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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Caso Wilson Bueno de Moraes


O caso seguinte foi pesquisado por Mário M. C. Friedlander da SIFETE - Pesquisa Científica, com a colaboração de Júlio C. F. Lobo e Solange de Oliveira Castro. 
O objetivo da pesquisa era colher depoimentos sobre o seqüestro de um motorista de táxi em Campinas - SP. 
O local pesquisado: Rua Roberto Simonsen, 481, bairro Taquaral, Campinas - SP. 

Tomamos conhecimento do caso através do jornal "Diário do Povo" que noticiava o caso com grande destaque. Como foi mencionado que o "seqüestrado", apresentou logo após o episódio uma mancha azul na perna, nos interessamos de imediato, pois isso poderia representar uma prova física. 
Fomos até o ponto de táxi do bairro Bela Vista, onde ele trabalhava, e lá constatamos que outro motorista também havia visto o OVNI na mesma noite, no mesmo local e aproximadamente à mesma hora. Na seqüência, dirigimo-nos à casa da testemunha principal e fizemos um interrogatório, não muito rigoroso, pelo estado em que ambos se apresentavam; muito nervosos e por que não dizer, apavorados.
 
1.ª Testemunha: Wilson Bueno de Moraes, 44 anos, solteiro. 
Residência: Rua Roberto Simonsen, 481, Taquaral, Campinas - SP. 
Profissão: Motorista de Táxi. 

O Sr. Wilson tinha combinado com a Segunda testemunha, para que esta fosse buscá-lo pouco mais adiante da lanchonete "Caneco", pois queria andar um pouco, fazer exercícios, já que dirigia a maior parte do dia. 
Durante a caminhada, na esquina da Rua Diogo Álvares com a Rua Bento de Arruda Camargo, no Parque São Quirino, viu uma luz, que parecia um avião, descer rapidamente em cima dele. Segundo ele não fazia barulho algum. Fora do objeto, a uns dois metros dele, viu dois seres com menos de 1 metro de altura, com macacão, capacete ou máscara, que falavam entre si. O que eles falavam ele não soube sequer imitar. Disse que parecia o som de um rádio de polícia. A luz sobre ele era azulada e bem forte. A noite estava calma e apesar de ser mês de agosto não havia vento algum. Não se recorda se havia lua ou estrelas no céu, mas lembra-se que era entre 23h 30m e 24h. do dia 04 de 
agosto de 1979. Daí em diante, disse que deve ter desmaiado, pois só se lembra de estar sua casa, meia hora depois, ou seja, 0h 30m do dia 5. Só mais tarde, veio perceber que tinha na coxa direita e parte das nádegas, uma mancha azul-arroxeada de grande dimensão. 
Após esse episódio, o Sr. Wilson, que apesar de magro, se alimentava muito bem, perdeu totalmente o apetite e no lugar passou a sentir uma sede muito ,grande suando exageradamente durante a noite e com perturbações e sonhos relacionados com sua experiência. Muito nervoso, tinha medo que eles voltassem para pegá-lo novamente. A mancha da perna, segundo ele, não doía. Mesmo assim, alertamos o Sr. Wilson dos perigo que poderia estar correndo. Apesar de nossa insistência, ele recusou-se a visitar qualquer médico para um diagnóstico. 
 Quando perguntado se já se interessara pelo assunto relacionado a OVNIs, respondeu que sim. Contou inclusive que ele e o pai já haviam visto um, na estrada de Moji Mirim, alguns anos antes. Frisou ainda que adorava assistir filmes de ficção e seriados como "Jornadas nas Estrelas" e "Os Invasores". 
Pedimos que desenhasse os seres ou representasse a luz 
mas ele se negou dizendo que não conseguiria. 

2.ª Testemunha: José Carlos Bernardo, 24 anos, solteiro. 
Residência: Rua Círculo Italiani Unithe, 290, bairro Jardim Conceição, Campinas - SP. 
Profissão: Motorista de Táxi (fez curso de análise química em Marília). 

O Sr. José estava indo encontrar o Sr. Wilson, quando por volta das 0h 10m da mesma noite e no mesmo local, ele viu o que descreveu como um "flash, um curto-circuito, um tipo de transformador estourando". A luz tinha aproximadamente 10 metros de diâmetro e era de cor prata muito forte. Ele fez a observação através do para-brisa do táxi, um Corcel (vermelho - placa: RY 0211). 
Depois de parar o carro bruscamente, pois ficou cego durante uns dois minutos (". sumiu o pensamento, sumiu a vista, sumiu tudo."; ". a luz ultrapassou o pensamento."), foi a procura do Sr. Wilson, mas como não o encontrou foi até a casa dele. Como era tarde não bateu. Só contou seu caso no dia seguinte quando então soube do caso do amigo. 

Observação: a luz ficou em cima do Corcel. Com autorização da testemunha, tiramos uma pequena camada de tinta do capô do carro para verificações de energia acumulada, mas não houve nenhum resultado positivo. 
Durante a observação e após ela, o carro não apresentou nenhuma anormalidade. No entanto, no dia seguinte, o alternador não funcionou mais, tendo que ser substituído. 

(Relatório N.º 8/1979 - SIFETE)