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quinta-feira, 5 de março de 2015

- Caso Paulo Coutinho

Um impressionante caso de abdução ocorrido no bairro Aricanduva, em São Paulo, em 23 de junho de 1976


Retrato falado dos tripulantes observados durante a abdução de Paulo Coutinho
 
Introdução
Dados sobre o episódio:
  • A testemunha: Paulo Coutinho, estudante, de 37 anos de idade (na ocasião do rapto), quarto filho do casal Maria Coutinho e José Coutinho (de 59 anos de idade, aposentado).
  • Local do seqüestro: Rua Moisés Marx, uma das principais do populoso bairro de Aricanduva. Este bairro fica na cidade de São Paulo, a uma distância de aproximadamente 12 a 15 km do centro.
  • Residência da testemunha: Rua Júlio Colaço, nº 399, Vila Aricanduva – São Paulo (Capital), distante cerca de 700 metros do local do seqüestro.
  • Datas:
  1. Do seqüestro: 23 de junho de 1976, aproximadamente às 24 horas;
  2. Da devolução do seqüestrado: 24 de junho de 1976, cerca de 20 horas após o rapto;
  3. Da pesquisa: 16 a 24 de outubro de 1976; 26 de março e 15 de maio de 1977.
Agradecimento: O nosso agradecimento vai para os familiares de Paulo e para Carlos Artur Ribeiro da Rocha (que mui habilmente nos informou sobre o presente caso, alem de também outros). Passamos agora a narrar o episódio propriamente dito, e chamamos a atenção dos leitores, para as importantes peculiaridades de que o mesmo se reveste.
O Episódio
Antecedentes: Paulo Coutinho freqüentava o segundo ano, na escola Zalina Rocha, em horário noturno. Esta escola fica situada na Rua Dr. Luiz Carlos, distante cerca de três quadras da sua residência.
No dia do incidente Paulo havia saído de casa cerca de 18:45 hs. Antes de seguir para o colégio, ele passou pela casa de sua namorada, que estuda no mesmo estabelecimento. Ambos chegaram à escola por volta das 19:25 hs.
OBS.:Instado por nós a fazer um relato minucioso de tudo o que se passou naquela noite, Paulo narrou um fato interessante: Entre 21:15 hs e 22:45 hs, ele havia feito uma prova de matemática. Normalmente, nesta matéria, ele obtinha a nota mínima(“D”). Entretanto, na prova que mencionamos, Paulo conseguiu, inexplicavelmente, a nota máxima (“A”).
Paulo e sua namorada saíram do colégio, aproximadamente às 23:30 hs. Ele deixou a moça em casa e se dirigia para a residência dele.
Seu trajeto era a Rua Moisés Marx, que alcançou, aproximadamente, às 23:45 hs. Conforme se pode observar em algumas fotos que acompanham o texto, essa rua apresenta uma topografia irregular, com altos e baixos; ela passa pela igreja de São Pedro, segundo uma orientação leste-oeste, e apruma-se a seguir, em direção ao centro da cidade de São Paulo.
OBS.:O colégio estadual de Vila Aricanduva (CEVA) Zalina Rocha, situado na esquina das ruas Dr. Luiz Carlos e Prof.  Miguel Russiano, serve a aproximadamente 2 mil alunos, oriundos não só daquele bairro, como também, das vilas Guilhermina, Artur Alvim, Matilde Dalila e Cidade Patriarca.
Calcula Paulo haver deixado a escola às 23:30 hs em companhia de sua namorada, que deixou às 23:45 hs, na esquina da rua onde a mesma residia. Isto foi confirmado, posteriormente pela mãe da moça, que a aguardava naquela ponto e acrescentou que o encontro ocorrera por volta de 23:45 hs. Cronometrando-se o tempo que se gasta para ir daquela esquina até o local do seqüestro (assinado no mapa), evidencia-se que Paulo deve ter gasto, no percurso, uns 4 min, o que indica ter o incidente ocorrido aproximadamente às 23:47 hs.
Descrição do episódio: Paulo caminhava na direção leste-oeste, na calçada direita da rua Moisés Marx. De repente, a um ângulo de aproximadamente 60º acima do horizonte, ele avistou uma luz branca. Aparentemente, esta luz se afastava em direção ao centro  da cidade.
O estudante parou para observar melhor a estranha luz. Nisto, percebeu que, ao invés de afastar-se, a luminosidade inverteu seu movimento e rapidamente aproximou-se do rapaz. Assustado, Paulo procurou afastar-se depressa do local. Só então notou que isto já não era mais possível. Repentinamente, sentiu-se impedido de fazer qualquer movimento com os membros e com o resto do corpo. A única exceção eram seus olhos, por meio dos quais continuou a acompanhar a vertiginosa aproximação da luz.
Durante os dois segundos seguintes, a luminosidade aproximou-se o suficiente para se distinguir sua forma. Tinha o feitio de uma esfera de aproximadamente 2m de diâmetro. A lua, antes branca, mudara para uma tonalidade alaranjada (comparável à do padrão Letrafilm 280 M). A esfera baixou ao nível do solo, sobre a calçada, distando cerca de 6 m de Paulo. O objeto luminoso ficou perto da murada das casas e jardins. Mais tarde, Paulo se lembrou de que a luz da esfera iluminava um arbusto que se erguia a uns 80 cm acima do muro.
Paulo acredita que ficou imobilizado e observando o objeto por uns 2 ou 3 minutos. Gradualmente, a luz da esfera foi desaparecendo. Após o total desaparecimento, surgiu, em lugar da esfera, a figura de um indivíduo anão, com uma estatura aproximada de 90 cm. A sua cabeça era exageradamente grande, com cerca de 30 cm de diâmetro, ocupando quase um terço do volume do corpo.
Os olhos mediam aproximadamente 3 cm de diâmetro. Embora proporcional ao tamanho da cabeça, eram bem maiores que o olho humano comum. A esclerótica era grande e branca. Sobressaía no centro do olho a pupila, também grande, e cercada por íris de um azul pálido. A cabeça do estranho ser era totalmente calva. Paulo continuava imobilizado. Durante uns 2 ou 3 minutos, ele e o anão ficaram se observando mutuamente. O estudante pôde então distinguir tais pormenores graças à luz de mercúrio, oriunda de um poste de iluminação pública, que ficava próximo. Ele pôde notar, também, que as feições da criatura não se pareciam com as de um terrestre. O anão apresentava um nariz feio, arrebitado, como um focinho de porco; a boca era relativamente pequena e ele vestia um macacão de tecido bem grosso, sem nenhuma emenda, de cor cinza-azulada.
Em seguida, sem que ele próprio pudesse achar uma explicação para o seu gesto, Paulo começou a movimentar-se na direção daquela ser. Prosseguiu até reduzir a distância entre ambos, de 6 metros, para apenas 50 cm. Depois, colocou-se do lado esquerdo do ser, paralelamente a este (nesta posição, ele fica entre o anão e o muro). Paulo havia dado, portanto, uma volta de 180º com o corpo. Tudo isto ele percebeu apenas com os olhos, uma vez que se encontrava totalmente impedido de fazer outros movimentos, além dos descritos.
Uma viagem
Paulo e o anão estavam postados na Rua Moisés Marx, no sentido leste, adiante deles ficava a Igreja de São Pedro. O estudante observou então que a igreja começou a situar-se lentamente num plano inferior ao dele. Dirigindo o olhar para o plano da rua, Paulo notou que outro se afastava cada vez mais. A princípio, duvidou que isto significasse a elevação do seu corpo, no ar. Mas, percebeu de soslaio que o ser ao seu lado também acompanhava esse movimento de ascensão. Logo notou que ambos ultrapassavam a altura dos postes de iluminação, que possuem aproximadamente 20 metros de comprimento. A elevação dos dois processou-se lentamente, até alcançarem uma altura de uns 30 m. Isto aconteceu num intervalo de aproximadamente 10 ou 15 segundos.
A seguir, a ascensão tomou um ritmo vertiginoso. Paulo notou isto porque viu a Terra distanciar-se deles em poucos segundos. O nosso planeta apresentou-se com a forma de um globo, com uma das metades preta (à esquerda), e a outra azul.
O estudante acredita que avançaram no espaço por mais 25 ou 30 segundos. Nesse instante, ele começou a perceber um objeto à distância. Esse objeto possuía a forma de um charuto, com uns 200 ou 300 metros de comprimento; a sua cor era de um vermelho cintilante. Este cilindro estava colocado horizontalmente em relação ao campo visual de Paulo.
