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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Crer = Ver


A Realidade individual e a Coletiva
Cada um de vocês tem sua própria ideia a respeito da vida, a respeito das suas próprias experiências em sua vida. Porém essa ideia, durante um período longo em sua sociedade, foi considerada da seguinte forma: a vida, a realidade física, é algo que de alguma forma, na prática, está separada de vocês. E seus pontos de vista ou suas percepções são percepções oriundas da vida em si, ou seja, são percepções acerca de algo que existe separadamente de vocês, que não os inclui, mas acrescenta-lhes algo, ou simplesmente vocês existem para serem adicionados a algo pré-existente. E não existe modelo ou forma que seja conectado à vocês ou a que se conectem, a não ser a ideia de que vocês existem na experiência de vida física.
No entanto, no momento presente, a sua sociedade passa por uma grande transformação em relação a essa perspectiva. Até mesmos os “seus” cientistas Físicos estão começando a entender que aquilo que vocês chamaram por tanto tempo de “realidade física” na verdade não é nada além de uma extensão de sua imaginação, ou uma extensão do que lhes ensinaram a acreditar como sendo a realidade física propriamente dita. E aquilo que parece tão sólido para os seus sentidos físicos só é sólido porque vocês têm tal definição no seu sistema de crenças, ou seja, só é sólido porque vocês acreditam que seja. Portanto, com essa nova compreensão, com esta consciência crescente em sua sociedade, vocês poderão entender que aquilo que chamaram, por tanto tempo, de "ponto de vista" não é apenas uma ferramenta de observação, mas também é a própria ferramente criativa.
Em outras palavras, vocês começam por ter um ponto de vista, vocês começam por ter um sistema de crenças e essas coisas determinam a realidade que vocês têm. No entanto, a realidade fisiológica que vocês têm pode, através de seus sentidos, permitir que vocês tenham experiências que irão reforçar sua crença original. Mas em razão da crença original ser, às vezes, inconsciente, vocês poderão não ter ciência do fato de que vocês tinham uma crença que deu origem a tudo e que também criou a experiência que vocês têm. A crença deve vir em primeiro lugar, o ponto de vista sempre vem em primeiro lugar. Isso se dá porque, em primeiro lugar, você é essencialmente apenas uma consciência, um aspecto auto-consciente da criação.
A consciência, sendo auto-consciente, é capaz de ver-se a partir de muitos pontos de vista e de várias maneiras – em uma infinidade de formas, na verdade. Qualquer uma delas e todas essas infinitas maneiras são formas igualmente válidas em que o self pode ver a si mesmo, ou ter a própria experiência de si. Nenhuma forma é mais verdadeira do que a outra. Todas são criadas a partir da perspectiva, da crença mais forte, da definição mais forte da realidade, ou seja, a perspectiva mais forte que vocês tiverem certamente determinará o tipo de experiências que vocês criarão em sua realidade. Esses tipos de experiências, como já dissemos, contribuirão para reforçar a crença original que vocês tinham, no sentido de acelerá-la, solidificá-la ou cristalizá-la de modo que vocês possam ganhar impulso, de modo que vocês possam expandir essa realidade.
Cada ponto de vista gera seu próprio sistema de crenças auto-sustentável e auto-perpetuável, ou seja, um sistema de feedback, um sistema de experiências. Assim quando vocês assumem um ponto de vista, vai parecer que ele é o único ponto de vista real. É por isso que há tantos conflitos, dicotomias e discussões em seu planeta — porque vocês ainda não perceberam que todos os pontos de vista diferentes, todas as realidades diferentes que muitas pessoas diferentes em seu planeta percebem e insistem como sendo a verdadeira realidade são, na verdade todas ao mesmo tempo reais, todas simultaneamente verdadeiras. E não existe uma verdade única, não há uma realidade única com a qual você possa comparar outras idéias para determinar sua validade relativa. Há uma realidade comum, uma existência comum a todos. Mas essa existência comum é simplesmente isto — que todos vocês, de fato, existem.
