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segunda-feira, 27 de abril de 2015

CÁTAROS


O nome "cátaro" deriva da palavra grega "kátharos", que significa "puro". A seita dos cátaros ou albigenses (da cidade francesa de Albi) foi uma das grandes heresias medievais que desafiaram o poder da Igreja Católica. Nos séculos 12 e 13, os cátaros ocupavam todo o sul da França e norte da Itália. Em 1149 eles tinham tanto poder que nomearam um patriarca próprio, rompendo relações com o Papa.
O catarismo era maniqueísta e pregava que dois poderes opostos dominavam o universo. O mundo material e temporal não foi criado por Deus, mas por Satã. Jesus Cristo, segundo os cátaros, não era o filho de Deus, mas um profeta iluminado que veio ao mundo para explicar que o Jeová do Velho Testamento é, na verdade, o demônio.
Enfurecido com essas pregações - e principalmente com a queda brutal dos impostos eclesiásticos - o Papa Inocêncio III decretou uma guerra religiosa contra os cátaros em 1209, que passaria para a história como a Cruzada Albigense. A cruzada durou até 1244, quando Montsegur, última fortaleza cátara, foi tomada. Mais de 20 mil pessoas foram mortas e aproximadamente 700 líderes religiosos acabaram queimados vivos pela Inquisição.
Matanças em nome de Deus são comuns nesse nosso mundinho imundo, mas a Cruzada Albigense é curiosa por dois motivos. O primeiro é que a Ordem dos Cavaleiros TEMPLÁRIOS, que era, em tese, o braço armado do papado, se recusou a lutar, argumentando que o Islã era o verdadeiro inimigo da cristandade. O segundo motivo é a idéia defendida por alguns escritores sensacionalistas de que os cátaros guardavam um tesouro fabuloso e que a sua posse teria sido o verdadeiro motivo da guerra. A lenda diz que quando Montsegur foi cercada, três homens fugiram da cidade levando o tal tesouro. Mas o que poderia ser carregado por apenas três homens? Segundo alguns conspirólogos. tratava-se do SANTO GRAAL, cuja existência abalaria o poder da Igreja de Roma.