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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Células cerebrais se assemelham a um pequeno universo




No Taoismo, o corpo humano é visto como um pequeno universo, como um microcosmo. Após um investimento bilionário feito nos EUA para pesquisar o funcionamento do cérebro, as correlações entre as células cerebrais e o universo continuam a surgir.
As duas imagens abaixo ilustram as semelhanças. A primeira imagem mostra a rede neural de uma célula do cérebro, e a segunda mostra a distribuição da matéria escura no universo, simulada pelo Simulador Millenium.
Simulação do padrão neural das células cerebrais (Shutterstock)
Simulação do padrão neural das células cerebrais (Shutterstock)
Distribuição em grande escala de galáxias (matérias luminosas), obtido na através do Simulador Millenium
Distribuição em grande escala de galáxias (matérias luminosas), obtido na através do Simulador Millenium
As imagens mostram uma semelhança estrutural em termos de conexões e distribuição da matéria no cérebro e no universo. A foto de cima é uma visão microcósmica, e a de baixo, macrocósmica. Seguindo esta linha, o cérebro é como um microcosmo.
Um estudo conduzido por Dmitri Krioukov, da Universidade da Califórnia, e um time de pesquisadores, foi publicado na revista Nature no ano passado, e mostra as semelhanças entre as redes neurais do cérebro e as ligações entre as galáxias.
A equipe de Krioukov criou uma simulação de computador que tornou o universo conhecido em algo pequeno, em unidades subatômicas de espaço-tempo, explicou a Live Science. A simulação adicionava outras unidades de espaço-tempo ao longo do progresso da história do universo. As interações entre as matérias nas galáxias é similar às interações que compõem as redes neurais no cérebro humano.
O físico Kevin Bassler, da Universidade de Houston, que não estava envolvido no estudo, contou à Live Science que o estudo sugere que há uma lei fundamental que rege essas redes.
Em maio de 2011, Seyed Hadi Anjamrooz, da Universidade Kerman de Ciências Médicas, e outros cientistas médicos iranianos, publicaram um artigo no jornal internacional de Ciências Físicas sobre as similaridades entre as células e o universo.
Eles explicam que um buraco negro se assemelha ao núcleo celular. O horizonte de eventos de um buraco negro, uma espécie de ponto de não retorno onde a força gravitacional suga objetos para dentro do buraco, também de assemelha à membrana nuclear.
O horizonte de eventos possui duas camadas, assim como a membrana nuclear. Bem como o horizonte de eventos, que impede que qualquer coisa que entre saia, a membrana nuclear separa os fluidos celulares, impedindo que se misturem, e regula a troca de matérias entre o lado de dentro e de fora do núcleo. Ambos os buracos negros e as células emitem focos de radiação eletromagnética, entre outras semelhanças.
Os pesquisadores escreveram: “Quase tudo o que existe no macrouniverso é espelhado em uma célula, como um microuniverso. Simplificando, o universo pode ser retratado como uma célula”.
Epoch Times