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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015



Três invenções modernas que já existiam há milhões de anos


Figura entalhada em uma pedra, que acredita-se ter mais de 65 milhões de anos, mostra um telescópio, uma invenção que supostamente foi criada em 1609 por Galileu (Cortesia de Eugenia Cabrera / Museo Cabrera)



Existem evidências – como alguns artefatos e invenções – que apontam para as civilizações pré-históricas como sendo tão avançadas quanto a nossa civilização moderna. Tais evidências podem virar nossas certezas científicas de cabeça para baixo. Não seria a primeira vez que a história da ciência mostraria que a ciência tem estado grosseiramente errada em inúmeras ocasiões.
Mudanças de paradigmas têm sido conduzidas em meio a abundantes controvérsias. As seguintes descobertas foram contestadas. Porém, alguns cientistas sustentam a teoria de que há dezenas de milhares de anos, ou mesmo milhões de anos atrás, os seres humanos caminharam sobre a terra com tanto conhecimento e cultura como as pessoas de hoje.
1. Reator nuclear de 1,8 bilhões de anos
Em 1972, uma fábrica francesa importou minério de urânio de Oklo, na República do Gabão. Para sua surpresa, o urânio já havia sido extraído. Eles descobriram que o local de origem foi um reator nuclear de larga escala altamente avançado, que foi feito há cerca de 1,8 bilhões de anos e esteve em operação durante 500 mil anos.
Cientistas se reuniram para investigar, este maravilhoso fenômeno natural. O Dr. Glenn T. Seaborg, ex-presidente da comissão de energia atômica dos EUA, e vencedor do premio Nobel por seu trabalho de sintetizar os elementos pesados, explicou o porquê de ele acreditar que isso não foi um fenômeno natural, e, portanto, deve ser um reator nuclear feito pelo homem.
Para o urânio “queimar” em uma reação, são necessárias várias condições precisas. Por exemplo, a água deve ser extremamente pura. Mais pura do que qualquer água do mundo. Para ocorrer a fissão nuclear é necessário o material U-235, um dos isótopos encontrados naturalmente no urânio. Vários especialistas em engenharia nuclear disseram que eles acreditam que o urânio em Oklo não poderia ser tão rico em U-235 a ponto de acontecer uma reação natural.
Além disso, parece que o reator era mais avançado do que qualquer coisa que podemos construir atualmente. Ele possuía vários quilômetros de comprimento, e o impacto térmico ao ambiente foi limitado a 40 metros em todos os lados. O lixo radioativo ainda está cercado por elementos geológicos, e não vazou para fora do local da mina.
Local do reator nuclear em Oklo, na República do Gabão (NASA)
Local do reator nuclear em Oklo, na República do Gabão (NASA)
2. Pedra Peruana mostrando um antigo telescópio e vestuário parecido com os modernos
Pensa-se que foi Galileu Galilei que inventou o telescópio em 1609. Uma pedra, que acredita-se ter sido entalhada há 65 milhões de anos atrás, mostra, no entanto, uma figura humana segurando um telescópio e observando as estrelas.
Há cerca de 10 mil pedras no Museu de Cabrera em Ica, no Peru, que mostram o homem pré-histórico, usando cocares, roupas e sapatos. As pedras representam cenas semelhantes a transplante de órgãos, cesárea e transfusões de sangue, e algumas mostram até dinossauros.
Enquanto alguns dizem que as pedras são falsas, o Dr. Dennis Swift, que estudou arqueologia na universidade do Novo México, documentou em seu livro, “Segredos das pedra de Ica e as linhas de Nazca”,  provas que remetem as pedras aos tempos pré-colombianos.
Swift diz que uma das razões que fizeram as pedras serem consideradas falsas em 1960, foi que na época, acreditava-se que dinossauros andavam arrastando suas caudas, mas as pedras representam dinossauros com suas caudas para cima, e, portanto, foram consideradas como algo impreciso.
Estudos posteriores mostraram que os dinossauros andavam com suas caudas para cima, como representado nas pedras.
(Cortesia de Eugenia Cabrera / Museo Cabrera)
(Cortesia de Eugenia Cabrera / Museo Cabrera)
3. Cultura avançada em pinturas rupestres
As cavernas de La Marche, no centro oeste da França, contêm descrições de mais de 14 mil anos atrás, de pessoas com cabelos curtos, barba bem cuidada e roupas sob medidas, e passeando a cavalo, longe das cangas de pele de animal que costumamos imaginar.
Estas pinturas foram confirmadas como genuínas em 2002. Investigadores, como Michael Rappenglueck, da Universidade de Munique, insiste que este importante artefato é simplesmente ignorado pela ciência moderna.
Rappenglueck estudou o conhecimento astronômico das civilizações Paleolíticas.Ele escreveu: “Por alguns anos isto foi deixado para as grandes mídias cobrirem (na forma de material impresso, material audiovisual, mídia eletrônica e programas planetários) para aumentar a conscientização sobre a proto-astronomia (bem como proto-matemática e outras proto-ciênciaa) durante o tempo Paleolítico”.
Algumas das pedras da caverna de La Marche estão em exposição no Museu do Homem, em Paris, mas as que retratam claramente os povos pré-históricos com cultura avançada não podem ser vistas.
Pintura rupestre da caverna de Altamira, no Pavilhão Anthropos, do Museu da Morávia, na República Checa (Wikimedia Commons)
Pintura rupestre da caverna de Altamira, no Pavilhão Anthropos, do Museu da Morávia, na República Checa (Wikimedia Commons)
Quando pinturas com mais de 30 mil anos foram descobertas em cavernas da Europa, no século 19, eles desafiaram o entendimento comum sobre a pré-história. Um dos maiores críticos da descoberta, Emile Cartailhac, veio décadas depois e se tornou uma força motriz em provar que as pinturas são verdadeiras e a importância de sua conscientização. Ele agora é considerado um dos fundadores do estudo de arte rupestre.
As primeiras pinturas foram descobertas por Don Marcelino Sanz de Sautuola, um nobre espanhol, e sua filha Maria, em 1879, na caverna de Altamira. Elas mostraram uma sofisticação inesperada. A descoberta foi rejeitada, até o inicio do século 20, quando Cartailhac publicou um estudo sobre as pinturas.