A única regra ou lei que rege o fato de que todos vocês existem, que abrange tudo, se infiltra e se entrelaça com tudo é a seguinte — o que você dá é o que você recebe de volta. E é só isso. A idéia, portanto, é a de que cada experiência específica que você já teve foi o resultado da sua existência, da sua auto-consciência naquela existência, da sua irradiação em uma certa frequência, que irradiou em uma determinada medida. Em outras palavras, seria o fato de vocês oferecerem uma certa ideia e receberem como reflexo absolutamente verdadeiro um eco daquela irradiação. E este eco é o que vocês percebem como sendo a realidade da sua experiência fisiológica. No entanto, o que isso quer dizer é que vocês criaram, durante um longo tempo, essas realidades ao guardarem essas crenças inconscientes, por não estarem em contato com as razões de receberem o tipo de realidade que recebem quando dizem que desejam outra coisa e não entenderem como recebem o que não querem. A ideia deriva simplesmente do fato de que muitas das crenças que perpetuaram a realidade original são inconscientes, vocês não têm com elas contato e não sabem que o que as define está dentro de vocês, que criam essa realidade. Portanto, a ideia de analisar o seu ponto de vista, de ter clareza a respeito das definições que vocês mantêm em si quer mostrar que a partir do momento em que vocês entrarem em contato com o tipo de definição que cria a realidade que experienciam, vocês poderão alterá-la, poderão reescrevê-la e torná-la um ato consciente e não um ato inconsciente.
E ao torná-la um ato consciente, vocês mesmos poderão finalmente perceber que são constantemente, e sempre serão, capazes de escrever a fórmula para receber a realidade que preferirem. E que irão consegui-la, porque o Universo não tem absolutamente outra escolha a não ser dar-lhes exatamente aquilo que oferecem. Por isso, é uma questão de estar em contato com o que é que estão oferecendo, qual a frequência, digamos, vocês estão transmitindo, pois esse programa lhes é refletido de volta. Portanto, mesmo que em seu passado possa ter parecido que um ponto de vista não passa de uma mera questão de observação objetiva, hoje começa-se a se entender que esse ponto de vista significa tudo, pois é subjetivo. Pode até haver uma abordagem objetiva em relação às coisas, porém não existe essa coisa de “um ponto de vista verdadeiramente objetivo”, pois, por definição, qualquer coisa que seja um ponto de vista será subjetiva. E tudo o que vivenciarem, se experienciarem, por definição, será também de caráter subjetivo – não importa o estilo de sua abordagem.
Assim, tudo o que experienciarem será produto da sua compreensão subjetiva de si mesmos, suas crenças sobre si mesmos, suas definições a respeito de si mesmos, aquelas que lhes ensinaram a assumir desde crianças. Muitos de vocês já chegaram ao ponto de perceberem — pois estão, digamos assim, pensando por si próprios – que as estruturas de crenças antigas já não mais servem àquele “eu” que preferem ser. E assim vocês passam a se reexaminar e a reavaliar as idéias antigas que talvez seus pais ou colegas tenham passado a vocês, nesse sentido — não querendo ser depreciativo — afinal, vocês tinham que adotá-las a fim de sobreviverem na sociedade. No entanto algumas dessas idéias estão tão arraigadas que pode levar um longo tempo até que vocês possam mudar para a realidade que preferirem, com as definições que preferirem, a partir das crenças que preferirem, simplesmente porque nunca lhes ensinaram que aquelas realidades e definições a partir das quais vocês tinham que começar já eram o produto de sua própria fabricação. Ensinaram-lhes que:“É assim que são as coisas!”, que “Essas coisas são difíceis de mudar!” e que “Você tem que lutar muito, muito mesmo para conseguir implementar qualquer tipo de mudança ou qualquer idéia que lhe dê alegria na vida!” São apenas definições, não são REGRAS UNIVERSAIS! Elas não estão esculpidas no tecido do espaço e tempo.
Apenas uma regra é assim, e é aquela que já compartilhamos com vocês – o que você oferecer é o que receberá de volta. Essa é a verdadeira definição da estrutura da existência, e é tudo o que existe. Todo o resto, como vocês dizem, faz parte do seu jogo, seja um acordo firmado independentemente da sua escolha, seja uma realidade consensual, pois mesmo que vocês sejam cada um, uma única pessoa, obviamente fizeram acordos inconscientemente, telepaticamente com outros a fim de experienciarem um grau de semelhança qualquer entre todas as realidades individuais que criaram para si mesmos. Assim, quando dois sujeitos se juntam e dizem: “Isso é uma cadeira.” “Sim”, diz a outra pessoa , " é uma cadeira”, vocês estarão concordando em apoiar a realidade comum. Um outro sujeito poderia dizer tranquilamente: “Que cadeira? Eu não vejo cadeira alguma. O que é uma cadeira? Eu não sei do que você está falando.” Esses indivíduos que não acompanham a realidade de consenso da maioria são costumeiramente chamados de loucos. Não significa dizer que o que eles percebem é verdadeiramente menos real do que o que vocês estão percebendo.
