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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Estudo estima que existam três trilhões de árvores no planeta


Um time internacional de cientistas acaba de divulgar o levantamento mais completo até agora da quantidade de árvores existentes em nosso planeta. O estudo sem precedentes chegou a várias descobertas interessantes: os pesquisadores concluíram que aquantidade de árvores na superfície terrestre ultrapassa a impressionante marca de três trilhões. Existem 422 árvores para cada ser humano. O número total é sete vezes e meia maior que a estimativa aceita anteriormente, que previa a existência de 400 bilhões de árvores na Terra. Os resultados foram apresentados em um artigo na revista Nature.

O nível de precisão só foi possível pois a equipe não utilizou apenas imagens de satélite na condução do levantamento, como fizeram boa parte das pesquisas anteriores. Desta vez, os cientistas combinaram dados de satélite a contagens mais minuciosas feitas nas próprias florestas. A partir da união, foi possível extrapolar os dados para áreas que não possuem bons inventários de vegetais - um exemplo são os dados de florestas do Canadá e do norte da Europa, que foram usados na revisão de estimativas para partes semelhantes, só que mais remotas na Rússia. As informações abrangem uma área de 430 mil hectares e cobrem todos os continentes, exceto a Antártica.
“Não é como se tivéssemos descoberto novas árvores”, disse em um comunicado Thomas Crowther, ecólogo que hoje trabalha em uma instituição de pesquisa holandesa, mas liderou o estudo na Universidade Yale. “Ao invés disso, nós adicionamos uma outra camada de informação que nos permitiu revisar boa parte das estimativas anteriores”, explicou. A partir dessa revisão, os pesquisadores descobriram que, todos os anos, cerca de 15 bilhões de árvores são derrubadas no mundo. Eles também concluíram que, desde o surgimento da agricultura, há cerca de 12 mil anos, o número de vegetais despencou 46%.
Mapa elaborado pelos pesquisadores mostra a distribuição exata da vegetação pelo planeta (Foto: Reprodução)
“A escala do impacto humano é assombrosa”, afirma Crowther. “Obviamente nós esperávamos que os humanos teriam um papel proeminente, mas eu não esperava que isso iria despontar como o controle mais forte na densidade de árvores.” Áreas com maior umidade, onde a a vegetação deveria ser mais exuberante, acabam sendo desmatadas porque o clima úmido atrai agricultores.