Dentro de uma nave
Paulo e o ser extraterrestre aproximaram-se então vagarosamente do cilindro. Nesse instante, a cor do objeto mudou para cinza claro (padrão Letrafilm 171 M). No centro do cilindro, havia uma certa marca retangular de cor cinza escura (padrão Letrafilm 230 M). O rapaz e seu acompanhante chegaram perto desta marca e, por ela, passaram para o interior do cilindro. Paulo acreditava que o fato aconteceu desta forma, pois ignora a maneira exata como se deu a passagem. Lembre-se apenas de que sentia uma tonteira, e, repentinamente, encontrou-se estendido sobre um chão poroso, no interior de um círculo cinza escuro (padrão Letrafilm 174 M). Ele notou que se achava em um cômodo quadrado, com certa de 3 metros de lado. As paredes e o chão do compartimento eram de cor cinza clara.
Ao lado do estudante, havia mais dois anões, de pé, além daquele que o trouxera para a nave. As feições destes dois outros seres eram idênticos às do primeiro. Porém, diferiam um pouco na altura, pois um deles era mais alto que o outro. Além disso, apresentavam pequenas diferenças características nos traços do rosto.
Retrato falado dos tripulantes observados durante a abdução de Paulo Coutinho
Duvidando ainda que estivesse vivendo  um fato real, Paulo quis colocar-se de pé. Ele desejava tocar nos estranhos com as próprias mãos, para se convencer melhor de tudo. Entretanto, não conseguiu ficar de pé. A altura do quarto onde se achava era de aproximadamente 1,20m, e a estatura de Paulo é de 1,74m. Assim, o rapaz viu-se forçado a ficar de joelhos no chão. Quando tentou colocar as mãos nos extraterrestres, este gesto também foi impedido, porque, repentinamente, o estudante viu-se de novo imobilizado. Simultaneamente, surgiu na mente de Paulo esta mensagem: “Nós não vamos fazer coisa alguma contra você. Assim, também, não tente coisa alguma contra nós!”. Uma vez que este pensamento não se originava de seu próprio raciocínio, Paulo julgou que a idéia estava sendo emitida para ele, pela mente de um dos extraterrestres.
OBS.: Paulo não fez referência, em nenhum momento, a qualquer aparelho, nas mãos dos astronautas, que se pudesse responsabilizar pela paralisação que sofreu: quer no interior da nave, quer ainda na Terra, na rua Moisés Marx, quando foi seqüestrado. Nestas condições, não podemos dar aos estudantes nenhuma das explicações oferecidas em casos semelhantes, discutidos, às vezes, sob título “Efeitos fisiológicos de raios”, como nos casos relatados nos Boletins da SBEDV, nº42/44 (pág. 1 e 2), 48/50 (pág.:6 a 7), 54 (pág.: 19), 55/59 (pág.: 13 à 15), 66/68 (pág.: 89 a 90), 74/79 (pág.: 25 a 26), 80 (pág.: 22) e 94/98 (pág. 7)
Logo em seguida, nova mensagem surgiu na mente de Paulo: “Siga-nos”!. Dois seres, à sua frente, dirigiram-se em direção à uma das paredes do quarto. Paulo acompanhou-os, tendo, à sua direita, o mesmo anão que o raptara. Os movimentos de Paulo agora haviam recuperado a liberdade. Contudo, enquanto os seres moviam-se com destreza, Paulo arrastava-se penosamente de joelhos. Na parede em frente, repentinamente a parte central desapareceu, deixando um vão de aproximadamente 2m. Por esta abertura, todo o grupo atravessou para uma sala contígua.
Esta sala era mais extensa que a anterior, também quadrada, apresentando cerca de 10 m de lado. Entretanto, a altura era idêntica à do quarto, e, como neste, havia superfícies curvilíneas de encontro (concordância) entre as paredes e entre estas e o teto. Não havia, nesses locais, as linhas retas (arestas) usuais. A cor e abertura do chão e das paredes eram conforme as do quarto. Nesta sala havia mais seis criaturas. Tais seres apresentavam aspecto semelhante ao daquele que acompanhava Paulo. Ao todo, havia agora nove tripulantes. Conforme o estudante notou, um dos tripulantes estava encostado à parede e de tal modo que à sua direita ficava a abertura por onde o grupo havia penetrado. Este ser tinha uma das mãos colocada numa saliência da parede. Com o desenrolar dos acontecimentos, Paulo interpretou que esta saliência seria um posto de comunicação interna com outros compartimentos da nave. O estudante arrastou-se em direção à parede oposta à que lhe servira de passagem. Quando faltavam cerca de 2 metros para chegar até a mesa, recebeu ordem (telepática) para permanecer onde estava. Obedeceu à ordem e sentou-se para mais bem se acomodar.
A Morfologia dos extraterrestres
Paulo achou esta sala arejada. Isto porque sentia o frio do suor que lhe corria pelo rosto e pelo corpo (devido ao medo que estava experimentando). Observando mais atentamente os tripulantes da nave, notou que todos usavam roupas iguais às dos outros que o introduziram na sala. Todos vestiam macacões de um tecido cinza azulado (Letrafilm 115 M), fechado no pescoço e nos punhos. Usavam sapatos de cor prateada, com sola inteiriça, lisa, grossa e bicuda. Entretanto, tamanho dos calçados, de aproximadamente 27 cm de comprimento, era desproporcional em relação à reduzida altura dos anões (cerca de 90 cm). Contudo, os cinco dedos visíveis, das mãos, eram de dimensões bem proporcionais em relação aos corpos. Todos os tripulantes eram calvos, à semelhança dos anteriores. Possuíam pele branca, e ombros largos. Os olhos eram também grandes, com esclerótica branca e íris de um azul claro, quase branco. Impressionava bastante o formato amendoado, que possuíam os olhos, com diâmetro de uns 3 cm, conforme anteriormente mencionamos. Todos possuíam o mesmo tipo de nariz arrebitado. Apresentava uma fronte ampla, com duas protuberâncias, sendo que a da esquerda se acentuava mais que a do lado direito. A pele de seus rostos parecia mais sólida que a dos terrestres, rugosa, comparável à das palmas das mãos (conforme interpretação do próprio Paulo). Na boca, não se enxergavam os dentes, uma vez que não a abriam o suficiente para que fossem vistos, e nem sorriam. Entretanto, dentre  os seis tripulantes que se encontravam na sala, havia três que apresentavam feições mais harmoniosas e delicadas. As suas orelhas, ao invés de seres bicudas e grandes como as dos demais, eram menores, bem formadas com o pavilhão auricular de forma quase circular. Como se soube mais tarde, estes últimos tipos de tripulantes corresponderiam à mulheres daqueles extraterrestres.
OBS.: O leitor já deve ter reparado os croquis explicativos, de boa qualidade, que acompanham o texto. Estas ilustrações foram feitas por Paulo. Isto contribui enormemente para a pesquisa, não só do caso em foco mas também talvez para outros que vierem eventualmente a ocorrer, para o futuro, especialmente os que se referirem à seres extraterrestres semelhantes aos agora descritos.
Transmissão de pensamento comanda uma tela de projeção
Pelos cálculos de Paulo, ele teria permanecido cerca de 40 a 60 segundos naquela sala, quando se lembrou com saudade, então, da ultima pessoa que lhe havia feito companhia na Terra, a sua namorada. Nesse momento, na parede à sua frente, iluminou-se como que uma tela, com cerca de 2 metros de largura. Nela surgiu uma imagem tridimensional, a cores, mostrando a namorada a caminhar, durante o dia, e de tal modo que a distância entre eles parecia ser de aproximadamente 1 metro.
Como ele havia deixado à noite, e como julgava que ele havia sido raptado há cerca de 15 minutos passados, Paulo concluiu que a projeção à sua frente significava apenas uma filmagem (ou cena gravada) de sua namorada, e não uma transmissão ao vivo.
Em seguida viu ainda, na mesma “tela”, dois colegas seus, do colégio, que estavam de motocicleta. A cena se passava também durante o dia e os dois rapazes perseguiam nas ruas um balão de festas juninas. Reconheceu Paulo, no quadro uma rua que ficava perto de sua casa. Paulo irritou-se por ver os amigos a se divertirem, ao invés de estarem à sua procura.
OBS.: Achamos esquisita essa reação de Paulo, uma vez que, no caso anterior, de sua namorada, ele já havia entendido que se tratava de um filme gravado.
