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sexta-feira, 6 de março de 2015

Conheça o antigo mistério dos crânios de cristal

Um dos polêmicos "crânios de cristal" (Imagem da internet)


De acordo com relatos históricos comuns, o “Crânio do Destino” foi encontrado em 1927 pelo explorador inglês Fredrik A. Mitchell-Hedges entre as ruínas maias, no Lubaantun. Outras vozes declaram que o investigador comprou a peça em um leilão Sothebys, que ocorreu em Londres, no ano de 1943.
Qualquer que seja o caso, o crânio de cristal é cortado e polido com tanta perfeição que parece ser um inestimável trabalho de arte. No entanto, para ter certeza da primeira hipótese (que o crânio é de origem Maia), nos deparamos com uma série de perguntas penetrantes.
O Crânio do Destino é, em certo sentido, uma impossibilidade técnica. Com um peso de cerca de 5 kg e sendo uma réplica perfeita de um crânio do sexo feminino, ele tem um acabamento que teria sido impossível de alcançar sem os métodos relativamente modernos, segundo cientistas; métodos que, é claro, a cultura Maia não possuia.
Este crânio tem sido (e provavelmente continuará a ser em menor grau) algo que atrai especialistas de várias disciplinas para estudá-lo.
O crânio foi objeto de diversas análises. Um dos mistérios a serem resolvidos é sua constituição de cristal de quartzo e, consequentemente, tem uma avaliação da dureza 7 na escala de Mohs (escala de dureza de elementos de 0 a 10). Dessa forma é espantoso que ele poderia ter sido esculpido sem as modernas ferramentas rígidas feitas de substâncias como rubi ou diamante. Estudos do crânio feitos em 1970 pela empresa americana Hewlett-Packard determinaram que o crânio teria que ser polido pela erosão de areia por um período de 300 anos para chegar a tal grau de perfeição.
Os Maias poderiam ter conscientemente planejado um trabalho deste tipo, preparado para esperar três séculos para vê-lo concluído? Uma coisa certa é que o Crânio do Destino não é o único de seu tipo. Vários destes objetos foram encontrados em várias partes do mundo e foram construídos com outros materiais, fora o quartzo. Mesmo um esqueleto inteiro de jade, em uma escala menor que a dos humanos, foi encontrado na região da China/Mongólia. Sua idade é estimada em cerca de 2200-3500 anos a.C.
Claro, há aqueles que duvidam da autenticidade de muitos desses artefatos, mas há algo que é inegável: os fenômenos de crânios de cristal e outros artefatos como este vão continuar a ser um assunto de interesse para os investigadores.