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segunda-feira, 20 de julho de 2015

JUNG E OS DISCOS VOADORES


Em 1958, impressionado com a quantidade de relatos sobre avistamentos de discos voadores, o psicólogo Carl Gustav Jung (1875-1961) resolveu se debruçar sobre o assunto. Escreveu uma pequena brochura. Um Mito Moderno Sobre Coisas Vistas no Céu, na qual relaciona os OVNI’s ao conceito do inconsciente coletivo, criado por ele. O Inconsciente Coletivo é uma espécie de "matriz mental" que contém a memória acumulada pelo homem na sua evolução. Isso explicaria porque os mesmos mitos e figuras arquetípicas se repetem em culturas completamente diferentes.
Jung concluiu que os discos voadores eram um fenômeno psicossocial. Para ele, os avistamentos eram uma reação à Era Nuclear. PeIa primeira vez na sua história, a humanidade corria o risco de extinção. E o homem, cada vez mais descrente dos deuses tradicionais, inventou um novo ser supremo, mais apropriado a uma época tecnológica. Veja o que Jung diz: “Na atual situação de ameaça do mundo (...), a fantasia produtora de projeções amplia seu espaço para além do âmbito das organizações e potências terrestres, para o céu, isto é, para o espaço cósmico dos astros, onde outrora os senhores do destino, os deuses, tinham sua sede nos planetas”.
O psicólogo observa também que o formato redondo dos discos é tradicionalmente associado à divindade (o sol, a mandala, o círculo mágico, o olho que tudo vê).
Mas os discos voadores não eram só uma alucinação coletiva. Jung acreditava que o inconsciente tem o poder de projetar objetos no mundo físico. Materializar obsessões. Os OVNI’s seriam, portanto, a maior conspiração de todos os tempos: nosso inconsciente tramando contra nós mesmos.