Com tristeza, lembrou-se também dos pais. No mesmo instante, estes apareceram também na tela. Primeiramente, o rapaz viu que sua mãe, chorando, e depois viu o pai, inquieto e preocupado, ambos no interior de sua residência.
Observando tudo isso, Paulo virou-se para que os seres que lhe faziam companhia e perguntou-lhes revoltado, em português, alto e bom som: “Que querem vocês comigo?”. Como se fosse uma resposta, surgiu na mente do rapaz esta idéia:”Fique tranqüilo; nós não vamos lhe fazer mal...”.
Paulo arriscou, então a seguinte pergunta aos extraterrestres: O que vocês vêm fazer aqui, na Terra?”. A resposta veio em forma idêntica às anteriores, através do pensamento: “Estamos estudando como a vida surgiu, nos planetas e no Universo. Estamos também aqui para ajudar...”.
“E Deus existe?, perguntou Paulo. Teve a impressão de que a resposta foi “Sim”. Contudo, ficou na dúvida se sua pergunta havia sido compreendida. Na tela, Paulo viu ainda o acoplamento de um foguete americano, com outro russo, no espaço. Aliás, ele já havia observado isto no aparelho de televisão de sua casa e, posteriormente, recebera, na escola, explicações a respeito do assunto, feito por um de seus professores. Paulo perguntou ainda aos tripulantes da nave se era bom o grau de tecnologia terrestre. Foi-lhe respondido mentalmente: “Se todos os países do planeta unissem seus esforços, em comum, o resultado teria um alcance muito maior. Este era o caso daqueles seres, habitantes de um outro sistema estelar, também assinalado graficamente em uma das projeções na tela.
Paulo pediu, então, para ver a Terra. De imediato, o nosso planeta apareceu com um diâmetro de uns 50 cm, numa tonalidade azul, com uma faixa preta colocada agora do lado direito. Em seguida, a Terra começou a diminuir rapidamente, até desaparecer em cerca de um segundo, como se velozmente se afastasse.
Métodos de educação e algumas das finalidades de uma raça de extraterrestres
Na ocasião, Paulo se lembrou de ter visto no aparelho de televisão de sua casa, um filme de ficção chamado “Perdidos no Espaço”. Perguntou então, ao seu cicerone, se eles também empregavam robôs como os que vira no filme. A resposta foi “Não”, mas que os seres que acabava de conhecer eram preparados.cada um, cuidadosamente, para uma tarefa específica, a qual desempenhariam mais tarde. Assim, para se criar um novo ser, tanto a mulher como o homem doavam a parte genética necessária, em um laboratório constituído especialmente para tal finalidade. A nova criatura seria então criada e preparada, nesse laboratório, para as suas tarefas.
Todas essas explicações mentais transmitidas a Paulo eram simultaneamente acompanhadas de projeções explicativas no vídeo. Dessa maneira, lhe foi também chamada a atenção para as diferenças existentes entre os homens e as mulheres daquela raça extraterrestre.
O próprio guia, que o acompanhava, assegurou que ele mesmo havia sido preparado para uma tarefa de comunicação com outros seres. Naquele momento, ele estava, portanto exercendo sua tarefa junto a Paulo.
OBS.:Pelo resumo dos conhecimentos mais recentes sobre o “raciocínio, aprendizagem e esquecimento” (Denken, Lernen vergessen”) do cérebro humano, segundo o livro do Frederic Vester (Deutsche Verlags-Anstalt, Stuttgart – 1975), são de capital importância os três primeiros meses de vida.Durante eles ainda se formam as células nervosas, até que alcancem 15 bilhões, chegando 500.000 km de comprimento a soma das suas conexões. A característica destas conexões, que representará em nossa vida a maneira de raciocinar e de agir (diferente para cada um), depende entretanto da maneira como são estabelecidas estas conexões nervosas. Este estabelecimento das conexões nervosas depende das impressões externas que o lactante recebe nos três primeiros meses de vida. Assim estaria confirmada a importância destas influências externas sobre a criança, no que diz respeito às tendências e afinidades na sua futura vida de adulto.
À pergunta de Paulo, “porque os extraterrestres não descem em massa, na Terra?” lhe foi explicado que segue. “Enquanto o globo terrestre permanecesse dividido, um gesto assim provocaria uma guerra, o que os extraterrestres queriam evitar. Poderiam descer em massa, para ajudar. Mas, somente quando a Terra fosse uma única unidade, porque não queriam se envolver em facções. Existiam ainda milhões de planetas com vida, onde faziam também suas pesquisas.
Observações com relação à comunicação por telepatia
O guia de Paulo afastou-se e acercou-se do indivíduo postado no aparelho, que provavelmente era de comunicação. Os dois extraterrestres olharam-se, reciprocamente, durante 2 ou 3 minutos, em silêncio.
NOTA: (Todos os acontecimentos, nas duas salas, haviam se desenrolado, até então, no mais profundo silêncio, conforme explicou Paulo. As únicas exceções foram a exclamação e as perguntas expressadas por Paulo, em voz alta. O leitor deve lembrar-se de comunicação idêntica à do presente caso, descrita no livro de Antônio Rossi “Em um disco voador visitei outro planeta”. Leia-se também a página 36 do Boletim Especial de 1975, da SBEDV).
Em seguida, o ser que era guia de Paulo colocou a palma da mão no aparelho da parede. Depois, olhou para uma das três moças extraterrestres presentes. Ela voltou-se e encarou o seu interlocutor mental. Depois, encaminhou-se para a parede oposta, onde se abriu uma passagem com largura de 1m aproximadamente. Por esta abertura percebia-se, além, um corredor banhado de uma luminosidade avermelhada. Após a moça haver passado para o tal corredor, a parede fechou-se novamente.
Um exame médico
Enquanto isso acontecia, o guia extraterrestre voltara pra junto de Paulo. Quando indagou sobre o que significavam esses últimos acontecimentos, Paulo não obteve resposta. Entretanto, o globo terrestre reapareceu na tela, por momentos, levando cerca de 1 segundo para alcançar o diâmetro de uns 50 cms, diminuindo e desaparecendo em seguida. Nesse instante, retornou a moça que havia deixado a sala momentos antes. Agora, ela se encontrava acompanhada por mais um anão extraterrestre. A esta altura, a sala já continha onze pessoas, incluindo-se Paulo. Este recebeu, então, a mensagem de acompanhar de novo o seu guia. O estudante, o seu guia e o novo personagem masculino que penetrara na sala, movimentaram-se em direção à parede. Ali surgiu de novo a passagem inicial, utilizada anteriormente por Paulo e seus três acompanhantes. Novamente, pelo vão de aproximadamente 1 metro, os três passaram pelo centro da parede, para o quarto anterior.
Ali, Paulo ficou outra vez de joelhos, no chão, dentro daquele círculo cinza escuro, já mencionado. A seguir, da parede lateral, destacou-se uma espécie de maca. Esta padiola veio horizontalmente, flutuando a uma altura de uns 17 cms do chão, na direção de Paulo. O corpo do estudante começou também a flutuar acima do chão. A maca passou automaticamente por baixo do corpo do rapaz, a fim de sustentá-lo. Paulo estendeu a pernas, de modo que todo o seu corpo ficou apoiado na tal maca.
O extraterrestre recém chegado, que havia também acompanhado Paulo para o quarto, começou a passar a mão pelo corpo do estudante. Iniciou os movimentos pela perna esquerda, a uma distância de aproximadamente 5 cm. Entre a mão do extraterrestre e a pele de Paulo, formava-se uma luz branca e forte, que deixava eriçados os pelos da pele do rapaz. Em seguida, a mão do tripulante foi assim percorrendo o lado esquerdo, passando pela mão, pelo braço e pelo ombro, até a cabeça de Paulo. Daí, então inverteu o movimento e, de mesma forma, percorreu o lado direito de Paulo, até o pé.
Paulo indagou o que aquilo significava. Seu guia deu-lhe a entender que ele estava sendo examinado por um “médico”. Receoso, o estudante perguntou se o médico tinha a intenção e abrir seu corpo a fim de vê-lo melhor. Foi-lhe respondido que isto não era necessário, pois o funcionamento de seu organismo podia ser melhor observado independente de qualquer incisão no corpo. Caso o desejasse, até mesmo uma intervenção cirúrgica se realizaria sem que fosse previsto haver corte.
