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quarta-feira, 18 de março de 2015

O PERGAMINHO DE CHINON



Chinon era a cidade francesa em que ocorreu um dos episódios mais importantes envolvendo o julgamento dos templários; foi o local que o Rei Felipe aprisionou os lideres templários incluindo o grão-mestre Jacques de Molay. Lá foram torturados até supostamente confessarem as acusações de heresia e blasfêmia. Foi então que o Rei Felipe divulgou à toda Europa a confissão do grão-mestre e do restante dos membros da ordem, o que rapidamente causou um espanto em todos que recebiam a informação, pois até então os templários tinham uma reputação ilibada. Por consequência, ocorreu um verdadeiro caos social e começaram a surgir movimentos contrários aos templários. Estranhando a confissão, o papa Clemente organizou uma comissão que investigasse as informações prestadas pelo rei da França, o que resultou num verdadeiro beco sem saída para o Papa. Em resumo dos acontecimentos, Jaques de Molay e os outros líderes, declararam que não suportaram as acusações e foram obrigados a confessar. Foi então que o Papa absolveu os Templários. A absolvição resultou num documento redigido pelo Próprio Papa conhecido como “O PERGAMINHO DE CHINON”.

Estranhamente esse documento se perdeu, a sua existência não passava de suposições mas foi encontrado em 2004 pela pesquisadora italiana Bárbara Frale, residente da Escola de Paleontologia do Vaticano. Mais estranho ainda, foi a declaração que esse documento foi descoberto nos arquivos secretos do Vaticano, pois não estava devidamente catalogado.

OS TEMPLÁRIOS SOBREVIVENTES E A MAÇONARIA

É Fato que diversos países não concordaram com a atitude do Rei da França e não lançaram campanha para perseguição dos templários. Que se absteve ou prestaram refúgio para os cavaleiros foram Portugal e Escócia. O Rei de Portugal – Dinis – restituiu a Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo, que em sua essência eram os templários com outro nome e com outros interesses, em específico, passaram a servir os interesses da coroa Portuguesa. Em 1.418 foi nomeado grão-mestre da ordem o príncipe Henrique, que fundou a escola de navegação de Sagres, quando se deu início as viagens exploratórias. A parte interessante nessa história é as embarcações portuguesas que levavam em suas velas o símbolo dos templários, a cruz vermelha, sendo, portanto, inegável relação entre a nova ordem e os cavaleiros da idade média. A rumores que a Escócia recebeu a ajuda dos cavaleiros templários na batalha de Bannockburn, que lutava pela independência escocesa. Uma tropa de templários invadiu a Inglaterra em momento decisivo e garantiu a vitória aos escoceses. Em gratidão, foram protegidos pela Escócia e foram assimilados a uma nova ordem, a dos maçons.

Fato absolutamente controvertido entre os estudiosos é a da Capela de Rosslyn, que associa a Escócia aos templários e aos maçons. A construção da Capela se deu em 1.456, num lugar de um antigo templo que dizem se tratar de uma cópia arquitetônica perfeita do Templo de Salomão. O simbolismo e esculturas da capela são surpreendentes, como pilares retratando a cópia exata da coluna de Boaz, figuras representando as sementes de milho, e em síntese, um lugar que serviu de esconderijo para abrigar os segredos da ordem.

CONCLUSÃO

Sem dúvida foi uma ordem extraordinária, começaram pobres, lutando por uma causa nobre, numa terra santa, no momento que as três maiores religiões do mundo se voltaram para um único lugar, o monte do templo. De maneira muito rápida, se tornaram ricos e com forte poderio militar. Não se sabe exatamente o porquê dessa expansão, mas lá, nas ruínas do templo encontraram algo e concluímos que, em razão das especulações de estudiosos e arqueólogos, forçamos o Vaticano a se manifestar.

“O Código Da Vinci” de Dan Brawn (2003), não foi o primeiro romance a levantar teorias contrárias ao vaticano; ele apenas sucedeu dezenas de outros autores. Contudo, após o estouro do best seller em 2003/2004 forçamos a Igreja a se defender. Com a pueril alegação de não ter catalogado seus documentos históricos, do dia para noite encontram o pergaminho de Chinon (2004) – que relata que o Papa Clemente absolveu os templários –, ora é fato que existe muito mistério por traz dos templários, mas também há outros mistérios sob guarda do Vaticano, só basta lutarmos para livre investigação da verdade que ela se manifestará.
Thule Brasil