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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

TAO o Caminho que não pode ser falado.


Existe uma história, ou estória, que sempre me fascinou. A História se relaciona ao fundador do Taoismo, filósofo e alquimista chinês, LAO ZI (também escrito Lao-Tse ou Lao-Tsu) quem supostamente viveu no século XVI a.C.
Muitos acadêmicos o consideram um ser mitológico, mais do que potencialmente real, entretanto, seguidores do taoismo tem certeza de sua existência.
Existem muitas versões de sua história, entretanto, uma em particular chamou minha atenção e tem a ver com Lao Zi, em idade mais avançada.
Lao Zi fazia parte de uma escola de mestres, cuja tradição de passagem do conhecimento se fazia oralmente. Ele ensinou um sistema chamado de Tao ou Dao, que pode ser traduzido ou interpretado como “o passo de menor resistência”.
Lao insistia que que o verdadeiro conhecimento e entendimento pode apenas surgir da experimentação (algo similar, em parte, ao conceito de expiação que consta na Bíblia católica) e portanto, é quase impossível ser transmitido por palavras, ainda mais as escritas.
De fato, Lao Zi nunca escreveu nenhum texto ou ensinamento, embora seus discípulos insistissem, o tempo todo, para que ele o fizesse.
Ao envelhecer e aproximar-se da morte, seus discípulos mais jovens imploraram que ele escrevesse alguma parte básica de seu conhecimento, para o benefício da humanidade. Assim ele escreveu alguns textos conhecidos como “Dao de Jing ou Tao Te Ching”.
De maneira a manter seu essencial credo na experiência, a primeira linha de seu texto é geralmente traduzida da seguinte forma:
“O Tao que pode ser falado(ou escrito) não é o eterno Tao”
Estar consciente da dificuldade de passar adiante um entendimento obtido através de uma experimentação, é um grande desafio, tanto para os que transmitem quanto para os que ouvem e por conta disso, a verdade não pode ser revelada ou defendida, já que ela não servirá para todos, pois ela faz parte e serve somente, para cada um.
Texto baseado e alterado do livro “From Light into Darkness”, Stephen S. Mehler – Egiptólogo e escritor.
Sol Negro

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