Desenho representando o interior do OVNI e a experiência de Paulo Coutinho
A viagem de volta
Depois do “exame médico”, a maca afastou-se, retornando para o seu lugar na parede. O corpo de Paulo ficou novamente de joelhos, apoiado no chão. O “médico” retirou-se do quarto, deixando o estudante sozinho com o seu guia. Em seguida, Paulo sentiu uma forte pressão, vinda de todos os lados, como se o estivessem esmagando. Logo, em seguida, viu-se projetado para fora do quarto e também para o exterior da nave. Lado a lado com o seu guia, o rapaz flutuou no espaço. Ambos passaram por cima do objeto voador (em forma de charuto), no que demoraram cerca de 4 a 5 segundos, de acordo com os cálculos de Paulo. O estudante informou ainda que, naquele instante, sentiu-se tonto e sua visão tornou-se embaçada. Foi tomado por um forte enjôo e viu ainda um turbilhão de luzes. Do que aconteceu depois, ele de nada mais se lembra.
OBS.: Segundo admitiu Paulo em suas declarações a respeito da sua viagem de regresso à Terra, ele acha que ficou em estado inconsciente ou de amnésia. De acordo com a sua impressão, na viagem de ida teriam sido gastos apenas alguns minutos. Entretanto, conforme foi apurado, ele passou, na realidade, 20 horas fora de seu habitat, como o leitor verá mais adiante.
Como uma das hipóteses viáveis, talvez Paulo tenha passado pela chamada “contração de tempo”, como conseqüência da alta velocidade em que tivesse viajado pelo Espaço, tendo em vista uma possibilidade apontada pela “Teoria da Relatividade”, de Einstein. Isso explicaria porque Paulo, havendo se separado de sua namorada, “à noite”, reviu-a, na tela, durante o “dia”, passeando. Se os poucos segundos de viagem de ida correspondessem a umas 9 horas, e o de volta, a igual tempo, faltariam somente umas duas horas (de permanência dentro da nave) para que se completasse o total de 20 horas (tempo durante o qual Paulo esteve ausente da Terra). Talvez que essas duas horas, que Paulo gastou no interior da nave, correspondessem a um igual fluxo de tempo, na Terra.
Também poderíamos admitir que a viagem se tivesse realizado realmente em alguns minutos, e que a “contração” do tempo tivesse ocorrido no período em que Paulo esteve dentro da nave.
Tudo isto não passa de hipóteses, por enquanto, em vista de ser assunto ainda controvertido, nos próprios meios científicos e não factível de compreensão plena. Ainda não há provas definitivas, nem pró e nem contra).
Os familiares de Paulo à sua procura
Não havendo Paulo regressado na referida noite , foi inicialmente interpretado pelos seus pais como uma possível participação em alguma festa junina. Entretanto, pela manhã Paulo não havia reaparecido e os seus familiares tomaram conhecimento de que o caderno do rapaz havia sido encontrado. Então, naturalmente, os familiares se tornaram apreensivos, dando início a buscas nas Delegacias de Polícia, Hospitais, necrotérios, etc.
Uma das filhas do Sr. José é casada  com um elemento pertencente ao Departamento de Segurança de São Paulo. Participando da dor da família, aquele senhor providenciou o envio de um telex, às 19 hrs, de “Bel. Ademar M. Lopes, Del. Pol. Div. Ordem Social DOPS  - Telex – SSP – B. SP. Q”, com os seguintes dizeres:
Encontra-se desaparecido Paulo Coutinho, filho de José Alves Coutinho e Dna. Maria Carmen Barbosa, com aproximadamente 17 anos de idade, trajando calça Lee com blusa branca. Solicitamos colaboração de todos os órgãos na busca”.
Assim, foi mobilizado todo o circulo de familiares e amigos de Paulo (que possui gênio agradável e é querido por todos). Portanto, não é de se admirar que, naquela noite, cerca de 40 pessoas estivessem presentes na residência do estudante. Algumas encontravam-se no interior da casa, debatendo a situação; outras estavam reunidas no jardim e no portão de entrada,  juntamente com vizinhos e curiosos.
O reaparecimento de Paulo
A sogra da filha do Sr. José se encontrava dentro da casa de Paulo. Aproximadamente às 20 horas, esta senhora perguntou às demais pessoas se não teriam ouvido uma espécie de gemido, como um “ai”, ou “pai”. Imediatamente isto foi confirmado pela mãe de Paulo, que escutara a voz do filho vindo de fora da casa, chamando por ela: “mãe!”.
No mesmo instante, o Sr. José, que se encontrava na cozinha, julgou também ter ouvido os gemidos. Imediatamente, correu para fora da casa, no final do corredor externo, que deparou com Paulo, estendido no chão, debruçado, com o rosto voltado para o ultimo degrau do piso.
OBS.: Não há, também, explicação para o modo como reapareceu Paulo, estendido no piso de um degrau, nos fundos da casa, em um corredor externo (vide foto) que leva a um quintal e uma horta, murados (vide mapa). Próximo a este local, existe um quarto externo, onde reside um tio de Paulo, chamado Vicente.
Cerca das 19:30 hrs, Dna. Maria havia levado o jantar para o Sr. Vicente. Aproximadamente às 19:45hrs, este recebeu a visita de seu irmão, José Coutinho, enquanto jantava.
Mais ou menos àquela hora, o Sr. José Coutinho havia lançado o olhar na cozinha de um vizinho, por cima do mudo que cerca um pequeno quintal e horta nos fundos da casa (vide foto). Conforme informou logo em seguida, à sua esposa e aos outros filhos (Carlinhos e Eduardo), naquele momento recebeu um aviso mental, de que Paulo reapareceria. A partir daí, deixou de existir a sua intranqüilidade em relação ao destino de seu filho desaparecido.
Também não encontramos explicação, dentro da nossa lógica (terrestre), para o fato de haver tanta gente na casa, inclusive na parte externa), e ninguém ter percebido o momento em que chegou Paulo, e nem como isto foi feito. Entretanto, fatos como este, inerentes à fenomenologia dos extraterrestres, na maioria das vezes não se enquadram na “lógica terrestre”, conforme é do conhecimento especialmente dos pesquisadores. Admitimos que os extraterrestres (que aqui aportam) manipulam tipos de energia que ainda são do nosso total desconhecimento).
Em carta à SBEDV, o Sr. José Coutinho explicou que também teve inúmeras dúvidas relacionadas ao caso. Ele conta que pulou diversas vezes o muro do quintal, de 1,60 m de altura. E, prosseguindo, ele diz : “... verifiquei que deixava as mãos com alguma sujeira e marcas (no muro, de construção rústica) e nada disso havia nas mãos de Paulo, que foi verificado por mim”. Ele acrescentou também que “...nas condições em que ele (Paulo) se encontrava, sem fala, semi-desmaiado não tinha condições de pular (o referido muro).
O Estado Físico de Paulo e a sua volta ao normal
Não houve resposta à interpelação a Paulo, feita pelo Sr. José: “Que está acontecendo, meu filho?”. O Sr. José virou para cima a parte ventral do seu filho e notou que a pele do rapaz estava fria e apresentava manchas roxas. Além disso, observou que a respiração do rapaz era difícil e arquejante. Sentando o filho no chão, novamente Paulo resvalou para a posição deitada. Com a ajuda de outras pessoas, o estudante foi carregado para uma cadeira, na cozinha. Ali também, deixado sem apoio, ele se estatelou no chão.
Paulo foi levado para a cama. Porém, mesmo assim foram em vão as tentativas do Sr. José comunicar-se com o filho. Ele queria se informar sobre o que o rapaz havia sofrido, talvez um seqüestro, para poder socorrê-lo melhor. Novamente, sentaram Paulo, apoiado na cama. Colocaram um caderno à sua frente e introduziram um lápis entre os seus dedos. Entretanto ele aparentava não possuir forças suficientes para escrever. Apenas iniciou um movimento, mas logo estacou o lápis. Uma das moças presentes deu a idéia de segurar-lhe a mão e empurrá-la ao papel, para facilitar a Paulo alguma comunicação possível. Desta maneira, o estudante chegou a rabiscar no caderno estas palavras: “... meu corpo formigando...”.
OBS.:Mais tarde, Paulo explicou a seu pai que, embora ouvisse as vozes ao seu redor, encontrava-se alheado, não tendo forças para reagir ou responder.
