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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Fobos, a maior lua de Marte, está com os dias contados


Nenhuma lua em todo o sistema solar fica tão perto de seu planeta quanto Fobos. O problema é que esse satélite marciano talvez esteja perto demais: cientistas da Nasa anunciaram que a atração gravitacional entre os dois corpos é tão forte que o lado mais fraco da corda – Fobos, no caso – vai acabar estourando e a lua vai entrar em colapso.
Apenas 6 mil km separam Marte e Fobos, 64 vezes mais perto que a distância entre a Terra e a Lua, isso sem contar que, segundo os cálculos dos astrômos, a cada 100 anos eles se aproximam mais dois metros. Essa relação tão próxima vem causando uma série de ranhuras e fraturas na superfície do satélite e a estimativa é que dentro de um período de 30 a 50 milhões de anos Fobos seja destruída.
O fato de existir uma diferença de idade entre essas marcas em sua superfície mostra que esse é um processo em andamento e, ao que tudo indicia, em franca evolução. Os astrônomos chegaram a sugerir que as ranhuras eram resultado de detritos marcianos que acabaram colidindo com o satélite, mas agora está claro que se trata de um produto das forças de maré. O mesmo acontece aqui na Terra, só que em vez de marcas de stress essas forças interferem na maré dos oceanos e fazem com que o formato dos dois corpos seja levemente oval.

Essa conjectura toda só faz sentido se o interior de Fobos apresentar algum grau de maleabilidade, como um “amontoado de borracha”, comodescreveu a Nasa em nota divulgada no seu site oficial. Essa linha de raciocínio também afirma que a face externa de Fobos seria formada por uma camada de 100 metros de espessura de rigolito em pó, mesmo material que cobre a superfície da nossa lua. Com um interior elástico, a camada exterior é forçada a se reajustar, causando as fissuras.
Agora que você já sabe que uma das luas de marte vai morrer cedo (a outra lua é Deimos, o menor satélite do sistema solar) é hora de falar sobre a etimologia que envolve os nomes desses satélites. Na mitologia grega, Fobos era a personificação do medo, filho de Ares e Afrodite e irmão gêmeo de Deimos, o deus grego do terror. As formações geológicas de Fobos foram nomeadas com base em dois tipos de homenagens: os astrônomos que estudaram o satélite e personagens e cenários do livro As Viagens de Gulliver, escrito pelo irlandês Jonathan Swift.
Via Nasa