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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Caso Tiago Santos


Se Toríbio Pereira e Maria Cintra jamais se recuperaram de suas experiências, aos 19 anos de Tiago Santos, ao contrário, foram a principal causa de seu contato - conquanto doloroso - com três tripulantes de um óvni, nas cercanias de Piraçununga. 
Vendedor de frutas - depois motorista da Santa Casa de Santo André - Tiago, em fevereiro de 1969, morava perto do Instituto de Zootécnica, onde, às 6h 50m de uma certa manhã, foi chamado por sua vizinha, Dona Maria, para observar pelo binóculo "um estranho pára-quedas do outro lado do vale" (em Piraçununga funciona uma Escola de Cadetes da Aeronáutica). 
Já então muitos vizinhos se encontravam reunidos, tendo sido Tiago o único a propor - e a ir - verificar pessoalmente o que se passava do outro lado. Ao passar em frente ao Instituto de Zootécnica, combinou com o porteiro Sr. Hans (alemão) tomar cada qual um atalho até onde se achava o "pára-quedas". 
Tiago tomou o rumo de uma cachoeira e ao se aproximar, contou depois ter visto "um Disco Voador sobre um tripé". 
Nisso, a portinhola 
se abriu e dois seres, de escafandro, passaram a flutuar em sua direção. 
Enquanto lentamente se aproximavam, Tiago, que estava fumando, "nervoso, é verdade, mas não com medo", soltou uma baforada maior, momento em que lhe pareceu ter escutado, de dentro do escafandro, "uma espécie de gargalhada", ao mesmo tempo em que um tubo saía do capacete. 
Nesse instante, Hans, que observava do outro lado, pôs-se a berrar. Ao ouvir os gritos, os dois tripulantes flutuaram novamente em direção à portinhola, quando um deles, pegando de um aparelho, descarregou na coxa de Tiago "uma chama azul, mas não contínua". 
Caindo no chão, o vendedor de frutas percebeu ainda o objeto afastar-se, enquanto, com a ajuda do companheiro, era levado de volta para casa. Naquele dia, perdeu o apetite e bebeu quatro litros de água, ficando com a coxa inchada, "de um inchaço especial", durante várias horas. 

(Correio Popular - 15/09/1974)