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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015



O artefato de Coso

O artefato de Coso (Internet)



Ao recolher amostras de rochas para sua loja durante uma expedição em 1961, os caçadores de tesouros Wallace Lane, Virginia Maxey e Mike Mikesell depararam-se com um estranho artefato no topo das montanhas de Coso, na Califórnia, EUA.
O grupo prosseguia em sua habitual pesquisa de campo procurando geodos para sua loja. Mas no dia seguinte, quando Mikesell começou a cortar os fragmentos recolhidos para prepará-los para exibição, um espécime revelou-se tão duro que arruinou sua nova serra de diamante. Em vez de uma camada de cristal de quartzo normalmente presente no interior de um geodo, ele encontrou um componente similar à porcelana incorporado na rocha.
Maxey contatou um geólogo que, analisando a fossilização em torno do espécime, datou a pedra como sendo um artefato de 100 mil a 500 mil anos. Sem saber o que fazer em seguida com sua inesperada descoberta, o grupo enviou seu artefato à Sociedade Charles Ford, que por sua vez utilizou raios-x capazes de acrescentar mais detalhes sobre o objeto.
Investigadores ficaram espantados ao verificar que o componente encontrado no interior exibe um nível tecnológico similar ao nível de nossa civilização presente. Este achado sugere que uma cultura antiga possa ter adquirido capacidades técnicas semelhantes às da era atual.
Naturalmente, nem todos acreditaram na história deste antigo artefato. Em particular, os investigadores Pierre Stromberg e Paul Heinrich insistiram que o achado era simplesmente uma vela de motor moderna. Eles afirmaram que ela poderia ter ficado presa no cimento ferroso formado pela oxidação do objeto, ganhando a aparência de uma relíquia antiga.
À medida que a investigação do artefato de Coso continuava, os raios-x do objeto foram enviados para quatro colecionadores de velas de ignição nos EUA para testar a teoria da “vela de ignição”.
Raio-x do artefato de Coso (Internet)
Raio-x do artefato de Coso (Internet)
Em 1999, Chad Windham, presidente dos Colecionadores de Velas de Ignição da América (SPCA), que inicialmente pensou que os raios-x eram uma gozação com a comunidade de colecionadores, concluiu que o espécime era na realidade uma vela de ignição do modelo Champion dos anos 1920. Ele identificou o artefato como um tipo de vela que seria encontrada no Modelo T da Ford. Assim, muitos concluíram que o item era apenas um componente de um veículo antigo que esteve nas montanhas.
No entanto, muitos insistem que o componente incorporado na rocha exibe diferenças notáveis em relação à vela descrita por Winham. Eles apontam que uma mola ou hélice em uma das extremidades do artefato não está presente na vela moderna sugerida. Alguns acreditam que o componente possa ser uma peça abandonada de uma máquina do tempo. Contudo, estudos mais exaustivos do espécime são agora impossíveis, pois o paradeiro do artefato de Coso, como é o caso com muitos Ooparts polêmicos, permanece desconhecido.