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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Descoberta a identidade de múmia de monge budista. Ele não está vivo


Há duas semanas, o mundo recebeu com surpresa a notícia sobre a descoberta na Mongólia de uma múmia de 200 anos, que, dado o grau de preservação do corpo, budistas disseram que ele não estava morto, mas em estado profundo de meditação. Agora, especialistas apontam a identidade do monge.

Segundo o jornal local “Mongolia Morning Newspaper” (que primeiro noticiou a descoberta da múmia), estudiosos estão certos que se trata de Tsorzh Sanzhzhav, que viveu há 200 anos. Ele foi o discípulo de um dos maiores mestres budistas e foi enterrado ao lado de seu mestre, até ser encontrado por ladrões, no fim de janeiro.



O mestre de Sanzhzhav foi a Encarnação de Sua Santidade Ovgon Geser Lama, reverenciado em toda a região e cuja sepultura, em uma caverna nas montanhas do distrito de Arkhangai, é visitada anualmente por peregrinos. A identidade de Sanzhzhav foi descoberta após policiais visitarem o local e perceberem a falta do corpo mumificado.

Uma investigação está em curso e um caso criminal está sendo elaborado contra um homem de 45 anos que teria roubado a múmia e pretendia vendê-la por cerca de US$ 100 mil.

Ganhugiyn Purevbat, fundador do Instituto de Arte Budista da Mongólia, disse ter certeza que o corpo mumificado é de Sanzhzhav. Logo após o anúncio da descoberta, no dia 27 de janeiro, funcionários do centro foram enviados a Arkhangai para investigar se o caso era de roubo.

— Eu tinha esperança de estar errado sobre Sanzhzhav. Entretanto, um comitê especial descobriu que o corpo pertence a Tsorzh Sanzhzhav — disse Purevbat. — Antes, eu disse que talvez o Lama não estivesse morto, mas em profunda meditação na antiga tradição dos lamas budistas. Mas não é isso. Tsorzh Sanzhzhav e seu professor foram especialmente enterrados dessa forma.

— Tsorzh Sanzhzhav era um discípulo próximo da Encarnação de Sua Santidade Ovgon Geser Lama

A múmia está sendo guardada no Centro Nacional de Perícia Forense, na capital da Mongólia, Ulan Bator, recebendo visitas de religiosos que acreditam que ele seja uma entidade sagrada. Segundo Purevbat, ela será limpa e devolvida a sua timba, no alto das montanhas em Arkhangai.
O GLOBO