Durante aquelas acontecimentos, o Sr. José, por curiosidade, consultou o relógio que Paulo portava no pulso. Verificou que estava funcionando e indicando a hora certa. Enquanto isso, Dna. Maria inspecionou a roupa do rapaz. Nas dobras da mesma ela notou um pó preto, retido. Logo depois, chegaram alguns policiais, que se prontificaram a levar Paulo ao Pronto Socorro Municipal, de Tatuapé. Lá, ele poderia receber um tratamento médico para melhorar seu estado físico. Na ocasião, Dna. Maria perguntou aos policiais se poderia mudar a roupa do filho, a fim de lavar a que ele tinha no corpo. Os policiais responderam afirmativamente. Já no Pronto Socorro, sob tratamento médico, o estado de consciência de Paulo começou a apresentar melhoras.
Alguns funcionários,  para satisfazerem a sua curiosidade acerca dos rumores que corriam sobre o episódio, aproximaram-se de Paulo querendo saber pormenores.
Ao nosso tempo, eles comentavam jocosamente: “acontece cada caso nos Prontos-Socorros”. Paulo, que já demonstrava melhorar em seu estado físico, respondeu aborrecido a tais funcionários: “a vocês não interessa a minha história... só ao meu pai e à minha mãe... eles se interessam por minha história e acreditam nela...”. O pai de Paulo perguntou ao médico sobre a causa do estranho estado em que se encontrava o rapaz.
Por seu turno, o médico também queria saber o mesmo. Ele julgou que devia haver, como causa, algum traumatismo psicológico. Naturalmente, o Sr. José nada sabia informar sobre a razão de Paulo ter estado por vinte horas desaparecido.
O estudante perguntou ainda, ao médico, se poderia alimentar-se, pois começava a sentir fome. No retorno à sua residência, Paulo apoiava-se em outras pessoas, ao sair do automóvel, pois ainda se sentia fraco.
Quando percebeu o grande número de pessoas aglomeradas na frente e no interior de sua casa, ele perguntou a razão daquilo. Não conseguia relacionar o seu próprio desaparecimento, com aquela comoção popular. Isto porque, pelos seus cálculos, ele estivera ausente apenas umas 2 ou 3 horas no máximo. Em seguida, foi servida ao rapaz uma refeição (arroz com carne moída). Ele comeu bastante, pois sentia fome. Depois, o estudante relatou aos seus pais a sua experiência extraterrestre. Em seguida, se deitou.
Além da fome e do sono, Paulo não havia sentido, até então, necessidades fisiológicas de outra natureza. Ele foi ao banheiro somente no dia seguinte, 25 de junho, depois de acordar, às 14 horas. Foram pois transcorridas cerca de 34 horas (a partir do seqüestro) sem que ele tivesse disto precisado. (OBS.: É possível que talvez, para o organismo de Paulo, tudo se tenha passado como que durante um intervalo de 2 ou 3 horas).
Nesse dia (25 de Juno) sentia-se um pouco fraco ainda, com dores nos joelhos e nas costas. Ele atribuiu isto às duas andanças de joelhos, em posição incômoda, no interior daquelas salas da nave, de pequena altura.
A seguir, ele saiu com os agentes de segurança. Desde as 8 horas da manhã esses agentes estavam aguardando o despertar de Paulo para levá-lo a prestar declarações a respeito do seu desaparecimento de 20 horas de duração.
O estudante encontrou um tratamento muito correto por parte da segurança política. Como lhe pareceu, existiam pessoas que estavam bem par do assunto dos extraterrestres.
Na volta para a casa, Paulo perguntou pela roupa com a qual estava durante o seqüestro. Foi-lhe informado, então que, tal roupa já havia sido lavada.
Embora ostentando certo nervosismo, Paulo teimou em ir a uma festa naquela noite (25/6/1976). Com este gesto, ele queria demonstrar a sua integridade física a acalmar seus pais preocupados. Entretanto, o seu estado nervoso durou ainda três dias após a sua volta do seqüestro.
 
Antiga casa da Família Coutinho
 
Representação do aparelho instalado na parede
Representação do OVNI
Paulo Coutinho no local onde foi encontrado na noite seguinte ao seqüestro.
Texto
A Pesquisa da SBEDV

De acordo com o já exposto em Boletins da SBEDV, a importância de um relato ufológico depende de vários fatores. Tais fatores são:
  1. Capacidade específica e experiência do pesquisador, para conduzir o estudo e saber descobrir, às vezes em pequenos detalhes, os pontos básicos que fazem a diferença entre uma pesquisa e uma reportagem;
  2. A credibilidade da testemunha, ou testemunhas;
  3. O sangue-frio demonstrado (ou não) pela testemunha no decorrer dos episódios;
  4. A capacidade de a testemunha relembrar minúcias ocorridas durante o episódio, ao narrar o fato posteriormente ao pesquisador, para a reconstituição do evento; afora isso, resta:
  5. A compilação de observações possivelmente ligadas ao episódio pesquisado feitas, porém, por outras pessoas, ou testemunhos secundárias.
Além do testemunho humano, surgem às vezes:
  1. Outros comprovantes de ordem material, física, objetiva, ou de ordem fisiológica da testemunhas, animais ou plantas. Essas provas físicas podem ser uma foto de disco voador, artefatos e a constatação de impressões deixadas pelo objeto voador. Tais vestígios encontram-se eventualmente nos utensílios da testemunha, na vegetação e nas proximidades ou podem resultar em um impacto do objeto voador no solo, do próprio local da aterrissagem. Cabe também citar aqui as modificações ocorridas no corpo da testemunha, seja nos seu humores (hormônios, eletrólitos) ou nos fâneros (pele, cabelo, etc.).
Na experiência de Paulo Coutinho, vamos considerar, a seguir, os diversos fatores testemunhais que este caso pode oferecer.
Roteiro dos fatores testemunhais:
Há duas maneiras de levantar as características de uma personalidade, no que se refere ao seu grau de credibilidade.
Uma delas seria estudar essa pessoa através de entrevistas, feitas por um psicólogo profissional. Nessas entrevistas, inclui-se a aplicação dos devidos testes (alguns deles bastante demorados e, outros, traumatizantes para o entrevistado). Isso levaria muito tempo – vários dias, senão semanas (e, entre nós, o ufólogo Hulvio Brant Aleixo – CICOANI, Belo Horizonte [MG], seria o mais credenciado para fazer isso).
Além disso, também seria lícito fazer um regresso ao episódio, com o paciente em estado de sono hipnótico. Embora este processo não confirme a realidade objetiva do episódio em si, pelo menos poderia comprovar a sinceridade da pessoa envolvida, pela maneira como sua mente concebeu ou gravou o fato. Outras vezes, contudo, este processo traz à tona detalhes preciosos do episódio ou lances ainda encobertos pela amnésia lacunar da testemunha, que chegam assim ao nosso conhecimento.
Este pesquisador do episódio vivido por Paulo Coutinho não dispõem de conhecimentos especializados para a realização dos testes aqui referidos e nem do tempo suficiente para executá-los. Assim, por enquanto, apelamos para o bom senso e a nossa experiência psicológica, com relação a esta testemunha.
Fizemos ainda diversas indagações sobre a personalidade de Paulo, no convívio em seu ambiente familiar, com os colega, vizinhos, etc.
Paulo é um rapaz extrovertido. É de fácil relacionamento e possui muitos amigos. Seu passado mental é de higidez e nada encontramos que desabone a veracidade do seu relato.
Achamos também que o seu grau de inteligência e idealismo (este ultimo, explicado pela mocidade) não interferiram e maneira negativa na fiel rememorização do episódio, para a pesquisa. É verdade que Paulo insistiu em certos detalhes, durante o seu relato; isto, porém conta a seu favor. Sua narrativa é também bastante diferente do que a televisão costuma às vezes projetar para seus telespectadores. A ficção ufológica apresentada por este meio de comunicação é uma das causas da poluição mental sobre o assunto. Mas, Paulo não conhecia a literatura ufológica especializada. Sabia apenas de alguns raros e superficialíssimos cabeçalhos de jornais sensacionalistas.
Mas ainda, a faculdade de Paulo – de saber projetar graficamente no papel aquilo que tinha visto e vivido – serve-nos de grande ajuda para a pesquisa. Esta forma de narratva torna o caso deste rapaz um dos mais importantes do mundo atual. Isto porque Paulo sube focalizar intimamente uma as facetas do problema raramente apresentada até agora no Brasil: uma raça extraterrestre, bem como alguns detalhes relativos a seus recursos técnicos. Alem disso, Paulo dá uma descrição sucinta de métodos  educativos dessa raça extraterrestre.
