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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Astrônomos encontram a galáxia mais luminosa já observada

Uma simulação da galáxia mais brilhante encontrada, até então sem nome (Foto: Divulgação)
Recentemente, astrônomos descobriram a galáxia mais brilhante já avistada no Universo, com estrelas tão luminosas que, literalmente, faltaram palavras para descrevê-las.
De acordo com uma equipe da Universidade de Massachussetts Amherst, os termos “ultra-luminoso” e “hiper-luminoso” não fazem justiça ao brilho emitido pelas estrelas desta galáxia, então foi necessário criar um novo termo para se referir aos astros. “Estamos chamando de 'outrageously luminous’ [escandalosamente luminosos, em tradução livre], porque não há termo científico que possa ser aplicado”, explica um dos pesquisadores, Kevin Harrington.
Os astrônomos encontraram a galáxia graças ao Grande Telescópio Milimétrico, que fica no México, e com a ajuda da sonda espacial Planck e do Observatório Espacial Herschel, ambos administrados pela Agência Espacial Europeia.
As primeiras estimativas apontam que esta galáxia, que ainda não foi nomeada, tem cerca de 10 bilhões de anos de idade, tendo sido formada cerca de 4 bilhões de anos depois do Big Bang.
Ponto fora da curva

Para categorizar a luminosidade de uma galáxia, há uma escala chamada ‘luminosidade solar’.Galáxias que emitem até 1 trilhão de luminosidade solar são chamadas de ‘ultra-luminosas’. As que emitem acima disso e até 10 trilhões de luminosidade solar são consideradas ‘hiper-luminosas’. O problema é que esta nova galáxia encontrada emite cerca de 100 trilhões de luminosidade solar. “Em teoria, isto nem existiria. Ela é grande demais e luminosa demais, por isso ninguém nunca procurou por algo assim”, afirma o pesquisador-chefe, Min Yun.
Agora que a ciência sabe da existência de galáxias assim, esta descoberta ajudará os astrônomos a estudarem as condições do princípio do Universo. “Ter consciência de quanto essa galáxia cresceu nos bilhões de anos desde seu surgimento nos ajudará a estimar quanto material havia na juventude do Universo. As coisas parecem muito mais complexas agora do que achávamos que eram”, completa Min Yun.