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quinta-feira, 9 de abril de 2015

O Caso de Bebedouro


No dia 4 de maio de 1969, o soldado José Antônio da Silva estava pescando numa lagoa em Bebedouro, próximo à Matozinhos (MG), quando por volta das 15 horas ouviu um ruído no mato às suas costas. Ao olhar para atrás observou alguns vultos no meio dos capins altos. Ele ouviu gemidos abafados sendo logo em seguida atingido por uma espécie de fogo.
"- Parecia fogo, mas não era, porque não me queimou. Era um facho de luz esverdeada no centro e avermelhada nas bordas.
Sentindo câimbra e adormecido nas pernas, ele se ajoelhou automaticamente, deixando cair o caniço e ficou incapaz de andar ou reagir. Então, dois indivíduos pequenos, de 1,20m, levantaram-no pelas axilas, arrastando-o pelo matagal pantanoso até um aparelho em forma de carretel. Era um cilindro cinzento, de 2 metros de altura, apoiado numa plataforma circular preta, se 2,50 m de diâmetro, no solo. Na extremidade superior havia outra plataforma circular, um pouco maior, uns 3 metros de diâmetro. Entraram, por uma abertura na parte cilíndrica, num compartimento quadrangular, todo iluminado porém sem luzes aparentes.
ENCAPUZADOS
Os tripulantes vestiam roupa clara, brilhante, engomada nas articulações dos joelhos e cotovelos. Cobrindo a cabeça, um capacete de cor cinza fosca, como alumínio sem brilho, redondo na parte de trás de "esquinado na frente", aplainando-se a partir da testa, exceto ao nível do nariz, onde havia a saliência correspondente. Na altura dos olhos dois orifícios redondos. Aparentemente rígida, essa máscara descia larga sobre os ombros e não tinha conexão com o vestuário. Da parte inferior saía um tubo semelhante a plástico que passando sobre o peito e sob as axilas, terminava num pequeno bujão fixado nas costas.
Era grande o contraste entre os tripulantes e José Antônio, que vestia apenas um calção curto, de camurça amarela, com um grande rosário enrolado na cintura e um gorro de meia de mulher na cabeça, coberto por outro, de malha preta.
Dentro do aparelho os homenzinhos sentaram o soldado em um banco cúbico, sem pernas, e colocaram na sua cabeça um capacete idêntico aos que usavam. Também desse capuz saía um tubo, mas ele não ficou sabendo se lhe adaptaram o bujão às costas. Pensa que, talvez, este estivesse atrás do banco, embora não o tenha visto.
Sentando um de cada lado, no mesmo banco, os dois estranhos seres amarraram-lhe os pés e depois a cintura com material com um material ressecado, áspero". Depois amarraram-se a sí próprios. Então, entrou outro tripulante, sentando-se à sua frente em um banco isolado e, após prender-se acionou uma alavanca fechando a escotilha e decolando a nave.
NO ESPAÇO
Logo após a decolagem, os tripulantes começaram a falar animadamente, em idioma desconhecido. A medida que o aparelho subia a respiração do soldado tornava-se mais difícil. A certa altura, além do abatimento normal, sentiu o organismo cansado, quase paralisado. Sua posição foi se tornando cada vez mais incômoda "devido, talvez à dureza do banco, ao adormecimento das pernas e ao peso do capacete", cujas quinas machucavam os ombros e a nuca. Já lhe parecia que a viagem não teria fim quando a nave apoiou-se em algum lugar e parou. Os homenzinhos se desamarraram, desamarrando depois a testemunha, fechando os orifícios da mascara de modo que ele não pôde ver, apenas escutar o que acontecia. Em seguida pegaram-no pelas axilas e o levaram à outro lugar onde também havia um banco duro. Só então abriram os orifícios da mascara. Ele percebeu que estava em um grande salão, tendo à sua frente um indivíduo sem máscara e sem uniforme de vôo, conversando alegremente com os três tripulantes que estavam sem seus capacetes.