Já que Paulo descreveu um intercâmbio amistoso entre ele e os ufonautas, isto naturalmente se choca com as leis e dogmas estabelecidos pelos “fantoches políticos”, no campo da Ufologia. “Barrar esses relatos de início” (stop them at the gate”, traduzido do inglês, “abafe-se a maéria!”) é o modo de tais setores (ligados aos serviços secretos ou astrônomos improvisados em ufólogos) agirem em relação ao problema.
Parece que a presença de um elemento do Departamento de Segurança, como um dos familiares de Paulo, deve  ter desencorajado quaisquer destes setores e seus ataques gratuitos (à pessoa de Paulo). Não foi permitido também que os representantes da imprensa sensacionalista se aproximassem do rapaz.
Essa imprensa, com raras exceções, até agora nenhuma preocupação demonstrou em transmitir, de uma forma geral, aos seus leitores, os resultados obtidos pelos pesquisadores nacionais, que vasculham o problema ufológico nos últimos vinte anos ou mais.
Após já trinta anos de existência, a pesquisa sobre o assunto disco voador não foi oficializado e continua ainda a guerra psicológica que lhe é movida. Assim, convém usar também de grande prudência, sempre que a ciência oficializada for chamada a cooperar na pesquisa. Isto porque tal ciência se confessou comprometida com a política ufológica atual, conforme focalizad nos boletins da SBEDV.
Desta maneira, no caso em foco, desaconselhamos, por enquanto, o uso da regressão ao episódio ufológico com o paciente em sono hipnótico. Isto, não tanto pelos incômodos diretos, mas principalmente, pelos abusos que a testemunha poderia sofrer por parte de mãos inescrupulosas. Como por exemplo, podemos citar as eventuais ordens pós-hipnóticas, inconfessáveis. Tais procedimentos tem o intuito de deixar a testemunha sentindo verdadeiro horror pela experiência ufológica por que passou, silenciando-a assim para as pesquisas posteriores – e isto, injustificadamente...
De resto, o caso de Paulo não parece apresentar hiatos importantes de amnésia. Do nosso ponto de vista, esta seria a única justificativa para que se aplicasse a regressão em sono hipnótico a um episódio.
Paulo sofreu, abruptamente, uma experiência física extenuante e incomum, despreparado para isso pelo seu próprio meio. Mesmo assim, este rapaz não sofreu maiores traumatismos psicológicos. Frequentemente se observam tais traumas em outras testemunhas, que são vilipendiadas pela imprensa de suas comunidades e, ainda, atacadas pelos que se dizem ufologistas mas que, de fato, não passam de meros políticos assalariados.
Paulo teve um acolhimento pós-episódio ufológico bom, junto à família, colegas e conhecidos. Além disso, pouco ou nada sofreu com ataques da imprensa ou de outros. Isso beneficiou bastante a nossa pesquisa, pois recebemos um bom atendimento por parte da família de Paulo. Pudemos contar com o seu apoio e cooperação para, por exemplo, obtermos o material de pesquisa bem como os endereços das testemunhas secundárias. A estas, na maioria, fomos apresentados pessoalmente, por deferência dos familiares de Paulo.
B.1) O Sr. José Coutinho, pai de Paulo, notou que seu filho estava praticamente inconsciente, ao ser encontrado no quintal. O rapaz apresentava a pele fria e roxa, e sudorese copiosa. Sua respiração era rápida e arquejante. Estes são sintomas frequentemente observados em pessoas em estado de choque circulatório. (OBS. Da SBEDV: No caso, por insuficiência respiratória por traumatismo de outra espécie?)
(Observação  B.1.1) Segundo o Sr. José nos relatou, foi o investigador de apelido Tarzan, à procura de recursos médicos, quem levantou Paulo, já semiconsciente, e o tomo nos braços, transportando-o para o automóvel. Este investigador manteve o estudante nos braços durante todo o percurso até o Pronto-Socorro do Tatuapé. No dia seguinte, conforme relatou posteriormente o Sr. José, Tarzan apresentava-se com uma afecção cutânea (OBS. Da SBEDV: Bolhosa? Pruriginosa? Infiltrativa?) nos braços.
(Observação B2.1) Respondendo às nossas indagações, Paulo narrou que, aproximadamente um mês após o episódio, o seu peso era de 61 kg. Antes, porém, seu peso normal oscilava entre 55 e 56 kg. Contudo, nos meses seguintes, o peso voltou ao nível antigo).
B.3.) Após o episódio, Paulo começou a perceber um zumbido na cabeça, durante as aulas. Esse zumbido, entretanto, apresenta interrupções, como se fosse uma forma de comunicação ou código.
Intrigado com o fato, o estudante passou a fazer discretas indagações entre seus colegas de escola, a fim de saber se tal ruído era também ouvido por eles. Paulo constatou então que seus colegas Hermano e Rubens (este com 16 anos de idade) também ouviam (na residência e na escola) o mesmo zumbido, com o mesmo ritmo das interrupções percebidas por Paulo.
Em retrospectiva ao episódio, Paulo informou-nos de outro detalhe. Na noite de seu seqüestro, ele ouvira também um ruído, durante o dia inteiro e no decorrer das aulas daquele dia. Porém, daquela vez, tal ruído era de tonalidade diferente: aguda e permanente. O rapaz informou também que, durante os últimos três anos, havia escutado  ocasionalmente, na cabeça (mesmo tapando os ouvidos), uns zumbidos parecidos com gritos de morcegos, de tonalidade alta e intensidade fraca.
(Observação B.3.1) Conforme notícia no Boletim da SBEDV nº 74/79, pág. 25, o boletim “The UFO Investigation”, da NICAP, de Nov./dez.1965, divulgou os experimentos do Prof. Ingalls, da Universidade de Cornell. Segundo essas experiências, o cérebro humano pode perceber diretamente a um feixe radar, como som – e isto, na fronte (lobo frontal) – mesmo tapando-se os ouvidos.
Citamos isso, para chamar a atenção do leitor para o fato de que, certas ondas, à semelhança do radar, poderiam ser empregadas pelos extraterrestres em transmissão direta à testemunha terrestre, impregnando diretamente a córtex com mensagens. Esse fenômeno poderia servir também para a tarefa de localizar determinadas pessoas, sintonizando a emissão com a respectiva “onda cerebral” do indivíduo.
Assim, aquele ruído percebido por Paulo antes do seu seqüestro teria sido talvez um sinal de telemetria ou monitorização, por parte dos extraterrestres? (Leia-se também no boletim da SBEDV nº 104/111,  item 7: “Tripulantes do disco voador testam sociedade terrestre?”, com um subtítulo – “A localização instantânea de uma pessoa, no processo de telemetria extraterrestre”.).
George Hunt Willianson, ufólogo e arqueólogo norte Americano, esteve no Rio de Janeiro, ocasião em que conversou com ufólogos da SBEDV. Hunt chamou a atenção para o fato de ser possível a transmissão de mensagens de seres extraterrestres para pessoas terrestres (que disso não se apercebiam).
Essas mensagens seriam transmitidas com muita rapidez, por via telepática, e gravadas diretamente ao nível das células nervosas. A transmissão e o conteúdo de tais mensagens não seriam percebidas conscientemente pelos terrestres receptores. Estes, apenas ouviriam, em suas cabeças, um zumbido de tonalidade alta. Poderíamos chamar este processo de uma “taqui-telepatia subliminar sonora” ou, resumindo, uma “Taqui-cripto-telepatia” (termo da SBEDV).
B.4) Paulo achou que o seu sistema nervoso ficou mais tranqüilo, depois de sua experiência extraterrestre, em comparação com o seu estado anterior. Ele deixou, daí em diante, de ficar nervoso na ocasião das provas escolares e perdeu seu antigo costume de gaguejar. Tais modificações devem ter sido observadas também por outras pessoas (que com ele convivem).
(Observação B.4.1) Uns 8 meses após o episódio ufológico, Paulo notou uma aceleração de sua atividade cardíaca, com o pulso oscilando entre 110 e 120 batidas por minuto. No exame médico a que se submeteu, nada de anormal foi constatado, nem no eletrocardiograma, nem no funcionamento da tireóide. Logo em seguida, houve também uma tendência à normalização da freqüência dos batimentos cardíacos.
