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sexta-feira, 13 de março de 2015

Conheça os piores papas da História


A Igreja Católica, uma das mais antigas da Terra, tem lidado, ao longo do tempo, com a corrosão própria a qualquer instituição humana de longa trajetória, ainda que, talvez, a pior batalha esteja representada pelas transgressões da política oficial, que iniciaram na própria cúpula vaticana. Dessa perspectiva, apresentamos alguns dos piores papas da História:

Sérgio III (904-911)
Apontado pelos seus próprios cardeais como “o escravo de todos os vícios”, chegou ao trono vaticano após matar seu antecessor, Leão V. Teve como amantes a esposa do senador e chefe militar de Roma, Teofilacto I, e também sua filha, uma prostituta adolescente chamada Marozia, com quem gerou um filho legítimo: ninguém menos que o seu sucessor, João XI. Começava assim o período papal conhecido na História como “pornocracia”.

João XII (955-964)
Também conhecido como “O Papa Fornicador”, foi neto de Marozia (amante de Sérgio III) e bisneto de Teodora (esposa de Teofilacto I), genealogia muito influente durante o século obscuro do papado. Aos 16 anos, foi acusado de manter relações sexuais com uma de suas irmãs, entre muitas outras relações ilegais. Morreu aos 26 anos, assassinado por um marido que havia surpreendido o papa no seu leito nupcial.

Bonifácio VIII (1294-1303)
Segundo historiadores, como Chamberlain, este papa praticou a simonia (venda de favores e objetos religiosos) e o nepotismo (preferência para a concessão de cargos aos familiares dentro da instituição). Outro historiador, Durant, assegura que Bonifácio praticou bruxaria, chamou Jesus Cristo de “hipócrita”, disse ser ateu, negou a vida futura e foi um pervertido pedófilo. Categoricamente, esse papa disse: “Dar prazer a si mesmo, com mulheres ou crianças, é tão pecado quanto esfregar-se com as mãos”. O próprio Dante reservou a ele um lugar no inferno da Divina Comédia (Canto XIX), sem mesmo ele ter morrido.

Julio III (1550-1555)
O papado de Julio III foi assinalado por escândalos, sendo que o mais notável girou em torno do sobrinho adotivo do papa, Inocencio Ciocchi Del Monte, um mendigo adolescente que o papa encontrou lutando com o macaco de um vendedor ambulante, nas ruas de Parma. Apesar de ser um analfabeto, Julio lhe nomeou cardeal, ato que inspirou um poema épico, intitulado “O elogio da sodomia”, escrito provavelmente por algum arcebispo indignado e dedicado à honra do papa.