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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O som pode viajar pelo espaço — nós é que não conseguimos ouvi-lo

 (Foto: NASA)
Aquela história de que "no espaço ninguém pode ouvir você gritar", do filme Alien (1979)não é completamente verdade. A ideia aqui era a de que o som não poderia ser carregado no vácuo do espaço porque não existiriam moléculas pelas quais as vibrações do áudio poderiam passar. 
No entanto, o espaço não é apenas um vazio completo. O gás e a poeira interestelar deixados para trás por estrelas velhas e por vezes usados para criar novas têm o potencial para carregar ondas de som — nós é que não podemos ouvi-las. As partículas estão tão espalhadas que as ondas ficam em uma frequência inaudível para os ouvidos humanos.
O som viaja pelo espaço conforme as moléculas se chocam umas com as outras. Isso acontece de forma parecida com as marolas que são formadas quando jogamos uma pedra no lago. Conforme as marolas vão ficando mais distantes, o som gradualmente perde sua força. Por esse motivo só conseguimos ouvir o sons gerados nas nossas proximidades.
Quando uma onda de som passa, ela causa oscilações na pressão do ar e o tempo entre elas representa a frequência do som (medida em Hertz). Já a distância entre os picos de oscilação demonstra o comprimento da onda. 
Se a distância entre as partículas de ar for maior que o comprimento da onda, o som não consegue cumprir os intervalos e as "marolas" param. Logo, os sons precisam ter um grande comprimento de onda — cujo volume seria muito baixo para a audição humana — para ir de uma partícula para a outra em determinadas partes do espaço. A partir do momento que os sons ficam abaixo de 20 Hz, nós não conseguimos ouvi-los.