Segundo José estes seres tinham cabelos longos, ondulados e avermelhados, barba espessa e comprida, chegando até o abdômen; pele clara; olhos arredondados, grandes, com esclerótica mais escura do que a pele, pupilas bem escuras; sobrancelhas grossas; nariz afilado e comprido; orelhas grandes, despontadas na parte superior, boca larga, parecendo boca de peixe. Seu angulo de visão era muito pequeno, mas forçando a posição viu ao lado num estrado, enfileirados, em decúbito dorsal, desnudos quatro homens. Pareciam mortos. Dois deles eram robustos, sendo um deles negro e outro claro. Os dois outros eram franzinos e brancos. Acima desse estrado viam-se desenhos coloridos de seres e coisas da Terra: animais, casas, cidades, árvores, mar, automóveis, caminhões e aviões.
Por meio de gestos, desenhos e palavras repetidas, tentaram fazer-se entender. O militar percebeu que eles queriam algumas armas terrestres.
Interrompendo a "conversação", entrou um deles servindo uma bebida amarga, de cor verde escura, que o soldado só tomou depois que viu alguns beberem a droga. Beber foi uma operação muito difícil, porque, para levar o cálice à boca, tiveram que movimentar sua máscara e esta machucava sua nuca, que estava ferida. mas após isto sentiu-se mais disposto.
Dentre os aspectos abordados na tentativa de comunicação, José não tem dúvidas de que aqueles indivíduos estavam insistindo para que ele os auxiliassem em seus propósitos relacionados com nossa sociedade. O líder propôs-lhe levá-lo de volta à Terra, onde durante três anos, ficaria colhendo informações para eles. Mandaria depois buscá-lo para junto deles, afim de que estudasse ali num período de 7 anos. Finalmente, deixa-lo-iam definitivamente na Terra, como um guia para a sua gente.
Como resposta, José Antônio fez o sinal negativo, para indicar sua recusa e, manipulando o rosário começou a rezar em voz alta, mas o chefe, demonstrando irritação arrancou o crucifixo.
O HOMEM DE HABITO
Subitamente, enquanto os homenzinhos examinavam o crucifixo e as contas, surgiu um homem, aparentemente humano, com aproximadamente 1,70, com roupa escura, semelhante à um hábito de frade. Este ser, que estava descalço, tinha barba e cabelo compridos, alourados, pele clara e corada. Os pequenos seres que lá estavam aparentemente não viram a entrada deste outro e durante todo o tempo em que lá permaneceu não demonstraram tê-lo visto.
A presença desta figura trouxe alívio à José Antônio, que classificou como "uma boa pessoa, um dos nossos". Ele animou-se ainda mais com a mensagem que recebeu nesse momento. Segundo ele este ser teria passado revelações que deveriam ser transmitidas somente após receber novas instruções, por volta de três anos depois.
A VIAGEM DE VOLTA
Da mesma forma como surgiu o "frade" desapareceu. Os outros seres ainda se mostravam irritados. O líder deu um sinal aos guardas que vendaram a mascara de José Antônio e o preparam para a viagem de volta que transcorreu exatamente como na vinda. Ele foi deixado próximo à um córrego, em uma pequena pedreira. Ali permaneceu por algum tempo em semi-consciência. Só como raiar do dia ele conseguiu recobrar totalmente os sentidos. Caminhando tropegamente ele encontrou uma rodovia. Perguntou à uma pessoa que passava onde ele estava. O cidadão respondeu que estava a 32 Km de Vitória (ES) e era dia 9 de maio.
Ele caminhou com dificuldade, pois a perna direita estava inchada até a altura do joelho e três feridas abertas nos ombros e abaixo da nuca, provocadas pela fricção do capacete e doíam bastante. Aceitou uma carona que o deixou perto da cidade de Colatina. Ao chegar à estação ferroviária para pegar o trem para Minas conversou com um agente local. Este informou-o que o mesmo demoraria muito. O agente levou-o até sua residência ali perto para que pudesse fazer um lanche.
Ao chegar em Belo Horizonte ele foi abordado pelo agente de segurança Geraldo Lopes da Silva, a quem contou a ocorrência e por quem foi encaminhado ao Quartel de onde seguiu para a residência do Major Célio Ferreira.
Quando viveu essa experiência, José Antônio da silva tinha 24 anos, era solteiro, soldado nº 33930 da Polícia Militar de Minas Gerais e ordenança do então Sub-comandante de Guardas da PMMG, Major Célio Fernandes.
Representação da aparência dos ufonautas do Caso Bebedouro, com traje, à esquerda e sem capacete à direita.
 
   
 O Protagonista José Antônio da Silva
 
O OVNI, segundo descrição da testemunha
 
Representação da experiência de José Antônio da Silva