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quinta-feira, 12 de março de 2015

Bateria de 2 mil anos permanece um enigma para cientistas

Uma ilustração das Baterias de Bagdá pelo acervo de imagens do Museu de Artefatos. (Ironie/Wikimedia Commons) Ao fundo, o mapa atual das áreas vizinhas de Bagdá, Iraque (Cmcderm1/iStock/Thinkstock)


As chamadas baterias de Bagdá são artefatos encontrados pelo arqueólogo alemão Wilhelm Konig em 1938 nos arredores de Bagdá, Iraque. Réplicas deste artefato provam que ele é capaz de gerar mais de 1 volt de eletricidade. O intrigantes é que, segundo investigações, estas baterias possuem 2 mil anos, e foram criadas muito antes dos seres humanos imaginarem que tal objeto poderia existir.
Em grande parte dos casos, os céticos buscam explicações para os Ooparts em fenômenos naturais. No caso das baterias de Bagdá, está claro que foram feitas por humanos e que podem produzir eletricidade. Porém, o real objetivo que impulsionou a criação do artefato há 2 mil anos, permanece um mistério.
“As baterias sempre atraíram interesse de curiosos”, disse Dr. Paul Craddock, um especialista em metalurgia do Museu Britânico, à BBC em 2003. “Elas são únicas. Até aonde sabemos, ninguém encontrou nada parecido. São coisas estranhas; são um tipo de enigma da vida.”
Elas são compostas por vasos de barro e rolhas de asfalto. Possuem barras de ferro cobertas de cobre que perfuram a rolha. As jarras são preenchidas com vinagre, vinho ou alguma substancia ácida, tal como mostrado pela corrosão do interior. Vinagre ou qualquer outra solução eletrolítica poderia ter ajudado o dispositivo a gerar eletricidade.
A Smith College, em Massachusetts, reproduziu o dispositivo. Um post no site da faculdade explica: “Não há nenhum registro escrito sobre a função exata do frasco, mas o melhor palpite é que ele era um tipo de bateria. Os cientistas acreditam que as baterias (se é que essa era sua real função) eram usadas para galvanizar itens, e para colocar uma camada de metal (ouro) na superfície de outro (prata), uma prática que ainda é utilizada no Iraque atualmente.”