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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Abdução Alienígena ou Teletransporte ?


Hoje você está aqui. Amanhã pode acordar em Rondônia ou mesmo na China. Muitas pessoas têm medo disto acontecer com elas também. Uma viagem assim pode ser fantástica e maravilhosa. Pode ser também um perigo. Esta viagem existe ou não existe? Algumas pessoas acham que sim. Outras que não. 
Algumas não têm certeza, mas têm medo de serem transportadas para lugares estranhos. Tudo isto é muito misterioso. 
Em novembro de 1975, o professor Antônio Roiuk, do Colégio Estadual Hildebrando Siqueira, saiu de casa e foi ao banco descontar um cheque. Quatro dias depois ele foi despertar em Vilhena, Rondônia. O professor não se lembra do que lhe aconteceu nestes dias em que esteve desaparecido. Apenas saiu do banco, entrou no carro, sentiu uma forte dor de cabeça, parou o carro e deitou a cabeça sobre o volante, quanto ao resto, não se lembra de mais nada. É o que afirma. 
Esta história diferente acontecida com o professor abriu possibilidade de outras pessoas serem levadas também. Muita gente afirma 
que gostaria de sentir a experiência. Várias outras simplesmente têm medo. 
Um disco voador, outro objeto estranho e que voa, um fenômeno sobrenatural ou até mesmo um fenômeno muito natural, porém não identificado, são as diversas hipóteses levantadas, com a possibilidade de qualquer um ser deslocado a qualquer instante, podendo estar na rua, no campo ou inclusive dentro de casa. 
Ivan Simões Saidenberg, escritor e dirigente de uma Associação de Estudos Paranormais, levantou a hipótese do professor ter feito esta viagem através de um meio chamado teletransporte. 
—Isto é possível porque existe uma força que a lguns atribuem ao espiritismo ou a outras origens sobrenaturais ou ainda a forças mentais ainda não conhecidas da ciência. 
—Eu mesmo já tive esta experiência, só que eu me desloquei e meu corpo ficou no lugar, explicou, contando a seguinte história: 

—Em janeiro de 1974 estava acamado sofrendo de pneumonia. De repente fui parar na casa de minha tia em São Paulo (resido em Campinas à Av. Prestes Maia, 836, Jardim do Trevo), onde minha avó estava muito mal. Lá encontrei meu pai, já falecido há 20 anos. Ele veio contar-me que minha avó tinha morrido. A casa estava cheia e senti a movimentação das pessoas por causa da morte. Senti a presença de vários parentes meus e, mais tarde muitos deles vieram confirmar a minha presença 
naquela casa. Depois subitamente vi que já estava em minha casa. Chamei minha mulher, somente ela estava em casa e possivelmente tão ocupada que não sentiu nada de anormal. Contei -lhe que minha avó havia morrido. Ela não acreditou, pressupondo um possível sonho. 
—No dia seguinte levantei e fui à banca comprar um jornal da capital, foi então quando vi a notícia da morte e o enterro estava marcado para aquela mesma hora em que eu estava na banca. 
—A viagem deve ter sido muito rápida, porque minha mulher não percebeu nada. 
—A partir deste acontecimento comecei a me preocupar com a possibilidade das pessoas serem transportadas para outros locais. Foi assim que surgiu a Associação de Estudos Paranormais. 
—Através de estudos notamos que tais viagens são comuns, já aconteceram e acontecem com muita gente. Citou como exemplo, os monges do Tibet que conhecedores da ciência do teletransporte a utilizam sempre que necessário, fazendo percursos de um mosteiro para outro a centenas ou milhares de quilômetros. A explicação é de que eles fazem isso através de guias espirituais que os transformam em energia capaz de viajar com a velocidade da luz. Chegando ao local assumem novamente a forma material. 
—Segundo as notícias ventiladas, o professor Roiuk sempre teve muita vontade de conhecer Amazonas. Diante disto não é totalmente inviável a teoria de que esta forma de teletransporte tenha acontecido com ele, embora possam existir muitas outras explicações. 
Ivan Saidenberg não acredita na hipótese do disco voador, pois ninguém viu aparelho nenhum e além disso muitas das pessoas que se dizem transportadas por discos voadores sabem contar a viagem, o que não aconteceu com o professor.  
—É possível que Antônio Roiuk após uma viagem por teletransportes, tenha sofrido uma possível confusão mental e não se lembre do que fez nestes dias. Ele pode até ter gasto ou perdido o dinheiro sem se lembrar disso. 
—Tal fenômeno pode ser vivido por qualquer outra pessoa possuidora de guias espirituais que permitam o deslocamento. A pessoa pode ter o guia ignorando-o, foi o que aconteceu comigo. Na época eu não entendia nada a respeito. 
—A viagem pode ser feita de duas formas: fisicamente ou apenas com o corpo astral ficando o corpo físico no lugar em forma de morte. No caso da viagem física, o corpo se torna invisível, já que assume a forma de energia. 
Ivan contou ainda outros casos, um deles acontecido com ele mesmo: 

—Uma vez consegui identificar um meu guia espiritual no centro espírita. Ele disse que iria levar-me a conhecer um cafezal onde trabalhou como escravo. Daí, muitos meses depois, eu me senti voando sobre uma grande plantação que identifiquei como sendo uma lavoura de café. Eu voava em linha reta e pouco depois vi uma casa velha, de pedras e taipas, abandonada e sobre a qual pousei. Dali enxerguei umas máquinas velhas e enferrujadas. Daquele alto, senti medo de cair e pensei: "é melhor 
eu descer antes que me machuque". Nisto, caí. Mas, antes de cair no chão caí em meu corpo. Foi uma viagem muito rápida. 
Outro exemplo: 
—Um dia, uma colega minha havia se deitado quando lembrou que precisava fazer um telefonema. Ao levantar sentiu o corpo ficando sobre a cama. Percebeu que a perna esquerda ainda estava ligada ao corpo material. Ela diz que sentiu um medo terrível e quis gritar pela mãe. Todavia, o corpo não fazia 
barulho. Só depois de muito custo é que conseguiu voltar ao próprio corpo e gritar por alguém. Aí as pessoas vieram e constataram sua baixíssima temperatura. 
Na sua opinião como estudioso de assuntos paranormais, a pessoa transportada por meio do teletransporte, corre sempre riscos muito sérios inclusive o perigo de não voltar mais. Muitas 
vezes uma pessoa pode estar aparentemente morta, quando na verdade seu corpo astral está viajando, enquanto o corpo físico fica sem vida. 
É por isso que muitas vezes constata-se que algumas pessoas mudam a posição do corpo no caixão, depois de sepultadas. O corpo astral pode levar mais de 24 horas para voltar e nisso o corpo vai para o cemitério. 
—Possivelmente, é acreditando nisso que cientistas norte-americanos guardam no congelador corpos de pessoas que morreram devido a doenças não curáveis. Segundo dizem até o corpo de Walt Disney está no congelador. 
—Foi uma tentativa frustrada de volta do corpo astral que surgiram as múmias do Egito. Digo frustradas, porque eles tiraram partes dos corpos humanos, tirando assim as possibilidades de vida. 
—A respeito das viagens por teletransportes, existem várias histórias de desaparecimento de pessoas, navios e frotas de aviões em uma parte do mar dos Caraíbas. Somem navios com toda tripulação e frotas de aviões e ninguém nunca conseguiu encontrar o menor vestígio.  

(Jornal Diário do Povo - 5/12/1975)