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terça-feira, 21 de julho de 2015

Caso Walter Correia


Em julho de 1988, o Sr. Valter Correa do Prado estava em sua residência no bairro do Boqueirão, assistindo o final de uma partida de futebol quando percebeu que seus cães e gatos estavam assustados com alguma coisa que aparentemente vinha da cozinha. Os gatos se arrepiaram. Percebeu que uma forte luz emanava daquele local. Seguindo em direção àquela peça, abriu a janela para verificar a origem da luz forte. Quando a abriu sentiu-se paralisado, mas notou que ela iluminava mais do que o dia pelo menos umas três quadras. A claridade era muito forte e afirmou que se fosse jogada uma agulha no chão poderia facilmente ser encontrada. Chegava a ofuscar, mas não doía. Dois ou três segundos depois a luz desapareceu. Pode perceber apenas que a fonte da luz aparentava ter a formato de um disco, que se encontrava a alguns metros de distância. Quando fechou a janela notou que a televisão continuava ligada, mas a programação era diferente. Antes de abrir a janela lembra-se que a chamada do canal em questão era o inicio do programa Os Trapalhões. Mas ao fechar a janela o programa que estava sendo exibido era o Fantástico. Concluiu que não sabe como, mas perdeu todo o programa dos Trapalhões, ou seja, teve um lapso temporal de pelo menos uma hora.
Os animais continuavam com medo – inclusive dele – e dois cães que se encontravam amarrados chegaram a arrebentar a coleira e as correntes. Olhando no relógio lembrou que tinha que buscar sua esposa Diva no ponto do ônibus, que vinha do trabalho. Contou a ela o que se sucedeu e em seguida no caminho ambos viram uma forte luz que emanava do céu. Era como uma estrela, mas diferente. Chegando em casa notaram que a luz aproximou-se e sua mulher assustada correu para dentro de casa. Valter continuou do lado de fora olhando a estrela até se cansar e ir dormir.
Dias depois em julho ou agosto (cerca de um mês e quinze dias depois) Valter chegou em casa do trabalho em horário de novela (19:30 – 20:00). Era uma noite límpida, mas olhando para a lâmpada da rua notou que havia uma neblina marrom ao seu redor. Como nunca havia visto tal coisa chamou a atenção de sua esposa que foi verificar a tal neblina. Aos poucos a neblina chegou a sua casa e continuou a apresentar-se estranhamente. Podia ser vista apenas ao redor de lâmpadas dando a impressão que queria escurece-las. A princípio deixou de lado e entrou em casa. Mais tarde voltou-se para fora e continuou a observar a tal neblina. Foi então que ambos viram um objeto em cima de um terreno baldio vizinho a uns 50 metros, pertencente ao Exército (localizado no bairro do Boqueirão). Tinha a forma de um charuto, como um avião, mas sem asas. Estava flutuando a uns 20 ou 30 metros do chão estacionado no ar. Não produzia qualquer espécie de ruído mesmo depois de abaixarem o som da televisão e do rádio que estavam ligados. Ficaram uns 20 minutos observando o objeto e notaram que ele possuía janelas coloridas nas cores alaranjada e verde, mas de tom estranho. Também existiam luzes inferiores nas mesmas cores, que piscavam a intervalos regulares. No dia seguinte observaram que o capim do terreno onde o objeto se encontrava na noite anterior, havia se queimado na forma redonda. O Exército roçou toda a região, mas mesmo assim as pistas da presença do objeto continuaram. Tiveram que virar a terra e chegaram a passar um trator para apagar as pistas. Cercaram a região e um jipe que nunca esteve por ali, rodava a região dia e noite não permitindo a aproximação de ninguém.
No mês seguinte tiveram a oportunidade de presenciar mais um objeto junto com alguns vizinhos que se esconderam em sua casa. Após o incidente, os vizinhos em questão, mudaram-se imediatamente da região. Enfrentou vários problemas como conta de energia elétrica mais cara, luzes com problemas, televisão e som queimavam e geladeira estragava. Notaram que após esses incidentes, Valter tornou-se uma pessoa calma – o que diferenciava de seu caráter que era mais agressivo – e que agora se sente muito mais disposto. Alimenta-se melhor e dorme mais cedo. Sua esposa confirmou as mudanças fisiológicas de seu marido. Também percebeu que antes lembrava de seus sonhos com facilidade, mas que agora não se lembra mais.
- Observações
Questionamos Valter se ele concordava em realizar uma hipnose regressiva para tentarmos ajudá-lo a se recordar do ocorrido da primeira noite. Ele concordou imediatamente, mas dias depois ficou arredio e mudou de idéia. Acreditamos que sua mudança de idéia fosse conseqüência de influências de alguns amigos que o assustaram quanto à hipnose.
Valter era cético, mas depois dos incidentes começou a comprar literatura especializada no fenômeno UFO para poder comparar com seu caso.
Atualmente no local do avistamento do objeto existe um clube de oficiais do Exército e o terreno encontra-se completamente modificado.
Este caso foi notificado inicialmente por Luiz Silva que freqüentava na época o posto de gasolina onde Valter era funcionário. Luiz teve a oportunidade de verificar “in loco” o local da observação e confirmou que estava queimado em círculo perfeito. Na época não teve oportunidade de fotografar o terreno, o que lamentou profundamente.
Abril de 2000
 (abril 2000) voltei a ter contato com Valter – que agora trabalhava como vendedor de sapatos –, e que concordou em fazer uma sessão de hipnose com o pesquisador e hipnólogo Mario Nogueira Rangel. Realizamos uma sessão em seu endereço onde testemunharam além de mim e do Sr. Mario sua esposa Diva Correa do Prado e seu filho. Toda a história retornou em detalhes, mas nada mudou. Valter acrescentou apenas os detalhes de que avistara uma forte luz no interior de um objeto e que estaria deitado em alguma coisa. Avistou dois vultos, mas não conseguiu visualizar detalhes por causa da luz forte. Recorda-se apenas de ter visto luzes em cima dele, os vultos que mexiam aparentemente na cabeça dele e uma porta na direção de seus pés. Também descreveu um ruído como de broca e um tipo de bisturi. Hipnotizado, Valter conseguiu desenhar o bisturi que avistara.
Dias depois fui com Valter e sua esposa ao Hospital Cajurú para fazer algumas chapas de raio-X de seu crânio no intuito de verificar a presença de algum tipo de artefato, visto que ele afirmara em seu depoimento – hipnotizado –, que possivelmente haviam mexido em sua cabeça. Felizmente para Valter nada foi encontrado.