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sábado, 16 de maio de 2015

A realidade ao nosso redor pode ser produto de um programa de computador, diz filósofo britânico. NASA concorda!


O filósofo britânico, Dr. Nick Bostrom, diz acreditar que a realidade que percebemos ao nosso redor pode ser o produto de um programa de computador altamente avançado, tal como se vê nos filmes Matrix, e surpreendentemente um cientista da NASA concorda com ele.  Bostrom propõe que uma raça evoluída de alienígenas aprisionaram a raça humana dentro daquilo que ele se refere como um “aprisionamento digital”.
Estes alienígenas, ou super-humanos, estão usando a realidade virtual para simular o espaço e o tempo, de acordo com Bostrom.
Rich Terrile, cientista da NASA diretor do Centro para a Computação Evolucionária e Desenho Automatizado, acha que o Dr. Bostrom pode estar correto.
O cientista diretor da NASA disse: “Bem agora, os supercomputadores mais rápidos da NASA estão trabalhando no dobro da velocidade do cérebro humano.  … Se você fizer um cálculo simples usando a Lei de Moore [a qual alega que computadores dobram sua potência a cada dois anos], você descobrirá que estes supercomputadores, dentro de uma década, terão a habilidade de computar, em um mês, uma vida inteira de um humano de 80 anos – inclusive cada pensamento concebido durante essa vida“.
“Na mecânica quântica, as partículas não possuem um estado definitivo, ao menos que estejam sendo observadas.  Muitos teóricos despenderam muito tempo tentando explicar isto.  Uma explicação é a de que estamos vivendo dentro de uma simulação, vendo o que precisamos ver, quando precisamos ver.  O que eu acho inspirador é que, mesmo se estivermos numa simulação, ou em níveis de simulações a muitas ordens de magnitude abaixo, em algum lugar ao longo da linha algo escapou a lama primordial para se tornar nós e para se tornar nas simulações que nos fizeram – e isto é legal.”
A ideia de que o nosso Universo seja uma ficção, gerada por código de computador, resolve um número de inconsistências e mistérios sobre o cosmos.
O primeiro é o do Paradoxo de Fermi – proposto pelo físico Enrico Fermi durante a década de 1960 – que realça as contradições entre a aparente alta probabilidade de civilizações extraterrestres dentro de nosso universo que continuamente se expande, e a falta de contato com a humanidade, ou falta de evidência para estas  colônias extraterrestres.
Onde está todo mundo? Perguntou Fermi.
Poderia simplesmente ser que a Terra e a humanidade realmente são o centro do Universo?
Outro mistério explicado pela teoria do Dr. Bostrom é a do papel da Matéria Escura.
O cosmologista teórico estadunidense, Michael Turner, chamou a matéria hipotética de “o mistério mais profundo de toda a ciência“.
A Matéria Escura é um dos muitos materiais hipotéticos usados para explicar o número de anomalias no Modelo Padrão – a ciência da teoria de tudo a tem usado para explicar as partículas e forças da natureza pelos últimos 50 anos.
O Modelo Padrão de física das partículas nos diz que há 17 partículas fundamentais que constituem a matéria atômica.
O Bóson de Higgs, que foi a primeira teorizada pelos cientistas durante a década de 1960, está entre estas 17 partículas fundamentais.
No verão de 2013, cientistas do CERN observaram o que agora acredita-se ser a elusiva “Partícula de Deus”.
Mas o Modelo Padrão ainda é incapaz de explicar um número de propriedades confusas do Universo – inclusive o fato do Universo estar se expandindo à uma velocidade cada vez maior.  Acredita-se que a Matéria Escura seja uma matéria similar à uma teia, a qual une a matéria visível.  Se ela existe, isto explicaria o porquê das galáxias girarem na velocidade que giram – algo que permanece inexplicável, baseado somente naquilo que podemos observar atualmente.
O Modelo Padrão ainda não possui uma explicação para a força da gravidade.
A ainda não provada existência da Matéria Escura poderia ser explicada por um Universo virtual. Porém, nem todos ainda estão convencidos sobre esta explicação “Matrix”.
O Professor Peter Mililcan, que ensina filosofia e ciência da computação na Universidade Oxford, acha que a explicação da realidade virtual é falha.
“A teoria parece estar baseada na presunção de que ‘super mentes’ fariam coisas da mesma forma que nós faríamos“, disse ele.
“Se eles acham que este mundo seja uma simulação, então por que eles pensam que as super mentes – que estão fora da simulação – estariam restritas pelos mesmos tipos de pensamentos e métodos que nós?  Eles presumem que a estrutura elementar do mundo real não pode ser como uma grade, e também que as super mentes teriam que implementar um mundo virtual usando grades.  Não podemos concluir que uma estrutura de grade seja evidência de uma realidade imaginária, somente porque nossas maneiras de implementar uma realidade imaginária envolve uma grade.  É uma ideia interessante, e é saudável ter algumas ideias malucas“, ele disse para o The Telegraph.
“Você não quer censurar as ideias de acordo com elas serem sensatas ou não, porque algumas vezes novas importantes vantagens parecerão malucas no começo.  Você nunca sabe quando as boas ideias virão ao pensar fora do quadrado.  Este experimento de pensamento tipo Matrix é na verdade um pouco como algumas das ideias de Descartes e Berkely, há centenas de anos.  Mesmo se não existir nada nelas, o fato de você ter o hábito de pensar em coisas malucas poderia significar que, em algum ponto, você irá pensar algo que inicialmente possa parecer maluco, mas no final não é“, complementou.

Fonte: yournewswire.com