesconhecidodesconhecidodesconhecido
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2322 de maio1:00Aerovia entre Brasília e Salvadordesconhecidoobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecidoobjeto avistado a partir da aeronave e captado pelo radar de bordo
2422 de maiomadrugadaAerovia entre Brasília e São PauloTripulantes e passageiros de avião da Tranbrasil, entre eles o Delegado Romeu Tumaobjeto luminosodesconhecidoestimado em 2 mil Km por horadesconhecido
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2522 de maio3:45 hsTabuleiro, (MG)Joaquim Elói e Famíliaobjeto luminoso intensamente iluminadocor verdeinicialmente pousadodesconhecidoDurante  observação, testemunhas ouviram vozes metalizadas comunicando-se em idioma desconhecido
2622 de maio4:00 hsTabuleiro, (MG)Paulo da Silva e Geralda Ferreiraobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecidoDurante a observação ocorreu efeitos eletromagnéticos na lanterna elétrica do casal
2722 de maionoiteMaringá (PR)Vários moradores locais, cinegrafista J. B. Siqueiraobjeto luminoso piscanteavermelhadodesconhecidodesconhecidoobjeto foi filmado
2823 de maio21:00Jacarepagua, Rio de Janeiro (RJ)Carlos Schiller e vizinhoobjeto luminoso piscantevermelha, verdemovimentos horizontais e verticaisrápido--
2923 de maioinício da tardeTabuleiro, (MG)vários moradores locaisobjeto luminoso em forma de bacia, com luzes piscantesluzes verdesdesconhecidodesconhecido--
3023 de maio22:00 hsTabuleiro (MG)vários moradoresobjeto luminoso em forma de bacia, com luzes piscantesluzes verdesmuito rápida
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3124 de maioprimeiros minutos da madrugadaBlumenau (SC)vários moradores dos bairros da Velha e Água Verdeobjeto intensamente luminoso, alternando sua cordesconhecidomuito rapidamente----
3224 de maiomanhãFlorianópolis (SC)várias pessoas na cidade, entre eles José Chaia, advogado da Câmara Municipalobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecido
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3324 de maiodesconhecidoFazenda Paquivira, Macaparana Pernambucodois irmãosdois objetos luminosos que emitiam raios luminososraios luminosos de cor variando entre violeta, amarela e vermelhadesconhecidodesconhecido
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3425 de maioprimeiros minutos da madrugadaItacuruçá (RJ)cinco pessoas em locais diferentesOVNI circular de 20 metros de diâmetrodesconhecidodesconhecidodesconhecido--
3525 de maiodesconhecidoMirassol (SP)1 vigiaobjeto em forma de conemetálicodesconhecidodesconhecidoO abduzido Antônio Carlos Ferreira é novamente abduzido em Mirassol
3627 de maio20 horasSerra do Cipó, entre Conceição do Mato Dentro e Tabuleiro (MG)Um motorista e seu assistenteobjeto luminoso soltando fagulhasdesconhecidadesconhecidadesconhecidaOs instrumentos no painel do veículo, que antes estavam enguiçados, voltaram a funcionar
3727 de maionoiteLondrina (PR)aprox. 150 pessoasobjetos luminososdesconhecidadesconhecidasobrevoando a regiãoUma das testemunhas direcionou faróis de um trator em direção aos objetos que apagaram temporariamente suas luzes
3828 de maio18:50 hsLeblon, Rio de Janeiro (RJ)1 testemunhaobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecido--
3928 de maio22:20 hsBairro Flamengo, Rio de Janeiro (RJ)1 testemunhaobjeto luminosodesconhecidoestáticoestático--
4028 de maio22:20 hsMonteverde (MG)1 casalobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecido--
4129 de maioprimeiros minutos da madrugadaFlorianópolis2 pessoasobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecido--
4229 de maio19:20 hsBrasília (DF)1 analista de sistemasobjeto luminosoamarelada, com facho de luz vermelha e verdeora estático, ora em movimentoestático
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4329 de maionoiteSão Paulo  (SP)Equipe de cinegrafistasobjeto luminosomudando de corestáticoestáticoEquipe de cinegrafistas avista e filma um objeto intensamente iluminado
442 de junhonoiteBrasília (DF)1 analista de sistemas e três amigosobjeto luminosoamarelada, com facho de luz vermelha e verdedesconhecidodesconhecido
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453 de junhonoiteFazenda da Batéia, Passa Tempo (MG)4 pessoasobjeto luminoso esféricoavermelhadoinicialmente estáticoInicialmente estáticoDurante o avistamento, uma das testemunhas acende um cigarro e o OVNI aproxima-se rapidamente, assustando as testemunhas. Dois vultos foram observados no objeto
463 de junho21:45 hsConjunto Parigot de Sousa,  Curitiba (PR)moradores de conjunto residencialobjeto luminoso arredondadocor vermelhagirava em torno de seu próprio eixoestático
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474 de junho17:45 hsBairro Campão da Imbuia, Curitiba (PR)4 pessoas de uma família e pessoas que passavam pelo localpequeno disco voador achatadodesconhecidovelocidade variáveldiversos movimentosDisco voador acompanhou carro trafegando em avenida
484 de junhomeio diaMontes Claros (MG)pilotos de avião da Cruzeiro do Suldesconhecidodesconhecidodesconhecidodesconhecidodesconhecido
494 de junhocomeço da noiteFoz do rio Guajará, Belém (PA)grande número de pessoas, nas proximidades do mercado "Ver-o-peso"objeto intensamente luminosoEntre amarelo e vermelho e variando a velocidadedesconhecidomovimentos circulares
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505 de junhodesconhecidoIlha de Paquetá, Rio de Janeirodesconhecidoobjeto luminosodesconhecidodesconhecidodesconhecido
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517 de junhodesconhecidoMirassol, (SP)1 vigiadesconhecidodesconhecidodesconhecidodesconhecidoMais uma abdução de Antônio Carlos Ferreira
527 de junhodesconhecidoMangaratiba, (RJ)1 professora universitária4 objetos luminososdesconhecidodesconhecidodesconhecido
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5315 de maioentre 8 e 8:10Mirassol, (SP)várias testemunhasvários objetos luminososdesconhecidodesconhecidodesconhecido
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