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sábado, 16 de maio de 2015

O “Polvóide”


O termo “Polvóide”, ou “Cefalopóide” é um neologismo que criamos para este caso tão peculiar ocorrido em outubro de 2011.
Um executivo de alta posição social em uma organização
multinacional procurou Cassyah Faria devido a sonhos e sensações estranhas que vinha tendo. “P”, vamos chamá-lo assim, tinha inúmeras perturbações noturnas e acordava em pânico em sua casa de campo, uma casa a beira de um lago onde “P” avistou um ufo pousado sobre as águas e acreditava ter sido tragado para dentro do objeto, atravessando as paredes solidas de sua casa. Depois disso, ele não desejou mais voltar àquela casa.
A transcrição da hipnose não está em sua íntegra, pois foi dificultosa e levou muito tempo para que o hipnotizado diminuísse seu pânico e começasse a falar calmamente sobre o que via.
Na sequência da transcrição do áudio, “H” representa a
Hipnoterapeuta Cassyah Faria e “P”, o cliente, o “Polvóide”.
Vejamos:
H - Qual é sua sensação no momento?
P - Nem quente nem frio. Esse corpo é afunilado... E azul. Uma
coisa, ah... Perto do pescoço tem uma armadura ou algo assim. Azul escuro, com umas coisas penduradas na altura do peito. Pontas fixas, arredondadas que não movem. Olhos boca, uma
protuberância no alto da cabeça, como um Buda... Vejo outro como eu, azulado, ele tem algo como uma coroa na cabeça, mas sai dele, faz parte do corpo, sai da cabeça dele essas pontas.
E nós estamos em uma caverna, e tem mais dessas coisas azuis
(outros seres como ele?) e sai uma luz do alto desta caverna. Estou bem no meio dela, eu vejo as rochas, piso nelas.
E tem uma pessoa usando uma roupa branca sob uns arcos, de pé, as suas roupas parecem antigas, ele fala algo sobre uma vila, ele veste sandálias, um homem velho de barba. Ele é serio e está
fazendo alguma coisa.
H - Agora eu vou tentar falar com ele, olhe para as sandálias. Você mora aí?
P - Moro onde tem árvores e uma vila. Tem crianças, e elas são
como minha família. Eu tenho responsabilidade por eles. Minha
casa tem uma porta com arcos. A casa não é confortável, é simples.
Faz parte de uma estrutura maior. E tem uma pessoa lá, sentada em uma cadeira grande. Um homem velho, que você vê quando você passa por lá. Uma pessoa que tem poder.
H - E o que você sente por ele?
P - Sinto medo dessa pessoa. Ele nunca chega perto.
H - E você, qual sua idade?
P - Nem velho, nem novo. O velho está conversando com outra
pessoa, mas eu não quero ir lá. É um lugar grande.
H - Você é sozinho?
P - Eu apenas tenho responsabilidade com relação às crianças. Eu não quero chegar perto do velho, ele é animalesco. Agora ele está só, ele não parece muito humano. Eu sou pequeno perto
dele...Agora nós estamos sentados, eu e as crianças e ele está de pé perto de nós, estamos sentados em circulo. Eu não posso ver o rosto do velho, eu não quero olhar para o rosto dele. Ele usa uma capa longa e tem uma mandíbula larga, mas nunca se move, ele tem um olhar fixo. É como se usasse uma mascara que cobre algo que está por trás...Agora tem outro, meio esverdeado, com uma boca parecida com uma boca de sapo.
Agora eu estou novamente na caverna e vejo uma abertura e as
árvores lá fora. E ao redor da entrada existem máscaras, como se fossem máscaras africanas, grandes. E nós somos observados por eles, que formam um circulo, mas quando eu olho para mim mesmo, eu sou azul. Meus pés são azuis. Meu corpo parece humano, mas minha cabeça não, a cabeça é grande e dela saem aquelas pontas, aquelas coisas.
H - E os outros que estão a sua volta?
P - Eu tenho medo, eles estão me cercando, eles vão fazer algo
comigo. Eu sou diferente deles, não sei como vim parar aqui, e não consigo me mover. Eu quero sair dali, mas não consigo, eles me deixaram fraco. Os outros foram embora, eu fui pego no buraco.
Eles me espetam, mas eu não sinto nada, meu corpo está dormente e imobilizado. Eu não sei o que eles vão fazer só me olham.
Agora eu vejo outro como eu, me olhando, e depois eu estou
flutuando e eles me levam assim, eu vejo as árvores passarem.
H - E de onde você veio, onde estava antes disso?
P - eu vejo as estrelas por uma janela, as estrelas se movem
rapidamente, uma janela meio triangular. E ali tem mesas, mesas
com coisas, alavancas (possivelmente uma nave em movimento).
Tem mais seres lá, mas não nesta sala. Eu trabalho lá. Existem
círculos nas paredes e algo como cadeiras, mas são ovaladas. Agora eu entendo, eu não tenho pés! Eu só tenho aquelas pontas, minhas pernas são tentáculos.
Os círculos vibram e então outros saem de dentro dele. Eles são
iguais a mim, eles são azuis com tentáculos e a cabeça alongada, mas alguns têm algo como um rosto, como se fossem de uma estátua. E existe uma plataforma brilhante, e estamos no movendo naquela direção, e eles falam conosco.
H - Você é um deles, o que está ouvindo?
P - Um deles brilha mais, dele saem pétalas de luz branca, ele eu
respeito. Ele parece não estar satisfeito comigo, eu me sinto
culpado de alguma coisa. Ele aponta para fora para as estrelas. Eu não devia ter deixado os outros me ver, ele não quer que eu volte.
Eles me deixam, eu peço para voltar, mas eles não vão me deixar voltar. Ele não quer explicar, mas diz que eu preciso sair, não posso ficar. Ele não responde mais nada.
Nota do autor: Cassyah encerra a sessão antes do que faz
normalmente. O hipnotizado parece estar sofrendo muito, passa
por uma situação opressiva e se mostra chocado com a própria
aparência que lembra um polvo. As frases são entremeadas com
choro e incompletas e a carga emocional excessivamente alta
dificultam a interpretação da situação.
Podemos inferir que o hipnotizado se viu exilado pela sua linhagem “Polvóide” após ter sido visto por inimigos de aparência humanóide, ou que lembravam sapos, e foi aprisionado por estes, talvez executado. A cena na caverna é confusa e entrecortada por visualizações de uma vila com crianças (escravas?) de quem ele cuidava. A sensação de estar cercado e aprisionado toma conta do hipnotizado na maior parte do tempo. Em alguns momentos parece haver três espécies de seres na cena: humanóides de roupa branca
e barba longa e um ser que lembra um sapo, ambos opressores, e o hipnotizado cujo corpo lembra um polvo azul escuro. O tom geral da sessão é de profunda tristeza e medo.
Conversando com os
Extraterrestres
Por
Cassyah Faria