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terça-feira, 17 de março de 2015

Saiba como os nazistas também entraram na corrida pela bomba atômica


Embora poucos saibam, o regime nazista de Adolf Hitler também se dedicou à criação de uma bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial. Já em 1939, o novo diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física, Werner Heisenberg, foi chamado para analisar descobertas de cientistas que observaram, um ano antes, que seria possível fissionar o urânio bombardeando-o com nêutrons. Dessa forma, foi fundado o “Clube do Urânio”, uma organização destinada a usar a energia para elaborar um explosivo com “um poder destruidor até hoje desconhecido”. Para isso, necessitavam de um elemento fissionável, como o urânio, um material que, embora fosse abundante na Alemanha, precisava ser enriquecido para funcionar. E foi essa a meta perseguida pelo “Clube do Urânio”.
Depois de meses de trabalho, pesquisadores do Clube descobriram que o plutônio era mais simples de ser utilizado que o Urânio para produzir uma fissão em uma bomba. Uma constatação importante, mas um tanto tardia: os cientistas norte-americanos sabiam disso há mais de um mês. Em fevereiro de 1942, eles deram palestras para as cúpulas nazistas, que ficaram impressionadas com o avanço técnico armamentista. No entanto, a pesquisa não obteve mais financiamento, já que o dinheiro, cada vez mais escasso, era investido em bombas mais simples, de uso imediato. Em pouco tempo, o projeto de bomba atômica passou a ser civil, e não militar. Foi então que os EUA terminaram a conclusão da sua bomba atômica, a qual abalou profundamente a soberba dos alemães, que acreditavam serem os únicos dedicados ao seu desenvolvimento.
Fonte: ABC 
Imagem: Copyright: Elena Schweitzer‏ - Shutterstock.com