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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Conheça os incríveis cadáveres que não se decompõem


Em março de 2014, uma equipe de arqueólogos descobriu, enquanto realizava escavações no Convento dos Jacobinos, em Rennes, na França, os restos de Louise de Quengo, um corpo de 1,45 metro e 359 anos de idade perfeitamente conservado, com pele, músculos e até órgãos intactos. Embora pareça estranho, não é o primeiro caso de um cadáver encontrado em estado de conservação extraordinário. Apesar de alguns considerarem essa mumificação natural como um milagre, a ciência tem sua explicação para esse fenômeno.

A também chamada “mumificação espontânea” pode acontecer devido a uma série de fatores, como a sequidão do ambiente, a ausência de insetos, a falta de gordura no corpo e a existência de um processo interno capaz de destruir as bactérias, o que gera um processo de dissecação natural, que impede a putrefação e a decomposição do cadáver. Outra causa da mumificação é o fato de o corpo estar em um ambiente de umidade estéril; é quando acontece o fenômeno da adipocere, ou cera cadavérica, que, primeiro, transforma os tecidos em sabão, através da gordura, e, depois, as partes moles viram algo semelhante à argila.
Uma terceira possibilidade é a petrificação do cadáver, devido à infiltração de hidroxiapatita e do carbonato cálcico, como no caso das múmias dos pântanos de Tollund, na Dinamarca, ou do homem de Cashel, na Irlanda. De qualquer modo, para que os órgãos de um cadáver se mantenham conservados é indispensável que o corpo não entre em contato com o oxigênio. Na Noruega, por exemplo, os cemitérios têm problemas de espaço, porque os corpos não se decompõem, uma vez que são enterrados (por uma medida higiênica tomada durante a Segunda Guerra Mundial) em capas de plástico, que não permitem a passagem de oxigênio.
Muitas pessoas acreditam que a preservação dos seus corpos após a morte é um um processo importante para seguir à outra etapa além da vida. A técnica teve sua origem no Egito, mas teóricos defendem que a prática de mumificação - usada até hoje - é uma prova de que uma civilização extraterrestres altamente avançada visitou a Terra num passado distante