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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Existe um reator nuclear natural de 2 bilhões de anos na África

Ao analisar o minério da República Gabonesa, na África, cientistas franceses perceberam algumas coisas estranhas. O ano era 1972 e eles verificavam o urânio vindo de uma mina da região de Oklo. No material, havia três isótopos: urânio-238, urânio-234 e urânio-235.
Os cientistas perceberam que a porcentagem de urânio-235, mais conhecido por ter o poder de despertar uma reação em cadeia de fissão nuclear, era menor do que o normal: o material correspondia a 0,717% em vez dos 0,720% habituais.
Uma análise mais aprofundada mostrou que cerca de 200kg de urânio-235 estava faltando na mina. Essa quantidade seria o suficiente para fazer uma dúzia de bombas nucleares. Quando o urânio-235 é bombardeado com um nêutron, o primeiro é dividido em dois pedaços, cada um contendo metade dos nêutrons e prótons do átomo original, causando uma fissão nuclear. Durante a reação uma porção da massa é perdida, fazendo com que um pedaço do material seja transformado em bastante energia.
A descoberta mostra que um reator nuclear se manifestou espontaneamente em Oklo há dois bilhões de anos, movimentando um equivalente a 100 Kw de energia.

Segundo os cientistas, existe a possibilidade de que o urânio fosse coberto por água subterrânea, que regulava os nêutrons e fornecia o ambiente para a reação em cadeia. A energia gerada aquecia a água ao ponto de ela ferver, fazendo ela se transformar em vapor. Com o fim da água subterrânea, a reação parava. Quando a água era filtrada de volta para a caverna, o processo começava mais uma vez, até o líquido se esgotar novamente.A teoria mais aceita sobre o funcionamento do reator é a de que ele passava por um processo de reação em cadeia, com cessação, refrigeração, repetição, por milhares de anos, até que o material de fissão se esgotasse.