C.1) Nosso companheiro Carlos Artur Ribeiro da Rocha chamou-nos a atenção para a possibilidade de examinarmos o magnetismo da lapiseira e da caneta, metálicas, de Paulo. Estes dois objetos haviam permanecido na camisa do estudante, e portanto em seu corpo, durante todo o seqüestro. E, de fato, a lapiseira e a caneta demonstravam uma capacidade incomum de desviar o mostrador do magnetômetro (da marca R. Perrinjaquet- 18, ch.ph. de Sauvage, Ch-120 Chatelaine – Suisse), quando colocadas junto ao marcador vermelho. Com a caneta, o desvio foi até a marca 5. Com a lapiseira, a marca foi até ultrapassada. Entretanto, o relógio de pulso do estudante (da marca Seiko, com 17 jóias (rubis?) causou somente um desvio do mostrador do mangtômetro, até a marca 1. O estranho é que o relógio do pai de Paulo (da marca Universal) também demonstrou um fraco desvio (meia marca). O sr. José Coutinho procurou justificar isso pelo fato de haver comparado as horas dos dois relógios, colocando-os lado a lado, logo após o reaparecimento de Paulo (na ocasião, os dois relógios apontavam a mesma hora).
No dia seguinte à volta de Paulo, o Sr. José comparou o horário dos dois relógios, mais uma vez. Notou que o calendário do relógio de Paulo estava atrasado um dia (SBEDV: influência magnética sobre o mecanismo de propulsão do calendário? Haverá, no futuro a possibilidade de uma experimentação com força magnética no relógio de Paulo, por parte de um relojoeiro?).
Os trincos e outras peças de metal da casa de Paulo não evidenciaram nenhum magnetismo, quando pesquisados. Gentilmente, Paulo adquiriu para nós uma lapiseira e uma caneta idênticas às que usava durante o seqüestro. Nesses objetos novos, não havia sinal de magnetismo, quando examinados pelo mesmo magnetômetro (de Perrinjacquet). Essas canetas ainda virgens (quando em futura exposição a um campo magnético) poderão, eventualmente, servir a uma pesquisa. Nessa ocasião, o magnetismo adquirido por esses objetos em futura experimentação seria aferido pelo mesmo magnetômetro já mencionado (de Perrinjacquet). Isso, após terem as duas canetas sido expostas, paulatinamente, a campos magnéticos de diversas intensidades, em escala crescente, até se conseguir fixar nelas um grau idêntico ao assinalado na lapiseira de Paulo. Isso permitiria  uma dedução, no campo da Física, sobre a força dos campos magnéticos presentes nas naves extraterrestres visitadas por Paulo.
(Obs. Da SBEDV: Entre os colegas do nosso local de trabalho, pesquisamos o magnetismo de dez canetas metálicas, de procedências diferentes. Em nenhuma delas encontramos traços de atividade magnética, quando postas em contato com o magnetômetro de Perrinjacquet. Também na casa da família Coutinho, examinamos outras peças de ferro e de aço, com resultados negativos.
Não foi feita a pesquisa da “Termoluminescência” no material (cimento) raspado dos locais do suposto seqüestro e da “devolução” de Paulo. Esse material deveria ter sido comparado com a amostra “teste”, da mesma constituição, porém colhida em um ponto periférico dos locais em questão. Tal exame deveria ter sido realizado também até 48 horas depois do episódio. Em caso positivo, isso comprovaria uma modificação da intensidade de termo luminescência nos locais supostamente submetidos a uma irradiação energética, oriunda dos recursos técnicos extraterrestres ou do meio de transporte utilizado pelos seqüestradores de Paulo.
Também, sobre a maneira como Paulo teria sido transportado para a esfera luminosa, ao invés de um comentário nosso, preferimos transcrever alguns trechos instrutivos de observação ufológica, feita por um médico, na ilha Gran Canária, Espanha.
Os trechos referidos fazem parte da entrevista que essa testemunha, o médico Francisco Julio Padron Léon, deu ao ufólogo bilbaíno Juan Benitez. Tal entrevista foi publicada no boletim ufológico “Insólito”, (ago/set. 1977), do Porto, Portugal, cujo diretor é Joaquim Fernandes.
A seguir transcrevemos os trechos em questão:
P: - E os painéis? Alteraram-se?
R: - Ficaram no mesmo lugar que antes. Mantiveram as mesmas dimensões. Talvez que, com o aumento das dimensões da esfera, aparecessem mais separados da parede da esfera. Perguntei a mim próprio como poderia “flutuar” no seio da referida esfera. Não posso saber...
P:  - Através do objeto, viam-se a vegetação e suas casas...?
R – Não, por uma simples razão. A esfera estava apenas à esquerda da casa. Apenas via o céu.
P: - Que julga que aconteceria se, por exemplo, o senhor atirasse uma pedra contra o objeto?
R: - Possivelmente, nada.
P- A pedra ultrapassaria o objeto?
R: - Penso que não. Disse-lhe já que a superfície externa me pareceu ser material. Posso supor que “aquilo” poderia ser uma série de campos eletromagnéticos rodeando os seres. Não sei como o possa fazer, mas foi o que deduzi. Era como se rodeassem de halo para se proteger. Gostaria de ser um catedrático em Física para poder saber algo mais...
D.1) Entrevistamos o colegial Luciano Carvejano, de 17 anos de idade, morador na Rua Moisés Marx, nº 389. Pedimos a este rapaz que nos apontasse o local exato onde havia achado o caderno de Paulo, quando voltava de um baile junino na noite de 23 de junho. Luciano apontou o local em frente ao nº 503, conforme documentação fotográfica nossa. Era o mesmo trecho que Paulo nos indicara como o lugar onde fora seqüestrado. É de se sublinhar que Paulo não havia mostrado tal lugar a Luciano.
Luciano informou-nos ainda que era aproximadamente meia-noite quando passou pelo local, juntamente com quatro companheiros. Estes queriam rasgar o caderno. Porém Luciano havia lido o nome de Paulo no Caderno e argumentou que  o mesmo pertenceria a um colega seu de escola. Assim, levou o caderno para sua própria casa naquela noite. Lá, o caderno foi objeto de debate de Luciano e sua mãe, que chegara  em seguida de volta da mesma festa junina. Conforme nos assegurou esta senhora (por acaso, a encontramos perto de sua casa durante a nossa pesquisa, ela havia pedido a seu filho que voltasse ao local onde achara o caderno de Paulo, naquela noite, à procura de outros pertences do estudante, como carteira, etc. Luciano fez o que sua mãe lhe pedia, mas, nada achou além do caderno.
No dia seguinte, às 10 horas da manhã, Luciano foi entregar o caderno a DNA. Maria Coutinho, mãe de Paulo. Esta lhe fez várias perguntas: se havia recebido o caderno das mãos de Paulo, se sabia de notícias suas, se havia encontrado outros objetos do filho...
(Observação D1.1: D. Maria começou a chorar quando todas estas perguntas foram respondidas negativamente por Luciano. Posteriormente, soubemos pelo Sr. José, pai de Paulo, que, naquele instante da entrega do caderno, toda a família ficou consciente da gravidade do desaparecimento do rapaz. O Sr. José teve uma crise de nervos, chegando a chorar. O cunhado de Paulo que pertencia ao departamento de Segurança também ficou convencido da seriedade do caso e começou a agir).
Depois que a história do seqüestro de Paulo tornou-se conhecida, soube-se da existência de vários outros fatos interessantes, possivelmente ligados a ela. Diversas pessoas residentes nas vizinhanças de Paulo observaram fenômenos luminosos, nada data da volta do seqüestrado e também antes do seu rapto. Outras pessoas constataram interferência no funcionamento de seus aparelhos de televisão, nessas mesmas datas. Entretanto, com a emoção e a alegria pelo retorno do rapaz, não se cuidou de anotar os nomes e os endereços destes vizinhos. Com isso, ficamos impossibilitados de uma pesquisa ou confirmação posterior de tais fatsos
E.1) Uma exceção foi o caso de Márcia Maria Viana de Souza, de 16 anos de idade, estudante no mesmo colégio de Paulo. Márcia reside a uma distância de aproximadamente 200 metros acima de Paulo, na Rua Júlio Colaço, nº 294. Ela nos relatou que chegara à casa cerca de 15 minutos antes da meia noite, na data do seqüestro de Paulo. Assim que entrou em casa, Márcia colocou de lado o seu material escolar, no que acredita ter lavado 15 segundos. Em seguida, ligou o seu aparelho de televisão, para ver um filme (geralmente, o escolhido é o Canal 5). Durante cerca de cinco minutos, ela assistiu ao filme. Nesse instante, o alto falante do televisor começou a produzir determinado som. O ruído era semelhante ao que se ouve antes de uma destruição da válvula do écran. Ao mesmo tempo, em que a imagem desaparecesse por completo da tela, surgiram no vídeo riscos paralelos, em diagonal. Márcia olhou para fora da porta da casa, a fim de descobrir se havia algum curto circuito nos fios externos da eletricidade ou alguma anormalidade na antena do aparelho de televisão. Quando a estudante voltou ao interior da casa, o televisor já havia voltado ao normal. Mesmo assim, Márcia ficou assustada e resolveu desligá-lo.