As coisas que eles dizem que vêem são as coisas que estão lá, eles não têm alucinações. Para eles, são realidades sólidas. Eles apenas não concordam com a massa social acerca da realidade. E a principal razão pela qual muitos desses indivíduos não entenderem como integrar a sua percepção da realidade àquela em consenso entre a massa é o fato de que a eles ensinaram, desde a mais tenra idade, a acreditar que se não adotassem a realidade do consenso, seriam de alguma forma “cortados” e não seriam ouvidos. E por isso os canais de comunicação entre tais indivíduos e sua sociedade foram fechados e eles se trancam em um ciclo auto-perpetuação desse mundo particular, não tendo capacidade de se comunicar, integrar ou aplicar o que percebem à sua realidade comum. Mas o que eles percebem, no entanto é tão real, tão sólido quanto qualquer coisa que vocês já intitularam como sendo real e sólida em sua vida. Essa noção de ponto de vista juntamente às definições que vocês trazem dentro de si e que criam sua realidade servem como fundamento para todas as nossas interações com a sua sociedade e suas espécies. A ideia, neste momento, é a de que a sua sociedade está passando por muitas transformações, redefinindo-se não só em termos de indivíduos, mas como um todo coletivo.
Tais redefinições, na nossa perspectiva, os estão conduzindo no sentido das direções que exploramos em nosso passado. A ideia é não é a de que vocês façam o mesmo que nós fizemos, mas a de compartilharmos algumas das idéias, algumas das experiências que tivemos. Podemos compartilhar com vocês o que funcionou para nós, de modo que se quiserem, se escolherem, poderão, talvez, adaptar — da sua própria maneira, com sua própria força e imaginação – as mesmas experiências para a sua vida . E poderão entender que o que funcionou para nós pode funcionar com vocês – se escolherem assim. Cabe a vocês. Em nenhum momento esperamos — qualquer que seja a maneira, forma ou formato — que considerem o nosso ponto de vista como sendo mais importante que o de vocês. Vemo-los como iguais. Vemo-los como diferentes, e nós somos diferentes de vocês, estrangeiros, em muitos aspectos, assim como vocês são estrangeiros para nós. Mas a ideia, no entanto é que somos o mesmo tipo de espírito, o mesmo tipo de consciência, e todos nós somos uma parte da Criação Infinita.
Todos nós existimos. E o que é verdadeiro para todos e está “escrito no quadro” é : aquilo que você oferece é o que recebe. Então vamos dar-lhes amor incondicional e espaço para crescer em seu caminho, espaço para escolher por si, quer desejem interagir conosco ou não. E os tipos de realidades que quiserem experimentar em seu planeta só dependerão de vocês. Nós não podemos interferir, só poderemos aceitar um convite para a igualdade quando o seu mundo funcionar como um mundo de igualdade. No entanto, essas interações criam um caminho mais favorável para interagirmos com o seu mundo, e pouco a pouco, dia após dia chegaremos a um ponto em que haverá maior possibilidade de, digamos assim, interagirmos face à face de uma forma fisiológica — mas somente quando vocês nos encontrarem no meio da jornada, quando co-criarem conosco a vibração necessária para criarmos um meio termo em que ambos poderemos existir com nossas próprias definições individuais, de forma que um não se sobreponha ao outro. No entanto, é emocionante para nós interagirmos com vocês dessa maneira. E para nós é um presente nos permitirem experienciarmos a forma pela qual escolheram se expressar, a maneira pela qual escolheram para representar o seu aspecto do Infinito. Agradecemos por este presente.
Nota: Bashar é um membro masculino da civilização de quinta densidade física, chamada Essassani. Bashar é canalizado por Darryl Anka.