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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Caso Lança-Chamas


Introdução

Este caso ocorreu em 1957 na cidade de Campinas no interior de São Paulo e foi noticiado pela primeira vez em boletim ufológico número 14 da S.B.E.D.V. (Sociedade Brasileira de Estudos dos Discos Voadores) do Rio de Janeiro, presidida pelo saudoso Dr. Walter Büller, em março de 1960. Republicamos o caso com algumas correções e esclarecimentos do Sr. Hélio Penteado envolvido diretamente no caso e que residia na cidade de Curitiba.
Em setembro de 1957, quando o Sr. Hélio Penteado foi chamado para consertar uma cerca de arame de sua Fazenda localizada no interior de Campinas em São Paulo. Já há alguns anos a Fazenda foi vendida para o Sr. Sales Guerra. O Sr. Penteado na época possuía em sua Fazenda uma piscina, uma casa, um celeiro além de vários animais e pássaros, também realizavam cultivo de hortelã e eucaliptos.
Naquele dia o Sr. Penteado saiu acompanhado de seu capataz o Sr. Zeca Sabiá, em direção aos fundos do terreno onde havia uma cerca rompida pela presença de um boi pertencente a uma Fazenda vizinha. Eram aproximadamente 15h00min quando o cachorro Abilu, que pertencia a Zeca Sabiá começou a rosnar em direção a plantação de hortelã. Resolveram averiguar quando ouviram um forte e agudo som que os irritava.
Diz o Sr. Penteado: “...então vi um balão e logo comentei com Zeca Sabiá que, primeiro um boi vem estragar a minha cerca e agora este balão vem cair em minhas hortelãs!” Perceberam em seguida que o tal balão não era um balão mas um objeto de forma discoidal com mais de 15 metros de comprimento. Encontrava-se apoiada em um tripé com esferas nas pontas que giravam e perfuravam o solo, a medida que pousava. As marcas deixadas no chão mediam aproximadamente um metro de diâmetro, como foi verificado posteriormente.
O O.V.N.I. encontrava-se a aproximadamente 100 metros das duas testemunhas, quando o Sr. penteado resolveu aproximar-se cautelosamente. Observou que dois seres saiam não sabe por onde do interior da nave. Aparentavam ser humanos, mas não era possível ver seus rostos, pois usavam uma espécie de macacão colado ao corpo que cobria inclusive suas cabeças. Deslizavam sobre o corpo do objeto como se estivessem utilizando patins, mas ao se locomoverem não mexiam as pernas. No solo caminhavam normalmente e desceram em direção ao rio Tietê que passava próximo do local. Antes, porém pegaram abaixo da nave uma espécie de vasilha e a levaram consigo. Um dos tripulantes parecia estar carregando uma espécie de arma que mais parecia um lança-chamas. Não moviam os dedos, apenas o polegar aparentando estarem utilizando luvas tipo esquimó. Seus trajes eram inteiriços de cor verde folha, diferenciando apenas nos pés onde usavam botas cor de magnésio com um cilindro logo abaixo.
Representação do Caso Lança-Chamas em arte de Luiza Ribas
O Sr. Penteado pensou em atirar neles, mas notando que poderiam não pertencer a esse planeta mudou de idéia resolvendo apenas observar suas ações e esperar. Zeca Sabiá prendia o focinho de seu cão para que não fizesse barulho.
Os seres entraram em uma plantação e ao se dirigirem ao rio tiveram que passar por uma cerca d 1,80cm de altura. Daí pode calcular que esses seres deveriam ter cerca de 1,20cm. de altura.
Mesmo utilizando óculos escuros o Sr. Penteado e Zeca Sabiá, sentiram fortes dores nos olhos. Pediu a seu capataz que pegasse a charrete e chamasse um fotógrafo o prefeito, ou o delegado da cidade para que estes presenciassem os estranhos visitantes. Meia hora depois Zeca retornou sozinho afirmando que não conseguiu localizá-los. Depois de 10 minutos os seres retornaram com a “vasilha” cheia do que o Sr. Penteado acreditava ser água do rio. O que portava a arma apontou-a para uma árvore de Jacarandá Branco e abriu-lhe uma fenda profunda no tronco. Também abriu um buraco redondo em um caule de eucalipto que se encontrava próximo ao objeto.
Entraram no objeto do mesmo modo que desceram, desaparecendo por detrás de uma cúpula. Novamente voltou a se ouvir o zumbido estridente e recolhendo seu tripé, elevou-se gradativamente aumentando sua velocidade e desaparecendo nas alturas em direção à cidade.
Quando o Sr. Penteado retornou a seu automóvel, um Ford ano 37, notou que não dava ignição. Abrindo o capo observou que os cabos da bateria e os demais cabos de seu automóvel estavam todos pulverizados.
Agora na charrete de Zeca Sabiá retornou para o celeiro e notou uma incrível diferença. Todas as ferramentas de sua propriedade encontravam-se empilhadas em forma de cone que deu a impressão de ter se formado por ocasião de um potente imã. Todos os pássaros encontravam-se mortos sem causa aparente. O macaquinho encontrava-se agitado e com os arames de sua jaula retorcidos. Mais tarde observou que seu relógio estava parado e que não mais funcionava. Mais tarde enviou o relógio a um relojoeiro, mas mesmo após o concerto havia um atraso diário de 10 minutos.
Sua esposa comunicou o fato ao Instituto Agronômico de Campinas, que solicitaram ao Sr. Penteado dois moldes de gesso das pegadas dos estranhos seres.
Em 1968, o senhor Penteado foi convidado pelo Instituto Agronômico a observar os moldes das pegadas que apresentavam estranha luminosidade fosforescente.
Observação: Na época os jornais de Campinas noticiaram o caso e naquele mesmo dia várias pessoas moradoras em Campinas, observaram um objeto em plena luz do dia sobrevoando o Hospital Julio Mesquita, onde o objeto soltou duas borras de metal líquido que caíram em uma rua da cidade. O objeto passou tão baixo que chegou a bater em uma quina de um caminhão estacionado naquela rua. Análises realizadas naquela época constataram que as borras de metal apresentavam alto teor de magnésio e a Aeronáutica sob o comando do Brigadeiro Godofredo Vidal, investigou o caso.