F.1) D. Virgília Alves Costa descreveu-nos um fenômeno que observou no dia 24 de junho. Esta senhora reside na Rua Julio Colaço, nº 510, distante cerca de 150m da casa de Paulo. Aproximadamente às 19 horas do dia 24 de junho, D. Virgilia viu uma bola luminosa “feita de uma lua cheia”, pairando acima da antena de televisão da casa de Paulo (localizada perto do portão de entrada). A princípio D. Virgília acreditou tratar-se de um balão de festejos juninos. Essa bola ficou parada no mesmo lugar durante uns 5 minutos. Depois, elevou-se nos ares, para desaparecer em seguida. D. Virgília chamou ainda uma de suas filhas, professora, de 28 anos de idade, que também testemunhou a subida da esfera luminosa.
Na ocasião, D. Virgília comentou: “O filho de D. Maria (mãe de Paulo) está desaparecido e eu estou preocupada...”.
O reaparecimento de Paulo deu-se aproximadamente às 20 horas. Uma outra filha de D. Virgília, chamada Marly, atestou porém que o fenômeno luminoso ocorrera realmente às 19 horas. Marly afirmou isso porque estava se preparando para ir à escola naquela hora exata.
D. Virgília levou cerca de sete meses para narrar o fenômeno que observara à família de Paulo. Ela justificou o atraso em comunicar este dado tão importante pelo receio que sentira de se ver ridicularizada por terceiros.
F.2) Procuramos ainda confirmar interessantes pesquisas feitas por dois policiais, apelidados de Foguinho e Pardal. Eles descobriram que duas estudantes da escola de Paulo, chamadas Nídia e Celina, também viram uma luz que percorria o céu, na hora do reaparecimento do rapaz seqüestrado. Na ocasião, uma delas teria comentado: “Será que Paulo estará lá dentro (da luz)?
Fomos entrevistar Nídia em sua residência, que fica na rua Dr. Edgard de Sousa, nº 910, nas vizinhanças da Igreja de São Pedro. A moça confirmou todo o episódio relatado pelos policiais. Acrescento ainda que a luz avistada por ela e Celina às 19 horas encontrava-se a uma altura aproximada de 70 graus do horizonte. Aparentemente, a luz veio da direção norte e ficou parada no ar durante alguns minutos. Em seguida, afastou-se e desapareceu por completo.
Álvaro, estudante de 21 anos de idade, relatou-nos que foi testemunha de um fenômeno ocorrido cerca de duas ou três semanas antes do seqüestro de Paulo. Este estudante mora duas casas abaixo da residência de Paulo. Na ocasião, Álvaro chegou a casa, da escola, aproximadamente às 23:30 hs. Ao abrir a porta de entrada, ele avistou uma luz forte e ofuscante, localizada atrás de uma pereira. Esta árvore tem cerca de 5 metros de altura e fica no jardim dos fundos da casa. Pela janela do banheiro, que fica nos fundos da casa, Álvaro procurou observar o fenômeno. Contudo nada mais avistou. Nos dias que se seguiram, ele narrou o episódio aos seus pais.
Obs G.1 Através do pai de Paulo, soubemos de outro fenômeno. Um outro filho deste senhor, chamado Luiz, mora a uns 150 metros abaixo da casa de Paulo. Segundo Luiz contou a seu pai, uma vizinha avistara uma luz voando a baixa altura, aproximadamente um mês antes do seqüestro de Paulo. Essa vizinha chamou pelo marido, para que ele também observasse o fenômeno. Entretanto, quando este senhor chegou, a luz já havia desaparecido.
H.1) Paulo relatou-nos que ele e sua namorada avistaram um fenômeno luminoso, aproximadamente vinte dias após o sequestro. Já era noite e os dois estavam sentados no jardim da casa da moça, que mora também no mesmo bairro de Paulo. Ambos viram uma luz, a um ângulo de aproximadamente 50 graus acima do horizonte. Essa luz baixou e aproximou-se até a uma distância de uns 50 a 100 metros de Paulo. A moça, por medo ou por ter sido chamado para dentro da casa, havia se afastado antes dessa aproximação maior. Pela forma e pelas dimensões que a luminosidade apresentava, Paulo reconheceu nela a mesma massa que o havia seqüestrado antes. O rapaz temeu um novo rapto... e em hora imprópria! Assim, concentrou seus pensamentos no sentido de repelir tal possibilidade. E, de fato, logo a seguir, a esfera luminosa começou a distanciar-se até desaparecer de todo.
H.2) Cerca de dez semanas depois do seqüestro de Paulo, foi observado, nesta mesma casa, outro estranho fenômeno luminoso. O fato ocorreu na noite de 7 de setembro. Eram cerca de 22:30 hs, quando intensa luminosidade projetou-se para o interior da casa, através da janela da cozinha. Este fato não poderia ter sido causado por qualquer veículo que passasse pela rua. Isto, porque aquela dependência da casa é completamente afastada da rua, separada por outras edificações que se erguem na vizinhança.
H.3) O pai de Paulo relatou-nos que, alertado pelo seqüestro do filho, costumava posteriormente perscrutar o céu. Assim, havia decorrido três semanas após o rapto de Paulo, quando certo dia, aproximadamente às 13:30 hs, o Sr. Jose Coutinho observou um fenômeno estranho no céu. Tratava-se de um objeto de forma triangular, de aparência metálica, que se afastou lentamente até perder-se de vista. O fato durou cerca de 40 a 50 segundos.
I. 1) D. Maria Coutinho relatou-nos um fenômeno que aconteceu nas vésperas do nascimento de seu filho Paulo. Este nasceu às 2hs da madrugada do dia 10 de setembro de 1958, por operação cesariana. O episódio narrado por D. Maria sucedeu no dia 9 de setembro de 1958, entre 13 e 14 hs. Naquele dia, o céu estava nublado e uma tempestade ameaçava desabar. Nesta ocasião, D. Maria avistou no céu uma bola voadora de aparência metálica. Logo em seguida, o objeto voador desapareceu no espaço. Carlos, o irmão mais velho de Paulo, contando cerca de 8 anos de idade naquela ocasião, taxou o objeto de disco voador. Conforme nos relatou, o Sr. José Coutinho também avistou o fenômeno, ao ser alertado pela esposa.
I.2) Paulo contou-nos ainda outro fato ocorrido certa noite, em janeiro de 1972. Naquele momento, ele estava se despedindo de uma antiga namorada, que ia mudar-se para longe. O jovem par fez então um pacto de se recordarem mutuamente, em determinada hora da noite, quando estivessem distantes um do outro. Para facilitar essa comunhão de pensamentos, ambos combinaram que sempre olhariam uma mesma estrela, com tal finalidade. Naquele instante, os dois escolheram uma, dentre as outras estrelas do firmamento. Grande foi a surpresa do casal ao ver que, daquela “estrela”, desprendeu-se um ponto luminoso que se movimentou em direção à Terra. Chamado às pressas, o pai de Paulo também chegou a presenciar o fenômeno, segundo nos afirmou depois.
FENOMENUM

 - Galeria

Retrato falado dos tripulantes observados durante a abdução de Paulo Coutinho
Antiga casa da Família Coutinho
Desenho representando o interior do OVNI e a experiência de Paulo Coutinho. No alto, a primeira sala onde esteve.
Representação do aparelho instalado na parede
Representação do OVNI, por diversos angulos
Paulo Coutinho no local onde foi encontrado na noite seguinte ao seqüestro.
Declaração do Hospital Municipal do Tatuapé, atestando atendimento à Paulo Coutinho
Mapa estelar que foi mostrado à Paulo Coutinho durante sua experiência. O mapa foi mostrado a partir de uma tela. A seta aponta a provável origem destes seres, segundo Paulo Coutinho
Luciano apontando o local onde encontrou o material escolar de Paulo Coutinho
Reconstituição do episódio. Paulo de frente para a câmera. A seta branca indica o humanóide. Ao fundo, a igreja de São Pedro.
Reconstituição do momento em que o pai de Paulo o encontra caído no corredor lateral no terreno da família
Planta esquemática da casa de Paulo
Magnetômetro indicando variação magnética na lapiseira de Paulo Coutinho
Paulo Coutinho, à esquerda e seu pai, à direita